quarta-feira, 27 de abril de 2022

RESTAURADO PELO AMOR.


E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queiras. E disse isso significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isso, disse-lhe: Segue-me (Jo.21.15-19).

Depois um grande milagre e um jantar surpreendente, Pedro teve que responder a pergunta mais constrangedora da sua vida. Jesus não lhe faz a pergunta de forma irônica para humilhar a Pedro diante dos demais discípulos, mas para extrair do seu intimo toda sua sinceridade e verdade. Pedro agora precisava confessar todo seu amor e total devoção ao Mestre. 

AS TRÊS CONFISSÕES DE PEDRO:

O Diálogo Do Amor Entre Cristo e Pedro Relatado Em João 21:15-17

O Mestre pergunta ao discípulo acerca do relacionamento entre ambos. Por três vezes Cristo perguntou a Pedro se ele o amava, recebendo sempre a mesma resposta. Nas primeiras duas perguntas Cristo usou o verbo agapao, porém Pedro respondeu com o verbo fileo. Na terceira interpelação, Cristo mudou para fileo, e a resposta do discípulo continuou sendo idêntica às duas primeiras.

A que conclusões chegaremos pelo uso dos verbos agapao e fileo em João 21:15-17?

“Apesar das duas palavras também serem usadas quanto ao amor de Deus aos homens (João 14:21, agapao) (João 20:2, fileo), a distinção entre as duas permanece e elas nunca são usadas indiscriminadamente na mesma passagem”.

As ideias dos comentaristas podem ser apresentadas nestas três proposições:

1ª) Pedro teria considerado o termo agapao, no seu contexto secular, muito frio para definir a verdadeira paixão pessoal que nutria pelo seu compreensivo Mestre ressuscitado.

2ª) Pedro usa a palavra menos exaltada, como que para indicar a consciência de sua própria fraqueza. Ainda assim ele confirma seu grande afeto pelo Mestre, desta vez sem qualquer comparação com seus condiscípulos (Alford  Vincent).

3ª) Nosso Senhor usa a mais nobre palavra da linguagem grega e depois muda o vocábulo preferido por Pedro; porém, assegura-lhe que o futuro martírio deste demonstrar-lhe-ia que o amor ao Mestre não é baseado apenas no deleite, mas na apreensão mais ampla da preciosidade das coisas eternas.

“O uso das palavras para ‘amor’ em João 21:15-17 é geralmente explicado afirmando-se que fileo denota afeição natural e agapao um amor mais elevado.

Livro: Explicação de Textos Difíceis da Bíblia, de Pedro Apolinário

AMOR "AGAPAO". Amor elevado, comprometido.

AMOR "PHILEO". Amor afetivo, de amizade, de admiração, de amigo.

Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? (agapao)

Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. (fileo)

Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

Na primeira e segunda respostas de Pedro ele expressa o amor "fileo", amor de amizade, de amigo; este envolve afeição calorosa e natural das emoções, é portanto, um amor mais afetivo. Este amor ainda não corresponde ao verdadeiro amor que devemos ter por Cristo.

Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? (fileo)

Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? 

E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. (fileo) 

Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

Aqui o termo "amor" é traduzido por duas palavras no grego: Agapao e Phileo. A primeira "agapao", significa amor inteligente e com propósito, sobretudo, da mente e da vontade. A segunda "fileo", envolve a afeição calorosa e natural das emoções e, portanto, um amor mais pessoal e afetivo. Com o emprego dessas duas palavras, Jesus indica que o amor de Pedro não deve ser somente de vontade, mas também do coração. 

Aqui a palavra amor aparece indicando que o amor não deve ser apenas em palavras (superficial), nem somente da vontade, mas também do coração; amor profundo, amor abnegado, sacrificial, que brota do coração com determinação e total devoção a Deus. Foi este amor que Pedro expressou, e era o que Jesus queria ouvir da sua boca, partindo do seu coração. 

RESTAURADO PARA SERVIR.

Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queiras. E disse isso significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isso, disse-lhe: Segue-me (18,19).

Estas palavras referem-se ao tipo de morte com que Pedro glorificaria a Deus. Segundo a tradição, Pedro foi crucificado em Roma, no reinado de Nero, aproximadamente na mesma data do martírio de Paulo (cerca de 67-68 d.C.), e que mediante seu próprio pedido, foi crucificado de cabeça para baixo, porque se considerava indigno de ser crucificado da mesma maneira que seu Senhor.

E, dito isso, disse-lhe: Segue-me.

Esta é a segunda vez que Jesus diz a Pedro, segue-me. A primeira vez foi a três anos atrás, nesta mesma região do lago de Genesaré, que é o mesmo mar de Tiberíades (Lc.5.1-11). 

Pedro estava triste, pra baixo, sem motivação alguma para continuar, mas Jesus conhece o coração de Pedro e lhe manda um recado específico, após Ele ter ressuscitado: "Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis, como Ele vos disse (Mc.16.7).

A partir desta ordem de Jesus: Segue-me! Ele estava restaurando e reafirmando Pedro no ministério. O Pedro que havia negado Jesus, que estava desacreditado por muitos, inclusive pelos seus próprios companheiros do colégio apostólico, agora estava completamente restaurado por Jesus e apto para pastorear as ovelhas do Senhor. Aleluia! 

Concluímos que, Jesus considera o nosso amor por Ele como a qualificação básica para o serviço cristã. Quem não serve por amor a Cristo, deve servir por outros interesses que Ele não aprova. A pergunta que Jesus dirigiu a Pedro é a mesma para todos os cristãos: Amas-me? Todos nós devemos ter ardente amor a Cristo e devoção total a Ele. Amém!  

domingo, 24 de abril de 2022

SALMOS 139 - Atributos Exclusivos De DEUS


Este salmo é um dos mais notáveis dos hinos sacros do saltério de Israel, nele Davi exalta o Deus que tudo ver, que tudo sabe e tudo pode. A Bíblia não procura comprovar que Deus existe, todavia ela declara a sua existência e apresenta seus atributos. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, estes são chamados pelos teólogos de incomunicáveis; outros são chamados comunicáveis, pelo fato de existirem em parte no ser humano, por ele ter sido criado à imagem de Deus. 

ATRIBUTOS EXCLUSIVO DE DEUS.

Deus é Onisciente.

Isto é, Ele sabe todas as coisas em detalhes (Sl.139.1-6). Ele conhece, não apenas nossos procedimentos, mas também nossos próprios pensamentos (I Sm.16.7; I Rs.8.39; Sl.44.21; Jr.17.10). Dentro da onisciência de Deus também está a sua presciência. Quando a Bíblia fala da presciência de Deus significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos do passado do presente e do futuro, ou predestinados (Is.42.9; At.2.23; I Pe.1.2; I Sm.23.10-13; Jr.38.17-20). A presciência de Deus não é determinismo, ou algo inalterável. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo a sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à sua própria presciência, Ele altera os acontecimentos quando quer (Nm.14.11-20; II Rs.20.1-7). Amém! 

Deus é Onipresente.

Isto significa dizer que Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl.139.7-12). Um dos nomes de Deus que afirma a sua onipresença, é JEOVÁ-Shamáh (Ez.48.35). Deus está em todos os lugares e observa tudo quanto fazemos (Jr.23.23,24; At.17.27,28). Noutras palavras, não há como alguém se esconder da presença de Deus. 

