PREGANDO A VERDADE

domingo, 25 de janeiro de 2026

O PÃO DOS ANJOS.


... e fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo dos céus. 

Cada um comeu o pão dos poderosos; Ele lhes mandou comida com abundância (Sl.78.24,25). ARC

Fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus.

Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhes comida à vontade (Sl.78.24,25) NVI

Na poesia de Asafe, no salmo 78, ele relembra as grandes maravilhas de Deus favorecendo o seu povo e todas as bênçãos e providências do SENHOR a favor dos israelitas durante quarenta anos no deserto, rumo à terra prometida de Canaã. Na sua narrativa histórica, Asafe descreve também a ingratidão e rebelião do povo contra Deus. Apesar de toda rebeldia e ingratidão, Deus prover água, pão do céu (maná) e carne em abundância para eles comerem, beberem e se saciarem. Asafe é enfático na sua poesia, quando escreve: "Pois eles não creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador. Contudo, Ele deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus. Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhe comida à vontade (Sl.78.22-25). A expressão "pão dos anjos" ou "pão dos poderosos" em outras versões, é uma linguagem figurada, uma forma de expressão utilizada pelo salmista para enfatizar a importância do cuidado de Deus e o privilégio que tiveram os israelitas.

TRÊS PERGUNTAS INTRIGANTES:

Anjos comem pão?

Os israelitas comeram o pão dos anjos?

O maná era o pão dos anjos?

COMO ERA O MANÁ?

E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra (Ex.16.14) ARC

Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto (Ex.16.14) NVI

E chamou a casa de Israel o seu nome Maná; e era como semente de coentro; era branco, e o seu sabor, como bolos de mel (Ex.16.31). ARC

O maná era como semente de coentro e tinha aparência de resina (Nm.11.7). NVI

E era o maná como semente de coentro, e a sua cor como a cor de bdélio (Nm.11.7). ARC

O bdélio é uma goma-resina aromática que varia de cor, sendo descrita como amarela a avermelhada ou marrom-avermelhada em seu estado natural, com um brilho ceráceo ou perolado quando endurece, podendo ter manchas brancas, e também é comparado à cor do maná, que era branco ou esbranquiçado. 

QUAL O SABOR DO MANÁ?

O Maná era saboroso como bolo de mel (Ex.16.31). 

Quando moido em moinho, e cozido em panela, o seu sabor era como bolo de azeite fresco (Nm.11.8).

QUAL SIGNIFICADO DO NOME MANÁ?

Quando os israelitas viram pela primeira vez o pão de Deus, que havia caindo no arraial pela manhã, disseram uns aos outros: Que é isso? (Ex.16.14).

Maná no hebraico "Man hu" significa Que é isso? (Ex.16.14,15).

Em hebraico, a pergunta seria: "Man hu?", daí o nome "maná". 

POR QUANTO TEMPO O POVO DE ISRAEL COMEU MANÁ?

Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem à fronteira da terra prometida (Êx.16.35; Js.5.11,12). 

ONDE A BÍBLIA FAZ REFERÊNCIA AO MANÁ PELA ÚLTIMA VEZ?

Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido... (Ap.2.17).

CONCLUSÃO:

Esse maná miraculoso que serviu de alimento para o povo durante quarenta anos de jornada pelo deserto até chegarem a terra prometida, apontava para Jesus Cristo. Passados cerca de 1.500 anos, Jesus se referiu a esses acontecimentos ao descrever a si mesmo como o pão vivo que desceu do céu (Jo.6.30-35; 48-51). Esse simbolismo foi retomado na instituição da ceia do Senhor, quando tomou Jesus um pão, partiu e o deu aos seus discípulos dizendo: "Tomai, comei, isto é o meu corpo" (Mt.26.26).

Assim como o povo comeram o Maná até chegarem a terra prometida de Canaã, na Nova Aliança, Cristo que é o Pão vivo que desceu do céu, é o nosso alimento cotidiano até chegarmos a Canaã celestial, o céu. Amém! 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

AS DUAS CASAS.

