domingo, 17 de junho de 2018

GRAVETOS, VÍBORA E FOGO.

Estando a salvos em terra, soubemos que a ilha se chamava Malta. Os habitantes da ilha demonstraram impressionante bondade para conosco. Prepararam uma fogueira e receberam bem a todos nós, pois estava chovendo e fazia bastante frio. Enquanto Paulo ajuntava um feixe de gravetos e os lançava ao fogo, uma víbora, espantada com o calor, agarrou-se à sua mão. Assim que os habitantes da ilha viram aquela cobra presa na mão de Paulo, comentaram uns com os outros: “Com toda certeza esse homem é um assassino, pois, tendo sido salvo do mar revolto, a Justiça não lhe permitiu continuar vivendo!” Contudo, Paulo sacudindo a cobra no fogo, não sofreu mal algum. Eles, porém, acreditavam que Paulo começasse a inchar ou que caísse morto de um momento para outro, mas, havendo esperado por muito tempo e observado que nada de anormal lhe acontecia, mudaram de opinião e passaram a exclamar que ele era um deus (Atos, 28.1-6).

Os bárbaros foram solidários com os sobreviventes do naufrágio. Por causa do frio eles foram se aquecer diante da fogueira e Paulo juntou alguns gravetos secos para lançar no fogo já existente. Então, para fugir do “calor”, a víbora se revelou de onde estava camuflada. A experiência do naufrágio havia sido extremamente traumática e descansar era tudo o que aqueles homens precisavam e antes de prosseguir a viagem. Estava escuro e frio e o apóstolo resolveu acrescentar lenha na fogueira. A vida de Paulo passa por uma série de eventos que parece não terminar. Agora, em Malta, uma víbora se agarra em sua mão e ele ainda é julgado como assassino. Mas ele não se deixou abater nem pela víbora, nem pela opinião alheia. Todos esperavam que Paulo morresse, mas ele de modo simples sacudiu a víbora na fogueira e agiu como se nada houvesse acontecido. De repente, viram que Paulo já não era mais uma maldição e passaram a compará-lo com um “deus”. 

GRAVETOS.

O clima frio fez com que Paulo se preocupa-se em ajuntar gravetos para alimentar o fogo, para que este não se apagasse. 
Observemos que a fogueira já estava acesa e Paulo conduzia gravetos secos para adicioná-los ao fogo e este aumentar.
Traçando aqui um paralelo da vida espiritual, entendemos que, a frieza espiritual não deve permanecer na vida da igreja, é preciso manter o fogo do Espírito acesso e alimentá-lo com os gravetos da oração, da consagração e da leitura e prática da palavra de Deus. 
Deus está a procura de homens e mulheres que estejam dispostos a juntar gravetos para alimentar o fogo do Espírito e extinguir a frieza espiritual do meio do povo de Deus. Enquanto houver gravetos para queimar, o fogo não vai se apagar; ele permanecerá acesso e não vai virar cinzas. Está escrito: Sem lenha, o fogo se apagará (Pv.26.20). É preciso manter o fogo acesso. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará (Lv.6.13). Faça a sua parte, junte os seus gravetos e o fogo de Deus permanecerá acesso na sua vida. 

VÍBORA.

A víbora entre os gravetos secos é um símbolo da ação de Satanás, numa tentativa de se esconder e atacar de surpresa os servos de Deus. Quando essa víbora é levada ao fogo da presença de Deus, o calor do Espírito Santo gera o incômodo, fazendo com que o inimigo se manifeste e parta em retirada. A unção que estava sobre a vida de Paulo era mais forte que o veneno da serpente e assim também acontece com todo aquele que está cheio do poder do Espírito Santo. 
O fato da víbora abocanhar a mão de Paulo nos ensina como Satanás tenta nos frear, inutilizando nossas ferramentas de trabalho, que neste caso, era as mãos de Paulo. A mordida não aconteceu somente pelo fato da víbora fugir do fogo, foi um golpe de retaliação, um último golpe antes da derrota. Assim como Paulo, que não se importando com a víbora, de pronto a lançou no fogo, que é o seu lugar, deve ser a nossa atitude. Há pessoas agindo como víbora, sendo usadas como instrumento de Satanás, destilando seu veneno para nos prejudicar. Mas para estas víboras tem o fogo e o poder do Espírito para as consumir. Com víboras não se brinca, nem se perde tempo em dialogar, se lança no fogo. Lugar de víboras é no fogo. 

