PREGANDO A VERDADE: 2026

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A DANÇA DA MORTE.

 

Herodes, porém, ouvindo isso, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dos mortos.

Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João e encerrá-lo manietado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela.

Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.

E Herodias o espiava e queria matá-lo, mas não podia; porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o com segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia.

E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do seu aniversário, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia, entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse, então, o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.

E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino.

E, saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João Batista.

E, entrando apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que, imediatamente, me dês num prato a cabeça de João Batista.

E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar.

E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi e degolou-o na prisão.

E trouxe a cabeça num prato e deu-a à jovem, e esta a deu à sua mãe (Marcos 6:16-28).

João Batista, era um pregador que não transigia com o erro. João pregava a verdade de Deus aos homens, sem temer a opinião popular. As autoridades judaicas ignoraram o pecado de Herodes, mas João nem por um momento cedeu para dissimular o pecado de Herodes. Ele opôs-se ao tal pecado, com firmeza total, demonstrando nisso fidelidade absoluta a Deus e à sua Palavra. Ele foi fiel a Deus ao condenar o pecado, embora tal atitude viesse a custar-lhe a vida.

O texto do evangelho de Lucas diz: Sendo, porém, o tetrarca Herodes repreendido por ele por causa de Horodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as maldades que Herodes tinha feito, acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere (Lc.3.19,20).

Enquanto João estava no cárcere, Herodes e seus convidados estavam festejando o dia do seu aniversário. Diz o texto: E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do seu aniversário, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia.

Salomé, filha de Herodias, entrou na festa e dançou. 

Embora os Evangelhos de Mateus e Marcos não citem seu nome (chamando-a apenas de "filha de Herodíade"), o historiador Flávio Josefo a identifica como Salomé. Ela dançou para o rei Herodes Antipas em uma festa de aniversário e, agradando-o, foi presenteada com um pedido. Por instrução de sua mãe, pediu a cabeça de João Batista em uma bandeja.

A dança da filha de Herodias na festa de aniversário de Herodes era uma prática pagã. Uma moça ímpia que dançou em público diante dos homens foi a causa da morte de um dos mais santos dentre os homens. 

O sentimento de ódio de Herodias por não aceitar a denúncia do seu pecado a levou a mandar sua filha pedir a cabeça de João Batista. 

Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.

E Herodias o espiava e queria matá-lo.

Quem aceita a repreensão e se arrepende do seu erro, é perdoado por Deus e tem paz. Mas, quem não aceita a repreensão, insiste no seu erro e tem sede de vingança, terá perturbação.

E se fosse você no lugar de Herodias, o que faria?

quinta-feira, 14 de maio de 2026

COISAS GRANDES E FIRMES.


Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes (Jr.33.3).

Deus é Grande e quer revelar coisas grandes para o seu povo. Todavia, Ele nos convida a buscá-lo, clamando em oração de todo nosso coração. Neste particular, Deus revelou coisas grandes e firmes a Jeremias acerca do futuro da nação de Judá e Israel. Deus tem seus planos e propósitos, a sua fonte de revelação é inesgotável, Ele continua anunciando e revelando coisas grandes para o crente que o busca e clama a Ele com sede de justiça e coisas grandes. Coisas grandes e firmes refere-se as promessas divinas, revelações espirituais, restauração e segredos profundos que Deus revela a quem ora.

DEZ COISAS GRANDES REVELADAS NA BÍBLIA:

1) Grande Deus (Tt.2.13).

2) Grande Salvação (Hb.2.3).

3) Grande Obra (Ne.6.3).

4) Grande Sacerdote (Hb.10.21).

5) Grande Pastor (Hb.13.20).

6) Grande Profeta (Lc.7.16).

7) Grande Poder (At.4.33).

8) Grande Fé (Mt.15.28).

9) Grande Dia (Sf.1.14).

10) Grande Ira (Is.54.8; Ap.12.12). 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

JUDÁ E TAMAR.


A vergonhosa história de Judá e Tamar não é omitida por Moisés em seus escritos no livro de Gênesis capítulo 38. No relato da história de José, Moisés dá uma pausa para registrar uma história sombria de Judá e sua nora Tamar. Esta história destaca três elementos: Selo, lenço, cajado.

Selo, lenço e cajado são símbolos bíblicos, especialmente na história de Judá e Tamar em Gênesis 38, estes representam: Identidade, compromisso pessoal e autoridade. O Selo simboliza assinatura, marca de propriedade e autenticidade. Lenço ou Cordão é um item de identificação pessoal, um sinal de parentesco e promessa. Cajado simboliza poder, autoridade, liderança e sustento. Os três juntos, formam a "identidade" de uma pessoa. 

SELO.

Simboliza autenticidade, quem é autêntico (verdadeiro) não entra em contradição no que faz.

LENÇO.

Simboliza identificação pessoal, uma pessoa de bom caráter se garante nos seus negócios e sua identidade não muda.

CAJADO.

Simboliza poder, autoridade, liderança. Quem tem o cajado deve ser prudente no usos das suas atribuições para não abusar do poder e prejudicar a si mesmo e as pessoas que estão sob a sua autoridade.

Judá não podia negar as evidências de sua culpa, mas apesar dos seus defeitos, Judá era um homem de honra e, portanto, reconheceu seu erro, quando disse: "Mais justa é ela do que eu" (38.26). Recebeu sua nora Tamar afirmando que era culpado, pois não tinha dado a ela seu filho Selá. Depois do arrependimento e da confissão, o erro não deve ser repetido. São pecados como esses que Deus cobre com a sua graça, pois ele conhece nosso coração imperfeito.

Tamar deu à luz a gêmeos, Perez e Zera (38.27-30). No entanto, esse relato triste e sórdido não termina em tragédia. Deus torna a desordem semeada pelo Diabo e a emprega para seus propósitos. Perez, o filho de Judá e Tamar, veio a ser um dos antepassados de Jesus, o Messias esperado (Mt.1.3).

Deus não aprova erros, mas Ele é soberano em suas decisões, planos e propósitos.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

SOBRE A FÉ.


Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem (Hb.11.1).

O capítulo 11 da carta aos hebreus, é considerado pelos estudiosos da Bíblia, como o capítulo da FÉ. Neste capítulo o escritor faz uma síntese acerca de alguns personagens da história bíblica, os quais são considerados os heróis da fé.

A fé é o fundamento sólido da nossa esperança, e a certeza das coisas que não vemos. A fé vai além da razão e está acima das coisas naturais. A fé não conhece o impossível, porque tudo é possível ao que crê e exercita a fé. Percamos tudo, menos a fé em Deus. Já dizia o poeta: "Andar com fé eu vou, que a fé não constuma falhar". 

TRÊS AÇÕES DA FÉ:

1) O justo vive da fé.

Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hb.10.38).

2) O crente anda por fé.

Porque andamos por fé e não por vista (2 Co.5.7).

3) O crente é provado na fé.

Sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência (Tg.1.3).

A FÉ PODE SER:

1) Pequena.

E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? (Mt.14.31).

2) Grande.

Então, respondeu Jesus e disse: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã (Mt.15.28).

3) Acrescentada.

Disseram, então os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé (Lc.17.5).

TRÊS TIPOS DE FÉ:

1) Fé Comum.

A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum... (Tt.1.4).

2) Fé Salvadora.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus (Ef.2.8).

3) Fé Extraordinária.

E a outro pelo mesmo Espírito, a fé (1 Co.12.9).

E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo (At.6.8).

CINCO COISAS DEVEMOS FAZER COM A FÉ:

1) Conservar.

Conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé (1 Tm.1.19).

2) Alimentar.

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10.17).

3) Guardar.

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm.4.7).

4) Lutar.

Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna... (1 Tm.6.12).

5) Defender.

... tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Judas, 3).

CINCO CARACTERÍSTICAS DA FÉ:

1) A Fé é Obediente (Hb.11.8).

2) A Fé é Paciente (Is.28.16).

3) A Fé é Vencedora (I Jo.5.4).

4) A Fé é Defensora (Ef.6.16).

5) A Fé é Sonhadora (Gn.50.24,25).

Finalmente o poeta diz: "A fé só abre os mares quando o momento chegar; a fé se manifesta, quando o limite da força acabar; a fé tem seu segredo, não se revela ao que tem medo, mas ao que luta, até o momento da fé chegar". Amém!

sábado, 9 de maio de 2026

SOBRE A TUA PALAVRA OU SOB A TUA PALAVRA?

 

Sob e sobre, são duas palavras que se encontram unicamente no evangelho de Lucas 5.5. Esta expressão utilizada por Simão no episódio da pesca miravilhosa, sinalizam a submissão e obediência de Simão a palavra do Mestre. Há pregadores que diferem em suas afirmações acerca dessas duas expressões: "sob" e "sobre". Há os que afirmam que o correto é "sob", enquanto outros preferem afirmar que o correto é "sobre". Mas, afinal quem está correto nas suas afirmações? Vamos analizar as palavras Sob e Sobre: 

SOB e SOBRE são preposições antônimas: Sob significa "embaixo de" (posição inferior, subordinação), enquanto sobre significa "em cima de" (posição superior) ou "a respeito de". "O livro está sobre (em cima da) mesa" é diferente de "o livro está sob (embaixo da) mesa".

