quarta-feira, 2 de junho de 2021

JÓ - Pesado Em Balança Fiel.

Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade (Jó.31.6 ARC).

Deus pese-me em balança justa, e saberá que não tenho culpa (Jó.31.6 NVI).

TEQUEL - Pesado foste na balança e foste achado em falta (Dn.5.27).

Diante de todas as acusações falsas dos seus amigos, que o acusava de está em pecado diante de Deus, Jó desafia e diz: Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade (31.6). Jó teve o testemunho do próprio Deus no que diz respeito a sua integridade, quando diz a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, desviando-se do mal (Jó.1.8). Deus reafirma as qualidades de Jó ao fazer a mesma pergunta a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, desviando-se do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa (2.3). Deus destaca quatro qualidades em Jó: (1) Sincero. Sinceridade refere-se à integridade moral de Jó e à sua sincera devoção a Deus. (2) Reto. Denota retidão nas palavras, nos pensamentos e atos. (3) Temente a Deus. É ter respeito e reverência diante de Deus em obediência a sua Palavra. (4) Desviando-se do mal. Temer a Deus e desvia-se do mal são o fundamento da vida irrepreensível e da retidão de Jó. 

Jó exige que sua integridade seja pesada em balança fiel ou justa. Jó não queria fraude nem pra mais nem pra menos em sua avaliação Divina. Ser avaliado por alguém que nos simpatiza ou avaliar alguém que nos beneficia com algo é simples e fácil. Porém, ser avaliado pelo próprio Deus, que não faz acepção de pessoas, nem julga segundo a aparência, mas usa a sua reta justiça, é muito mais difícil de ser aprovado para quem está em falta diante de Deus. 

Jó foi um crente fiel na sua época, mesmo não tendo igreja (templo) para ir cultuar a Deus, nem Bíblia para ler e fortalecer sua fé, nem escola dominical ou teológica para frequentar. Mesmo não tendo nada do que temos hoje, para favorecer e fortalecer a nossa fé, Jó foi fiel a Deus e desafiou os seus acusadores diante de Deus e disse: "Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade". Todavia, os crente de hoje tem todos os recursos possíveis para fortalecer a sua fé, mas mesmo assim, muitos não são fiéis a Deus como foi Jó. Quantos de nós cristãos na atualidade temos capacidade e ousadia de desafiar a Deus e falar como Jó: "Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade". Mesmo que assim não falamos, Deus está pesando as nossas obras e avaliando nossa fidelidade diante dEle. Que não sejamos achados em falta, como foi o rei Belsazar. 

terça-feira, 1 de junho de 2021

OS SETE EFEITOS DA CRUZ.

Os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (I Co.1.22,23,18).

A morte de Cristo na cruz foi um escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Morrer na cruz na época de Cristo, era uma condenação dada ao pior dos malfeitores o que provocaria vergonha para todos os familiares do condenado. A morte de cruz era a mais humilhante de todas as mortes. Para muitos, a cruz é repugnante e merece ser totalmente apagada das nossas memórias. Porém, sem a cruz não haveria redenção dos pecados e nem salvação para humanidade.

A cruz era símbolo de maldição, está escrito na Lei que todo aquele que for morto e pendurado no madeiro é maldito (Dt.21.22,23).  Paulo reafirma esta verdade escrevendo aos gálatas: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição em nosso lugar porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro (Gl.3.13).

A cruz nos trouxe uma série de efeitos como resultados do sacrifício de Jesus Cristo, os quais nos beneficiam mais do que tudo que possa existir de bom neste mundo; nem riquezas, nem sabedoria, beleza, fama ou poder poderão jamais conceder-nos o que na cruz foi conquistado para a humanidade. Diante desta verdade, queremos compartilhar à luz da Bíblia, "os sete efeitos da cruz".

1- Na Cruz o pecado foi vencido.

2- Na Cruz o império da morte foi abolido.

3- Na Cruz a nossa dívida foi paga.

4- Na Cruz Satanás foi derrotado.

5- Na Cruz a nossa salvação foi conquistada.

6- Na Cruz Cristo triunfou sobre todas as potestades das trevas.

7- Na Cruz a nossa vitória está garantida.

"A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que aconteceu entre os homens". A.W. Tozer.