FOGO.

O fogo é símbolo do Espírito Santo, que deve ser alimentado pelos gravetos da oração, da santificação, da leitura, do ensino e pratica da palavra de Deus. A fogueira do avivamento precisa se manter acessa, caso contrário a frieza e a empatia espiritual irão prevalecer.
Quem gosta de fogo faz como Paulo, se preocupa em juntar gravetos para aumentar o fogo e não deixa-lo apagar. Não importa se as víboras irão lhe morder, quem tem o poder de Deus não teme as mordidas das víboras. Para as víboras (os inimigos da obra), tem o fogo de Deus. 
Os que não gostam de fogo, irão lhe criticar e julgar, como fizeram com Paulo. Mas não devemos dá ouvidos as criticas. Não podemos ser parados pelo que pensam ou acham de nós. Muitos não entendem como Deus está agindo conosco e traçam um perfil de acordo com o que veem. Para uns somos malditos, para outros somos deuses, mas o que importa, na verdade, é o que somos para Deus e o que Ele é para nós. 

CONCLUSÃO:
A experiência nos ensina que as grandes provações são sinais de grandes maravilhas por parte do nosso Deus. Após a batalha com a víbora, Paulo se torna a esperança daqueles nativos e, como gratidão pela benção alcançada, eles tanto honraram quanto supriram as necessidades do apóstolo (Atos, 28.9, 10).
O Espírito impulsionou Paulo até Malta e o que para muitos era uma grande provação, para Deus era uma oportunidade de atuar com seu Servo. Paulo jamais chegaria lá se não fosse a força dos ventos contrários (Atos, 27.4). Não estava em seus planos estar em Malta; seu alvo era Roma (Atos, 23.11). Aquela víbora não mordeu outra pessoa a não ser Paulo, foi  por causa desse incidente que se desencadeou um avivamento e a glorificação do nome de Jesus. 

sábado, 16 de junho de 2018

SAIA DA JANELA.

No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia noite. 
Havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos. E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto. Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está. E, subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e, assim, partiu. E levantaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados (Atos, 20.7-12).

O escritor Lucas, companheiro de Paulo em suas viagens, nos relata um fato inusitado ocorrido no ministério missionário de Paulo. Paulo reuni os discípulos num grande salão (cenáculo) para partir o pão (a Ceia do Senhor), e aproveita o momento para instrui-los, discursando durante toda a madrugada. No cenáculo havia muitas luzes (tochas queimando óleo). A fumaça das tochas, contribuiu para o profundo sono do jovem Êutico, que consequentemente, caiu da janela, do terceiro andar e foi dado como morto. Porém, Paulo tranquilizou a todos, e descendo e inclinando-se sobre o jovem, o ressuscitou pelo poder de Deus.

LIÇÕES EXTRAÍDAS DE ÊUTICO NA JANELA.

Êutico, cujo nome significa afortunado, procurou o pior lugar no cenáculo para se acomodar e ouvir o discurso de Paulo. Janela é um lugar inseguro e causa desatenção e indecisão. 
O jovem Êutico estava desatento, certamente olhando lá fora e dentro, mente dividida. Há pessoas na igreja assim, o corpo na igreja, mas a mente lá fora. Quem fica na janela está dividido, não fica totalmente dentro, nem fora. Torna-se um crente morno. O grande problema é que tem muitos crentes que insistem em continuar nesta janela.
Êutico foi vencido pelo sono e caiu da janela.
Assim como Êutico, tem cristãos desapercebidos, dormindo o sono espiritual, deixando de adorar e receber o ensinamento da palavra de Deus. Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá (Ef.5.14).
Êutico caiu, mas a graça o levantou. Nunca devemos desprezar, nem julgar quem caiu. Deus é poderoso para levantar o caindo. O apóstolo desce, inclina-se sobre ele e o abraça. Descer, inclinar-se e abaixar-se, são ações da graça de Deus. Graça é favor imerecido, no olhar humano, Êutico não merecia, ele atrapalhou a mensagem e interferiu no andamento do culto. Mas a graça de Deus é assim, sempre socorre e vai ao encontro de quem não é digno, ela levanta o caído e ressuscita aquele que estava morto. Sim, isto é a graça de Deus. Valorize, viva e aprenda, o que essa Maravilhosa Graça tem para lhe ensinar.