 

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,

porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas (Mateus 7:24-29).

Jesus termina o seu longo discurso do "Sermão da Montanha" falando sobre dois homens: Um prudente e outro insensato; sobre duas casas: Uma edificada sobre a rocha e outra edificada sobre a areia; sobre dois alicerces: Um estável e seguro e outro instável e inseguro. 

Comparando as duas casas edificadas, Jesus está falando sobre dois tipos de ouvintes: Aquele que ouve suas palavras e as pratica, e o que as ouve e não as pratica.

Os dois homens ouviram a mesma voz.

 Ambos sabiam o que era certo e o que era errado. 

Ambos ouviram a verdade. 

Ambos decidiram construir a casa (vida espiritual) a partir do que ouviram.

Ambos construiram suas casas, mas a diferença estava no alicerce.

Ambos enfrentaram grande tempestade.

Tudo era aparentemente igual, mas depois da tempestade houve uma diferença.

Porém, a diferença não começou na tempestade.

A diferença começou antes, no silêncio das escolhas que ninguém viu.

A casa na areia não caiu de repente.

Ela foi cedendo aos pouco por dentro.

Na vida espiritual, tudo acontece de dentro para fora.

Primeiro no caráter, depois nas decisões, depois nos limites não respeitados.

Quando a tempestade chegou, ela só revelou o que já estava instável.

A areia é confortável porque não exige profundidade.

Isto implica em dizer: Não pede renúncia, não confronta, não busca ter raiz profunda.

A areia é superficial, aceita qualquer coisa por cima, mas não sustenta nada por dentro.

Assim acontece com muitos crentes que constrói assim, de forma superficial.

Constrói sobre emoção, sobre opinião alheia, sobre experiências de outras pessoas, sobre coisas passageiras. Sobre o que sente hoje, não sobre o que permanece amanhã.

A casa na rocha também enfrentou ventos, chuvas, rios e sofreu grande impacto.

Também sofreu o impacto das águas, também foi sacudida, mas não cedeu.

Por quê não cedeu?

Porque obediência cria peso, quem obedece tem estabilidade espiritual; e só quem tem fundamento sólido aguenta o peso do impacto da tempestade.

Jesus nunca disse que quem constrói na rocha não sofre. Mas Ele disse quem permanece nEle e pratica as suas palavras estarão seguros.

A promessa não é livramento da tempestade, mas livramento na tempestade. É sustentação no meio dela.

O problema não é a chuva, não é o vento, não são os rios. O problema é quando tudo isso encontra uma vida sem base.

Muitos crentes caêm porque não buscam fortalecer suas bases espirituais através da oração, do jejum, da leitura e meditação da Palavra, principalmente da obediência a Palavra.

A queda não acontece de cima, acontece no fundamento, na base principal.

E quando a Casa cai (vida espiritual), não cai pequena; cai grande, cai pública, cai de forma dolorida. Porque tudo que foi levantado sem profundidade paga-se o preço no dia mau.

Jesus continua ensinando o mesmo: Não basta ouvir, não basta concordar; é preciso praticar, obedecer e construir na Rocha inabalável que é Cristo.

A casa do homem prudente, continuou firme diante da tempestade. Mas a casa do homem insensato, caiu.

Jesus termina seu discurso dizendo: “E caiu, e foi grande a sua queda.”

Que o Senhor tenha misericórdia, ainda há tempo de reconstruir uma nova vida com Deus. A casa pode até ter caido, mas há esperança para um novo recomeço. Amém! 

domingo, 18 de janeiro de 2026

LÚCIFER É O NOME DO DIABO?


Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.

Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo (Isaías, 14.12-15).

Alguns exegetas crêem que estes versículos referem-se não apenas ao rei de Babilônia, mas também, de um modo velado, a Satanás. No evangelho de Lucas 10.18, temos uma declaração de Jesus: "Eu via Satanás, como raio, cair do céu". 

Sobre o nome "Lúcifer", muita confusão tem sido feita a respeito, que teoricamente seria o nome de um anjo que caiu e virou o inimigo numero 1 de Deus, o próprio Satanás.