* Esta postagem é o título de um livro que estamos escrevendo. Em breve será lançado, querendo Deus. Amém! 


domingo, 30 de maio de 2021

COLOCANDO A FARINHA NA PANELA.

E voltando Eliseu a Gilgal, havia fome naquela terra; e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas. Então, um saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela a sua capa cheia de coloquíntidas; e veio e as cortou na panela do caldo; porque as não conheciam. Assim, tiraram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela! Não puderam comer. Porém ele disse: Trazei, pois, farinha. E deitou-a na panela e disse: Tirai de comer para o povo. Então, não havia mal nenhum na panela (II Rs.4.38-41).

No tempo da prosperidade tudo flui muito bem. Mas na adversidade, a escassez bate a porta. A região de Gilgal estava atravessando um momento de crise; a falta de alimentos assolava por todas as partes, e a fome dominava. Havia em Gilgal uma escola dos profetas, e Eliseu era o seu líder, e sempre que havia alguma dificuldade eles recorriam a Eliseu. Quando Eliseu deu a ordem para eles colherem ervas e fazer um caldo; parecia que tudo ia dá certo, mas não deu; todos os planos foram frustrados. Mas Deus muda a situação, pois ele não permite que o mal prevaleça. A palavra de Deus na boca do profeta Eliseu, removeu o mal quando obedeceram a sua orientação e colocaram farinha na panela.

O VENENO É SUTIL. 

É contraditório colocar algo que é tóxico dentro de uma panela de comida saudável. Essa panela pode significar a igreja. Infelizmente tem lideres que não estão vigiando e o mal está se instalando dentro da igreja; há igrejas que suas doutrinas estão contaminadas com parra bravas; e isso tem prejudicado a saúde espiritual da igreja. Essa erva venenosa pode atrofiar a vida espiritual dos crentes e até mesmo levar a morte espiritual. O apóstolo Paulo orientando ao pastor Timóteo disse: Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto,  te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (I Timóteo, 4.16). A igreja vem sofrendo ataques por vários ventos de doutrinas e muitos líderes estão desapercebidos, e por causa disso, os modismos e as falsas doutrinas camufladas de aparentes verdades estão sendo aceitas no meio do povo de Deus. Precisamos urgentemente de homens de Deus que sejam verdadeiros guardiões da sã doutrina. 

FALTA DE CONHECIMENTO.

E veio e as cortou na panela do caldo; porque as não conheciam (Vers.39b).

Os que colheram as ervas venenosas e colocaram na panela, não fizeram por maldade; e sim por falta de conhecimento. A falta de conhecimento tem levado muitos à destruição. A palavra de Deus diz: O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento (Os.4.6). Por falta do verdadeiro conhecimento da palavra de Deus, muitos líderes espirituais tem levado as pessoas ao erro e ao engano. O conhecimento da Palavra de Deus deve ser prioridade no meio do povo de Deus. As Escrituras nos recomenda: Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR (Os.6.3). Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (II Tm.2.15). 

O GRITO.

Assim, tiraram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer (Vers.40).

Quem tem o conhecimento e discernimento das coisas, percebe logo o mal, e dá o grito de alerta. Aqueles homens quando perceberam que havia morte na panela, gritaram avisando a Eliseu, para que não comessem. É necessário que haja homens e mulheres de Deus, para discernir onde está o mal, e dá o grito de alerta. Infelizmente estamos vendo muitas coisas contraditórias na igreja, que chegam até a distorcer as doutrinas ortodoxa da fé cristã. É preciso que os profetas de Deus clamem, gritem e denunciem o mal, antes que o prejuízo seja devastador. Porque a morte subiu pelas nossas janelas e entrou em nossos palácios, para exterminar das ruas as crianças e os jovens das praças (Jr.9.21).

COLOCANDO A FARINHA (a Palavra) NA PANELA.

A comida estava contaminada pelo veneno, mas o mal foi eliminado quando o profeta mandou colocar farinha na panela. Porém ele disse: Trazei, pois, farinha. E deitou-a na panela e disse: Tirai de comer para o povo. Então, não havia mal nenhum na panela (Vers.41).