TRÊS COISAS IMPORTANTES QUE ÊUTICO PERDEU.

I. Êutico perdeu a oportunidade de ouvir o apóstolo Paulo pela última vez.

2. Êutico perdeu de aprender com o grande apóstolo dos gentios.

3. Êutico perdeu um culto ímpar na sua vida.

CONCLUSÃO:
Quando estamos no lugar errado e fora da vontade de Deus, ficamos vulneráveis ao insucesso e prejuízos. Êutico não é um bom exemplo a ser seguido, mas aprendemos que a graça de Deus é capaz de nos socorrer quando falhamos. Simples assim. 

*Êutico é o retrato de uma igreja decadente, sonolenta, desatenta e sem vida. Mas a geração da igreja de Paulo, está descendo para fazer milagre. Amém!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A DRACMA PERDIDA.

Ou ainda, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne suas amigas e vizinhas e proclama: ‘Alegrai-vos comigo, porque agora achei minha dracma perdida’. Eu vos asseguro que, de igual modo, há grande júbilo na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas, 15.8-10).

A bíblia dá importância as coisas perdidas, Deus não despreza o perdido, antes o valoriza e busca encontrá-lo. Jesus declarou que a sua missão era buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas, 19.10). No capítulo 15 do evangelho de Lucas, Jesus fala em parábolas acerca de três coisas que foram perdidas e achadas: A ovelha, a dracma e o filho que deixou a casa do pai.

O VALOR DA DRACMA.

Uma dracma era uma moeda de prata grega, que tinha o valor de um dia de trabalho braçal. Para algumas pessoas essa moeda não teria muito valor, mas para a mulher da parábola, era de muito valor. Na parábola a mulher tinha dez dracmas, e acidentalmente ela veio a perder uma, e logo se preocupou em procurá-la. Se aquela mulher não desse importância a uma única dracma perdida, ela jamais iria perder tempo em se esforçar para acha-la. Talvez, para alguns aquela moeda não teria tanto valor. Mas o valor da moeda depende do dono da moeda. 

DEUS DÁ VALOR AS COISAS PERDIDAS.

O homem ficou na condição de perdido pelo fato de ter desobedecido e se rebelado contra Deus. Quando Adão e Eva desobedeceram, pecaram e ficaram na condição de perdidos. Mas, Deus não despreza o homem por causa do seu pecado. Muito pelo contrário, Ele se importa e vem ao seu encontro afim de perdoa-lo e restaurá-lo. 
Esta parábola da dracma perdida, reflete o amor de Deus em se preocupar em vir em busca do perdido. 
Há pessoas que pensam e dizem: Que valor eu tenho para Deus se preocupar comigo? 
Talvez você pode se sentir como essa moeda; pequeno, de pouco valor e perdido. Você pode até questionar: Por que é que o Rei de todo o Universo se preocuparia comigo?
Mas Deus lhe valoriza e lhe ama, Ele provou isso enviando seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz para lhe salvar. A mulher deu seu tempo por sua moeda; Deus deu muito mais por você! Ele deu seu próprio filho para lhe salvar. 