Isso é bem divulgado em todo o mundo cristão, e até mesmo nos púlpitos de muitas igrejas.

Mas... é realmente bíblico? 

Vem comigo e vamos entender a origem do nome LÚCIFER.

Por incrível que pareça, o nome “Lúcifer” não existe em parte alguma da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. O que existe é a expressão “estrela da manhã”, de Isaías 14:12: “Como caíste desde o céu, ó ESTRELA DA MANHÃ, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!”

A palavra "lúcifer" é a TRADUÇÃO em algumas Bíblias da palavra hebraica “HÊLIL” (estrela da manhã) em Isaías 14:12. Esta palavra (hêlil) foi traduzida do hebraico para o latim na versão de Jerônimo (Vulgata), no século V. Nessa versão aparece pela primeira vez a palavra “Lúcifer”.  

Ao pesquisar a etimologia da palavra LÚCIFER, encontramos:

A etimologia de Lúcifer vem do latim lux (luz) + ferre (trazer), significando "portador da luz" ou "estrela da manhã", referindo-se ao planeta Vênus no contexto greco-romano; na tradição cristã, a palavra foi associada ao anjo caído devido a uma má interpretação de uma passagem na Bíblia (Isaías 14:12), que originalmente se referia a um rei babilônico, transformando um termo celestial num nome para o Diabo.  

Origem Latina e Grega:

Latim: Lucifer, formado por lux (luz) e ferre (levar/trazer). 

Grego: Lúcifer, Fósforos (portador da luz) ou Eósforos (portador da alvorada). 

Na Bíblia:

Textos Originais: A palavra hebraica hêlēl (brilhante, estrela da manhã) aparece em Isaías 14:12. 

Tradução para o Latim (Vulgata): O tradutor Jerônimo usou Lúcifer para hêlēl, referindo-se ao orgulhoso rei da Babilônia e sua "queda" (morte). 

Contexto Original: A passagem não era sobre um anjo, mas uma metáfora para a queda de um rei terreno. 

Evolução Lúcifer para o Diabo:

Associação Cristã ao termo Lúcifer: Ao longo dos tempos, Teólogos medievais ligaram essa passagem a uma figura celestial que caiu, associando Lúcifer, o "portador da luz", à figura do Diabo, um anjo que se rebelou e foi expulso do céu. 

Enquanto Lúcifer (portador da luz) era um título para Vênus, Satanás (adversário) é um título diferente, mas ambos foram fundidos na tradição popular para a figura do Diabo. 

Toda a confusão aconteceu quando viram o título “lucifer”, no latim da Bíblia Vulgata, e acharam que não se tratava de uma qualidade, adjetivo ou título, mas de um nome próprio... e começou a bagunça.

A parte mais chocante é justamente essa: Logo entendemos que “Estrela da Manhã” é um título, uma qualidade, um adjetivo, e esse título é usado unicamente para Jesus!!! Apocalipse 22:16 por exemplo: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente ESTRELA DA MANHÔ.

O apóstolo Pedro faz menção a Jesus como ESTRELA DA ALVA quando escreve: E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração (II Pe.1.19). 

“Lúcifer” nunca foi o nome do diabo. As igrejas que continuam chamando Satanás de “Lúcifer”, além de cometerem um erro teológico, ainda estão fazendo um favor ao diabo, atribuindo-lhe aquilo que ele não é! Ele é trevas e não luz.

O termo Lúcifer não é uma designação nem bíblica e nem correta para descrever o Diabo, pois carrega um significado de portador de luz , ora, ele não é portador de luz, mas sim de trevas, ele até se disfarça em anjo de luz e os seus ministros em ministros de justiça (II Co.11.14,15). Mas é um anjo de trevas, o príncipe deste mundo tenebroso.

Jesus Cristo é a nossa luz, Ele disse: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8.12). Amém! 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Vencendo Satanás No Deserto.


 E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto (Lc.4.1).

