sexta-feira, 12 de julho de 2024

CRISTO, O CENTRO DAS ESCRITURAS.


Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (Jo.5.39).

As Escrituras (a Bíblia) foi escrita com o propósito de testemunhar de Cristo. Em Cristo, o Messias, em Jesus, o Salvador, o Libertador e Redentor, estão todas as Verdades centrais da Bíblia. Todos os tipos, sombras e símbolos encontrados na Bíblia, apontam para Cristo. Dele todos os profetas falaram, todas as profecias dão testemunhos de Cristo. Toda a Glória das Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse, culmina na Pessoa de Cristo! A Bíblia seria um livro comum sem Cristo, seria um livro sem sentido, seria um mistério inexplicável, mas nela Cristo se revela e explica tudo. Cristo é a chave de ouro que desbloqueia o tesouro divino da revelação Bíblica! Cristo é a substância das Escrituras, é a Bússola que nos leva ao porto seguro da salvação. Ele pode ser encontrado em todos os livros da Bíblia, se assim não fosse, que valor teria? Mas quando Cristo é encontrado, é uma revelação Gloriosa, porque todos os mistérios são abertos, todo enigma é explicado, toda discrepância é harmonizada, e toda Verdade é revelada. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Cl.2.3). Ele é o Alfa e o Ômega da Bíblia, desde o primeiro versículo em Gênesis até o último em Apocalipse. Estude as Escrituras com o objetivo de aprender e encontrar a Cristo. 

JESUS NOS LIVROS DA BÍBLIA.

Em Gênesis, Ele é o Descendente da mulher.

Em Êxodo, Ele é o Cordeiro pascal.

Em Levítico, Ele é o Sacrifício expiatório.

Em Números, Ele é a Rocha ferida.

Em Deuteronômio, Ele é o Profeta semelhante a Moisés.

Em Josué, Ele é o Capitão da nossa salvação.

Em Juízes, Ele é o nosso Libertador.

Em Rute Ele é o nosso Remidor Divino.

Em 1,2 Samuel Ele é o Rei prometido.

Em 1,2 Reis Ele é o Rei esperado.

Em 1,2 Crônicas Ele é o Descendente de Davi.

Em Esdras Ele é o Ensinador Divino.  

Em Neemias Ele é o Reconstrutor das muralhas das nossas vidas.                    

Em Ester Ele é a  Providência Divina.

Em Jó Ele é o Redentor que vive.

Em Salmos Ele é nosso Pastor.

Em Provérbios Ele é a Sabedoria.

Em Eclesiastes Ele é o Mestre da congregação.

Em Cantares de Salomão Ele é o Amado.

Em Isaías Ele é o Servo do Senhor.

Em Jeremias Ele é o Renovo.

Em Lamentações Ele é o Consolador de Israel.

Em Ezequiel Ele é o Homem das quatro faces.

Em Daniel Ele é o quarto Homem da fornalha. 

 Em Oséias Ele é o Esposo.

Em Joel Ele é o Batizador.

Em Amós Ele é o Prumo.

Em Obadias Ele é o Refúgio.

Em Jonas Ele é a Salvação do SENHOR.

Em Miquéias Ele é o Governante de paz.

Em Naum Ele é o Cavaleiro da espada flamejante.

Em Habacuque Ele é o Puro de olhos.

Em Sofonias Ele é o Deus de fogo.

Em Ageu Ele é o Desejado de todas as nações.

Em Zacarias Ele é o Rei que virá.

Em Malaquias Ele é o Sol da justiça. 

*

Em Mateus Ele é o Rei.

Em Marcos Ele é o Servo.

Em Lucas Ele é o Filho do Homem.

Em João Ele é o Filho de Deus.

Em Atos Ele é o Senhor da igreja.

Em Romanos Ele é a Justiça de Deus.

Em 1,2 Coríntios Ele é as Primícias dos que dormem.

Em Gálatas Ele é o Cristo que liberta.

Em Efésios Ele é a Pedra da esquina.

Em Filipenses Ele é o Soberano Senhor.

Em Colossenses Ele é a Cabeça da igreja.

Em 1,2 Tessalonicenses Ele é o Senhor que virá.

Em 1,2 Timóteo Ele é o nosso Mediador.

Em Tito Ele é o nosso Salvador.

Em Filemom Ele é o Amigo reconciliador.

Em Hebreus Ele é o Sumo-sacerdote.

