domingo, 10 de abril de 2022

Cristo Nossa Páscoa.

Limpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8).

Fermento na Bíblia é símbolo do pecado. Fermento velho fala da nossa condição espiritual do passado, a velha natureza. Uma nova massa sem fermento diz respeito a nossa vida regenerada, nova criatura em Cristo (II Co.5.17). Cristo como nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado por nós. Por isso devemos celebrar a festa, não com o fermento velho da maldade, nem da malícia, mas com os pães sem fermento, pães da sinceridade e da verdade. Precisamos valorizar e fazer valer o grande sacrifício que Cristo fez por nós. Ele quer que sempre nos lembremos do seu sacrifício e da Nova Aliança que Ele nos fez pelo seu sangue. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim (ICo.11.25).

TRÊS ACONTECIMENTOS QUE MARCARAM A PÁSCOA.

1- GETSÊMANE - 

A palavra getsêmani significa “prensa de azeite”, ou seja, local onde a oliveira é esmagada para produção do azeite. Era um jardim situado no monte das Oliveiras em Jerusalém. Na hora mais difícil, após Jesus haver celebrado a páscoa com os seus discípulos, Ele cantou um hino, e saiu para o monte das Oliveiras (Mt.26.30). O monte das Oliveiras era um lugar especial que Jesus costumava ir (Lc.22.39). 
Jesus precisava passar pelo Getsêmani, Ele precisava conversar em secreto com o Pai, a sua alma estava aflita. Ele disse para os seus discípulos: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai (Mc.14.34). 
Jesus já sentia o pavor das trevas que estava prestes a se manifestar. No Getsêmani Ele entrou em uma batalha de oração para enfrentar as forças das trevas. Enquanto os discípulos descansavam e dormiam, Jesus orava ao Pai e agonizava diante da luta que teria de enfrentar. No Getsêmani todos nos abandonam e ficamos na solidão, a sois com Deus.

Havia oito frondosas árvore de oliveira ao pé do monte onde fica o jardim das oliveiras.

Jesus como Oliveira verdadeira foi prensado na aflição para em seguida enfrentar a traição, os açoites, os escárnios e por fim a cruz.

O Getsêmane foi o processo de preparação para o Calvário.

E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras (Mt.26.30).

Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani... (Mt.26.36).

E foram a um lugar chamado Getsêmani... (Mc.14.32).

E, saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram (Lc.22.39).

Tendo Jesus dito isso, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou com os seus discípulos (Jo.18.1).

2- CALVÁRIO - Gólgota ou Monte Caveira, era um monte fora dos muros de Jerusalém que tinha um formato semelhante a um crânio humano. Por isso era conhecido como lugar da caveira.

Foi no alto do Gólgata que Cristo conquistou a nossa vitória.

Na cruz Satanás foi derrotado, o pecado foi vencido e a nossa dívida foi paga.

Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo (Cl.2.14,15).

3- RESSURREIÇÃO - 

A ressurreição de Cristo foi o divisor de águas que proclamou a vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás.
Cristo ressuscitou para fazer valer a nossa salvação e nos garantir a vitória (I Co.15.19,20).

Paulo diz: Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé e a nossa pregação, mas agora Cristo ressuscitou e foi feito as primícias dos que dormem (I Co.15.14,20). 

Podemos afirmar com todas as letras, e proclamar em alto e bom som: Jesus Cristo ressuscitou! Ele está vivo! 

Ele apareceu ao apóstolo João na ilha de Patmos e disse-lhe: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno! (Ap.1.17,18).

O túmulo de Jesus está vazio, mas o trono está ocupado. 

As religiões valorizam os túmulos dos seus fundadores e até os visitam. A cristandade não precisa valorizar túmulo nem visitar, porque nosso Cristo não ficou no túmulo, Ele ressuscitou, subiu ao céu e está assentado a destra da Majestade. Aleluia!