A panela estava contaminada com o tóxico da parra brava, mas nem por isso o profeta ordenou que jogassem fora o caldo. Ele colocou farinha na panela e o mal foi desfeito. A farinha representa a Palavra de Deus, é preciso disposição e coragem para desfazer o mal. O Espírito Santo está procurando homens e mulheres de Deus que tenham coragem de colocar farinha (a Palavra de Deus) na panela contaminada com modismo e heresias.  A palavra de Deus nos diz: O profeta que teve um sonho, que conte o sonho; e aquele em quem está a minha Palavra, que fale a minha Palavra, com verdade. Que tem a palha com o trigo? Diz o SENHOR. Não é a minha Palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a penha? (Jr.23.28,29). 

A parra brava que contaminou o caldo que havia na panela é uma realidade que acontece em nossos dias. Infelizmente o inimigo tem conseguido misturar um veneno letal no meio do povo de Deus, trazendo inovações, modismo, mundanismo e heresias camufladas de verdade. Antigamente se dizia que o inimigo vinha de sapatinhos de lã para não ser percebido; hoje ele está entrando de tamancos em muitas igrejas e muitos não estão percebendo. O povo de Deus está precisando de discernimento e visão espiritual para perceber o mal, e não deixar que ele prevaleça. 

Finalmente, estamos percebendo que está havendo muitos falsos mestres ensinando heresias camufladas de verdades, levando o povo de Deus ao engano e ferindo a sã doutrina com conceitos teológicos que não tem nenhum respaldo Bíblico. Todavia, o Espírito Santo convoca homens e mulheres fiéis a Palavra, para colocarem "farinha", a Palavra na "panela" contaminada com um veneno letal que vem matando espiritualmente a muitos.

terça-feira, 25 de maio de 2021

MINISTÉRIO DE PASTOR.



E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que a estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta meus cordeiros (Jo.21.15).

Por três vezes o Senhor Jesus perguntou a Pedro: Pedro você ama? Pedro responde três vezes e diz, sim Senhor tu sabes que eu te amo. Ao que Jesus lhe propõe: Apascenta as minhas ovelhas. Quem ama ao Senhor, apascenta suas ovelhas. Pedro recebeu um coração de pastor para apascentar as ovelhas do Senhor.

Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória (I Pe.5.1-4).

Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue (Atos, 20.28).

Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja (I Tm.3.1).

O ministério de pastor é nobre e excelente, quando este verdadeiramente tem um chamado e uma vocação dada por Deus. Muitos almejam o episcopado, até se esforçam para alcança-lo, porém poucos tem um coração de pastor. Ter coração de pastor é ter um coração totalmente entregue a obra do Senhor e voltado à cuidar das ovelhas do Senhor. Coração de pastor é amoroso, paciente, perseverante, otimista, cheio de fé e sofredor. Coração de pastor verdadeiro, não utiliza das suas prerrogativas para benefício próprio. Coração de pastor receber a carga e protege as ovelhas. Coração de pastor se sacrifica para dar o melhor ao rebanho, ele prefere comer a palha e dar o trigo, para manter as ovelhas bem alimentadas. Coração de pastor não é rancoroso a ponto de viver trocando farpas com as ovelhas. Coração de pastor é prudente, sábio, seguro e misericordioso. O verdadeiro pastor preocupa-se em cuidar bem do rebanho do Senhor e põe o coração sobre ele. Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado (Pv.27.23 Versão ARC). Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos (Pv.27.23 NVI). Há os pastores chamados e há os "chamados" pastores.

QUALIFICAÇÕES PARA O PASTORADO.

1- Irrepreensível.

2- Marido de uma mulher.

3- Vigilante.

4- Sóbrio.

5- Honesto.

6- Hospitaleiro.

7- Apto para ensinar.

8- Não apegado ao vinho.

9- Não violento.

10- Não cobiçoso.

11- Não avarento.

12- Não contencioso.

13- Não neófito (recém convertido, inexperiente, imaturo).

14- Que governe bem sua própria casa.

15- Que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo.

(I Tm.3.2-7).