Em Tiago Ele é o Legislador.

Em 1,2 Pedro Ele é o Bispo das nossas almas.

Em 1,2,3 João Ele é o Amor revelado.

Em Judas Ele é o Senhor que virá com milhares dos seus santos.

Em Apocalipse Ele é o Alfa e o Ômega. 

O Príncipe dos reis da terra.

O Princípio da criação de Deus. 

O Primogênito dentre os mortos. 

O Cordeiro que foi morto.

O Leão da tribo de Judá. 

O Rei dos reis e Senhor dos senhores. 

A Raiz e a Geração de Davi.

A Palavra de Deus.

O Amém.

Jesus Cristo, é antes de todas as coisas; Ele é o começo, o meio e o fim da História.

Porque Dele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém! (Rm.11.36).

quarta-feira, 10 de julho de 2024

TEMPO DE CRESCER, FLORESCER, FRUTIFICAR.


O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. Os que estão plantados na Casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o SENHOR é reto; Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça (Salmos 92.12-15).

Bendito o varão que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele será como a árvores plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se afadiga nem deixa de dar fruto (Jr.17.7,8).

Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou e se foi. Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega... (Cantares, 2.11,12).

Os dias são difíceis, os tempos são trabalhosos, os dias são maus e tenebrosos, mas o cristão que tem suas raízes firmada na Rocha que é Cristo e está plantado nos átrios do SENHOR, não deixa de dá frutos.

Há árvores que florescem na primavera, há árvores que florescem no deserto, há árvores que florescem no ano de sequidão, há árvores que florescem entre pedras e espinhos. Independente das circunstâncias, do tempo e do ambiente, quem está ligado em Cristo que é a videira verdadeira, nunca deixa de frutificar. 

Sem crescimento não há flores e sem flores não há frutos. O crescimento espiritual do crente, implica em ter maturidade, equilíbrio e experiência de vida.

As raízes nos fala de firmeza, as flores nos fala de beleza, os frutos nos fala de alimento. 

A palmeira é uma árvore reta, na primavera ela floresce e a sua beleza desabrocha.

O cedro é uma árvore frondosa de proporção gigantesca, as suas raízes são profundas, isto nos fala de estabilidade. 

Florescer no deserto solitário e com o vento contrario é para poucos, muitos querem florescer em lugares prósperos com o vento soprando a seu favor, onde todos lhe aceitam e lhe aplaudem.

É melhor estar no DESERTO dentro da vontade de DEUS, do que estar na MÍDIA sendo aplaudido e ovacionado pelo público, mas fora da vontade de DEUS.

Toda árvore que dá fruto precisa ser podada para continuar dando mais fruto. Toda árvore que não dá fruto será cortada, porque está ocupando o terreno em vão.

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai; que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda (Jo.15.1-8,16). 

Nesta alegoria, Jesus se descreve como " a videira verdadeira" e os seus discípulos como "os ramos". Ao permanecerem ligados nEle como a fonte da vida, frutificam. Deus, o Pai é o lavrador que cuida dos ramos, para que dêem  fruto. Jesus fala de duas categorias de varas: Frutíferas e infrutíferas. As varas que dão fruto são aquelas que estão ligadas na videira que é Cristo. Estes são os crentes perseverantes na fé, na comunhão e no amor para com Cristo. A essas varas o Pai limpa, poda, a fim de ficarem mais frutíferas. Isso quer dizer que Ele remove de suas vidas qualquer coisa que impede ou desvia o fluxo vital de Cristo. Todos os cristãos são chamados e escolhidos "do mundo" para dar fruto para glória de Deus. Essa frutificação implica em muitas coisas, bem como: Seu caráter santo manifestado no meio de uma sociedade corrupta e perversa. Essa frutificação também refere-se ao fruto do Espírito manifesto na vida do crente, descrito em Gálatas, 5.22,23 e também em ser um sábio ganhador de almas, conforme está escrito em provérbios 11.30: O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas sábio é. Enfim, o crente ligado em Cristo, tem uma vida abundante e nunca deixa de crescer, florescer e de dá frutos para glória de Deus. Amém! 

domingo, 7 de julho de 2024

O DIA DA EXPIAÇÃO X SACRIFÍCIO DE CRISTO.