Dependendo da versão, as traduções diferem o texto do evangelho de Lucas 5.5. Na minha pesquisa encontrei pelo menos dez versões, algumas iguais, mas a maior parte diferentes.

DEZ VERSÕES SOBRE O TEXTO DE LUCAS CAPÍTULO CINCO VERSÍCULO CINCO:

1) E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede (Lc.5.5). 

ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

2) Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes (Lc.5.5).

ARA (Almeida Revista Atualizada).

3) Em resposta, Simão disse: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sob esta sua palavra, lançarei as redes (Lc.5.5).

NAA (Nova Almeida Atualizada).

4) E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede (Lc.5.5). 

ARC (Almeida Revista Corrigida).

5) Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes"(Lc.5.5).

NVI (Nova Versão Internacional).

6) Ao que lhe replicou Simão: "Mestre, tendo trabalhado durante a noite toda, não pegamos nada. Todavia, confiando em tua Palavra, lançarei as redes (Lc.5.5).

KJA (King James Atualizada).

7) Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede (Lc.5.5).

VC (Versão Católica).

8) Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o Senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer (Lc.5.5).

TLH (Tradução na Linguagem de Hoje).

9) Simão respondeu: "Mestre, trabalhamos duro a noite toda e não pegamos nada. Mas, por ser o senhor quem nos pede, vou lançar as redes novamente" (Lc.5.5).

NVT (Nova Versão Transformadora).

10) Respondeu Simão: "Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sobre a tua palavra, lançarei a rede (Lc.5.5).

VCMS (Versão Católica Matos Soares).

CONCLUSÃO: 

Nada difere entre as palavras "sob e sobre" em seus significados no texto de Lucas 5.5. Porque todas as duas expressões se resumem na obediência de Simão a palavra do Mestre. Se é, sob a tua palavra lançarei a rede, expressa submissão e obediência a palavra de ordem do Mestre. Se é sobre a tua palavra lançarei a rede, expressa total confiança e obediência em cima da palavra do Mestre.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

AVIVA, TUA OBRA, SENHOR!


Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. 

Ouvi, SENHOR, a tua Palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc.3.1,2).

O livro do profeta Habacuque contém apenas 3 capítulos e 56 versículos. O primeiro é o segundo capítulo registram os reclames e os questionamentos que Habacuque faz, e Deus fala, dando as respostas a Habacuque. No terceiro capítulo Habacuque apresenta sua oração profética em forma de canto (poema de um salmo).

O autor deste livro identifica-se como “o profeta Habacuque” (Hc 1.1; 3.1). Além disso, não oferece nenhum outro dado acerca de sua pessoa nem de sua família; e como acontece com a maioria dos “Profetas Menores”, quase nada se conhece sobre Habacuque. Ele não é mencionado em nenhum outro lugar da Bíblia (ELLISSEN, 2012, p. 372). 

Habacuque é um dos profetas pré-exílicos e só ele, em todas as Sagradas Escrituras, recebe esse nome, que significa “abraçado” ou “abraço”. Uma tradição dos rabinos liga o nome do profeta a 2Reis 4.16, fazendo-o filho da sunamita: “Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, ABRAÇARAS um filho” [… ]. (COELHO; DANIEL, 2012, pp. 70-71).

Asseguram os estudiosos ser Habacuque da tribo de Levi […]. O final de seu livro deixa claro que, de alguma forma, ele era também habilitado oficialmente a participar da liturgia do Templo: “[…] ao mestre de música. Para instrumento de corda” (Hc 3.19). O termo traduzido no texto citado como “instrumento de corda” é “neginoth”, que tem em si a ideia de tanger um instrumento. O capítulo 3 de seu livro é um arranjo musical feito por ele mesmo. Logo, acredita-se que ele também era um levita (COELHO; DANIEL, 2012, p. 72). 

O comentarista da Bíblia Pentecostal diz: “A referência ao ‘cantor-mor’ sobre os instrumentos de música (Hc 3.19), sugere que ele pode ter sido um músico levita a serviço do santo templo em Jerusalém” (STAMPS, 1995, p. 1334).

SEIS AÇÕES QUE GERAM AVIVAMENTO:

1) ORAÇÃO.

Sem oração não há avivamento. A oração gera comunhão, a oração gera quebrantamento, o oração gera arrependimento, a oração gera poder e graça de Deus para realizar a sua obra. A grande estratégia de Satanás é entreter os crentes nas redes sociais e em tantos outros entretenimento para deixa-los sem tempo e sem força para buscar a Deus em oração.

2) PALAVRA.

A Palavra de Deus é a origem dos grandes avivamentos na história. A Palavra gera fé, a Palavra gera obediência, a Palavra gera poder, a Palavra gera conhecimento, a Palavra gera santidade para vivermos em comunhão com Deus. Crente avivado ama a Palavra, ler a Palavra, medita na Palavra e vive a Palavra. A igreja que não prioriza a Palavra é fraca, pálida e raquitica.

3) TEMOR.

Sem o devido temor a Deus, não haverá vida avivada para servir ao Senhor. A Bíblia diz: Assim, pois, as igrejas em toda a judéia, e Galiléia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo (At.9.31). A expressão "a igreja andava no temor do Senhor" descreve o estado da igreja primitiva, que vivia em paz, sendo edificada e crescendo. Esse temor não era medo, mas um profundo respeito, reverência e amor a Deus, resultando em submissão à Sua vontade, obediência e no conforto do Espírito Santo.

4) DESEJO (aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica).

O avivamento vem, quando sentimos desejo ardente pelo avivamento, quando desejamos ter uma vida de relacionamento e intimidade com Deus. Muitos crentes desejam possuir um bom carro, uma boa casa, um bom emprego, uma boa prosperidade material. Não há nada de errado em desejar coisas boas, porém a nossa prioridade deve ser as coisas espiritual, Jesus nos ensinou dizendo: Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt.6.33).

5) DISCIPLINA (na ira lembra-te da misericórdia).

Avivamento gera disciplina. Sem disciplina não haverá avivamento, porque uma igreja avivada é instruida e disciplinada pela Palavra de Deus para andar em temor e em santidade diante do Senhor.

6) GRAÇA.

Avivamento é o favor de Deus para com o seu povo. Avivamento gera graça de Deus. O crente avivado viver dabaixo da graça, vive cheio da graça, vive fortalecido na graça, vive na dependência da graça, vive uma vida abundante e prospera na graça de Jesus. Amém! 

Finalmente, avivamento é uma necessidade urgente da igreja atual, antes que entre em uma UTI espiritual e caia na mesmice do conformismo mundano.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O AZEITE DA UNÇÃO.

 


O azeite da unção, biblicamente descrito em Êxodo 30. 22-33, é uma mistura sagrada de azeite com as especiarias: mirra, canela, cássia. Este azeite especial era usado para consagrar sacerdotes e objetos do tabernáculo. Azeite simboliza a presença do Espírito Santo, que agi com poder para curar, salvar, libertar e para um propósito divino, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

O azeite também é visto como símbolo do "esmagamento", para que a essência (unção) fosse extraída, era necessário que a azeitona fosse espremida para produzir óleo. Muitos querem a unção, mas poucos querem passar pelo processo, poucos querem pagar o preço para tê-la. 

O QUE É UNÇÃO?

Unção é um poder, uma autoridade divina concedida para realizar a obra de Deus e fazer proezas em nome do Senhor Jesus Cristo. Esta unção no Antigo Testamento era concedida aos sacerdotes, profetas, reis e juízes. Na nova Aliança esta unção está relacionada a operação do Espírito Santo na vida dos crentes. O apóstolo João escrevendo aos cristãos do primeiro século disse: E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo. E a unção que vós recebestes dele fica em vós ... (I João, 2.20,27).
A unção capacita o crente e o reveste de uma autoridade espiritual para realizar a obra de Deus. Jesus disse aos seus discípulos: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra (Atos, 1.8). Jesus foi o homem mais ungido que já pisou aqui nesta terra. O apóstolo Pedro nos atesta dizendo: Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (Atos, 10.38). 

O QUE NÃO É UNÇÃO.

No meio pentecostal muito se fala sobre unção, mas de forma equivocada. Unção não é pular, unção não é rodopear, unção não é gritos, unção não é jargão ou frase de efeito que mexe com as emoções do povo. A unção verdadeira é sublime, singular, ordeira, decente, vinda da parte de Deus pela ação poderosa do Espírito Santo. A unção não é uma manipulação humana, ela se manifesta de forma sobrenatural e surpreendente. A unção se manifesta de dentro para fora, de forma ordeira, coerente e poderosa. Muitos dizem ter a unção, mas quem tem não diz que tem. Porque Deus manifesta o seu poder na vida dos humildes.