Que os pastores possam com a graça de Deus, pastorear com perícia e dedicação, as ovelhas do Senhor. Amém! 

domingo, 23 de maio de 2021

217 PERGUNTAS FEITAS POR JESUS.

Percorrendo os Evangelhos, o monge Ludwig Monti contou e isolou as 217 interrogações formuladas por Cristo. As pesquisas encontrou 217 perguntas feitas por Jesus. As estatísticas, porém, não explicam a força disruptiva ou revolucionaria de muitas das suas interrogações, deixando a multidão dos seus ouvintes e dos seus próprios discípulos estupefatos. 

Algumas perguntas feitas pelo Mestre da Galileia: Quem dizem os homens que eu sou? E vocês, quem dizem que eu sou? Ó geração incrédula! Até quando deverei ficar com vocês? Até quando vos sofrereis ainda? Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção na trave que há no seu próprio olho? Raça de víboras! Se vocês são maus, como podem dizer coisas boas? Vocês pensam que eu vim trazer paz à terra? Mas, o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?

Muitas das perguntas feitas por Jesus, eram aparentemente sem lógica, perguntas óbvias ou desnecessárias. Todavia, toda pergunta requer uma resposta. Mesmo sabendo as respostas e as necessidades das pessoas, Ele queria que as pessoas se expressassem e demonstrassem seus sentimentos. Falar tem haver com fé, está escrito: Cri, por isso, falei: Estive muito aflito (Sl.116.10). 

Algumas das perguntas de Jesus, já contêm respostas. O que você quer que eu faça por você?, pergunta ele ao cego de Jericó. Você quer ficar curado? Pergunta ele ao paralítico do tanque de Betesda. Quem me tocou? Pergunta ele à multidão. Porém, as suas perguntas não eram capciosas, ou seja, mal intencionadas, para induzir ao erro. Ele apenas queria uma resposta sincera, vinda do coração. Das 217 perguntas feitas por Jesus, queremos destacar apenas sete.

1- Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? (Mt.16.13).

2- Que queres que te faça? (Mc.10.51).

3- Quem é que me tocou? (Lc.8.45).

4- Queres ficar curado? (Jo.5.6).

5- Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? (Mc.4.40).

6- Quereis vós também retirar-vos? (Jo.6.67).

7- Quem dentre vós me acusa de pecados? (Jo.8.46).

Se Jesus lhe perguntasse, que queres que te faça? O que você responderia? Muitas vezes Deus não nos dar aquilo que queremos, mas o que precisamos. 

sábado, 22 de maio de 2021

Crendo Contra Esperança.

Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem. O QUAL, EM ESPERANÇA, CREU CONTRA A ESPERANÇA que seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer (Rm.4.17-21).

Ter esperança é bom. No livro de Lamentações está escrito: Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR (Lm.3.26). Porém, ter esperança e crer contra esperança, não é normal, isto parece contraditório, isto é um contrassenso. Mas esta é a linguagem da fé. Muitas vezes a fé vem na contramão da lógica humana.

Ter fé quando as circunstâncias se apresentam favoráveis é fácil; acreditar quando o vento está a nosso favor e quando tudo está cooperando para dar certo, todos nós acreditamos. Porém, quando as circunstâncias que nos cercam são desfavoráveis e não há mais saída, chegando ao ponto de perdermos toda esperança, aí chegou a hora da verdadeira fé entrar em ação. Foi basicamente isto que aconteceu na vida de Abraão. Usando a lógica humana, era impossível Abraão gerar um filho com Sara sua mulher. Ele já tinha 100 anos de idade, o seu corpo estava sem vitalidade, os seus órgãos reprodutores estavam sem vigor, Sara também tinha idade avançada, o seu ventre estava enfraquecido e já não gerava porque era estéril. Mas, para Deus nada é impossível (Lc.1.37). Abraão e Sara riram da promessa de Deus (Gn.17.17; 18.12), só depois passaram a acreditar quando foram fortalecidos na fé dando glória a Deus. É provável que Abraão tenha experimentado por algum tempo certa dose de descrença. É possível que até mesmo pessoas de grande fé possam em certos momentos, enfrentar dúvidas. Quando assim acontecer conosco, não devemos deixar de avançar com perseverança na nossa obediência a Deus e na sua Palavra, pedindo a Ele para renovar nossas forças e aumentar nossa fé. 