Deus é Onipotente.

Isto implica em dizer que Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas. Esta verdade está explícita em várias partes das Escrituras (Sl.139.13-18; 147.13-18; Jr.32.17,18; Mt.19.26; Lc.1.37). Um dos nomes de Deus que lhe credita total poder é El-Shaddai, que significa Deus Todo-poderoso (Gn.17.1). Isto não significa dizer que Deus empregue o seu poder e autoridade em todos os momentos. Mas Ele próprio se limita em agir no tempo certo e oportuno de cada situação. 

Os homens detêm certos poderes que lhes são delegados, esses poderes são temporários e transferíveis. Deus é o único que tem o poder absoluto e eterno. Davi diz: "Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi; que o poder pertence a Deus (Sl.62.11).

Deus é Transcendente e Imanente.

A transcendência de Deus significa dizer que Ele é diferente e independente da sua criação (Êx.24.9-18; Is.6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (I Rs.8.27; Is.66.1,2; At.17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele é elevado e existe à parte da criação (I Tm.6.16). A transcendência de Deus não significa que Ele não possa estar presente na sua criação, nem entre o seu povo. Deus é transcendente e ao mesmo tempo imanente, ou seja, Ele está separado da sua criação e ao mesmo tempo Ele está presente lhe sustentando e provendo todas as coisas. Em síntese, Deus está no céu, mas a sua presença está em todos os lugares.  

Deus é Eterno.

Ele não tem começo nem terá fim. De eternidade à eternidade Ele é Deus (Sl.90.1,2; 102.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse, Ele sempre existiu e existirá para sempre. Deus é atemporal, porque Ele não está limitado pelo tempo, muito pelo contrário, Ele é o Senhor do tempo, pois Ele é o criador do tempo (Sl.90.4; II Pe.3.8). Ele é o Eterno "EU SOU" (Êx.3.14; Jo.8.58). 

Deus é Imutável.

Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus planos para a raça humana (Nm.23.19; Sl.102.25-27; Ml.3.6; Hb.1.11,12; Tg.1.17). Isso não significa, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (Jn.3.6-10). Em vários casos a Bíblia nos fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (Nm.14.1-20; II Rs.20.2-6; Is.38.2-6). Porém, as suas Alianças e Promessas são inalteráveis.

DEUS QUE TUDO SABE.

SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.

Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, SENHOR.

Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim. Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o posso atingir (1-6).

DEUS QUE ESTÁ PRESENTE EM TODOS OS LUGARES.

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama no Sheol, também lá estás. 

Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.

Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz (7-12).

DEUS EL-SHADAI, O CRIADOR.

Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção.

Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. 

Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles! Se eu os contasse, seriam mais do que os grãos de areia. Se terminasse de contá-los, eu ainda estaria contigo (13-18).

OS ÍMPIOS SÃO OPOSITORES DO SENHOR.

Quem dera matasses os ímpios, ó Deus! Afastem-se de mim os assassinos! Porque falam de ti com maldade; em vão rebelam-se contra ti. Acaso não odeio os que te odeiam, SENHOR? E não detesto os que se revoltam contra ti? Tenho por eles ódio implacável! Considero-os inimigos meus! (19-22).

DEUS NOS CONHECE POR COMPLETO.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno (23,24). 

Há um memorial diante de Deus onde estão registradas todas as nossas palavras, atos e pensamentos, estão tudo gravados na mente de Deus. Isto gera reverência, inspira confiança e produz temor.  

Finalmente, este salmo nos revela as limitações e fragilidades do homem diante da grande magnitude de um Deus que tudo sabe, tudo ver e tudo pode. Amém! 

* Conteúdo sobre Atributos Exclusivos de Deus foram copiado da Bíblia de Estudo Pentecostal, pg.915. Obs. difere um pouco devido alguns acréscimos feitos pelo autor deste Blog.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

O PÃO QUE MULTIPLICA-SE.


Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra (Ec.11.1,2).

Um dos sentidos da palavra hebraica traduzida por "pão" é grão. A ideia primária desta expressão, "lança o teu pão sobre as águas", é referente ao costume egípcio de espalhar sementes ou grãos sobre as águas do rio Nilo, quando transbordava e suas águas inundavam as terras. Aqueles grãos ficavam soterrados e depois de certo tempo germinavam e produzia uma grande colheita. Podemos aplicar essa fato à nossa disposição de sermos generosos e prestativos em tempo oportuno. Devemos repartir voluntariamente o nosso pão, pois não sabemos se um dia iremos enfrentar uma grande necessidade. Na verdade a roda gira, e pode acontecer de quem estar em cima ficar em baixo, e quem estar em baixo ficar em cima.   

A PRIMEIRA MENÇÃO A PÃO NA BÍBLIA.

O pão é o alimento mais antigo do mundo, o termo "pão" é citado pela primeira vez em Gênesis 3.19 onde o SENHOR diz a Adão: No suor do teu rosto, comerás o teu pão ... Pão aqui tem o sentido de alimento em geral. A palavra "pão" aparece no texto Sagrado cerca de 390 vezes com suas variações. Pão na Bíblia tem vários símbolos e seus significados, pão é alimento, pão é provisão, o Pão é Cristo, o Pão é a Palavra. 

1- Pão é Alimento diário. 

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Mt.6.11).

2- Pão é Provisão e Suprimento de Deus.

Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão (Sl.37.25).

2- Pão é Cristo.

Jesus disse: Eu sou o pão da vida (Jo.6.35,48).

3- Pão é a Palavra.

Jesus disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mt.4.4; Lc.4.4). 

Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e a alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó SENHOR, Deus dos Exércitos (Jr.15.16).

TRÊS MULTIPLICAÇÕES DE PÃES NA BÍBLIA.

1- Vinte pães satisfazem a fome de cem homens (II Rs.4.42-44).

2- Cinco pães e dois peixes alimentam cinco mil homens, além das mulheres e crianças. Este episódio é registado nos quatro evangelhos (Mt.14.13-21; Mc.6.30-44; Lc.9.10-17; Jo.6.1-15). Segundo estudos foram cerca de 21 mil pessoas.

3- Sete pães e alguns peixinhos, alimentam quatro mil homens, além das mulheres e crianças. Este episódio é narrado apenas nos evangelhos de Mateus e Marcos (Mt.15.29-39; Mc.8.1-10). Nesta ocasião foram cerca de 19 mil pessoas.

O pão é abençoado e se multiplica quando alguém reparte e compartilha o pouco que tem com aqueles que necessitam. Um homem levou vinte pães ao profeta Eliseu e o milagre aconteceu quando cem homens saciaram sua fome. 

Se o rapaz não doasse seu lanche de cinco pães e dois peixes para Jesus abençoar, partir e mandar os discípulos distribuírem com a multidão, o milagre não teria acontecido.

No milagre, Deus supri e ainda sobra, sobraram doze cestos de pedaços de pão. Porque o Pão de Deus nunca se acaba. Ainda hoje estamos comendo deste Pão, que é a Palavra de Deus.

Jesus Cristo é o mesmo (Hb.13.8), Ele ainda opera milagres. Ele vai multiplicar, vai suprir e ainda vai sobrar. Você crer? Se creres, verás a glória de Deus! Disse Jesus (Jo.11.40). Amém! 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

NICODEMOS - Um Mestre Sedento Por JESUS.