VOCÊ TEM VALOR PARA DEUS.
Seu valor não depende de como você se vê. Seu valor depende de como Deus lhe vê. Para Deus você tem um valor incalculável, porque ele lhe ama.
Quando uma pessoa se arrepende de seus pecados, Deus faz uma festa no Céu com os anjos. A moeda foi encontrada e está segura. Todo o trabalho valeu a pena, porque o pequeno tesouro de Deus já não está perdido. Você é esse tesouro. Volte-se para Deus e Ele lhe mostrará quanto você tem valor para ele. Amém!
Esta postagem é uma adaptação extraída do site bibliaon articulada por Geraldo Barbosa. site: www.bibliaon.com/a_dracma_perdida_voce_tem_valor_para_deus/

terça-feira, 12 de junho de 2018

CUIDADO, NÃO DEIXE A AMARGURA LHE DOMINAR.

Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem (Hebreus, 12.15).

O escritor aos hebreus alerta os irmãos sobre o cuidado da possível exclusão da graça de Deus, bem como a ser vigilante, para não permitir que alguma raiz de amargura brote a ponto de trazer perturbação e por ela muitos venham a se contaminar. A amargura é uma das piores pragas que podem atingir uma comunidade cristã. Uma pessoa amargurada geralmente é revoltada com tudo e contra todos, ela não consegue ver virtude nas pessoas, mas só defeitos e falhas. A graça de Deus nos favorece viver uma vida de plena paz e santo gozo. Todavia, quando um cristão passa a não valorizar o favor de Deus, ele começa a se privar da graça de Deus, a ponto de ele mesmo se excluir desta graça. Quando a graça de Deus não mais atua na vida do crente, ele passa a não suportar certas situações, a ponto de não liberar perdão. Quando um cristão não libera perdão, ele está permitindo que uma raiz de amargura brote no seu coração. Uma vez que, a raiz de amargura brotou no coração, essa pessoa passa a viver uma vida perturbada e cheia de amarguras. Um cristão amargurado, muitas vezes, ele tem sentimentos de ódio, de rancor e ressentimentos do passado. Quando uma pessoa guarda mágoas e acumula um sentimento de ódio dentro de si, ela já está contaminada com a raiz de amargura e passa a viver uma vida perturbada. A raiz de amargura na vida de uma pessoa é algo muito sério, porque além de prejudicar a sua própria vida, pode também atingir a muitos e contamina-los.

CINCO ATITUDES PARA EXCLUIR A RAIZ DE AMARGURA.

Deixar as práticas pecaminosas da antiga natureza.

Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele, vades crescendo (I Pedro, 2.1,2).

Liberar perdão.

Se perdoardes alguma coisa a alguém, também eu perdoo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma falta a ser perdoada, perdoei na presença de Cristo, por amor de vós, a fim de que Satanás não tivesse qualquer vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas artimanhas (II Coríntios, 2.10,11).

Se fortalecer na graça de Deus.

Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus (II Timóteo, 2.1).
.... Porque bom é que o coração se fortifique com graça ...  (Hebreus, 13.9).

Amar a palavra de Deus e meditar nela todos os dias.

A tua palavra é muito pura; por isso, o teu servo a ama (Salmos, 119.140).
Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (Salmos, 119.97).

Buscar crescer na graça e no conhecimento.

Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo 
(II Pedro, 3.18).

Conclusão:
Viva feliz, deixe a graça de Deus encher o seu coração, não permita que a amargura se instale em seu coração e torne você uma pessoa rancorosa. Não perca tempo com os críticos, nem dê ouvidos aos seus opositores. Quem guarda rancor só tem a perder. Há uma frase que diz: "Guardar rancor é como segurar um carvão em brasa para jogá-lo em outra pessoa; você é o único que se queima. Pense nisso.

sábado, 9 de junho de 2018

AS ARMAS DA NOSSA MILÍCIA.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda a altives que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo, e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência (II Coríntios, 10.4-6).