A unção faz o que você nunca faria.
A unção te dá o que você nunca teria. 
A unção te leva a lugar onde você nunca iria.
A unção que você valoriza é a unção que você atrai.

Títulos, diplomas, formações, certificados e posições são adquiridos e até comprados pelos homens; mas a UNÇÃO, não se compra, ela vem de Deus e há um preço a pagar.

domingo, 3 de maio de 2026

OS INDOUTOS TORCEM AS ESCRITURAS.

 

... e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição (II Pe.3.15,16).

Pedro faz referencia a Paulo como um homem de sabedoria dada por Deus. Pedro se refere às epístolas de Paulo, como do mesmo nível que as demais Escrituras. Pedro alimentava a mais elevada consideração pela vida e ministério do apóstolo Paulo e faz questão de atribuir aos escritos das cartas de Paulo a mesma autoridade e inspiração às demais Escrituras. 

A doutrina da justificação pela fé, conforme exposta por Paulo, estava sendo distorcida pelos falsos mestres. De acordo com os impostores, uma vez salvos, os cristãos podiam fazer o que bem quisessem; um falso ensino que Paulo refuta energicamente na carta aos romanos nos capítulos 3,4,5.

Pedro faz dois apelos finais que resumem seus ensinamentos nessa carta: (1) Guardem sua posição segura em Cristo. (2) Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pe.3.17,18). 

Finalmente, os indoutos, os inconstantes, os incrédulos, os céticos e os falsos mestre torcem e distorcem as Escrituras, todavia, ela permanece verdadeira e imutável. 

Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade (II Co.13.8). Amém! 

sábado, 2 de maio de 2026

ONDE ESTÁ O SEU OLHAR?


A nossa visão é muito importante, todas as vezes que olhamos para algo, temos algum sentimento. Há um ditado popular que diz: "O que os olhos não vêem o coração não sente". O nosso olhar tem foco, tem direção, tem objetivo. O nosso olhar deve estar à frente, na direção desejada, para evitar tropeços e alcançar metas. Nosso olhar deve ser direcionado e fixado em algo que nos promova o bem. Seja no passado, presente ou futuro, o foco dos nossos olhos revela o que é considerado valioso para o nosso coração. O nosso olhar poderá influenciar diretamente nossas ações e revelar o que está em nosso coração.

SETE PESSOAS QUE OLHARAM PARA ALGO E FORAM INFELIZES:

1) EVA.

E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela (Gn.3.6).

2) A MULHER DE LÓ.

E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal (Gn.19.26).

3) ACÃ.

E respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o SENHOR, Deus de Israel, e fiz assim e assim. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de ciquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela (Js.7.20,21).

4) SANSÃO.

E desceu Sansão a Timna; e, vendo em Timna a uma mulher das filhas dos filisteus, subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher (Jz.14.1,2).

E foi-se Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e entrou a ela (Jz.16.1).

5) DAVI.

E aconteceu, à hora da tarde, que Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista (II Sm.11.2).

6) MICAL.

E Davi saltava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava Davi cingido de um éfode de linho. Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo e ao som das trombetas.

E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo o rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração. 

Voltando Davi para casa para abençoar sua família, Mical, filha de Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: "Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar! "

Mas Davi disse a Mical: "Foi perante o Senhor que eu dancei, perante aquele que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro da família dele, quando me designou soberano sobre o povo do Senhor, sobre Israel; perante o Senhor celebrarei e me rebaixarei ainda mais, e me humilharei aos meus próprios olhos. Mas serei honrado por essas escravas que você mencionou".

E até o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos (II Sm.6.14-16, 20-23).

7) PEDRO.

Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão.

Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho, mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.

Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar.

Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: "É um fantasma! " E gritaram de medo.

Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenham medo! "

"Senhor", disse Pedro, "se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas".

"Venha", respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.

Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me! "

Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: "Homem de pequena fé, porque você duvidou? "

Quando entraram no barco, o vento cessou (Mateus 14:22-32). NVI

Finalmente, a Palavra de Deus nos orienta olharmos para Deus, para Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro (Is.45.22).

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé... (Hb.12.2).

sexta-feira, 1 de maio de 2026

SETE PROMESSAS DE DEUS A ABRAÃO.


Abraão foi o primeiro homem na Bíblia a receber as promessas de Deus de forma direta, explícita e pessoal. As promessas de Deus feitas a Abraão teve dois alvos: Primeiro, Abraão e seus descendentes. Segundo, para todos que abençoarem Abraão e todas as famílias da terra. As promessas de Deus feitas a Abraão eram aos olhos humanos, praticamente impossíveis, mas para Deus nada é impossível, e fiel é Deus que prometeu.

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.

Far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn.12.1-3).

1) FAR-TE-EI UMA GRANDE NAÇÃO.

Uma grande nação de descendentes físicos e espirituais (aqueles que são da fé com Abraão). A promessa de Deus a Abraão e a sua bênção sobre ele, estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos (nações), como também aqueles que com fé genuína aceitarem e seguirem a Jesus Cristo, a verdadeira "posteridade" de Abraão (Gl.3.14,16). Todos os que são da fé como Abraão, são "filhos de Abraão" (Gl.3.7) e são abençoados juntamente com ele (Gl.3.9).

2) ABENÇOAR-TE-EI.

E ia Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro (Gn.13.2).

O SENHOR abençoou Abraão de tal maneira, que ele tornou-se um dos homens mais rico de sua época.

3) ENGRANDECEREI O TEU NOME.

Abrão vivia no anônimato, o seu nome era apenas mais um em meio a tantos que existiam em Ur dos caldeus, na Mesopotâmia. Mas, o SENHOR lhe prometeu fazer o seu nome conhecido, quando disse: "Tornarei famoso o seu nome". Deus fez o nome de Abraão tornar-se conhecido em todo o mundo antigo de sua época. Na Bíblia, o nome de Abraão está entre os cinco nomes mais celebres, são eles: (1) Jesus Cristo. (2) Davi. (3) Abraão. (4) Moisés. (5) Salomão.

4) SERÁS UMA BÊNÇÃO. 

O SENHOR promete a Abrão que ele seria uma bênção, ou seja, Abrão não precisava ir atrás da bênção, porque a bênção já estava sobre ele. Esta bênção de Deus na vida de Abrão também seria extensiva aos seus desendentes. 

5) ABENÇOAREI OS QUE TE ABENÇOAREM. 

Abençoar a Abraão é retorno garantido de bênçao de Deus. Todos os crentes são abençoados com a bênção do nosso pai na fé. Todos nós devemos bendizer a Abraão e seus descendentes e orar pela paz da nação de Israel.

6) AMALDIÇOAREI OS QUE TE AMALDIÇOAREM.

Amaldiçoar a Abraão é retorno garantido de maldição de Deus. Deus é a fonte das bênçãos, a Bíblia diz que Ele é bom e abençoador (Sl.119.68). Todavia, Deus também amaldiçoa os rebeldes, porque Ele tem poder de abênçoar e de amaldiçoar.

7) EM TI SERÃO BENDITAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA.

Esta promessa é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de Jesus Cristo a este mundo. O texto fala de uma bênção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara que esta bênção se refere ao evangelho de Cristo, oferecido a todas as nações (Gl.3.8,14,16). A promessa de Deus a Abraão revela que, desde os primórdios da raça humana, o propósito do evangelho era abençoar todas as nações com salvação. Deus está agora realizando seu propósito através de Jesus Cristo, nosso Senhor.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O PACTO UNILATERAL DE DEUS COM ABRÃO.


Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.

E disse ele: Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la?

E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.

E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.

E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.

E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele.

Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos,

Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.

E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.

E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades.

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gênesis 15:7-18).

PACTO UNILATERAL.

Unilateral refere-se a algo que envolve, provém ou se aplica a apenas um lado, parte ou perspectiva, sem a necessidade de acordo mútuo. Pode descrever ações, decisões, contratos jurídicos ou exercícios físicos focados em um único lado. O termo também indica parcialidade ou um único lado de uma relação. 

O ritual deste pacto ou aliança, consistia em sacrificar animais, cortá-los em metades, separar as metades e colocá-las em frente umas das outras. A seguir, as duas pessoas que faziam o acordo caminhavam entre as duas metades dos animais sacrificados, significando que as partes que não cumprissem com as promessas do concerto, pereceriam exatamente como aqueles animais (Jr.34.18). "Um forno de fumaça e uma tocha de fogo" (v.17) é uma evidência da presença de Deus no seu concerto com Abrão. Note que, embora um concerto geralmente envolvesse responsabilidades para as duas partes, neste caso, somente Deus passou entre os pedaços dos animais (v.17). Isto significa que Deus decide jurar por si mesmo, fazendo um "pacto unilateral". Foi Deus exclusivamente quem estabeleceu as promessas e as obrigações deste concerto; o papel de Abrão era apenas o de aceitá-las por fé obediente. (nota de rodapé da BEP p.55).