Após ter sido batizado por João, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-se das margens do rio Jordão e foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Durante quarenta dias, esteve no deserto. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo vendo que Jesus estava com fome, disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão. Jesus respondeu-lhe: Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra de Deus. O Diabo não desistindo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e Lhe fez uma proposta dizendo-Lhe: Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se tu me adorares e te prostrares diante de mim, tudo será teu. Jesus respondeu-lhe: Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele prestarás culto. Então o Diabo ainda insistindo, levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: Se tu és o Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão pelas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Jesus respondeu-lhe: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, por algum tempo. Na narrativa de Mateus, a tentação de Jesus termina com a seguinte expressão: Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram (MT.4.11). Deus tem provisão já pronta para aqueles que não aceita as propostas do Diabo.

CINCO LIÇÕES APRENDEMOS COM JESUS NO DESERTO:

1) Satanás não terá poder de impedir os planos de Deus em nossa vida, quando estamos cheios do Espírito e por Ele somos conduzidos.

2) A nossa missão é fazer a vontade de Deus e nunca aceitar as propostas de Satanás.

3) Devemos está preparados porque o Diabo sempre buscará ocasião para nos tentar em tempos de fraquezas e necessidades.

4) Que o Espírito Santo nos leva ao campo de batalha (deserto), e nos dá munição (a Palavra de Deus), para com ela vencermos Satanás.

5) Que só podemos começar o ministério para Deus, após termos passado no deserto e vencido as tentações. 

Obs.: O ministério de Jesus só teve início após Ele ter passado quarenta dias de jejum no deserto e vencer as tentações do Diabo.

CINCO VITÓRIAS DE JESUS SOBRE SATANÁS:

1) Jesus venceu Satanás no Deserto.

2) Jesus venceu Satanás no seu Ministério.

3) Jesus venceu Satanás na Cruz.

4) Jesus venceu Satanás na Ressurreição.

5) Jesus vencerá Satanás definitivamente quando Ele voltar em Glória.

CONCLUSÃO:

As tentações de Jesus no deserto não foi um acontecimento isolado. Foi o começo de uma luta contra o "príncipe deste mundo", que se prolongou por toda a vida terrena de Jesus, atingindo o auge com Sua morte na cruz do Calvário; tendo Ele vencido a Satanás após a sua ressurreição.

Jesus ao vencer as tentações, tornou-se, para nós homens e mulheres, a fortaleza onde o ser humano pode ir se abrigar nos momentos mais terríveis e angustiantes. Amém! 

domingo, 11 de janeiro de 2026

A PATERNIDADE DE DEUS.


Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem (Sl.103.13).
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (Mt.6.9).

Somente o genuíno cristianismo identifica e reconhece a Deus como Pai. Esta é uma profunda revelação que Jesus veio trazer a este mundo e que o Espírito Santo tornou real no coração da igreja do Senhor. A revelação da paternidade de Deus não era plena no Antigo Testamento, há poucas expressões no Pentateuco, nos livros históricos, nos salmos e nos livros poéticos sobre Deus como Pai. A revelação plena da paternidade de Deus veio através de Jesus Cristo. Durante a sua vida terrena em seu ministério, Jesus foi quem mais falou e ensinou sobre a paternidade de Deus. Jesus refere-se à paternidade de Deus 189 vezes: Em Mateus, 44; em Marcos, 4; em Lucas, 17 e em João 124.

Pai é o nome que revela poder, conhecimento e intimidade dos crentes com Deus. Deus Pai foi plenamente revelado por Jesus Cristo; na época de Jesus, os judeus não tinham o costume nem a cultura de chamar Deus de Pai. Jesus ensinou seus discípulos a orar começando com a expressão: "Pai nosso que está nos céus" (Mt.6.9).

Pai é o nome privativo da primeira Pessoa da Augusta Trindade (Mt.28.19).

Jesus disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres (Mc.14.36).

Jesus usou "Abba, Pai" em momentos de grande aflição, como na oração no Getsêmani (Mc.14.36; Mt.26.39; Lc.22.42), demonstrando total confiança e entrega a Deus.