Está escrito que Deus chama a existência as coisas que ainda não existem, como se já fossem (Rm.4.17). Para Deus Abraão já era pai de multidões, mas para Abraão ele apenas estava crendo e esperando o cumprimento da promessa. Quando nós atingimos a fé perfeita em Deus, podemos ver o invisível e descansar nas promessas, fazendo delas um travesseiro. 

Abraão acreditava que Deus era Todo-Poderoso, mas em algum momento a sua fé vacilou, todavia ele não enfraqueceu na fé, mesmo sem esperança, ele creu contra esperança e foi fortalecido na fé, dando glória a Deus. Crer contra esperança, é sair do natural e entrar no sobrenatural de Deus. Crer contra esperança é deixar de olhar para os horizontes humanos e olhar para a vertical de Deus. A esperança natural (humana) é a última que morre; mas a Esperança sobrenatural (espiritual) nunca morre. Que possamos imitar o nosso pai na fé, Abraão, que creu contra esperança e venceu.  Não desista dos seus sonhos, se o inimigo tentar matar a sua esperança, faça como Jesus, e diga: "Vai-te, Satanás!" Amém! 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

QUEM ERAM OS ESCRIBAS E FARISEUS?

 

Então, falou Jesus à multidão e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam (Mt.23.1-3).

As palavras de Jesus no capítulo 23 são palavras severas, são denúncias e juízo contra os escribas e fariseus. Os escribas e fariseus eram lideres religiosos, considerados os interpretes da Lei, os quais o povo os tinham em grande estima e admiração. Jesus censura os escribas e fariseus por suas hipocrisias, suas tradições e rejeição a genuína Palavra de Deus. Jesus pronuncia palavras de juízo contra os escribas e fariseus utilizando a expressão "Ai" por oito vezes. O zelo de Jesus pela Palavra de Deus o levou a denunciar os lideres religiosos com duras palavras, tais como: Hipócritas! Condutores de cegos! Filho do inferno! Insensatos e cegos! Sepulcros caiados! Serpentes! Raça de víboras! Assassinos! Jesus descreve o caráter dos lideres religiosos de sua época como pregadores que buscam popularidade e atenção do povo, que amam honrarias e títulos, gostam de destaques e assentassem nos primeiros lugares. Isto não é mera coincidência com os pregadores e lideres dos dias atuais que pregam e ensinam um evangelho distorcido para atender suas próprias conveniências. A Palavra de Deus nos adverte para estarmos atentos a esses falsos pregadores e lideres religioso que mercadejam a fé em nome de Deus. 

A ORIGEM DOS ESCRIBAS E SEU OFÍCIO.

O escriba ou escrivão era aquele que na antiguidade e também durante a idade média dominava a escrita e a usava para redigir as leis de sua região, a mando do governante, ou as normas de uma determinada religião, antes da invenção da prensa móvel. Também podia exercer as funções de contador, secretário, copista e arquivista. Na antiguidade, os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social.

O ESCRIBA NO EGITO ANTIGO.

O escriba do Antigo Egito, ou sesh, era uma pessoa educada nas artes da escrita, usando tanto escritas hieróglifas e hieráticas, e da segunda metade do primeiro milênio a.C. a escrita demótica foi usada também e a aritmética. Filhos de escribas eram educados na mesma tradição escriba, enviados à escola e ao entrarem ao serviço civil, herdavam o mesmo cargo dos pais.
Muito do que é sabido do Antigo Egito provem das atividades dos escribas. Edifícios monumentais foram erigidos sob suas supervisões, atividades administrativas e econômicas eram documentadas por eles, e os contos das bocas das baixas classes egípcias ou de terras estrangeiras sobreviveram graças aos escribas.
Escribas também eram considerados parte da corte real e não eram obrigados a pagar tributos ou se juntar às forças armadas. A profissão do escriba possuía similares, como os pintores e artesãos que faziam decorações e outras relíquias com pinturas e textos hieróglifos. Um escriba era dispensado do trabalho manual pesado exigido às baixas classes. Era uma profissão privilegiada. 

O ESCRIBA NA BÍBLIA.