E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava (v.11).

Assim como Abrão enxotava as aves de rapina que desciam para comerem o sacrifício, nós também temos que vigiar e não deixar o inimigo roubar o sacrifício do nosso pacto e comunhão com Deus.

sábado, 25 de abril de 2026

OS CARVALHAIS DE MANRE.


Manre significa riquezas. Manre era um cananita que plantava carvalhos em uma época, em que as pessoas não se preocupavam com o meio ambiemte. O carvalho não produz fruto, mas a sua sombra é de grande importância para os viajantes no deserto. Milhares de pessoas vinham de longas jornadas debaixo de forte calor do deserto. Os carvalhais de Manre era um oásis no deserto, um lugar de refrigério e descanso para os viajantes.

O texto sagrado nos diz, que Abraão habitou por um tempo nos carvalhais de Manre. Manre era um homem rico, proprietário de terras, e tornou-se aliado (amigo) de Abraão, juntamente com seus irmãos Escol e Aner (Gn.14.13).

SOBRE O CARVALHO.

Entre as árvores de grande porte o carvalho era considerado símbolo de resistência. Suas raízes são profundas, seus troncos são robustos; quanto mais tempestades enfrentam os carvalhos, mais fortes ficam. Existem carvalhos que duram mais de 2 mil anos. 

Foi pensando nos viajantes, que Manre decide plantar os carvalhos. Manre não imaginava que a sua atitude nobre de plantar carvalhos, seria lembrada até os dias de hoje. Só os sábios planta carvalhos. 

Breve Relato Bíblico Sobre Carvalhais de Manre.

1) E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra (Gn.12.6).

2) E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR (Gn.13.18).

3) Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram aliados de Abrão (Gn.14.13).

4) Depois, apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, quando tinha aquecido o dia (Gn.18.1).

5) E Jacó veio a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque (Gn.35.27).

6) Porventura não estão eles daquém do Jordão, junto ao caminho do pôr-do-sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré? (Dt.11.30).

Obs.: Manre e Moré que aparecem no texto sagrado, se refere a mesma pessoa.

Os carvalhais de Manre tornou-se um marco na vida de Abraão, ele sempre buscava refrigério e conforto nos carvalhos de Manre. 

Aplicando à nossa vida espiritual, vamos entender, que Cristo é o nosso Carvalho de justiça, o nosso porto seguro; o Carvalho onde a sombra do Onipotente nos propociona refrigério, descanso e conforto para nossa alma. Amém! 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O SERVO DA ORELHA FURADA.

 

O mandamento a que se refere este estudo aparece em Ex 21:1-11 e Dt 15:12-18. Começamos a análise por compreender essa instrução em seus detalhes.

Um dos curiosos mandamentos da Torah é este que trata dos escravos hebreus. Deus nunca desejou a escravidão, ainda menos entre seu povo. Porém, muitas leis foram dadas no sentido de regulamentar de forma mais justa algumas práticas humanas ainda existentes.

Antes de tudo, é importante pontuar que a condição de escravidão entre servos e senhores hebreus era completamente diferente da relação entre escravos hebreus e senhores estrangeiros (como no Egito, por exemplo). A Torah requeria tratamento humanizado para todos (estrangeiro ou hebreu) e, ainda mais, que o escravo fosse aceito como um membro da comunidade (Gn 17:12), tendo direito ao descanso no Shabat (Ex 23:12, Dt 5:14, 12:12). Se o dono praticasse atos de crueldade para com seu servo, este receberia de imediato sua liberdade (Ex 21:26-27). De fato, o escravo hebreu era basicamente um serviçal, um empregado da casa, que trocava seu trabalho por moradia e alimentação durante um tempo determinado. No hebraico, a denominação para ambas as palavras (servo e escravo), inclusive, é a mesma: eved.

O TEMPO DO ESCRAVO.

“Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; contudo, no sétimo ano sairá livre, sem pagar nada pela liberdade.” Ex 21:2

O paralelo aqui é bem claro e simples: ao homem foram dados seis dias para trabalhar; o sétimo é seu descanso. Essa é uma lei que vale tanto para o ser humano quanto para animais e até mesmo para a terra, que deve descansar do plantio à colheita, a cada 7 anos. (Ex 23:10-11, Lv 25:3-7).

A DECISÃO DO ESCRAVO.

“Mas se o escravo argumentar: ‘Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não desejo ficar livre “ Ex 21:5

Apesar de os servos hebreus terem garatinda a sua liberdade ao final desse período, eventualmente, poderiam desejar dar continuidade a essa relação, devido à estabilidade e bom tratamento que recebiam. Por vezes, acabavam ainda constituindo família com outra serva também comprada. Nesse caso, a mulher e os filhos continuariam pertencendo ao senhor e não ao marido/servo. Assim, se o escravo optasse por manter sua família em vez da liberdade sem ela, continuaria a trabalhar após os seis anos.

O PROCESSO PARA SE TORNAR UM SERVO VOLUNTÁRIO (de livre árbitrio).

...então, seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou aos umbrais, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre (Ex.21.6).

Diante disso, se faria o seguinte: “o seu senhor o aproximará dos juízes, e o fará encostar-se à porta ou aos umbrais e lhe furará a orelha com uma sovela (ferramenta de perfuração), e ele se tornará seu servo/escravo para sempre.”  Ex 21:6

INFORMAÇÕES PRECIOSAS.

1) O JULGAMENTO/AS TESTEMUNHAS. 

Após o escravo deixar claro que ama seu senhor e deseja, por livre vontade, permanecer servindo-o, ele é levado para os juízes, a fim de que a sua sentença seja proclamada e cumprida.

2) O LOCAL DE PERFURAÇÃO. 

A porta ou os umbrais. O senhor deveria levar seu servo à porta da casa para furá-lo. Isso não deve ser feito, por exemplo, sobre uma mesa ou mesmo um toco de árvore. 

Há muitos detalhes que envolvem essa questão. Primeiramente, se o servo pudesse ser furado sobre uma mesa, uma cadeira ou mesmo um toco de árvore, ele precisaria ficar curvado ou abaixado, em uma posição de submissão em relação àquele que o fura. Porém, junto à porta, ele estará de pé, em uma posição digna e de igualdade perante seu senhor. O servo aceita a perfuração do seu corpo por amor, por desejo de continuar vivendo junto da mesma família. Dessa maneira, a sua escolha recebe o devido respeito e valor.

3) A SOVELA.

A pressão da sovela (perfurador) sobre o lóbulo da orelha também deixará uma marca sobre a porta. Possivelmente, até mesmo uma gota de sangue. Esse sinal ficará gravado para sempre, sendo um lembrete de que a vida do servo também passa a fazer parte daquela casa.

4) A PORTA.

A perfuração na porta/umbrais é muito significativa, pois estes elementos fazem parte da ESTRUTURA da casa, são sólidos e duradouros. Ao contrário, um móvel é apenas um objeto, livre de qualquer relação com a casa, podendo ser TROCADO a qualquer tempo. E, no outro extremo, um toco de árvore nada mais é daquilo que RESTOU do elemento principal – a árvore –, ficando do lado de fora da casa, afastado da família, sem grandes serventias. Todos esses aspectos, naturalmente, aludem à importância do servo e desse ato.

5) A PARTE DO CORPO. 

A orelha. No aspecto natural/físico, é fácil compreender o por quê. O lóbulo da orelha é uma das poucas áreas “livres” no corpo humano que, se transpassada, não representa perigo para a saúde geral do organismo. Em uma leitura mais elevada, a orelha/ouvido é o órgão da audição. É por meio dele que o servo recebe as ordens de seu senhor. Assim, ao colocar essa marca sobre a orelha é como se o servo deixasse claro que seus ouvidos foram dedicados à voz de seu mestre, obedecendo-o em tudo o que lher for ordenado.

6) O RESULTADO DA  AÇÃO. 

Uma marca, uma perfuração permanente em um local visível, mostrando que esse servo ama seu senhor (e, eventualmente, a sua família constituída durante a servidão), não desejando viver afastado deles ou trocar sua vida por uma liberdade acompanhada das incertezas do mundo exterior.

Fonte: https://www.abelezadapalavra.com.br/post/o-servo-da-orelha-furada

Que sejamos tal como o servo de orelha furada, servindo ao nosso Senhor Jesus Cristo por amor e de forma voluntária.

Cristo sendo Senhor, tornou-se servo para nos resgatar da escravidão do pecado e nos fazer livres para servir a Deus. 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CINCO COISAS ÚNICAS EM ABRAÃO.


