sexta-feira, 16 de outubro de 2020

20 RECLAMAÇÕES E QUESTIONAMENTOS DE JÓ.

Jó foi um homem justo, íntegro, reto, temente a Deus e desviava-se do mal. O próprio Deus deu testemunho das virtudes de Jó. Mas, Jó não foi um homem sem pecado. Ele não blasfemou de Deus em nenhum momento da sua provação, mas em sua fraqueza, no seu sofrimento, ele questionou a Deus e reclamou da situação em que estava enfrentando. Em minha análise textual, pude perceber e enumerar pelo menos vinte reclamações e questionamentos de Jó.

1- Pereça o dia em nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! (3.3).

2- Por que não morri eu desde a madre e, em saindo do ventre, não expirei? (3.11).

3- Por que não me sepultaram como criança abortada, como um bebê (3.16 NVI).

4- Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo ... (3.20).

5- O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu. Não tenho paz, nem tranquilidade, nem descanso; somente inquietação (3.25,26 NVI).

6- Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim (6.4).

7- A minha carne se tem vestido de bichos e de torrões de pó; a minha pele está gretada e se fez abominável (7.5).

8- É melhor ser estrangeiro e morrer do que sofrer assim; sinto desprezo pela vida! Não vou viver para sempre; deixa-me, pois os meus dias não têm sentido (7.15,16 NVI).

9- Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? E por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá (7.20,21).

10- Por que me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa? (9.17).

11- A minha alma tem tédio de minha vida; darei livre curso a minha queixa, falarei na amargura da minha alma. Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo. Parece-te bem que me oprimas, que rejeites o trabalho das minhas mãos e resplandeças sobre o conselho dos ímpios? (10.1-4).

12- Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó? (10.9 NVI).

13- Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto e me tens por teu inimigo? (13.23,24).

14- Atormentarás uma folha levada pelo vento? Perseguirás a palha? Pois fazes constar contra mim coisas amargas e me fazes herdar os pecados da minha juventude (13.25,26 NVI).

15- Foram-se os meus dias, os meus planos fracassaram, como também os desejos do meu coração (17.11 NVI).

16- Meu espírito está quebrantado, os meus dias se encurtam, a sepultura me espera. A verdade é que zombadores me rodeiam, e tenho que ficar olhando a sua hostilidade (17.1,2 NVI).

17- Respondeu, porém, Jó e disse: Até quando entristecereis a minha alma e me quebrantareis com palavras? Já dez vezes me envergonhastes; vergonha não tendes de contra mim vos endurecerdes. Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro. Se deveras vos levantais contra mim e me arguis pelo meu opróbio, sabei agora que Deus é quem me transtornou e com a sua rede me cercou. Eis que clamo: Violência! Mas não sou ouvido; grito: Socorro! Mas não há justiça. O meu caminho Ele entrincheirou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas. Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça. Quebrou-me de todos os lados, e me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore. E fez inflamar contra mim a sua ira e me reputou para comigo como um de seus inimigos (19.1-11). 

18- Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como estranho; vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. Chamei a meu criado, e ele me não respondeu; cheguei a suplicar com a minha boca. O meu bafo se fez estranho a minha mulher, e a minha súplica, aos filhos do meu corpo. Até os rapazes me desprezaram, e, levantando-me eu, falam contra mim. Todos os homens do meu secreto conselho me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes. Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou (19.14-21).

19- Por isso, me perturbo perante Ele; e quando isto considero, temo-me dele. Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou. Porquanto não fui desarraigado antes das trevas, nem encobriu a escuridão o meu rosto (23.15-17).

20- Irmão me fiz de dragões, e companheiro dos avestruzes. Enegreceu-se a minha pele sobre mim, e os meus ossos estão queimados do calor. Pelo que se tornou a minha harpa em lamentação, e a minha flauta, em voz dos que choram (30.29-31).  

Em suma, finalmente, os três "amigos" de Jó esgotaram as suas palavras e não conseguiram contra argumentar as palavras de Jó. Jó apresenta suas razões e justifica seus feitos, e também esgota suas reclamações, questionamentos e justificações. Quando Jó esgota todos os seus discursos e já não tem o que falar, Deus entra em cena e começa a falar com Jó do meio de uma tempestade. Geralmente é assim, Deus permite e entende as nossas queixas e reclamações, ele conhece a nossa estrutura, nossas fraquezas e limitações. No final Ele chega para nos socorrer e mudar a nossa sorte.

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