E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 
Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Nicodemos perguntou: Como pode ser isso? 
Jesus respondeu: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 
Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? (Jo.3.1-10,12).

QUAL A ORIGEM E SIGNIFICADO DO NOME NICODEMOS?

O nome Nicodemos é de origem grego, que tem a junção de dois termos: "Nike", que significa vitória, e "Demo", que significa povo. Por extensão, tem o sentido de "vitorioso", "aquele que vence com o povo", "o que conduz o povo a vitória". 

QUEM ERA NICODEMOS?

Nicodemos era um fariseu, membro do Sinédrio (Supremo Conselho dos judeus), que julgava as causas cíveis e religiosas dos judeus. Era um mestre com vasto conhecimento da Torá, respeitado e reverenciado como príncipe em Israel. 

POR QUE ELE PROCUROU FALAR COM JESUS A NOITE?

Nicodemos sentiu atraído pelo caráter de Jesus e pelos milagres que Ele operava. Limitado pelo temor de ser publicamente exposto como seguidor de Jesus e temendo ser descoberto pela Suprema Corte do Sinédrio, Nicodemos preferiu conversar com Jesus a noite. Também pelo fato que durante o dia era muito complicado conversar em particular com Jesus, devido a grande multidão que o cercava. A sede espiritual de Nicodemos o levou a Jesus. Nicodemos queria não só conhecer Jesus pessoalmente, mas queria tirar suas dúvidas e aprender. Ele recebeu muito mais do que  provavelmente esperava. Depois deste encontro, Nicodemos saiu transformado, com um entendimento totalmente novo a respeito de Deus e de si mesmo. 

NICODEMOS SE CONVERTEU A CRISTO?

Deus foi paciente com este crente "secreto". Deus é especialista em transformar pessoas que consideramos inatingível. Nicodemos marcou um encontro com Jesus, mas Deus na sua preciência já o conhecia. As últimas informações acerca de Nicodemos é de um homem transformado. Devido as suas atitudes, podemos afirmar que realmente ele se converteu a Cristo.

Três referências a Nicodemos no evangelho de João: 
(1) Nicodemos conversando com Jesus (3.1-16). 
(2) Nicodemos defendendo Jesus (7.44-53).
(3) Nicodemos ajudando no sepultamento de Jesus (19.38-42).

UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE O NOVO NASCIMENTO.

O novo nascimento ou regeneração, é uma das doutrinas fundamentais do cristianismo. Jesus em seu diálogo com Nicodemos, percebeu que Nicodemos precisava nascer de novo para entrar no Reino de Deus. Nicodemos era mestre bem-conceituado em Israel, um teólogo conhecedor da Torá (Lei de Moisés), membro do Sinédrio, respeitado e reverenciado pelo povo. Mas, todos os seus títulos e status não lhe garantia a entrada no Reino de Deus, ele precisava nascer de novo, ser um novo homem, uma nova criatura, um homem totalmente regenerado pelo poder do Espírito Santo. Ser crente é bom, fazer parte de uma denominação evangélica é salutar, ter vocação, títulos e função eclesiástica é um privilégio; mas de nada adianta estar na igreja e não ter uma experiência real do novo nascimento. Nicodemos era crente, conhecia a Palavra e até a ensinava, mas não vivia o que pregava, por isso Jesus foi direto e objetivo quando lhe falou: Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus (3.3,5). Crentes tem muitos, mas será que todos foram verdadeiramente regenerados pelo poder do Espírito? Pense nisso.

domingo, 17 de abril de 2022

DEUS Não Aprova Aliança Com o Ímpio.


E Josafá, rei de Judá, voltou à sua casa em paz, a Jerusalém. E Jeú, filho de Hanani, o vidente, lhe saiu ao encontro e disse ao rei Josafá: Devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao SENHOR aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira da parte do SENHOR (II Cr.19.1,2).

O capítulo 18 do segundo livro das crônicas nos informa em que ocasião Josafá fez aliança com Acabe. Diz o texto: Tinha, pois, Josafá riquezas e glória em abundância e aparentou-se com Acabe. E, ao cabo de alguns anos, foi ter com Acabe, a Samaria; e Acabe matou ovelhas e bois em abundância, para ele e para o povo que vinha com ele, e o persuadiu a subir com ele a Ramote-Gileade. Porque Acabe, rei de Israel, disse a josafá, rei de Judá: Irás tu comigo a Ramote-Gileade? E ele lhe disse: Como tu és, serei eu; e o meu povo, como o teu povo; seremos contigo nesta guerra (18.1-3). 

Josafá foi um rei prospero e grandemente abençoado por Deus, isto está registrado de forma resumida no capítulo 17 de II Crônicas. O reinado quase perfeito de Josafá é maculado por sua associação com Acabe, rei de Israel. O capítulo 18 se inicia com uma nota irônica, fazendo menção das riquezas e glória de Josafá. O que nos leva a questionar, por que ele faria uma aliança com Acabe? Tal aliança não era necessária para um rei prospero, protegido e abençoado por Deus. Ao aliar-se a Acabe, Josafá foi infiel ao SENHOR. As palavras do profeta, "devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que o SENHOR aborrecem"?, são palavras de repreensão muito grave para Josafá.

Josafá foi repreendido por associar-se ao rei Acabe e ajuda-lo numa empreitada de guerra contra o rei da Síria em Ramote-Gileade. Acabe era ímpio, inimigo de Deus e não aceitava perder a guerra. Acabe reuniu 400 profetas que comiam na sua mesa e todos profetizaram a seu favor, prometendo-lhe vitória. Porém, ele não deu ouvidos ao verdadeiro profeta do SENHOR, Micaías, que profetizou a verdade, dizendo-lhe que ele seria derrotado (II Cr.18.4-27). Resultado, Acabe foi à guerra e teve uma trágica derrota (II Cr.18.28-34). Por bondade e misericórdia de Deus, o rei Josafá escapou ileso e voltou em paz para sua casa.

Este é um exemplo clássico de que Deus não aprova que os crentes, seus servos, façam aliança e nem deve unir-se aos ímpios. Geralmente esta junção com o ímpio não dar certo. Esse relacionamento propaga a causa da iniquidade, põe em risco a nossa dedicação a Deus, e deturpa a verdade da sua Palavra e os princípios nela estabelecidos. Devemos ter cuidado e vigiar para não fazermos aliança nem qualquer tipo de acordo com aqueles que são declaradamente inimigos da igreja do Senhor. Paulo nos adverte e pergunta: Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? (II Co.6.14-16). Finalmente, terminantemente, não dar certo, Deus não aprova os seus servos fazerem aliança com o ímpio, com aqueles que aborrecem o Senhor. 

sábado, 16 de abril de 2022

SETE PARADOXOS DA CRUZ.

 

A mensagem da cruz é a mais impactante, revolucionária e paradoxal de todos os tempos. A cruz de Cristo para muitos é a mais contraditória de todos os tempos. Para os gregos é loucura, para os judeus é escândalo, para outros povos é maldição. Mas para os cristãos é poder de Deus para salvação de todos os que crêem.