Abraão é uma figura única na Bíblia, destacando-se como o "pai da fé" e patriarca de três grandes religiões monoteístas (judaismo, cristianismo, islamismo). Sua vida foi marcada pela obediência e fé nas promessas divinas, tornando-se ancestral de nações e amigo íntimo de Deus. Abraão mudou sua trajetória de idólatra para adorador de JEOVÁ, o Deus vivo e verdadeiro. Foi o patriarca fundador da nação de Israel e pai da fé dos crentes. Estudando o texto sagrado, idenficamos que Abraão se destaca sendo privilegiado por Deus em alguns fatos que foram únicos em sua vida.

1) ABRAÃO FOI O ÚNICO A QUEM DEUS PRIMEIRO ANUNCIOU O EVANGELHO.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti (Gl.3.8).

2) ABRAÃO FOI O ÚNICO QUE VIU O DIA DE CRISTO.

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se (Jo.8.56).

3) ABRAÃO FOI O ÚNICO A SER CHAMADO PAI DA FÉ.

... mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão (Rm.4.12).

... não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

4) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO DE "O HEBREU".

Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

O nome "hebreus" vem do termo hebraico Ivrim (ou Ibri), significando "povo do outro lado do rio" ou "aqueles que passam", referindo-se à travessia do Rio Eufrates ou Jordão por Abraão. Também está associado a Éber, um ancestral distante de Abraão, ou à ideia de um povo nômade (Gn.11.14-17). Posteriormente, veio a referir-se especificamente a Abraão e aos seus descendentes (Êx.3.18; 5.3).

5) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO AMIGO DE DEUS. 

Ele é o único personagem bíblico explicitamente chamado de "amigo de Deus".

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

Temos mais duas referências bíblicas que fazem menção a Abraão como amigo de Deus (II Cr.20.7; Tg.2.23).

terça-feira, 21 de abril de 2026

CINCO TÍTULOS DADOS A ABRAÃO.


Abraão é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia e recebe diversos títulos que destacam sua fé, obediência e coragem que são fundamentais na história da salvação. 

O nome de Abraão, aparece 347 vezes na Bíblia, segundo a Bíblia Pastoral. Sabemos que o nome de Abraão aparece em duas formas diferentes na Bíblia. A primeira é Abrão. Nesse caso existem 68 passagens. A outra forma é Abraão, como normalmente conhecemos esse personagem. O seu nome, escrito dessa forma, aparece 279 vezes na Bíblia.

Abraão, no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado simplesmente "Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande Pai”. Era um nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o seu nome se transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai de muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por Deus, uma grande descendência.

1) ABRAÃO, O PATRIARCA.

Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos (Hb.7.4).

2) ABRAÃO, O HEBREU.

Então veio um homem que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

3) ABRAÃO, O PROFETA.

Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas... (Gn.20.7).

4) ABRAÃO, O PAI DA FÉ.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda posteridade, não somente à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

5) ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS.

E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço (Gn.18.17).

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS QUATRO ALTARES DE ABRAÃO E SEUS SIGNIFICADOS.


Os quatro altares construídos por Abraão, conforme narrado em Gênesis, representam marcos de sua jornada de fé, obediência e comunhão com Deus. Cada altar simboliza um avanço espiritual e uma nova experiência de relacionamento com Deus. Esses altares destacam que a vida de fé é um processo progressivo, indo da promessa à entrega total.

1) SIQUÉM - O Altar da Promessa.

Abraão edifica um Altar em Siquém. (Gn.12.6,7)

Construído após a promessa de Deus de que daria a terra de Canaã à sua descendência. Representa o início da obediência, o encontro pessoal com Deus e a tomada de posse da promessa, mesmo em ambiente hostil (cananeus).

Siquém significa ombro. 

Abraão era um adorador devoto ao SENHOR, e como homem de fé, ele dependia da ajuda de Deus, um ombro forte para se apoiar.

2) BETEL - O Altar da Adoração/Comunhão.

Abraão edifica um Altar em Betel. (Gn.12.8).

Erguido entre Betel e Ai, representa a vida de comunhão e o "invocar o nome do Senhor". Betel significa "Casa de Deus", simbolizando uma adoração contínua e a necessidade de se firmar na presença de Deus, mesmo diante de dificuldades.

Betel significa Casa de Deus.

Abraão edificou um altar em Betel (Casa de Deus), todavia ele era a verdadeira Casa de Deus. Porque Deus habita no verdadeiro crente que o adora em espírito e em verdade.

3) HEBROM - O Altar da Aliança.

Abraão edifica um Altar em Hebrom. (Gn.13.18).

Construído após a separação de Ló, representa um estágio de maior intimidade e maturidade. Hebrom significa "união" ou "comunhão". É onde Abraão consolida sua aliança com Deus e recebe novas revelações.

Hebrom significa união/aliança.

Após Ló se separar de Abraão, quebrando a aliança entre eles, Deus faz promessas a Abraão e firma uma aliança com ele.

4) MORIÁ - O Altar da Entrega.

Abraão edifica um Altar em Moriá. (Gn.22.1,2,9).

Moriah (ou Moriá) é um nome de origem hebraica, deriva de Moré (instruir/mostrar) + Yah (Deus). Refere-se a Deus que guia, ensina ou mostra o caminho. Também associado à frase "o Senhor proverá" (Jeová Jiré), dita por Abraão.

Monte Moriá é o local geográfico mencionado em Gênesis 22, onde Abraão edifica um altar para sacrificar seu filho Isaque, em obediência a ordem Divina. Identificado como o local onde o Templo de Salomão foi construído em Jerusalém, conhecido hoje como Monte do Templo.

Moriá é o teste final de obediência, onde Abraão se dispõe a sacrificar seu filho Isaac. Representa o nível mais alto de consagração, onde Deus é visto como o "provedor" e a renúncia total à própria vontade. 

CONCLUSÃO: 

Em Siquém Deus é o Ombro que nos sustenta e nos consola. 

Em Betel somos casa de Deus onde Ele se manifesta. 

Em Hebrom temos promessas e aliança da parte de Deus. 

Em Moriá, o SENHOR nos ensina o Caminho e nos providencia o necessário. 

Esses altares servem de base espiritual para nossa caminhada na fé em obediência ao Senhor Jesus Cristo. Amém! 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SETE VIRTUDES DE ABRAÃO.


Abraão não foi 100% perfeito, teve suas falhas e fraquezas, mas também teve suas virtudes diante de Deus, a ponto de ser justificado pela fé e também pelas obras. Abraão foi o primeiro homem a trilhar o caminho da fé, saindo da sua terra e do meio da sua parentela, andando pela fé, sem saber para onde ia, para atender o chamado de Deus. Entre as muitas virtudes do nosso patriarca Abraão, iremos destacar apenas sete.

1) FÉ.

Abraão acreditou nas promessas de Deus, mesmo quando parecia impossível aos olhos humanos, ele aceitou o desafio de sair de sua terra sem saber para onde ia.

O testemunho de fé de Abraão é o mais marcante na vida do patriarca. Ele é conhecido como o pai da fé de todos os crentes. O escritor aos hebreus testifica e autêntica a fé de Abraão, dizendo: Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia (Hb.11.8).

2) OBEDIÊNCIA.

Pela fé, sendo chamado, obedeceu... (Hb.11.8).

Abraão Obedeceu imediatamente às ordens de Deus, saindo de sua zona de conforto, do meio da sua parentela, para ir a uma terra estranha; incluindo o difícil pedido do SENHOR para sacrificar seu filho Isaque.

3) ADORADOR.

Abraão foi um excelente adorador, a sua devoção ao SENHOR foi marcada por sua pratica de edificar altares nos lugares onde ele passava e armava suas tendas. A Bíblia registra pelo menos quatro lugares onde Abraão edificou altares ao SENHOR e invocou o seu Nome: (1) Siquém (Gn.12.6). (2) Betel (Gn.18.8). (3) Hebrom (Gn.13.18). (4) Moriá (Gn.22.9). Abraão foi o maior fazedor de altares na história bíblica.

4) HUMILDADE.

Abraão manteve-se humilde diante de Deus, reconhecendo sua dependência divina, e sempre pronto a adorar e buscar a presença do Senhor. 

5) PACIFICADOR.

Abraão preferiu a paz a disputas materiais, permitindo que Ló escolhesse as melhores terras primeiro. Abraão andava pela fé, enquanto Ló andava por vista. Ló buscava correr atrás das bênçãos, enquanto as bênçãos de Deus já estavam com Abraão.

6) DESAPEGADO.

Abraão foi provado e aprovado por Deus, dando provas que ele era desapegado das coisas terrenas. A maior prova do seu desapego, foi quando o SENHOR lhe pediu o seu filho Isaque em sacrifício (Gn.22). Quem vive apegado as coisas da terra é anda por vista e não por fé, como andou Abraão.

7) ÍNTIMO DE DEUS.