O que é milícia? Segundo o dicionário de Aurélio, milícia é uma corporação militar bem disciplinada e adestrada para guerra. A igreja de Cristo é comparada a um exército bem disciplinado e pronto para guerra. Nós como soldados de Cristo, estamos alistados para guerra, e esta guerra é na dimensão espiritual. Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo, diz: Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agrada àquele que o alistou para guerra (II Timóteo, 2.4). A bíblia nos revela que estamos em guerra, e essa guerra teve início lá no Éden quando Deus sentenciou a serpente: Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o descendente dela; porquanto, este te ferirá a cabeça, e tu lhe picarás o calcanhar” (Gênesis, 3.15). Nesta guerra, a nossa luta não é contra as pessoas em si; o nosso inimigo é invisível, porém real. Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais (Efésios, 6.12). 
O exército da igreja está lutando contra as forças espirituais da maldade que atuam em todas as áreas sociais. A operação do erro e da mentira está presente no sistema ideológico; no campo das ideias, na filosofia, na teologia, na religião, na política e na cultura em geral.
Nesta guerra, verdade versus mentira, a verdade sempre prevalece. Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade (II Coríntios, 13.8). Ou seja, não há como desfazer da verdade, ela sempre será verdade.
A palavra de Deus é impactante, porque ela é a verdade. Tudo que é contrário a palavra de Deus, torna-se uma oposição a verdade. A verdade de Deus, o Evangelho de Cristo, é uma contracultura para uma sociedade que prefere viver alienada de Deus e formando seus próprios conceitos e ideias.  

QUATRO TIPOS DE OPOSIÇÕES CONTRA OS QUAIS ESTAMOS LUTANDO.

Destruição das fortalezas.

Destruindo os raciocínios dos filósofos pagãos e dos rabinos judeus e seus dogmas que anulam a palavra de Deus e os fatos do Evangelho de Cristo, haveremos de triunfar com o poder da espada do Espírito. As bases destas fortalezas demoníacas, estão montadas na sociedade, afetando de um modo geral: Os lares, a cultura, a política, a religião e até mesmo na área do entretenimento. Essas fortalezas nós destruiremos e faremos correr todas as potestades demoníacas e todos os seus exércitos, pelo poder do nome de Jesus e na autoridade da sua palavra. Por fim, a vitória é da igreja, e haveremos de erguer bem alto a bandeira da cruz de Cristo, no campo de batalha do inimigo, e iremos declarar gritando bem alto para o inferno ouvir: Jesus Cristo é o Senhor! Aleluia!

Destruição dos conselhos.

Destruímos todas as teorias, raciocínios e qualquer sistema ideológico, ético, religioso, mitológico, metafísico ou filosófico apresentados para desafiar o conhecimento de Deus. Todos os deuses ostentados, senhores, sistemas de sacrifícios e de mediação cairam diante do evangelho. As frases altamente profundas de Platão, Sócrates, Aristóteles e de tantos outros renomados pensadores e intelectuais, caíram diante da pregação do Cristo crucificado e ressurreto. O paganismo encolheu-se diante do evangelho e recorreu aos poderes seculares para defendê-lo. Está escrito: Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisa vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o SENHOR zombará deles. Então, lhes falará na sua ira e no seu furor os confundirá (Salmos, 2.1-5).

Levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo.

Estejam presos e anulados todos os pensamentos contrários a palavra de Deus, e sejam levados cativos para que obedeçam a Cristo. Todos os pensamentos lascivos, vãos e maus e toda a sorte de meditação contrária à virtude, à pureza e a justiça sejam derrubados e passem a obedecer as leis de Deus. As forças satânicas tem incutido na mente das pessoas que tudo é relativo, e que por Deus ser amor ele ama a todos independentemente de suas crenças e práticas pecaminosas. A intenção do diabo é querer invalidar a palavra de Deus, mas Deus tem levantado homens e mulheres para lutar e combater as forças do mal que se levantam contra a sua palavra e contra a sua igreja; porém a vitória é da igreja, pois está escrito: As portas do inferno não prevalecerão contra a minha igreja. Disse Jesus (Mateus,16.18). Aleluia!

Estando prontos para vingar toda a desobediência.

Ficamos preparados todas as vezes que nos afastamos do pecado e passamos a viver uma vida de santidade diante de Deus, do mundo e do inferno. Temos a autoridade e ousadia de denunciar o pecado e todas as coisas contrárias ao evangelho de Cristo, depois de apartar-nos do caminho da desobediência. A descrição da força do inimigo é a de uma cidade fortificada onde ele fez sua última parada, cavando trincheiras, fazendo barricadas, levantando torres e preparando meios de defesa e ataque sobre os muros para garantir a vitória. Porém, as suas fortificações, os seus muros, as suas torres e os seus castelos são tomados e destruídos pelo poder do evangelho de Cristo e toda a oposição é destruída e levada cativa a obediência de Cristo.