1- A Loucura da Cruz é o poder Deus para nossa salvação.

2- A Crueldade da Cruz foi a doçura da Graça.

3- A Solidão da Cruz resultou na adoção de muitos filhos de Deus.

4- A Humilhação da Cruz foi a Exaltação de Cristo.

5- A Maldição da Cruz foi Bênçãos para os malditos pecadores.

6- A Vergonha e o Sofrimento da Cruz resultou em Glória para o Rei da Glória.

7- A Aparente Derrota da Cruz foi a Grande Vitória de Cristo sobre Satanás, a Morte e o Inferno.

Na Cruz Ele foi capaz de manifestar vida através da sua morte.
Na Cruz Jesus foi humilhado, zombado e desprezado, mas para todo o sempre Ele está Exaltado.
Na Cruz o seu nome foi ridicularizado, mas agora, Deus Pai o exaltou e lhe deu um Nome que está acima de todos os nomes, seja no céu, na terra e debaixo da terra. Amém!

sexta-feira, 15 de abril de 2022

JUDAS - O "amigo" TRAIDOR.

 

Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse: Que quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhes pesaram trinta moedas de prata. E, desde então, buscava oportunidade para o entregar (Mt.26.14-16).

Judas foi um homem privilegiado por ter sido um dos doze escolhidos para ser discípulo de Jesus. Ele tinha um cargo de confiança, era o tesoureiro, o homem que administrava as finanças e fazia prestação de contas ao Mestre e a todo colegiado apostólico (Jo.12.6; 13.29). Judas não foi chamado nem escolhido para ser o traidor, mas ele próprio decidiu ser. Qualquer um dos apóstolos poderiam ter sido o traidor, porém, Satanás encontrou lugar em Judas. 

INFORMAÇÕES SOBRE JUDAS:

Judas em grego é Ioudas, que no hebraico corresponde o nome Yehudah ou Judá, que significa abençoado ou louvado. Judas é o nome que aparece mais vezes nos evangelhos (20 vezes), depois de Simão Pedro.

Todos os apóstolos eram oriundos da Galileia, exceto Judas. O sobrenome Iscariotes indica a região de onde ele veio. "Iscariotes" é um termo que tem a junção de duas palavras hebraicas: "Ish" (que significa homem), e Quiryot ou Quiryat, que é o nome de uma cidade. Sendo assim, ele era chamado "homem de Quiriote". É bem provável que Judas fosse de uma cidade ao sul da Judeia, chamada Quiriote-Hezrom (Js.15.25). Seu pai chamava-se Simão (Jo.6.71). A morte de judas é relatada com detalhe no livro de Atos 1.16-20. 

JESUS CHAMA JUDAS DE AMIGO.

E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo. E o traidor tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E beijou-o. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus e o prenderam (Mt.26.47-50).

A profecia já dizia que o Messias seria traído por um amigo íntimo: Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar (Sl.41.9). Jesus não foi pegue de surpresa, ele já sabia o dia e a hora em que Judas o haveria de trai-lo. Todavia, Ele disse a Judas: "Amigo, a que vieste"? Jesus não chamou Judas de amigo por hipocrisia, nem em tom de ironia, mas de forma verdadeira, como Ele sempre foi. O caráter de Judas é que não correspondeu a lealdade do seu amigo Jesus, mas Cristo não mudou, lhe chamou de amigo.

Na verdade, o traidor não um inimigo, e sim um "amigo". Geralmente para o inimigo nós fechamos a guarda e o mantemos em alerta. Já para o amigo nós abrimos a guarda e até confidenciamos coisas da nossa intimidade. Mas aí é onde mora o perigo, porque quem trai não é o inimigo e sim o "amigo". O salmo de Davi que retrata o sofrimento de Cristo, diz: Pois não era um inimigo que me afrontava; então, eu o teria suportado; nem era o que me aborrecia que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido, mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo. Praticávamos juntos suavemente, e íamos com a multidão à Casa de Deus (Sl.55.12-14). Quanto mais íntimo for o amigo, maior será a dor da traição no coração do que foi traído ou traída. Cuidado! Aqueles que você pensa ser seus amigos, muitas vezes não são, mas estão te apunhalando pelas costas. 

O ARREPENDIMENTO DE JUDAS.

Então, Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar (Mt.27.3-5).

Judas ficou sabendo que o seu pecado levaria Jesus à morte, por isso procurou os príncipes dos sacerdotes para se desfazer das trinta moedas de prata. Aos quais ele disse: Pequei, traindo sangue inocente. Eles disseram: Que nos importa? Esse problema é contigo. Satanás seduziu e induziu Judas ao erro, para em seguida desmoralizá-lo e deixa-lo perturbado. Com profundo pesar em sua consciência, vendo-se sem saída, Judas desesperadamente lança as moedas no templo e vai enforca-se.

30 MOEDAS DE PRATA era o preço de um escravo que determinava a lei de Moisés (Ex.21.32). Esta não era uma grande quantia em valor monetário, mas foi o preço acertado pelo avarento Judas com os príncipes dos sacerdotes para trair o Cristo. 

ACELDAMA - O CAMPO DE SANGUE que foi comprado com as moedas de prata da traição.

E os príncipes dos sacerdotes, tomaram as moedas de prata, disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso, foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue (Mt.27.6-8; At.1.16-19). 

Mateus declara que Judas retirou-se e foi-se enforcar (25.5). Atos 1.18 registra que ele morreu ao cair: ... precipitou-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. O que Judas provavelmente fez foi lançar-se sobre uma estaca pontiaguda. Triste fim de Judas, um amigo de Jesus que lhe foi confiado o cargo de tesoureiro do grupo. Um homem que estava sendo treinado para ser um apóstolo poderoso no Reino de Deus, mas infelizmente não vigiou e foi enganado pela sedução do Tentador. 

terça-feira, 12 de abril de 2022

SALMOS 24 - Três Verdades.


Este salmo de Davi faz alusão a três eventos que são verdadeiros dignos de cântico de louvor. Segundo C. H. Spurgeon, este hino sacro provavelmente foi escrito para ser cantado quando a Arca da Aliança foi tirada da casa de Obede-Edom, para permanecer dentro de cortinas sobre o monte de Sião. Este salmo era cantado na subida para Sião, lugar onde ficou a Arca por longos anos. A visão de Davi olhava além da subida da Arca, ele via a sublime ascensão do Rei da glória. 

Este Salmo Forma Uma Tríade:

O Salmo 22 apresenta o Messias Sofredor.

O Salmo 23 apresenta o Pastor Excelente.

O Salmo 24 apresenta o Rei da Glória. 

ESTE SALMO CONSISTE EM TRÊS PARTES:

1- Glorifica o Verdadeiro SENHOR e louva o seu Domínio Universal.

Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque Ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios (1,2).

O SENHOR  é o Grande proprietário da terra, e de tudo o nela há, inclusive dos homens. Existiram e ainda existem muitos requerentes que insistem em serem os proprietários da terra. Porém, a terra não é propriedade legitima de ninguém. Não é dos grandes conquistadores, nem dos imperadores, nem do papado quando governava na idade média, nem dos ídolos dos homens, nem do Diabo. O único e exclusivo proprietário da terra é o SENHOR. Aleluia! 