Esta expressão "Aba Pai" aparece apenas três vezes na Bíblia: (Mc.14.36; Rm.8.15; Gl.4.6). 

Paulo ao repetir a expressão "Aba Pai", utilizada primeiramente por Jesus, ele está falando sobre uma das tarefas do Espírito Santo, que é criar nos filhos de Deus a convicção da filiação que nos leva a conhecer a Deus como Pai. 

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai (Rm.8.15).

E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossas corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai (Gl.4.6).

O termo "Aba" é de origem aramaico e significa "Pai". A palavra "Pai" no grego é "Pater". A combinação da palavra aramaica "Abba" com a palavra grega "Pater", expressa grande intimidade, emoção, anelo, afeto e confiança mediante os quais o Espírito Santo nos leva a clamar a Deus e chama-lo de Pai. 

Abba Pai é uma expressão bíblica de origem aramaica que significa "Papai" ou "Pai Querido", transmitindo uma profunda intimidade, carinho e confiança, como uma criança chamaria seu pai, e é usada por cristãos para se referir a Deus com essa mesma proximidade e amor. A expressão combina a ternura de "Papai" com a autoridade de "Pai", indicando um relacionamento de filiação e segurança com o divino.

AS CINCO DIMENSÕES DA PATERNIDADE DE DEUS.

1) Deus é Pai de Adão (da humanidade). 

Adão é filho por formação (Lc.3.38).

2) Deus é Pai dos anjos. 

Os anjos são filhos de Deus por criação (Jó.1.6; 38.7).

3) Deus é Pai de Israel. 

Israel é filho de Deus por eleição (Êx.4.22; Dt.14.1).

4) Deus é Pai de Jesus. 

Jesus é filho de Deus por geração (Sl.2.7; At.13.33; Hb.1.5).

5) Deus é Pai dos crentes. 

Os crentes são filhos de Deus por adoção (Jo.1.11-13; Rm.8.14,15; Gl.4.6).

OUTROS ASPECTOS DA PATERNIDADE DE DEUS:

Deus é Pai da Criação (I Co.8.6).

Deus é Pai da Glória (Ef.1.17).

Deus é Pai das luzes (Tg.1.17).

Deus é Pai dos espíritos (Hb.12.9).

Deus é Pai da vida (Sl.36.9; Jo.5.26; At.17.24,25).

Deus é Pai da eternidade (Is.9.6).

Deus é Pai de todos (Ef.4.6).

Que possamos nos relacionar com Deus na intimidade de Pai para filho, tendo o seu amor paterno e o seu cuidado de Pai celestial para conosco. Amém!  

sábado, 10 de janeiro de 2026

QUAIS SÃO OS TEUS ESCUDOS?


No reinado de Salomão havia 200 escudos grandes de ouro batido (chamados paveses) e 300 escudos pequenos de ouro batido. 

O rei Salomão fez duzentos escudos grandes de ouro batido, utilizando três quilos e seiscentos gramas de ouro em cada um. Também fez trezentos escudos pequenos de ouro batido, com um quilo e oitocentos gramas de ouro em cada um. O rei os colocou no Palácio da Floresta do Líbano (II Cr.9.15,16). 

Roboão começou bem o seu reinado, mas durante a última parte do seu reinado, Roboão não mais seguiu o exemplo de Davi e Salomão como lhe havia sido dito para fazer. Os que não aderiram a idolatria praticada por Jeroboão, vieram a Jerusalém para buscarem ao SENHOR. Está escrito: Depois desses, também de todas as tribos de Israel, os que deram o seu coração a buscarem ao SENHOR, Deus de Israel, vieram a Jerusalém, para oferecerem sacrifícios ao SENHOR Deus de seus pais. Assim, fortaleceram o reino de Judá e confirmaram Roboão, filho de Salomão, por três anos, porque três anos andaram no caminho de Davi e Salomão (II Cr.11.16,17). Uma vez que o reino fora estabelecido, Roboão deixou a Lei do SENHOR, e, com ele, todo o Israel. O texto sagrado diz:

Sucedeu, pois, que, havendo Roboão confirmado o reino e havendo-se fortalecido, deixou a lei do Senhor, e, com ele, todo o Israel.