Nos livros sagrados para os cristãos e judeus, o termo escriba refere-se aos chamados doutores e mestres, ou seja, homens especializados no estudo e na explicação da lei ou Torá. O termo aparece pela primeira vez no livro veterotestamentário de I Crônicas 2.55, onde se ler: E os clãs de escribas que viviam em Jabez... Os dois primeiros homens a serem chamados de escribas na Bíblia foram: Baruque e Esdras. Então Jeremias pegou outro rolo e o deu ao escriba Baruque, filho de Nerias, para que escrevesse nele... (Jr.36.32). O escriba Esdras estava numa plataforma elevada, de madeira, construída para a ocasião... (Ne.8.4). 
Os escribas eram bem sucedidos no que faziam e sabe-se que tinham grande influência e eram muito estimados pelo povo, tendo existido escribas partidários de diferentes correntes do judaísmo, tais como os fariseus, que eram a maioria.  

Iniciaram sua atuação ainda no final do período do Antigo Testamento, durante e após o exílio babilônico, enquanto a figura do profeta desvanecia. Já no Novo Testamento, é possível verificar que a maioria dos escribas da época se opôs aos ensinamentos de Jesus, que os criticava duramente por causa do seu proceder legalista e hipócrita, no mesmo contexto das críticas aos fariseus, a corrente majoritária dos escribas. Após a destruição do templo de Jerusalém no ano 70 d.C., seguido do desaparecimento da figura do sacerdócio judaico, sua influência passaria a ser ainda maior no âmbito do judaísmo.

Alguns escribas ficariam famosos, tais como Hilel e Shamai (pouco antes de Cristo), tendo sido ambos líderes de tendências opostas na interpretação da lei, sendo menos rigoroso o primeiro e mais rigoroso o segundo. Gamaliel, discípulo de Hilel, foi mestre de Paulo, tendo existido também outros escribas simpatizantes com os cristãos.

NOTAS HISTÓRICAS E CULTURAIS.

Os escribas constituíam uma importante classe profissional na sociedade do mundo antigo. A arte dos escribas na leitura, escrita e interpretação de documentos escritos, proporcionava-lhes um papel fundamental em questões pessoais, estatais e religiosas. Geralmente o texto era redigido a partir de um ditado (Jr.36.32), utilizando uma ponteira de junco afiada com uma "faca de escrivão" (Jr.36.23). A formação de um escriba era adquirida na escola, e a profissão às vezes era vista como um negócio familiar (I Cr.2.55). Algumas personagens importantes da Bíblia foram escribas: Safã, que leu o Livro da Lei ao rei Josias (II Rs.22.10); Baruque, que documentou as palavras do profeta Jeremias (Jr.36.4); Esdras, que copiou e leu os decretos do rei da Pérsia e a Lei de Moisés (Ed.7.6-11); o evangelista Mateus, que usou suas habilidades de escrita para compor o primeiro evangelho canônico (Mt.8.19; 13.52).
A Bíblia apresenta corretamente a função dos escribas como sendo documentar e preservar a vontade dos reis (I Cr.24.6; Et.3.12). Eles desempenhavam importantes funções dentro da hierarquia militar (II Rs.25.19; Jr.52.25) e geralmente são apresentados como conselheiros dos reis ao lado do sumo sacerdote (II Rs.1210; 18.18,37; Mt.2.4). Muitos escribas também eram sacerdotes e estavam incumbidos de preservar, interpretar e explicar as Escrituras (Ne.8.9; Mt.17.10; 23.2). Por causa da sua importância e responsabilidade como guardiões da tradição, os escribas também estavam sujeitos ao escrutínio da crítica profética. Jeremias denunciou "a pena mentirosa dos escribas" que haviam abandonado a Lei do SENHOR (Jr.8.8). O próprio Jesus pronunciou uma extensa lista de acusações contra os escribas e fariseus (Mt.23).

A ORIGEM DOS FARISEUS E SEU OFÍCIO.

Fariseus são um grupo de judeus devotos ao Torá (5 primeiros livros da bíblia), surgidos no século II a.C.. Opositores dos saduceus, criam numa Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e a queda do poder dos saduceus, cresceu sua influência dentro da comunidade judaica e se tornaram os precursores do judaísmo rabínico. A palavra Fariseu tem o significado de "separados", " a verdadeira comunidade de Israel", "santos".