2- Identifica a Geração dos Verdadeiros Adoradores.

Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura com engano. Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação. Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó (3-6).

Esta geração são aqueles que podem e vivem em comunhão com Deus. São aqueles que vivem de forma verdadeira, sem hipocrisia e sem maldade; que buscam verdadeiramente a face do SENHOR. 

3- Retrata a Ascensão do Verdadeiro Redentor, o Rei da Glória.

Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos , ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. 

Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. 

Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

Quem é este Rei da glória? O SENHOR dos Exércitos; Ele é o Rei da Glória (7-10).

Este Rei da Glória que é proclamado por duas vezes no salmo, não é outro, Ele é o Redentor da humanidade, Jesus Cristo. Ele é o Rei da Glória, o SENHOR dos Exércitos, que venceu as nossas guerras. Ele venceu o mundo, venceu o pecado, venceu Satanás, venceu a morte, venceu o inferno e foi eleito por Deus o nosso verdadeiro Redentor, Senhor e Salvador. Ele subiu ao céu e abriu as portas do céu para a entrada de seus eleitos (a sua igreja). Aleluia! 

domingo, 10 de abril de 2022

Cristo Nossa Páscoa.

Limpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8).

Fermento na Bíblia é símbolo do pecado. Fermento velho fala da nossa condição espiritual do passado, a velha natureza. Uma nova massa sem fermento diz respeito a nossa vida regenerada, nova criatura em Cristo (II Co.5.17). Cristo como nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado por nós. Por isso devemos celebrar a festa, não com o fermento velho da maldade, nem da malícia, mas com os pães sem fermento, pães da sinceridade e da verdade. Precisamos valorizar e fazer valer o grande sacrifício que Cristo fez por nós. Ele quer que sempre nos lembremos do seu sacrifício e da Nova Aliança que Ele nos fez pelo seu sangue. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim (ICo.11.25).

TRÊS ACONTECIMENTOS QUE MARCARAM A PÁSCOA.

1- GETSÊMANE - 

A palavra getsêmani significa “prensa de azeite”, ou seja, local onde a oliveira é esmagada para produção do azeite. Era um jardim situado no monte das Oliveiras em Jerusalém. Na hora mais difícil, após Jesus haver celebrado a páscoa com os seus discípulos, Ele cantou um hino, e saiu para o monte das Oliveiras (Mt.26.30). O monte das Oliveiras era um lugar especial que Jesus costumava ir (Lc.22.39). 
Jesus precisava passar pelo Getsêmani, Ele precisava conversar em secreto com o Pai, a sua alma estava aflita. Ele disse para os seus discípulos: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai (Mc.14.34). 
Jesus já sentia o pavor das trevas que estava prestes a se manifestar. No Getsêmani Ele entrou em uma batalha de oração para enfrentar as forças das trevas. Enquanto os discípulos descansavam e dormiam, Jesus orava ao Pai e agonizava diante da luta que teria de enfrentar. No Getsêmani todos nos abandonam e ficamos na solidão, a sois com Deus.

Havia oito frondosas árvore de oliveira ao pé do monte onde fica o jardim das oliveiras.

Jesus como Oliveira verdadeira foi prensado na aflição para em seguida enfrentar a traição, os açoites, os escárnios e por fim a cruz.

O Getsêmane foi o processo de preparação para o Calvário.

E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras (Mt.26.30).

Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani... (Mt.26.36).

E foram a um lugar chamado Getsêmani... (Mc.14.32).

E, saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram (Lc.22.39).

Tendo Jesus dito isso, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou com os seus discípulos (Jo.18.1).

2- CALVÁRIO - Gólgota ou Monte Caveira, era um monte fora dos muros de Jerusalém que tinha um formato semelhante a um crânio humano. Por isso era conhecido como lugar da caveira.

Foi no alto do Gólgata que Cristo conquistou a nossa vitória.

Na cruz Satanás foi derrotado, o pecado foi vencido e a nossa dívida foi paga.

Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo (Cl.2.14,15).

3- RESSURREIÇÃO - 

A ressurreição de Cristo foi o divisor de águas que proclamou a vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás.
Cristo ressuscitou para fazer valer a nossa salvação e nos garantir a vitória (I Co.15.19,20).

Paulo diz: Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé e a nossa pregação, mas agora Cristo ressuscitou e foi feito as primícias dos que dormem (I Co.15.14,20). 

Podemos afirmar com todas as letras, e proclamar em alto e bom som: Jesus Cristo ressuscitou! Ele está vivo! 

Ele apareceu ao apóstolo João na ilha de Patmos e disse-lhe: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno! (Ap.1.17,18).

O túmulo de Jesus está vazio, mas o trono está ocupado. 

As religiões valorizam os túmulos dos seus fundadores e até os visitam. A cristandade não precisa valorizar túmulo nem visitar, porque nosso Cristo não ficou no túmulo, Ele ressuscitou, subiu ao céu e está assentado a destra da Majestade. Aleluia!  

sábado, 9 de abril de 2022

Ele Escolheu Os Improváveis.


E subiu ao monte e chamou para si os que Ele quis; e vieram a Ele (Mc.3.13).

E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos (Lc.6.12,13).

ELE PASSOU A NOITE EM ORAÇÃO. 

Jesus vivia uma vida de oração e buscava estar a sóis com Pai em constante oração, principalmente nos momentos de grandes decisões. Vez por outra Ele se afastava da multidão para orar ao Pai em secreto. O evangelista Lucas diz: A sua fama se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. Porém Ele retirava-se para os desertos e ali orava (Lc.5.15,16). Uma noite inteira em fervente oração dará resultados surpreendentes. Depois de passar aquela noite em oração, Jesus desceu do monte e escolheu os doze para serem apóstolos. Observemos que foi primeiro a oração e depois a escolha. Se Jesus, o perfeito Filho de Deus, passou uma noite toda em oração ao Pai, para tomar uma importante decisão, quanto mais nós, com nossas fraquezas e limitações. Precisamos orar e vivermos uma íntima comunhão com o nosso Pai celestial. 

Jesus escolheu homens simples e sem cultura, até mesmo tidos como improváveis para muitos. Jesus escolheu homens da Galileia, uma região mista onde moravam judeus e gentios, lugar desprezado pelos intelectuais da época. A Galileia era conhecida como uma região marginalizada, onde muitos eram desprezados e desacreditados pela sociedade da época, e até se dizia: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? A Galileia era a maior região da Palestina, região onde Jesus exerceu maior parte do seu ministério. 

Observe que Jesus não chamou os "capacitados", e sim os incapazes para fazerem parte do colégio apostólico, que depois de pouco mais de três anos os revestiu de poder e os capacitou para incendiarem o mundo com a propagação do Evangelho. 

ELE CHAMOU PARA SI OS QUE ELE QUIS. 

Ele não chamou os que se ofereceram. Ele não chamou os que foram indicados. Ele não chamou os intelectuais. Ele não chamou os conhecedores da Torá. Ele não chamou os da cúpula romana. Ele não chamou os religiosos do Sinédrio. Ele não chamou os que tinham condição social elevada. Mas, Ele chamou homens simples, tidos como indoutos, desaculturados e incapazes, para transforma-los em discípulos poderosos, para propagarem a sua Palavra até os confins da terra e em seguida morrerem por amor ao Mestre e por causa do Evangelho.