Pelo que sucedeu, no ano quinto do rei Roboão, que Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém (porque tinham transgredido contra o Senhor)

com mil e duzentos carros e com sessenta mil cavaleiros; e era inumerável a gente que vinha com ele do Egito, tanto de líbios como suquitas e etíopes.

E tomou as cidades fortes que Judá tinha e veio a Jerusalém.

Então, veio Semaías, o profeta, a Roboão e aos príncipes de Judá que se ajuntaram em Jerusalém por causa de Sisaque e disse-lhes: Assim diz o Senhor: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei nas mãos de Sisaque.

Então, se humilharam os príncipes de Israel e o rei e disseram: O Senhoré justo.

Vendo, pois, o Senhor que se humilhavam, veio a palavra do Senhor a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve, lhes darei lugar de escaparem, para que o meu furor se não derrame sobre Jerusalém, pelas mãos de Sisaque.  

Porém serão seus servos, para que conheçam a diferença da minha servidão e da servidão dos reinos da terra.

Subiu, pois, Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém e tomou os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; levou tudo e também tomou os escudos de ouro que Salomão fizera.

E fez o rei Roboão em lugar deles escudos de cobre e os entregou nas mãos dos capitães da guarda que guardavam a porta da casa do rei (II Cr.12.1-10). 

Assim como a obediência trouxe prosperidade, a desobediência levou Roboão à ruína. A ruína começou com a invasão a Judá por Sisaque, rei do Egito. O ataque agípcio aconteceu durante o quinto ano do reinado de Roboão. O escrito sagrado declara que a razão para esse ataque foi a infidelidade de Roboão e com ele toda a nação. Infelizmente, Judá estava agindo exatamente como o povo do reino do Norte, onde Jeroboão havia abolido o culto ao SENHOR e estabelecido a idolatria a outros deuses. 

As cidades que Roboão havia fortificado foram capturadas por Sisaque (12.3,4). A perda de território estava sempre relacionada à punição de Deus. Em I Crônicas 10.7, a infidelidade de Saul resultou na perda do território para os filisteus.

Diante da desobediência da nação de Judá, Deus envia o profeta Semaías com uma palavra de repreenção ao rei e aos líderes de Judá dizendo: Assim diz o SENHOR: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei nas mãos de Sisaque (12.5). Roboão e os líderes reagiram positivamente à palavra profética, eles se humalharam e disseram: "O SENHOR é justo" (12.6). Diante do reconhecimento do seu erro e de sua humilhação perante o SENHOR, o profeta retorna com uma mensagem de misericórdia da parte de Deus: Vendo, pois, o SENHOR que se humilharam, veio a palavra do SENHOR a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve, lhes darei lugar de escaparem, para que o meu furor se não derrame sobre Jerusalém, pelas mãos de Sisaque (12.7). Aqui nós aprendemos que: Quando nos arrependemos e nos humilhamos diante de Deus, o Senhor perdoará os nossos delitos e nos restaurará à sua graça, e Ele poderá até mesmo reduzir o castigo que teríamos de sofrer. 

O ato de humilhação e reconhecimento de Roboão resultou apenas numa libertação parcial (12.8). Roboão não foi morto, mas foi humilhado por Sisaque, rei do Egito. Os tesouros do templo e do palácio foram tomados e também os escudos de ouro (12.9). Roboão teve de substituir os escudos de ouro colocados ali por Salomão, por escudos de bronze, um metal de valor bem menor (12.9-11). 

ESCUDOS DE OURO.

Escudos de ouro representava a realeza e a glória da nação de Judá. Quando o rei do Egito tomou todos os tesouros e os escudos de ouro de Salomão, isto reduziu a nação de Judá à mera sombra de sua glória passada. Isto significa dizer: Se os nossos escudos são de ouro, temos a glória da presença de Deus em nós e sobre nós. Porém, quando os perdemos, somos reduzidos a uma vida de aparência, sem a glória da verdadeira presença de Deus.