A palavra "expiação" no hebraico "kippurim" derivado de kaphar, que significa "cobrir" comunica a idéia de cobrir o pecado mediante um "resgate" de modo que haja uma reparação ou restituição adequada pelo delito cometido.

A necessidade da expiação surgiu do fato que os pecados da nação de Israel, caso não fossem expiados, sujeitariam os israelitas à ira de Deus. Por conseguinte, o propósito do Dia da Expiação era prover um sacrifício de amplitude ilimitada, por todos os pecados que porventura não tivessem sido expiados pelos sacrifícios oferecidos no decurso do ano que findava. Dessa maneira, o povo seria purificado dos seus pecados do ano presente, afastaria a ira de Deus contra eles e manteria a sua comunhão com Deus (Lv.16.30-34; Hb.9.7). 

No livro de Levítico capítulo 16, descreve a cerimônia do Dia da Expiação. O dia dez do sétimo mês do calendário judaico, tornou-se o dia santo mais importante do ano judaico. Nesse dia, o sumo sacerdote, vestia as vestes sagradas, e de início preparava-se mediante um banho cerimonial com água. Em seguida, antes do ato da expiação pelos pecados do povo, ele tinha de oferecer um novilho pelos seus próprios pecados. A seguir, tomava dois bodes e, sobre eles, lançava sortes: Um tornava-se o bode do sacrifício, e o outro tornava-se o bode emissário (16.8). Sacrificava o primeiro bode, levava-o ao propiciatório, o qual era a tampa que cobria a arca da Aliança e ali derramava o sangue sobre o propiciatório, e assim se fazia expiação pelos pecados da nação inteira (16.15,16). Como etapa final, o sumo sacerdote tomava o bode vivo, impunha as mãos sobre a sua cabeça, confessava sobre ele todos os pecados dos israelitas e o enviava ao deserto, simbolizando isto que os pecados deles eram levados para fora do arraial para serem aniquilados no deserto (16.21,22).

CRISTO E O DIA DA EXPIAÇÃO.

Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação dos pecados consumados por Cristo em um único sacrifício na cruz. O bode que era sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de Cristo pelos pecados da humanidade. O bode emissário ou bode expiatório, era conduzido para longe, para o deserto, levando os pecados da nação, tipifica Cristo, que removeu os nossos pecados e os lançou para bem longe, havendo lançado no mar do esquecimento. Tornará a apiedar-se de nós, subjugará as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar (Mq.7.19). 

O Dia da Expiação está repleto de simbolismo que prenuncia a obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O fato de que os sacrifícios do Antigo Testamento tinham de ser repetidos anualmente indica que eles eram provisórios. Apontavam para um tempo futuro quando, então, Cristo viria para remover de modo permanente todo o pecado confessado. No Novo Testamento, o escritor aos hebreus realça a cumprimento, no novo concerto, da tipologia do Dia da Expiação que se cumpriram cabalmente em Cristo o Salvador Perfeito (Hb.9.1-28; 10.1-23). 

Os sacrifícios no Dia da Expiação proviam uma "cobertura" pelo pecado, e não a remoção do pecado. O sangue de Cristo derramado no cruz, no entanto, é a expiação plena e definitiva que Deus oferece à raça humana; expiação esta que remove o pecado de modo permanente (Hb.10.4,10,11). Cristo como sacrifício perfeito (Hb.9.26; 10.5-10) pagou a inteira penalidade dos nossos pecados (Rm.3.25,26; 6.23; Gl.3.13; II Co.5.21) e levou a efeito o sacrifício expiador que afasta a ira de Deus, que nos reconcilia co Ele e restaura a nossa comunhão com Ele (Rm.5.6-11; II Co.5.18,19; I Pe.1.18,19; I Jo.2.2).

O lugar santíssimo onde o sumo sacerdote entrava com sangue, para fazer expiação, representa o trono de Deus no céu. Cristo entrou nesse "Lugar Santíssimo" após sua morte e, com seu próprio sangue, fez a expiação perfeita perante o trono de Deus (Êx.30.10; Hb.9.7-28).

Finalmente, visto que os sacrifícios de animais no A.T. tipificavam o sacrifício perfeito de Cristo pelo pecado de toda humanidade, não há mais necessidade de sacrifícios de animais ou quaisquer outros tipos de sacrifícios depois da morte expiatória de Cristo na cruz (Hb.9.12-28). Amém!  

(Estudo extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal, com alguns acréscimos e articulações de palavras do autor deste Blog).