Ser escolhido pelos homens por razões óbvias é fácil, mas Deus ainda escolhe os improváveis, os incapazes e os capacita para realizarem grandes obras para glória do seu nome. Amém!  

sexta-feira, 8 de abril de 2022

A ASTÚCIA DOS GIBEONITAS.




O capítulo 9 do livro de Josué nos traz uma narração de um fato curioso. O fato é que, os moradores de Gibeão temendo um ataque do exército de Israel, buscaram fazer uma aliança com Josué usando de astúcia. A notícia da derrota de Jericó e Ai logo se espalhou, provocando medo em vários reis cananeus. Eles se reuniram e fizeram acordo, para fazerem estratégias e pelejarem contra Josué e toda nação de Israel. Porém, os moradores de Gibeão não aderiram a essa estratégia, sabendo que não tinham a mínima chance de derrotar Israel. Os gibeonitas optaram por usar de astúcia se desfasando de embaixadores derrotados vindo de uma terra distante. A trapaça infelizmente funcionou e Josué e toda nação de Israel foram enganados e obrigados a aceitar os gibeonitas no meio deles, porque fizeram aliança com eles. Quais as lições podemos extrair deste texto e aprender com os erros.

LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER:

1- Foram enganados pela aparência (3-6).

Roupas velhas, sapatos desgastadas, sacos velhos sobre os seus jumentos, odres de vinho velhos e rotos, pão bolorento e aparentemente cansados. 

Devemos ter cuidado com as aparências, porque as aparências enganam. Deus disse ao profeta Samuel: Não atentes para sua aparência ... (I Sm.16.7).

2- Foram enganados pelas palavras de elogios.

A segunda astúcia dos gibeonitas foi a lisonja. Quando Josué começou a questionar eles, perguntando: Quem sois vós e de onde vindes? Os gibeonitas desviaram o foco da atenção de si, para elogiar a fama do Deus de Israel. Disseram: Por causa do nome do SENHOR, teu Deus; ouvimos a sua fama e tudo quanto fez no Egito (9). Devemos ter muito cuidado com os elogios e bajulações, que muitas vezes vem como laço para arruinar lideres, ministérios, vida pessoal e até conjugal. Maior maturidade tem quem não é levado pelos elogios. Em provérbios está escrito: O crisol é para a prata, e o forno, para o ouro, e o homem é provado pelos louvores (Pv.27.21). 

3- Não pediram conselho à boca do SENHOR (14).

Josué e os lideres de Israel não oraram, nem buscaram saber a vontade de Deus no tocante aos gibeonitas. Fizeram precipitadamente um acordo irrevogável com os gibeonitas que lhes trouxeram problemas por muitos anos, e não podiam destruí-los (v.18; II Sm.21.1,2). Essa decisão imprudente trouxe os cananeus ímpios para dentro de Israel (atitude esta proibida em Ex.34.12; Dt.7). Em todas as decisões da vida devemos buscar a vontade de Deus e orar pedindo sua orientação e sabedoria. Isso nos poupará de tristezas e tragédias. 

4- Tomaram uma decisão imprudente fazendo uma aliança irrevogável com os gibeonitas (15).

A decisão foi tão séria que fizeram uma aliança em nome do SENHOR. Esta aliança não poderia ser quebrada (v.18), e quando o rei Saul a quebrou Deus enviou uma fome de três anos sobre a nação de Israel (II Sm.21.1,2). Devemos ter cuidado, porque voto e juramento em nome do SENHOR é coisa séria.

5- Não discerniram o inimigo e depois de três dias a farsa foi descoberta (16).

Os gibeonitas conseguiram se desfasar muito bem e conseguiram o seu objetivo. O grande problema muitas vezes, é a falta de discernimento espiritual no meio do povo de Deus. Antigamente se dizia: "Cuidado com o inimigo, ele vem de mansinho com sapatinhos de lã e desfasado de crente". Hoje, infelizmente, Satanás está enviando seus emissários de tamancos, fazendo barulho, e muitos crentes não percebem. Precisamos buscar discernir as coisas que vem de Deus e as que não vem, para não sermos enganados pelo inimigo e por muitos que se dizem de Deus e não são. O apóstolo João nos adverte: Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus (I Jo.4.1).

Por causa da aliança dos gibeonitas com Israel, Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém fez uma coalizão com quatro reis para guerrear contra os gibeonitas.  Os gibeonitas sentindo-se impotentes diante de cinco exércitos que vinha contra eles, pediram socorro a Josué (10.6). Mesmo havendo cometido um erro por ter feito aliança com os gibeonitas, o SENHOR falou com Josué lhe garantindo a vitória: Não os temas, porque os tenho dado na tua mão; nenhum deles te poderá resistir (10.8). Que notícia maravilhosa para um homem atormentado pela culpa decorrente de um erro do passando! Esta é mais uma manifestação da graça de Deus, que não olha para nossas fraquezas, mas nos favorece com a sua graça e misericórdia. Deus tinha planos excelentes para Josué e seu povo, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de conquistas e vitórias. Que seja assim com o povo de Deus na atualidade, as vezes nós erramos, mas a nossa intenção é acertar. Deus conhece as intenções dos corações. Amém! 

quinta-feira, 7 de abril de 2022

O "Espírito Santo" Na Vida De Davi.

E estas são as últimas palavras de Davi. Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel: O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca (II Sm.23.1,2).

Esta declaração de Davi autêntica a inspiração do Espírito Santo em tudo que ele escreveu no livro dos salmos. Davi reconheceu que o Espírito do SENHOR atuava poderosamente em sua vida. Davi ficou cheio do Espírito do SENHOR no momento em que o profeta Samuel o ungiu para rei de Israel: Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi... (I Sm.16.13). Durante sua vida o Espírito Santo dirigia e capacitava Davi e lhe dava vitória sobre seus inimigos. Porém, quando ele pecou e reconheceu o seu pecado, ele clamou ao SENHOR dizendo: Não me lances fora da tua presença e Não retires de mim o teu Espírito Santo (Sl.51.11). Davi sabia que sem o Espírito Santo a sua vida seria um fracasso.

Todos os crentes deve ter a convicção de que o Espírito Santo habita em sua vida. Davi tinha esta certeza e sabia que estava correndo o risco de perder a presença do Espírito Santo em sua vida, devido o seu pecado. Davi sabia que se Deus retirasse dele o Espírito Santo ele ficaria fora da sua presença e vulnerável aos ataques do inimigo. Todos os cristãos verdadeiramente nascidos de novo pela ação do Espírito Santo, deve ter a plena convicção que o Espírito Santo habita nele. Quando passarmos a considerar que o Espírito Santo é uma pessoa e buscarmos ter um relacionamento intimo com Ele, teremos uma vida cristã muito mais plena, frutífera e vitoriosa. 

O ESPÍRITO SANTO NO LIVRO DOS SALMOS:

1- O Espírito Santo atuando na criação.

Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo Espírito da sua boca (Sl.33.4).

2- O Espírito Santo na vida de Davi.

Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo (Sl.51.11).

3- O Espírito Santo criando e renovando.

Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra (Sl.104.30).

4- O Espírito Santo é Onipresente, é impossível se esconder dele.

Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? (Sl.139.7).