Conclusão:
Não devemos desistir de lutar contra as forças do mal, a mossa peleja é constante e devemos defender os nossos princípios bíblicos até o fim. Mesmo que a maldade e a mentira cresçam em escalas assustadoras, mas a nossa convicção de fé deve permanecer inabalável, pois a verdade nunca morrerá. 
* Não devemos confundir milícia com malícia, há pessoas fazendo guerra com as armas da malícia, isto é arma carnal. Mas as armas da nossa milicia não são carnais, mas são espirituais e poderosas em Deus.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

FOME DA PALAVRA.

Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó SENHOR, Deus dos Exércitos (Jeremias, 15.16).

A palavra de Deus deve ser parte integrante do nosso cotidiano, não devemos jamais nos afastar dela. Assim como o nosso corpo precisa ser alimentado para se manter forte e saudável, a nossa alma também precisa ser alimentada com a palavra de Deus. Jesus nos adverte dizendo: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mateus, 4.4). Infelizmente estamos vivendo uma época em que as pessoas estão cada vez mais com fastio da palavra de Deus, indo beber em outras fontes e se alimentando de filosofias humanas. O que nos deixa pasmados e tristes é saber que muitos cristãos já não leem a bíblia com frequência, não sentem fome nem sede pela palavra de Deus. Muitas comunidades de fé estão perdendo o prazer pelo ensino ortodoxo da palavra de Deus, e estão prestes a entrar em uma UTI espiritual. Todavia, o apóstolo Pedro nos recomenda que devemos desejar com afeto o leite racional, que é a palavra de Deus. Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo (I Pedro, 2.1,2). Esse leite racional, nos fortalece e desenvolve a nossa inteligência espiritual. Muitos cristãos estão com fastio da palavra, e como consequência disto, estão ficando fracos e raquíticos espiritualmente. 

Você não deve ficar de tal forma ocupado com outras coisas que negligencie o seu alimento espiritual e o fortalecimento da sua relação com o Senhor, cuja fonte é a Palavra de Deus. Há vezes em que, se não imergir profundamente na Palavra de Deus, poderá sucumbir a sua fé, e o desânimo querer lhe dominar e o fazer desistir. Hoje a fonte está jorrando, e a palavra está disponível e acessível a todos, mas haverá dias que a palavra de Deus vai ficar escassa. Assim profetizou o profeta Amós: Eis que vem dias, diz o Senhor JEOVÁ, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR (Amós, 8.11). Portanto, que possamos sempre nos alimentar da palavra de Deus, para sermos fortalecidos e crescermos na graça e no conhecimento. 

O mundo está faminto espiritualmente e precisa ser alimentado pela palavra de Deus. Apesar de todo o desenvolvimento científico e tecnológico, e todos os entretenimentos da era moderna, as pessoas estão cada vez mais vazias e carentes de Deus. Nós como cristãos, precisamos urgentemente alimentar o mundo com a palavra de Deus. Está escrito: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não tem nada preparado... (Neemias, 8.10). 

sábado, 2 de junho de 2018

O PREGADOR UNGIDO.

O Espírito do Senhor JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus ... (Isaías, 61.1,2).