A origem mais próxima do nome fariseu está no latim pharisaeus, que por sua vez deriva do grego antigo ϕαρισαῖος, assentado no hebraico פרושים prushim. Esta palavra vem da raiz parash que basicamente quer dizer "separar", "afastar". Assim, o nome prushim ou perushim é normalmente interpretado como "aqueles que se separaram" do resto da população comum para se consagrar ao estudo da Torá e das suas tradições. Todavia, sua separação não envolvia um ascetismo, já que julgavam ser importante o ensino à população das escrituras e das tradições dos pais.

A origem mais provável dos perushim é que tenham surgido do grupo religioso judaico chamado hassidim (os piedosos), que apoiaram a revolta dos macabeus (168-142 a.C.) contra Antíoco IV Epifânio, rei do Império Selêucida, que incentivou a eliminação de toda cultura não-grega através da assimilação forçada e da proibição de qualquer fé particular. Uma parte da aristocracia da época e dos círculos dos sacerdotes apoiaram as intenções de Antíoco, mas o povo em geral, sob a liderança de Yehudah Makkabi (Judas Macabeu) e sua família revoltou-se.

Os judeus conseguiram vencer os exércitos helênicos e estabelecer um reino judaico independente na região entre 142-63 a.C., quando então foram dominados pelos romanos. Durante este período de 142-63 a.C., a família dos macabeus estabeleceu-se no poder e inaugurou o período independente do Reino da Judéia, que durou de 110a.C até 37a.C. Os Macabeus eram de ascendência levítica e restauraram a adoração e os sacrifícios no Templo de Jerusalém. Este acontecimento é comemorado até hoje pelas comunidades judaicas, chamado de Festa da Dedicação do Templo ou Hanuká

E foi provavelmente nesta época que alguns grupos apareceram dentro da sociedade judaica, começando a estabelecer um certo tipo de divisão de posturas, normalmente com relação a política e/ou religião e com a vida em geral, e com isso se relacionando com a maneira de pensar e de se encaixar na sociedade da época. Dois dos grupos são: Os tzadokim (saduceus), clamando ser os legítimos descendentes de Tzadoque e portanto os legítimos detentores do sumo-sacerdócio e da liderança religiosa em Israel; e os perushim (fariseus), oriundos dos hassidim que, geralmente, desiludidos com a política, voltaram-se para a vida religiosa e estudo da Torá, esperando pela vinda do Messias e do reino de Deus. Outras linhas já existiam há algum tempo e tiveram também seu papel neste cenário, mesmo que de maneira indireta ou subjetiva, um exemplo são os Essênios, que viviam mais em uma vida de consagração ao Criador se estabeleciam na região do deserto, nos montes, como o carmelo, e em algumas outras regiões a fim de preparar o caminho para a vinda do Rei Messias.

Os perushim agrupavam-se em "havurot", associações religiosas que tinham os seus líderes e suas assembleias, e que tomavam juntos as suas refeições. Segundo Flávio Josefo, historiador judeu do século I d.C., o número de perushim na época era de pouco mais de seis mil pessoas (Antigüidades Judaicas 17, 2, 4; § 42). Eles estavam intimamente ligados à liderança das sinagogas, ao seu culto e escolas. Eles também participavam como um grupo importante, ainda que minoritário, do Sinédrio, a suprema corte religiosa e política do Judaísmo da época. Muitos dentre os "perushim" tinham a profissão de sofer (escriba), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manuscritos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa se desenvolveram no seio dos perushim e se tornaram famosas: a escola de Hillel e a escola de Shammai. A escola de Hillel era considerada mais "liberal" na sua interpretação da Lei, enquanto a de Shamai era mais "estrita".

No entanto os "perushim" eram uma seita de grande influência em Israel devido ao ensino religioso e político. Aceitavam a Torá escrita e as tradições da Torá oral; criam na unicidade do Criador, na ressurreição dos mortos, em anjos e demônios, no julgamento futuro e na vinda do rei Messias. Eram os principais mestres nas sinagogas, o que os favoreceu como elemento de influência dentro do judaísmo após a destruição do Templo. São precursores por suas filosofias e ideias do judaísmo rabínico.

Fonte 1: wikipedia.org
Fonte 2: Bíblia de Estudo Arqueológica NVI - pg.683.