Abraão tornou-se tão íntimo de Deus, a ponto do próprio Deus dizer: "Ocultarei eu a Abraão o que faço" (Gn.18.17). A amizade de Abraão com Deus ficou tão fina que o próprio Deus chamou Abraão de meu amigo (Is.41.8). Por três vezes está escrito, que Abraão é amigo de Deus (II Cr.20.7; Is.41.8; Tg.2.23). Quem possamos tomar o exemplo de Abraão, nosso pai na fé, que viveu pela fé e foi amigo de Deus. Amém! 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

SETE ERROS NA VIDA DE ABRAÃO.


A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé" é marcada por grandes demonstrações de confiança e fé em Deus, mas também por falhas humanas significativas, registradas no livro de Gênesis. Os seus erros, muitas vezes, surgiram da insegurança, do medo ou da tentativa de acelerar o cumprimento das promessas de Deus. Esses erros também são para provar que Abraão não era um super crente ou super homem, mas um homem comum, com suas fraquezas e sujeito as mesma paixões que nós.

1) ATRASO NA OBEDIÊNCIA AO CHAMADO DE DEUS.

Embora tenha saído de Ur, Abraão permaneceu em Harã até a morte de seu pai, atrasando o cumprimento total do chamado inicial de Deus para ir à terra que Ele mostraria.

2) PERMITIU QUE SEU SOBRINHO LÓ VIESSE COM.

Apesar de Ló ter ficado orfão de pai, havendo Harã seu pai morrido em Ur (Gn.11.27,28), Abraão não era obrigado a cuidar do seu sobrinho, visto que ele era casado e tinha posses. A ordem de Deus para Abraão foi para ele sair do meio dos seus parentes, não levá-los consigo.

Embora não seja um pecado direto, levar seu sobrinho Ló (que não foi chamado diretamente por Deus) causou contendas e exigiu uma separação difícil mais tarde, atrasando sua obediência plena, pois Deus pedira para deixar toda a parentela (Gn.13.1-18).

3) DESCEU AO EGITO SEM A PERMISSÃO DE DEUS.

Em vez de confiar que Deus o sustentaria em Canaã durante a fome, ele foi para o Egito.

4) MENTIU SOBRE SARA PARA O REI DO EGITO.

Devido à fome em Canaã, Abraão desceu ao Egito. Com medo de ser morto por causa da beleza de sua esposa, ele pediu que Sara dissesse ser sua irmã. Isso colocou em risco a descendência prometida e a integridade de Sara (Gn.12.11-20).

5) MENTIU SOBRE SARA PARA ABIMELEQUE, REI DE GERAR.

Anos depois, Abraão repetiu o mesmo erro de mentir sobre sua esposa, desta vez com Abimeleque, rei de Gerar, demonstrando medo, insegurança e fraquezaque recorrente (Gn.20.1-18).

6) DESCONFIANÇA NA PROMESSA DO HERDEIRO (Gn.15.1-4).

Mesmo após a promessa de Deus, Abraão questionou como seria abençoado se não tinha filhos, sugerindo que Eliézer de Damasco, seu servo, seria seu herdeiro.

7) ACEITOU A PROPOSTA DE SARA LHE OFERECENDO SUA SERVA AGAR.

Cansados de esperar a promessa de um filho, Abraão e Sara decidiram tentar acelerar os planos de Deus. Abraão aceitou a proposta de Sara de ter um filho com a serva Agar, o que gerou Ismael e causou grandes conflitos familiares (Gn.16.1-15).

Apesar dessas falhas, a Bíblia destaca que Abraão foi justificado pela fé (Gn.15.6; Rm.4.1-5), demonstrando que Deus trabalha com seres humanos imperfeitos, ensinando-os através de seus erros. Amém! 

domingo, 12 de abril de 2026

SETE TIPOS DE ALTARES E SEUS SIGNIFICADOS.


Altares eram lugares de sacrifício e adoração construídos com vários tipos de materiais. Podiam ser temporários ou permanentes. Alguns altares ficavam ao ar livre; já outros eram separados num lugar santo. Podiam simbolizar a presença e proteção de Deus ou a adoração falsa que levaria ao jugamento do SENHOR. (Dicionário Bíblico Baker, p.34). O primeiro homem a construir um altar ao SENHOR, foi Noé: Edificou Noé um altar ao SENHOR... (Gn.8.20). Abraão, foi o maior edificador de altares ao SENHOR, a sua vida foi marcada por altares em adoração e louvor a Deus. A Bíblia é rica em informações sobre altares, entre eles podemos destacar pelo menos sete tipos de altares.

1) ALTAR DE AREIA (Ex.20.24).

Fala do homem, criador do pó da terra.

2) ALTAR DE PEDRA (Ex.20.25).

Fala da Lei que foi escrita em pedras por Deus.

3) ALTAR DE MADEIRA (Ex.37.25).

Fala da humanidade de Cristo.

4) ALTAR DE COBRE (Ex.38.30).

Fala do sacrifício de Cristo na cruz.

A prata é símbolo da nossa redenção.

5) ALTAR DE OURO (Ex.39.38).

Fala das nossas orações diante de Deus.

6) ALTAR DE BRONZE (II Cr.4.1).

Fala das nossas fragilidades e fraquezas.

7) ALTAR ARDENTE (Lv.6.13).

Fala da nossa vida de oração e devoção ao Senhor.

O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará (Lv.6.13).

A lei do holocauto exigia do sacerdote alimentar o fogo do altar com lenha, esta pratica era contínua, não poderia deixar o fogo se apagar sobre o altar. Na Nova Aliança este altar representa a nossa vida de oração e devoção sincera a Deus. A nossa vida de adoração ao Senhor não se resume a duas ou três horas de culto liturgico no templo, mas o nosso altar deve permanecer acesso em todo tempo, em oração e adoração contínua ao nosso Deus. Amém! 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

SETE CLASSES DE PESSOAS QUE DEUS DETESTA E ABOMINA.


As sete classes de pessoas que Deus aborrece (detesta/abomina) estão registradas no livro de Provérbios 6:16-19. A Bíblia utiliza a linguagem de "seis coisas... e a sétima" para enfatizar uma lista de comportamentos que são profundamente contrários ao caráter de Deus.  Esses comportamentos não são apenas erros casuais, mas atitudes do coração que o Senhor abominam por serem destrutivos e contrários à comunhão entre irmãos e a sociedade em geral.

1) OLHOS ALTIVOS.

Pessoas orgulhosas, soberbas e arrogantes que se acham superiores aos outros e não reconhecem a necessidade de Deus.

2) LÍNGUA MENTIROSA.

Pessoas que usam a mentira para obter vantagens, enganar e prejudicar o próximo.

3) SANGUINÁRIOS.

Mãos que Derramam Sangue Inocente: Pessoas violentas que causam danos físicos ou matam quem não tem defesa, o que também se estende ao ódio no coração.

4) CORAÇÃO MALDOSO.

Coração que Trama Projetos Iníquos (Perversos): Pessoas que planejam o mal, maquinam planos maliciosos e nutrem intenções de rancor e inveja.

5) APRESSADO A FAZER O MAL.

Pés que se Apressam a Correr para o Mal: Aqueles que têm prazer em praticar o mal e agem com rapidez para causar danos ou injustiças.

6) TESTEMUNHA FALSA.

Testemunha Falsa que Profere Mentiras: Pessoas que mente em um depoimento, destruindo a reputação e a vida de outros.

7) SEMEADOR DE CONTENDAS. 

O que Semeia Contenda entre Irmãos: A sétima coisa, que a alma de Deus detesta e abomina, são pessoas que provocam brigas, divisões e intrigas, quebrando a unidade entre os irmãos e separando os amigos.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O GOTEJAR DA DOUTRINA DE DEUS.


Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca. Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva (Dt.32.1,2).

A doutrina de Deus é comparada a um gotejar contínuo da chuva, ou seja, uma chuva leve e constante. A doutrina de Deus deve ser ensinada de forma didática, constante e diariamente. 

Moisés apregoa o seu último discurso de forma poética, neste cântico ele dá enfase a Palavra de Deus e incita o povo a meditar na Palavra de Deus e ensiná-la a seus filhos. Moisés destaca a doutrina de Deus em meio as falsas doutrinas dos deuses das nações pagãs. O povo de Deus deveria dá ouvidos unicamente a doutrina de Deus, e desprezar as falsas doutrinas ensinadas pelos ministros dos deuses falsos. O cântico de Moisés contém um resumo da história de Israel. Ele faz o povo lembrar de seus erros, a fim de que não mais os repetisse, e suscitou a nação a confiar unicamente em Deus. 

TRÊS TIPOS DE DOUTRINA:

1) Doutrina dos homens.

... As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrina dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne (Cl.2.22,23).

2) Doutrina de demônios.

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm.4.1).

3) Doutrina de Deus. 

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina... (I Tm.4.16).

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (Tt.2.1).

Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho (II Jo.1.9).

Jesus respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 

Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo (Jo.7.16,17).

Jesus afirma que a sua doutrina é de Deus, e Ele apenas a transmite e ensina ao povo.

Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória...(v.18).

Jesus resalta um critério da máxima importância para testar se um pregador é ou não um homem de Deus; ele busca a sua própria glória ou o progresso da causa do Senhor? Ao avaliar um pastor ou um pregador itinerante, note se sua pregação engrandece a ele mesmo ou a Cristo. 

Todos que pregam e ensinam a Palavra de Deus, devem fazer para glória de Deus e nunca para exaltar o seu próprio ego, em demonstração de vã glória e sabedoria.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O QUE FALA A BÍBLIA SOBRE A CONQUISTA ESPACIAL.

 

A Bíblia não faz menção direta à conquista ou exploração espacial moderna, uma vez que foi escrita em um contexto cultural e científico muito anterior a essas tecnologias. No entanto, estudiosos interpretam diversos textos bíblicos para refletir sobre a relação da humanidade com o cosmos. Por exemplo: Se te elevares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o SENHOR (Ob.1.4). Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer (Amós, 9.2). Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens, como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? (Jó.20.6,7).

Obadias 1.4, é por vezes usado em debates sobre a colonização de outros planetas: "Ainda que subas alto como a águia, e ponhas o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor". No contexto original, trata-se de um julgamento contra o orgulho da nação de Edom, mas é usado como metáfora sobre os limites impostos por Deus. 

A Bíblia apresenta o universo como uma obra de Deus, criada para manifestar Sua glória. O Salmo 19:1 afirma que "Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos".

Em Gênesis 1:28, Deus ordena ao homem "dominar sobre a terra". Algumas interpretações sugerem que esse mandato poderia ser estendido ao espaço como uma extensão da responsabilidade humana sobre a criação.

A história da Torre de Babel (Gênesis 11:1-9) é frequentemente citada como um alerta sobre a ambição humana de "tocar o céu" por motivos de orgulho, o que leva alguns a questionar se o esforço da conquista espacial deve ser motivado pela busca de conhecimento ou pela vaidade humana.

Para muitos astronautas cristãos, como Barry Wilmore, a exploração espacial não contradiz a Bíblia, mas serve como uma forma de observar de perto a complexidade do projeto divino. 

Afinal, porventura, Deus não sabia de antemão que o homem iria desenvolver tecnologias capaz de conquistar o espaço? 

Deus é mistério, existem mistérios, eventos inexplicáveis e sobrenaturais além da lógica racional.

Como disse William Shakespeare: "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia".

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PESSACH - A Páscoa Do Senhor.


Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR (Êxodo,12.11).

Pessach é a Festa que o Senhor escolheu para libertar seu povo da escravidão do Egito e nos libertar do pecado pelo sacrifício do Cordeiro de Deus.

O capítulo 12 do livro do Êxodo descreve a Festa da Páscoa. A Páscoa é uma festa que assinala um novo começo para a nação de Israel. Essa festa sagrada acontece no mês de Abibe (termo hebraico que marcava o ínicio da colheta), em nosso calendário março/abril. Esse mês tornou-se "o primeiro dos meses" de um ano novo para a nação. O propósito da Páscoa era relembrar ao povo a sua libertação da terra do Egito, mediante os poderosos atos redentores de Deus.

No ritual da Páscoa, um cordeiro deveria ser sacrificado, assado e comido por cada família, com pães asmos (sem fermento) e ervas amargosas. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex.12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pessach, que significa passar por cima, pular além da marca, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte que foi executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando para o advento do "Cordeiro de Deus" que veio para nos libertar da escravidão e tirar o pecado do mundo, que séculos mais tarde foi anunciado por João, o batista (Jo.1.29). Portanto, Páscoa cristã significa salvação, libertação, vida, ressurreição e esperança em Cristo, nosso Cordeiro pascoal. Assim afirmou o apóstolo Paulo: Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8). 

Na Nova Aliança, Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele o Cordeiro que foi sacrificado pela humanidade afim de nos salvar e nos libertar do pecado. Cristo é nossa Pessach, sem Ele contianuaremos sendo escravos do pecado, fadados ao fracasso, sem salvação. É conhecendo a verdade que seremos livres e libertos do pecado e de toda maldição. Jesus disse: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres (Jo.8.32,36). Portanto, Páscoa é libertação, salvação e ressurreição para uma nova vida com Cristo. Amém! 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

PÁSCOA É CORDEIRO NÃO COELHO.

O capítulo 12 do livro do Êxodo descreve a Festa da Páscoa. A Páscoa é uma festa que assinala um novo começo para a nação de Israel. Essa festa sagrada acontece no mês de Abibe (termo hebraico que marcava o ínicio da colheta), em nosso calendário março/abril. Esse mês tornou-se "o primeiro dos meses" de um ano novo para a nação. O propósito da Páscoa era relembrar ao povo a sua libertação da terra do Egito, mediante os poderosos atos redentores de Deus.

No ritual da Páscoa, um cordeiro deveria ser sacrificado, assado e comido por cada família, com pães asmos (sem fermento) e ervas amargosas. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex.12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pesah, que significa passar por cima, pular além da marca, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte que foi executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando para o advento do "Cordeiro de Deus" que veio para nos libertar da escravidão e tirar o pecado do mundo, que séculos mais tarde foi anunciado por João, o batista (Jo.1.29). Portanto, Páscoa cristã significa salvação, libertação, vida, ressurreição e esperança em Cristo, nosso Cordeiro pascoal. Assim afirmou o apóstolo Paulo: Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8). Amém! 

COMO SURGIRAM OS SÍMBOLOS DO COELHO E OVOS NA PÁSCOA?

Diz a lenda que em um inverno particularmente longo, as pessoas começaram a se desesperar, pensando que ele não teria fim, e que elas pereceriam por conta dele. 

Então, para acalmar o coração das pessoas, a Deusa Ostara desceu dos céus para ajudá-los a perceber os sinais de vida que estavam começando a surgir com a nova estação. 

Com isso, eles passaram a chamá-la de deusa da primavera, e ela foi associada à fertilidade por causa da vida que estava voltando às florestas.

A Deusa Eostre era jovem e não tinha filhos, mas ela amava as crianças e as divertia com sua magia, e acabou ficando ali por muito tempo.

Assim, o inverno voltou, e em uma de suas caminhadas, ela encontrou um pássaro ferido, e para salvá-lo, Eostre o transformou em lebre. Porém, como seus poderes estavam fracos pois só se renovariam na primavera, a transformação não aconteceu por completo, por isso, a lebre ainda tinha a habilidade de botar ovos.

Entretanto, a lebre estava tão feliz por ter sua vida salva pela deusa, que botou ovos, os decorou e ofereceu a Eostre como forma de agradecimento.

Muito feliz, a deusa compartilhou os ovos com as crianças que ela tanto amava, e a partir desse momento, a lebre e os ovos foram associados como símbolos da deusa.  

Então, sempre que a primavera chegava, as pessoas esculpiam lebres em madeira, decoravam ovos e os entregavam como forma de representar e honrar os poderes de Eostre.

A celebração à Eostre, apesar de não envolver altares ou templos, sempre esteve muito forte na cultura pagã, principalmente por sua ligação à primavera, e o mesmo acontece com os seus símbolos: 

Lebre/coelho: representando o recomeço, vitalidade e fertilidade.

Ovo: símbolo de fertilidade e começo da vida.

Devido a essa força, a religião cristã incorporou as características dessa celebração para que não houvesse mais rituais pagãos.

E é por isso que Eostre ficou conhecida como deusa da páscoa, pois o coelho e o ovo são, até hoje, fortes símbolos da data.

Fonte: https://www.astrocentro.com.br/blog/espiritual/deusa-eostre/?

A intenção é sempre tirar o foco do verdadeiro sentido da Páscoa. Todavia, Páscoa não é coelho é Cordeiro; nem é chocolate é ervas amargosas.

Páscoa é salvação, libertação e ressurreição para viver uma nova vida com Deus. Amém! 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Milagres Extraordinários.


Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles (Atos, 19.11,12). NVI

O ministério de Paulo na cidade de Éfeso foi marcado por milagres extraordinários de curas e expulsão de demônios, levados a efeito de modo direto, ou através de lenços e aventais que ele carregava. Paulo era fazedor de tendas, esta era a sua profissão (At.18.3). Paulo usava lenços para enxugar suor e aventais para proteção no trabalho de confecção de tendas com tecido couro. 

As cidadãos de Éfeso sabendo que Paulo era um homem usado por Deus, o requisitava para que ele fosse em suas casas e comunidades para orar pelos enfermos e pessoas endemoninhadas. Entretanto, devido a sua ocupação, ele ficava impossibilitado de atender a todos pessoalmente. Diante disso, Paulo enviava seus lenços e aventais e mandava colocar sobre as pessoas, estas eram curadas e os demônios saíam dos corpos das pessoas oprimidas e possessas. 