5- O Espírito Santo é bom e nos guia por terra plana. 

Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana (Sl.143.10).

Que possamos amar cada vez mais o Espírito Santo e vivermos em plena comunhão com Ele. Amém! 

quarta-feira, 6 de abril de 2022

O ESPÍRITO SANTO NO LIVRO DE ISAÍAS.


O Espírito Santo agi de forma direta e indireta em toda a Bíblia, desde de Gênesis até Apocalipse Ele deixa a sua marca na História. No livro do profeta Isaías Ele atua em várias situações e é citado pelo profeta como promessa a ser cumprida no futuro.

1- Sete manifestações do Espírito sobre o Renovo do tronco de Jessé (o Messias). Is.11.1,2.

E repousará sobre Ele:

O Espírito do SENHOR.

O Espírito de Sabedoria.

O Espírito de Inteligência.

O Espírito de Conselho.

O Espírito de Fortaleza.

O Espírito de Conhecimento.

O Espírito de Temor do SENHOR.

2- O ESPÍRITO COMO COBERTURA.

Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomaram conselho, mas não de mim! E que se cobriram com uma cobertura, mas não do meu Espírito, para acrescentarem pecado a pecado! (Is.30.1).

3- O ESPÍRITO SENDO DERRAMADO E TRAZENDO ABUNDÂNCIA.

Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque (Is.32.15).

4- O ESPÍRITO VALIDANDO A PALAVRA DO SENHOR.

Buscai no livro do SENHOR e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a sua própria boca o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará (Is.34.16).

5- O ESPÍRITO DO SENHOR O GRANDE SÁBIO.

Quem guiou o Espírito do SENHOR? E que conselheiro o ensinou? (Is.40.13).

6- O Servo do SENHOR, o Messias receberá o Espírito.

Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem compraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre Ele; juízo produzirá entre os gentios (Is.42.1).

7- O ESPÍRITO SENDO DERRAMADO SOBRE A POSTERIDADE DE ISRAEL.

Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes (Is.44.3).

8- O Espírito do SENHOR enviado sobre Isaías para profetizar.

... eu estava ali; e, agora, o Senhor JEOVÁ me enviou o seu Espírito (Is.48.16).

9- O Espírito do SENHOR defendendo o povo de DEUS.

... vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira (Is.59.19).

10- O Espírito do SENHOR sobre o Messias para pregar boas-novas e proclamar liberdade aos cativos.

O Espírito do Senhor JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes... (Is.61.1,2). 

11- O Espírito Santo entristeceu-se com o povo e tornou-se inimigo deles.

Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles (Is.63.10).

12- O Espírito do SENHOR dando descanso.

Como ao animal que desce aos vales, o Espírito do SENHOR lhes deu descanso; assim guiaste ao teu povo, para criares um nome glorioso (Is.63.14).

Que a igreja do Senhor possa a cada dia valorizar a poderosa ação do Espírito Santo em todas as circunstâncias e ocasiões da nossa vida. Onde a nossa força, a nossa sabedoria, a nossa inteligência não resolvem, o Espírito Santo sabe todas as coisas, e só Ele resolve. Amém! 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Como Era a Aparência de JESUS?


Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é o veremos (I Jo.3.2).

Jesus na sua humanidade não veio para exibir uma beleza exótica, exuberante, nem extraordinária. Como homem Ele teve uma aparência simples de um judeu. O profeta Isaías o descreve como um homem simples ao dizer: ... não tinha beleza nem formosura; e, olhando nós para Ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos (Is.53.2). O Messias não teria grandeza terrestre nem atrativos físicos. Deus sempre valoriza mais o caráter, santidade e obediência da pessoa, e não sua condição social, nem sua beleza física. Mas isso não significa dizer que a aparência do Messias era agressiva, não, Jesus era um homem comum. Isto é tão verdade que na traição, Judas teve que beijá-lo para que os soldados romano o soubessem quem era o Cristo, dando a entender que Ele era semelhante aos seus discípulos na aparência. Após a sua morte e ressurreição, a sua aparência física ainda era a mesma. Ele se apresenta aos discípulos por 40 dias e é reconhecido por eles. Todavia, após Ele ascender ao céu, já não é mais o mesmo. Agora Ele é o Cristo glorificado, com muita beleza, glória e resplendor.

Durante a sua convivência de três anos e meio com Jesus, João o viu de várias maneiras. Como carpinteiro e pregador da Galileia, como filho do homem na sua natureza humana, sentindo cansaço, sede e fome; como Rabi da Galileia, como o cordeiro de Deus sendo humilhado e maltratado pelos homens, como Cristo crucificado, como Cristo transfigurado no monte Tabor e como Cristo ressuscitado. Porém, a experiência mais marcante na vida do apóstolo João foi a visão do Cristo glorificado, quando ele estava exilado na ilha de Patmos (Ap.1.9-18).

Após a sua ressurreição, o Senhor Jesus disse acerca do apóstolo João: "... eu quero que ele fique até que eu venha" (Jo.21.22). Os demais apóstolos e muitos cristãos chegaram a pensar que João não morreria. No entanto, esta promessa do Senhor Jesus dizia respeito exatamente da Sua aparição a João na ilha de Patmos. Segundo os historiadores, esta gloriosa experiência ocorreu por volta do ano 96 d.C., quando todos os outros apóstolos já haviam morrido. No entanto, João ainda estava vivo para que se cumprisse a promessa do Mestre: "... eu quero que ele fique até que eu venha". E, naquela ilha, exilado e solitário, o Senhor Jesus apareceu a João para lhe dar a maior e mais gloriosa experiência de sua vida. Esta experiência foi registada nas Sagradas Escrituras, não apenas para nos informar o que João viu, mas também, para alimentar a nossa fé e esperança de um dia também ver o Cristo glorificado e conhecer em detalhes como Ele é. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro (I Jo.3.3). Amém!

segunda-feira, 4 de abril de 2022

OS ASPECTOS DO CRISTO GLORIFICADO.


Durante a sua convivência de três anos e meio com Jesus, João o viu de várias maneiras. Como carpinteiro e pregador da Galileia, como filho do homem na sua natureza humana, sentindo cansaço, sede e fome; como Rabi da Galileia, como o cordeiro de Deus sendo humilhado e maltratado pelos homens, como Cristo crucificado, como Cristo transfigurado no monte Tabor e como Cristo ressuscitado. Porém, a experiência mais marcante na vida do apóstolo João foi a visão do Cristo glorificado, quando ele estava exilado na ilha de Patmos.

Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: A Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como a lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo; e os pés, semelhante a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas. E Ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e Ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno (Ap.1.9-18).

1- Ele estava vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro (13). Aqui Cristo é visto como Sumo-Sacerdote que vai à presença de Deus Pai interceder pelos pecadores que creram nele.

2- E a sua cabeça e cabelos eram brancos... (14). Aqui nos fala da Sabedoria e Eternidade de Cristo.

3- E os olhos como chama de fogo (14). Aqui nos fala do poder da sua visão, o Deus que tudo sabe e tudo vê com o seu olhar penetrante de justiça.

4- E os seus pés, semelhantes a latão reluzente... (15). Aqui nos fala da firmeza e soberania de Cristo que sujeitará todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés (I Co.15.25).