ESCUDOS DE BRONZE.

Quando Sisaque, rei do Egito, tomou os escudos de ouro de Salomão. Roboão teve de substituir os escudos de ouro colocados ali por Salomão, por escudos de bronze, um metal de valor bem menor. 

Escudos de bronze reprensentam algo de valor bem menor. Escudos de bronze era a terceira categoria entre os metais: (1) Ouro. (2) Prata (3) Bronze. 

No sentido espiritual, substituir os escudos de ouro por escudos de bronze, significa dizer que, desobedecemos e perdemos a comunhão com Deus. Também implica em dizer que somos reduzidos a terceiro plano e ficamos vulneráveis aos ataques do Inimigo. 

Diante desta triste substituição dos escudos de ouro pelos escudos de bronze feita pelo rei Roboão e desta aplicação para nossa vida espiritual com Deus, surge a pergunta que não quer calar: QUAIS SÃO OS TEUS ESCUDOS?

Que os nossos escudos sejam sempre de ouro e nunca venham a ser substituidos por escudos de bronze. Que a glória e a presença do Senhor esteja sempre em nossas vidas e que nunca venhamos a perdê-la e ficarmos vulneráveis aos ataques de Satanás (representado em Sisaque, rei do Egito). 

O texto sagrado diz: E, humilhando-se ele, a ira do SENHOR se desviou dele, para que não o não destruísse de todo, porque ainda em Judá havia boas coisas (12.12).

Roboão começou a reinar bem, mas terminou mal, a sua humilhação perante Deus foi verdadeira, mas ele não tinha um coração voltado para buscar ao SENHOR. 

O cronista resume a história do rei Roboão dizendo: Fortificou-se, pois, o rei Roboão em Jerusalém e reinou. Ora, Roboão era da idade de quarenta e um anos quando começou a reinar; e dezessete anos reinou em Jerusalém, a cidade que o SENHOR escolheu dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita. E fez o que era mau, porquanto não preparou o coração para buscar o SENHOR. E Roboão dormiu com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar (12.13,14,16). Roboão faleceu com 58 anos de idade, não deixando um bom legado nem um bom testemunho de fé e obediência ao SENHOR.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Últimos Dias - Tempos Difíceis.


Nestes últimos dias, estamos vivendo uma época de grande declínio moral e espiritual sem precedentes na história da humanidade. A humanidade se degenera cada vez mais no pecado, entregando-se aos prazeres ilícitos, vivendo de modo egoísta sem se importar com o seu semelhante. A religião para muitos tornou-se uma pratica hipócrita, onde muitos tentam viver de forma dissimulada e politicamente correto. Nesta época de tempos difíceis, muitos preferem dissimular o pecado e nunca confrontá-lo, muitos preferem viver um evangelho de conveniências, um evangelho sem cruz, sem renúncia e sem compromisso com a Palavra de Deus. 

O TESTEMUNHO DE JESUS.

Jesus disse que os últimos dias seriam marcados por um aumento das iniquidades e diminuição do amor:

No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos (Mt 24.3-12).

Jesus disse que os últimos dias seriam semelhantes aos dias de Noé e de Ló:

Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem (Mt 23.36-39).

Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e de igual modo quem estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló (Lc 17.26-32).

O TESTEMUNHO DE PAULO

Paulo disse que os últimos dias seriam tempos difíceis.

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes (2Tm 3.1-5).

Paulo descreve a geração dos últimos dias afirmando que as pessoas terão 19 tipos de comportamentos imorais:

1) Egoístas, no grego philautoi. 

São pessoas que buscam unicamente seu próprio interesse egoísta, são amante de si mesmo, sem se importar com ninguém.

2) Avarentos, no grego philargyroi. 

São pessoas avarentas, amantes de riquezas, do dinheiro e materialistas ao extremo.

3) Jactanciosos, no grego alazones. 

São pessoas soberbas, arrogantes, alguém cheio de pretensões, cheias de si mesmas, que se acham acima da média.