Na sequência, o escritor Lucas escreve: E alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno e assenhoreando-se de dois, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa. E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido (At.19.13-17).

Os pseudos evangelistas e pastores atuais que procuram obter dinheiro fácil, vendendo lenços, toalhas, azeite, água, etc.., dizendo serem "ungidos", são falsos milagreiros e charlatões da fé. Eles dizem que estão agindo segundo os motivos e propósito de Paulo. Porém, Paulo não usava a sua unção em troca de dinheiro. Ele apenas multiplicou o poder que nele havia, através desses meios tangíveis, e assim curou e libertou mais pessoas do que impondo as mãos pessoalmente. 

Esta atitude de Paulo de enviar lenços e aventais para curas e libertação, não se trata aqui de ensino doutrinário como um princípio permanente, mas do registro de um caso no ministério de Paulo, dirigido por Deus. 

A Bíblia não diz que Paulo fez milagres extraordinários, mas que Deus os fez por meio de Paulo. Deus trabalha tanto no ordinário quanto no extraordinário. Se milagre já é grande coisa, imagine milagres extraordinários. Aguarde o sobrenatural de Deus, de repente Ele vai te surpreender com milagres extraordinários.

Deus é o mesmo, Ele continua operando milagres extraordinários no poder do nome de Jesus Cristo. Amém! 

quarta-feira, 25 de março de 2026

A PROFECIA SOBRE A NAÇÃO DE ISRAEL.


Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações (Dn.9.25,26).

Haverá Guerra Até ao Fim.

A interpretação bíblica sugere que as guerras são uma constante na história humana e não o único indicador do fim dos tempos, que é marcado também por falsos profetas, fome, pestes, apostasia...

Esta profecia de Daniel a respeito de Israel e da Cidade Santa é fundamental para os últimos tempos. A palavra traduzida por "semanas" significa, aqui, uma unidade númerica de sete anos; portanto, "setenta semanas" equivalem a um período de 490 anos. 

Deus revelou a Daniel que sessenta e nove período de sete anos, somando portanto 483 anos, transcorreriam entre a data da ordem para reconstruir Jerusalém e a vinda do Messias, o Ungido. 

Depois das "sete semnas" e mais as "sessenta e duas semanas", um total de sessenta e nove semanas (483 anos), duas coisas aconteceriam: (1) O Messias seria "tirado" ou crucificado (Is.53.8). (2) O "o povo do príncipe que há de vir", destruiria Jerusalém e o templo. O "povo" refere-se ao exército romano, que destruiu Jerusalém em 70 d.C. O "príncipe" refere-se ao Anticristo no fim dos tempos. Note que a destruição de Jerusalém não ocorreu imediatamente após a crucificação de Cristo. Portanto, há um hiato de tempo entre o final das sessenta e nove semanas e o início da septuagésima semana. Os exegetas concluem que esse período de tempo corresponde ao período da igreja.

O estabelecimento do concerto entre "o príncipe, que há de vir" e Israel marca o início da septuagésima semana, os últimos sete anos da presente era.

O príncipe que fará o concerto com Israel é o Anticristo, mas ainda camufrado naquela ocasião (II Ts.2.3-10; I Jo.3.18). O Anticristo certamente negociará um tratado de paz entre Israel e seus inimigos no tocante a disputa territorial. A grande proeza que o Anticristo fará, será unir os árabes e os judeus. Todavia, quando disserem: "Há paz e segurança", então, lhes sobrevirá repentina destruição (I Ts.5.3).

Na metade dos sete anos (após três anos e meio), o príncipe romperá seu concerto com Israel, declarar-se-á Deus, apoderar-se-á do templo em Jerusalém, proibirá a adoração ao Senhor (II Ts.2.4) e assolará a Palestina. Reinará por três anos e meio (Ap.11.1,2;13.4-6). 

A abominação da desolação feita pelo governo do Anticristo, assinalará o começo da contagem regressiva de três anos e meio até vinda de Cristo em glória (Mt.24.15). A vinda de Cristo ocorrerá no fim dos sete anos (II Ts.2.8; Ap.19.11-20).

Nos três anos e meio do governo do Anticristo, Jerusalém será pisada pelos gentios (Ap.11.1,2).

A grande tribulação e o domínio do Anticristo terminarão quando Cristo vier com poder e glória para destruir o Anticristo e seus aliados, julgar as nações e estabelecer o seu reino milenar sobre toda a terra (Zc.14.1-21; Jr.23.5-8; Mt.25.31-46).

ISRAEL é o relógio de Deus para humanidade. A nação de Israel tem sido o centro das atenções nestes últimos tempos. Portanto, estejamos atentos, em alerta, porque a volta do Senhor Jesus Cristo é iminente, Ele virá a qualquer momento arrebatar a sua igreja. 

Enquando o mundo se prepara para receber o Anticristo, a igreja está preparada esperando a volta de Cristo. Maranata! 

(Texto extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal, tendo alguns acréscimos do autor deste Blog).

sábado, 21 de março de 2026

O FILHO E O ESPÍRITO.


Durante toda a sua vida terrena, Jesus viveu em plena dependência do Espírito Santo. O Espírito Santo atuou desde a concepção sobrenatural do Filho até a sua glorificação junto ao Pai. O Espírito Santo está presente, revelando que a obra redentora tem a triplíce ação: Do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O Pai é o autor do plano da salvação; o Filho é o executor da redenção; e o Espírito Santo é o aplicador da salvação.

DEZ AÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JESUS.

1) NA CONCEPÇÃO DE JESUS NO VENTRE DE MARIA 

A concepção de jesus foi uma obra sobrenatural do Espírito.

... Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lc.1.35).

2) NO BATISMO DE JESUS NO RIO JORDÃO.

O Espírito Santo, pelo qual Jesus fora concebido inicialmente (Lc.1.35), agora, desce sobre Ele e unge-o pessoalmente e o reveste de poder para exercer o seu ministério.

E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido (Lc.3.21,22).

3) NA TENTAÇÃO DE JESUS NO DESERTO.

O Espírito Santo conferiu poder a Jesus e o levou ao deserto para enfrentar a tentação de Satanás.

E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo Diabo... (Lc.4.1,2).

4) NO SEU MANIFESTO NA SINAGOGA EM NAZARÉ.

Na Sinagoga em Nazaré, Jesus se revela como o Messias (o ungido) e explica o propósito do seu ministério ungido pelo Espírito Santo.

Então, pelo poder do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.

E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado.

E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.

E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:

O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os contritos de coração,

A proclamar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.

E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos (Lc.4.14-21).

5) NO MINISTÉRIO TERRENO DE JESUS.

O ministério de Jesus foi marcado com poder sobrenatural do Espírito Santo.

... Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele (Atos, 10.38).

6) NA VIDA PESSOAL DE JESUS.

Jesus se alegra no Espírito Santo, porque seu Pai celestial proveu a compreensão das verdades espirituais, não aos intelectuais, nem aos sábios, mas aos pequeninos que se submetem e aceitam humildemente a verdade revelada na sua Palavra.

Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no Espírito Santo e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelastes às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve (Lc.10.21).

7) EXPULSANDO OS DEMÔNIOS NO PODER DO ESPÍRITO.

Os milagres operados por Jesus, bem como a expulsão dos demônios na vida das pessoas, eram manifestações do poder de Deus pelo Espírito Santo.

Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chagado a vós o Reino de Deus (Mt.12.28).

8) TRANSMITINDO O ESPÍRITO SANTO PARA SEUS DISCÍPULOS.

Jesus após a sua ressurreição encarrega seus discípulos a dá continuidade a sua missão recebida pelo Pai.

Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo.20,21,22).

9) PROMETENDO OUTRO CONSOLADOR.

Jesus promete aos seus discípulos enviar outro Consolador; ou seja, um igual, da mesma natureza dEle.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (Jo.14.16,17).

Jesus chamo o Espírito Santo de "Consolador". Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente "alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar". É um termo rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo.

O termo grego para "outro" é, aqui, "Allon", significando "outro da mesma espécie", e não "heteros", que significa outro, mas de espécie diferente. Noutras palavras, o Espírito Santo veio dá prosseguimento ao que Cristo fez na terra. 

(comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal).

10) O ESPÍRITO SANTO OPERANDO NA RESSURREIÇÃO DE JESUS.

E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita (Rm.8.11).

CONCLUSÃO:

Concluimos que, a Redenção operada por Jesus é uma obra perfeita que revela a unidade e cooperação entre as Pessoas divinas. O Filho, embora sendo Deus, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito. Ao contemplarmos essa harmonia divina, somos convidados a uma resposta de fé genuína em Cristo, submissão voluntária à vontade do Pai, e obediência perseverante à direção do Espírito Santo em nossa vida diária. Amém!