O profeta Isaías, conhecido como o profeta messiânico, pelo fato de ser o profeta que mais profetizou acerca do Messias. Ele profetizou antevendo desde o nascimento do Messias, até a sua morte na cruz. O escritor Lucas nos informa que no início do ministério de Jesus, Ele entrou em uma sinagoga em Nazaré, e foi lhe dado o rolo (livro) do profeta Isaías, ao abri-lo Ele ler exatamente no texto que estava escrito a seu respeito, e terminando de ler, diz a todos: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos (Lucas, 4.16-21). 
Jesus foi o pregador mais ungido que pisou aqui nesta terra. O livro de Atos nos informa: Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele (Atos, 10.38). A unção é evidenciada pela autoridade daquele que fala, e para ter esta autoridade é preciso viver o que prega. Quando Jesus terminou de pregar o seu celebre sermão da montanha, o maior sermão de todos os tempos, o evangelista Mateus diz: E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas (Mateus, 7.28,29). 
A pregação de Jesus era diferente dos discursos proferidos pelos escribas e fariseus, a sua pregação era superior à dos grandes filósofos e intelectuais da sua época. As multidões se aglomeravam para ouvi-lo, as suas pregações e ensinos impactavam as vidas das pessoas que ouviam; ninguém resistia as palavras ungidas que saiam dos seus lábios. A sua pregação causou uma revolução e começou a incomodar as autoridades, a ponto de mandarem prendê-lo. Por ordem dos fariseus e dos principais dos sacerdotes, os oficiais foram impedir a pregação de Jesus e prendê-lo. Ao ouvi-lo, ficaram pasmados e sem forças para prendê-lo. Retornaram para os seus superiores e eles lhes perguntaram: Por que o não trouxestes? Eles responderam: Nunca homem algum falou assim como este homem (João, 7.32,45,46). Jesus falou o que ninguém nunca falou, a sua palavra penetrava nos corações e mudava as vidas e os comportamentos das pessoas.

CINCO REQUISITOS PARA SER UM PREGADOR UNGIDO:

1. Ser um obreiro aprovado e manejar bem a palavra de Deus.

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (II Timóteo, 2.15).
O preparo teológico se faz necessário, mas não podemos dispensar a capacitação Divina. Precisamos estudar a ponto de sermos obreiros aprovados, mas precisamos, de igual modo, dobrar os joelhos e pedirmos o poder do Espírito Santo. 

2. Viver uma vida de oração e comunhão com Deus.

E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos, e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia apalavra de Deus (Atos, 4.31). 
A obra de Deus não pode ser feita de forma mecânica e superficial, precisamos orar e ter comunhão com Deus. Não haverá pregação poderosa para o crescimento da igreja sem que não haja oração e comunhão com o Espírito Santo.  

3. Depender inteiramente da direção e ação do Espírito Santo.

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentaram ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lhe permitiu (Atos, 16.6,7).
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder (I Coríntios, 2.4).
Quando um pregador se acha muito preparado e confiante em si mesmo, e não depende mais do Espírito Santo, ela passa a ser um profissional de púlpito e fica totalmente desprovido da graça e da unção de Deus na vida.  

4. Nunca se exaltar e sempre atribuir a glória para Deus.

João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu. É necessário que Ele cresça e que eu diminua (João, 3.27,30).
Muitos pregadores que começaram humildes, com passar do tempo perderam a simplicidade e passaram a se comportar como estrela no meio do povo de Deus. E o mais grave é que alguns se exaltam e querem atribuir os méritos e a glória para si. Muitos pregam, mas não tem aprovação de Deus. Pregam um discurso vazio, desprovido da graça de Deus. 

5. Viver o que prega.

Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude (I Coríntios, 4.20).
Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio? (Romanos, 2.21,22).
Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade (Tiago, 2.12). Este é um dos maiores problemas dos pregadores da atualidade, muitos demonstram uma santidade extrema no púlpito, mas fora tem um comportamento contraditório, totalmente diferente do que prega. Isto é pura hipocrisia.

Há três classes de pessoas infelizes:
As que não sabem e não querem aprender.
As que sabem e não ensinam.
As que ensinam e não praticam.

Conclusão: 
Não podemos falar ao povo apenas da plenitude da nossa cabeça e do vazio do nosso coração. Precisamos ter a mente cheia da verdade e o coração aquecido pelo fogo do Espírito. Precisamos pregar a ortodoxia da palavra e transmitir o conhecimento da palavra mediante o poder de Deus. Precisamos da capacitação do Espírito Santo para sermos embaixadores de Deus na terra. Precisamos do poder de Deus para pregarmos com eficácia aos homens!