4) Arrogantes, no grego hyperefanoi. 

Alguém que pensa de si mesmo sem moderações e modéstia, alguém que tem elevadíssima consideração a respeito de si mesmo ou de suas possibilidades, que não considera a opinião do seu próximo.

5) Blasfemadores, no grego blasphēmoi.

São pessoas que falam mal de autoridades em geral, caluniadores, maldizentes, zombadores e cheios de maldades.

6) Desobedientes aos pais.

São pessoas que transgridem ordens dos seus pais, vivendo a sua própria lei sem se importar em honrar pai e mãe.

7) Ingratos, no grego acharistoi.

São pessoas que não sabem agradecer, que não agradecem por nada, acham que merecem e ainda diz: "Me deu porque quis, eu não pedir".

8) Irreverentes, no grego anosioi.

São pessoas profanas, ímpias, perversas, que não respeita nada, nem o profano, nem o sagrado.

9) Desafeiçoados, no grego asplanchnoi.

São pessoas sem afeição natural, incapazes de amar, desumanas, antissociais, frias e sem amor ao próximo.

10) Implacáveis, no grego adiallaktoi.

São pessoas incapazes de perdoar e também de admitir que estejam erradas, não perdoa nem pede perdão, acham sempre que estão certas.

11) Caluniadores, no grego sykophantai/diaboloi.

São pessoas que têm atitudes diabólicas, propensas a criar e espalhar calúnias entre os irmãos e as pessoas em geral.

12) Sem domínio de si, no grego akrateis.

São pessoas que não têm controle sobre si mesmas, sem domínio próprio, intemperantes, sem sobriedade, de difícil convivência social.

13) Cruéis, no grego anēmeroi.

São pessoas que agem como animais selvagens, ferozes, uma besta selvagem, sem piedade e afeto natural.

14) Inimigos do bem, no grego aphilagatoi.

São pessoas que se opõem a Deus e aos homens, buscam o mal de todos sem se importar com as consequências.

15) Traidores, no grego prodotai.

São pessoas que traem, não cumprem suas promessas e viram-se contra os que confiam nelas; são desconfiadas com tudo e com todos.

16) Atrevidos, no grego propeteis.

São pessoas precipitadas, imprudentes, sem ponderação, que agem por impulso, sem refletir.

17) Enfatuados, no grego tetyphōmenoi.

São pessoas insolentes, soberbas, altivas, orgulhosas, cheias de si mesmas.

18) Mais amigos dos prazeres que amigos de Deus. 

São pessoas afeiçoadas aos prazeres, que vivem em busca do prazer a todo custo, o prazer pelo prazer, o prazer inconsequente, sem se importar com o futuro, vivem o aqui e agora. 

19) Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder, no grego eusebias, ērnēmenoi.

São pessoas que nutrem uma fachada religiosa, falsa espiritualidade e religiosidade, vivendo na hipocrisia.

Paulo afirma que a geração dos últimos dias será afeiçoada às riquezas. Ela servirá a Mamon e não a Deus.

O problema não é possuir riquezas, é ser possuído por elas. Paulo exorta Timóteo quanto a isso: Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores (1Tm. 6.10).

O apego ao prazer será mais uma modalidade dos últimos dias. Para Paulo a geração dos últimos dias será afeiçoada aos prazeres. Ela buscará o prazer a todo custo, o prazer pelo prazer, o prazer inconsequente. Muitos serão praticantes do hedonismo.

Hedonismo é um estilo de vida caracterizado pela busca do prazer como o bem supremo da vida humana. Uma busca excessiva pelo prazer, como finalidade última da existência humana.

A pergunta é: Como nós igreja do Senhor, devemos viver nesses últimos dias? 

Devemos viver debaixo da graça de Deus, aguardando a bendita esperança da iminente volta de nosso Senhor Jesus Cristo.

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.

Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tito 2:11-13). Amém! 

A visão bíblica escatológica prenuncia que antes do arrebatamento haverá tempos difíceis, marcados por apostasias, escandalos e grande decadência moral e espiritual.