5- E a sua voz, como a voz de muitas águas (15). Isto fala da potência da sua voz que faz estremecer e causa temor quando Ele fala. 

6- E Ele tinha na sua destra sete estrelas... (16). As sete estrelas representam os anjos, que são os pastores responsáveis pelas sete igrejas da Ásia. Isso mostra o seu cuidado com a liderança da igreja. Estar na mão de Cristo, significa estar guardado e protegido.

7- E da sua boca saía uma aguda espada de dois fios... (16). Aqui o Cristo é Juiz . A espada de dois fios representa a Palavra que sai da sua boca para juízo contra os rebeldes.

8- E o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece (16). Um aspecto de glória incomparável de Cristo. Aquele que foi profetizado que haveria de vir como o sol da justiça: Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas... (Ml.4.2).

A visão de João do Cristo glorificado foi uma experiência tão forte que João cai como morto. Mas o Senhor Jesus conhecendo sua estrutura, coloca sobre ele a sua mão direita o levanta e diz: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno (17,18).

Após a sua ressurreição, o Senhor Jesus disse acerca do apóstolo João: "... eu quero que ele fique até que eu venha" (Jo.21.22). Os demais apóstolos e muitos cristãos chegaram a pensar que João não morreria. No entanto, esta promessa do Senhor Jesus dizia respeito exatamente da Sua aparição a João na ilha de Patmos. Segundo os historiadores, esta gloriosa experiência ocorreu por volta do ano 96 d.C., quando todos os outros apóstolos já haviam morrido. No entanto, João ainda estava vivo para que se cumprisse a promessa do Mestre: "... eu quero que ele fique até que eu venha". E, naquela ilha, exilado e solitário, o Senhor Jesus apareceu a João para lhe dar a maior e mais gloriosa experiência de sua vida. Esta experiência foi registada nas Sagradas Escrituras, não apenas para nos informar o que João viu, mas também, para alimentar a nossa fé e esperança de um dia também ver o Cristo glorificado e saber em detalhes como Ele é. Amém! 

sábado, 2 de abril de 2022

O Que Significa Colocar Vinho Novo Em Odres Velho?


Ninguém faz remendo de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam (Mt.9.16,17).

Esta parábola está registada nos três evangelhos sinóticos, citada por Jesus quando os discípulos de João Batista o questionou sobre o fato de eles jejuarem, ao ponto que os discípulos de Jesus não jejuavam (9.14). Jesus responde: Podem, porventura, andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão (9.15). Continuando Ele fala sobre colocar remendo de pano novo em veste velha, e deitar vinho novo em odres velhos (16,17).

VINHO NOVO EM ODRES VELHOS - Esta parábola é interpretada de várias maneiras pelos comentaristas. O "vinho novo" era suco de uva fresco. À medida que este começava a fermentar, os odres novos (vasilhas feita de couro) esticavam-se sem se romper; ao passo que, se fossem odres velhos se romperiam. O "vinho novo" representa o Evangelho, as Boas Novas de Cristo, enquanto o "vinho velho" representa as antigas praticas do judaísmo. O "vinho novo" é a mudança transformadora de um novo tempo. Eram necessários odres novos para vinho novo. Se colocado em odres velhos, o vinho novo começa mais facilmente a fermentar por causa dos resíduos fermentadores existentes nos odres. A fermentação passaria, então, a causar a perda, tanto do vinho novo quanto dos odres (que se romperiam por causa da pressão). No evangelho de Lucas na versão NVI está escrito: E ninguém põe vinho novo em vasilha de couro velha; se o fizer, o vinho novo rebentará a vasilha, se derramará, e a vasilha se estragará. Ao contrário, vinho novo deve ser posto em vasilha de couro nova. Ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: "O vinho velho é melhor!" (Lc.5.37-39). O versículo 39 é, provavelmente, um comentário irônico a respeito dos judeus, que rejeitavam o "vinho novo" do evangelho e afirmavam que o "vinho velho" (o judaísmo) era satisfatório. Aqui, Jesus dá a entender que aqueles que estão acostumados a beber o vinho fermentado desenvolvem um forte desejo por ele, e não querem o vinho novo (não fermentado). O que Jesus deixa subtendido aqui é que os fariseus e seus seguidores nem sequer reconhecem os méritos do novo; acham que o "velho" é melhor. Os fariseus não querem o vinho melhor. Recusam a revelação nova da parte de Deus e, procuram somente aquilo que lhe é conveniente através da religião farisaica. Porém, aqueles que aceitam a nova revelação de Deus na pessoa de Jesus Cristo (o vinho novo), é preferível e satisfatório ao vinho velho e fermentado da antiga religião farisaica. 

Finalmente, vinho novo não deve ser colocado em odres velhos, pois, estes estão ressecados e estourariam. Ao contrário, vinho novo é armazenado em odres novos. Jesus propõe uma nova realidade que vai além da religião judaica que valorizava mais o exterior, mas a que vem do interior e exige um estilo de vida novo. As marcas dos seguidores do Noivo (Jesus), não são de uma religião voltada a rituais, mas é voltada para o amor a Deus e ao próximo. É preciso remover os velhos resquícios do passado para viver o novo de Deus. Amém! 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

A VITÓRIA VEM DO SENHOR.


Não foi pela espada que conquistaram a terra, nem pela força do seu braço que alcançaram a vitória; foi pela tua mão direita, pelo teu braço, e pela luz do teu rosto, por causa do teu amor para com eles. 

Não confio em meu arco, minha espada não me concede a vitória; mas tu nos concede a vitória sobre os nossos adversários e humilhas os que nos odeiam. 

Em Deus nos gloriamos o tempo todo, e louvaremos o teu nome para sempre (Salmos, 44.3,6-8).

O salmista expressa seu louvor a Deus pelas grandes vitórias do passado e reconhece que não foram por mérito próprio ou merecimento que o povo de Deus obteve suas vitórias. Nossa força e inteligência nada valem, quando não confiamos em Deus. Israel quando reconhece que Deus é quem opera as bênçãos e concede vitória sobre seus inimigos, torna-se um povo vitorioso e imbatível. 

É tolice quando passamos a pensar que foram os nossos esforços e estratégias que nos conduziram a vitória. Stephen Olford foi um dos líderes cristãos mais influentes do século XX. Ele foi confidente pessoal de Billy Graham. Segundo as palavras do próprio Billy Graham, "o homem que mais influenciou meu ministério". Foi Stephen Olford quem disse: “Não existe momento mais perigoso em nossas vidas do que aquele que segue uma grande vitória”. A mais terrível ameaça que se segue depois de uma vitória é achar que foram as nossas armas e estratégias que garantiram a vitória. Sobre isso, o salmista adverte: “Não foi pela espada que conquistaram a terra, nem pela força do seu braço que alcançaram a vitória”.

Não há inimigo mais mortal do que um ego exaltado. Não há inimigo mais perigoso que a presunção de achar que não precisamos de Deus para nos ajudar e nos conceder a vitória. Se você deseja ser um vitorioso, cuidado com o inimigo chamado orgulho. Lembre-se do que diz a Palavra de Deus: A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda (Pv.16.18). Não se deixe enganar pelo seu orgulho, você se esforçou e fez a sua parte, porém a vitória vem do SENHOR. Amém!