segunda-feira, 23 de novembro de 2020

JESUS, O APÓSTOLO DA NOSSA CONFISSÃO.

Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão (Hb.3.1).

O escritor da carta aos hebreus, fixa sua mensagem em Cristo. Ele procura provar que a lei de Moisés e seus rituais eram apenas sombras do que havia de vir; e mostra que Jesus Cristo é a real imagem daquilo que era apenas sombras. Jesus é revelado na carta aos hebreus como o cumprimento do tipo, Ele é o antítipo e a realidade daquilo que era alegórico. Falando sobre a grandeza de Cristo, o escritor começa a partir do capítulo 3 mostrando que Cristo é superior a Moisés, e o apresenta como Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, em quem devemos fixar nossos pensamentos.

JESUS COMO NOSSO APÓSTOLO.

A palavra “apóstolo” significa “enviado”. A primeira vez que ela aparece na Versão Almeida Revista e Corrigida é em Mt.10:2, quando o evangelista aponta o nome dos doze apóstolos. A noção que se tem de “apóstolo”, portanto, é daquele que é enviado diretamente pelo Senhor Jesus para realizar a obra da pregação do Evangelho para expansão do Reino de Deus através da mensagem de salvação.

É neste sentido que o próprio Senhor Jesus é chamado de apóstolo, como se lê em Hebreus 3.1, quando Cristo é chamado de “apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão”. Ninguém teve maior condição de apóstolo que o próprio Jesus que, por diversas vezes, enfatizou que havia sido enviado pelo Pai (Mt.10:40; Mc.9:37; Lc.4:18; 9:48; 10:16; Jo.3:17; 4:34; 5:23,24,30,36-38; 6:29,38-40,44,57; 7:16,18,28,29,33; 8:16,18,26,29,42; 9:4; 10:36; 12:44,45,49; 13:16,20; 14:24; 15:21; 16:5; 20:21). Jesus como Apóstolo enviado pelo Pai, veio trazer a graça e a verdade para o povo (Jo.1:17), foi enviado para este mundo a fim de que o mundo pudesse ser salvo por Ele (Jo.3:17). Depois de termos crido nele, podemos declarar e confessar diante do mundo, que Ele é o Apóstolo da nossa salvação.

JESUS COMO NOSSO SUMO SACERDOTE.

Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote, ministro do santuário, ofereceu ao Pai um único sacrifício, que nos garantiu de uma vez por todas a nossa salvação. Como Sumo Sacerdote, Ele intercede ao Pai por nós, e nos torna aceitáveis diante de DEUS. Para assumir este tão elevado ofício, o escritor aos hebreus nos diz que: Ele tornou-se participante conosco das mesmas coisas, sendo semelhante em tudo, sentindo nossas dores e fraquezas, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote. Porque, naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados (Hb.2.14-18). Em continuação acerca do sacerdócio de Cristo, o escritor aos hebreus diz: Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno (Hb.4.14-16). O sacerdócio de Cristo é eterno, Ele vive e intercede por nós junto ao Pai (Hb.7.24,25). Amém! 

CONCLUSÃO:

O escritor aos hebreus é o único que apresenta Jesus como Apóstolo e Sumo Sacerdote. Como Apóstolo, Jesus é o precursor e protagonista da nossa salvação. Como Sumo Sacerdote, Ele é o nosso Mediador e Intercessor diante de Deus Pai. Amém!