PREGANDO A VERDADE: 2026

segunda-feira, 22 de junho de 2026

ELES HAVIAM ESTADO COM JESUS.


Então, eles, vendo a ousadia de Pedro e João e informados de que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus (Atos, 4.13). ARC

Vendo a coragem de Pedro e João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus (Atos, 4.13). NVI

Observando a coragem de Pedro e de João, e tendo notado que eram homens simples e iletrados, ficaram perplexos e reconheceram que eles haviam convivido com Jesus (Atos, 4.13). BKJ

As autoridades do Sinédrio e líderes do povo ficaram espantados com a ousadia de Pedro e João. Dois homens incultos que deveriam ter ficado intimidados na presença de homens poderosos e cultos, reunidos ali para julgá-los. 

A nota de rodapé da BKJ, diz: Em comparação com os saduceus e os teólogos da época, Pedros e João eram literalmente "analfabetos" (como nos originais em grego agrammatos) e "leigos" (da mesma forma em grego idiotai). Entretanto, o Espírito Santo os capacitou de tal maneira, que a coragem, eloquência, poder e sabedoria de suas palavras fizeram os líderes judaicos deduzirem que aqueles homens haviam estudado e convivido com Jesus (Mc.1.22; 3.14). 

O fato de os líderes judaico terem notado que Pedro e João eram homens sem letras e indoutos, não significa dizer que eles não sabiam ler nem escrever. Sem letras e indoutos aqui, significa que eles eram homens simples, sem a formação superior do judaismo que tinham os homens do Sinédrio. Eles eram indoutos porque não tinham a mesma estirpe e o naipe dos líderes e teólogos da época. Mas, possuiam o conhecimento do Senhor Jesus e tinham intimidade com Ele, isto fazia toda a diferença.

Ter nível superior, ser acadêmico, ter diplomas e certificados de várias formações é bom. Mas de nada adianta tanto conhecimento, se não passar pela escola de Jesus e ter estado com Ele.

O problema é quando temos muito conhecimento e informações, mas pouca revelação e nada de poder.

Nunca diga que esteve com Jesus, mas deixa os homens ou as pessoas reconhecerem e perceberem que você esteve e estar com Jesus. Amém! 

domingo, 21 de junho de 2026

A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ COM ESAÚ.


E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele.

Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.

E pôs as servas e seus filhos na frente e a Leia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros.

E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.

Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram (Gn.33.1-4). 

A reconciliação de Jacó com Esaú é uma das mais embremáticas na história bíblica. O motivo pelo qual gerou uma grande rivalidade entre Jacó e Esaú, foi quando  Jacó comprou a primogenitura de Esaú e, posteriormente, enganou seu pai Isaque para receber a bênção destinada ao primogênito Esaú, gerando um forte desejo de vingança no seu irmão que pretendia matar Jacó (Gn.27.41). 

Jacó e Esaú permaneceram separados por 20 anos. A separação ocorreu após Jacó obter fraudulentamente a bênção de seu pai Isaque. Orientado por sua mãe Rebeca, Jacó é forçando a fugir para a terra de Harã. Após duas décadas trabalhando para seu tio Labão, ele decidiu encontrar-se com seu irmão Esaú e finalmente se reconciliaram.

QUATRO ATITUDES DE JACÓ PARA APLACAR A IRA DE ESAÚ:

A disposição de Esaú de se reconciliar com Jacó é impressionante. Quando Jacó partiu para Harã, Esaú estava planejando matá-lo (Gn.27.41). Agora, deseja fazer todo o possível para ajudar seu irmão. As atitudes de Jacó podem ter contribuído, mas não teria feito nenhuma diferença se Esaú não estivesse disposto a perdoar.

1) CHAMOU ESAÚ DE MEU SENHOR.

E enviou Jacó mensageiros diante da sua face a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom.

E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão e me detive lá até agora.

E tenho bois, e jumentos, e ovelhas, e servos, e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça a teus olhos (Gn.32.3-5).

Depois de resolver a situação entre ele e Labão, Jacó teve que se preparar para outro problema, desta vez, com seu irmão Esaú, que estava vivendo na terra de Seir, território de Edom (32.3). No caso de Labão, Jacó havia sido a parte ofendida, mas com relação a Esaú, ele havia sido o ofensor. Havia tomado para si a bênção de Esaú e fugido. Imaginando que Esaú provavelmente ainda guardava rancor dele, Jacó tomou algumas precauções. Jacó não se apresentou com atitude de grandeza, mas como alguém numa posição de fraqueza, buscando o favor de Esaú. Ele enviou mensageiros adiante de si a Esaú, referindo-se a ele como senhor e a si mesmo como teu servo Jacó (Gn.32.3-5). A única coisa que pedia de Esaú era mercê à sua presença. Na verdade a profecia de Isaque é que Jacó seria senhor dos seus irmãos, tendo domínio sobre eles (Gn.27.29); todavia Jacó abriu mão deste direito para ter paz com seu irmão Esaú.

2) CLAMOU AO SENHOR EM ORAÇÃO.

E os mensageiros tornaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com ele.

Então, Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu em dois bandos o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos.

Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.

Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e far-te-ei bem; menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão e, agora, me tornei em dois bandos.

Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque o temo, para que porventura não venha e me fira e a mãe com os filhos.

E tu o disseste: Certamente te farei bem e farei a tua semente como a areia do mar, que, pela multidão, não se pode contar (Gn.32:6-12).

Quando os mensageiros anunciaram a Jacó que Esaú vinha ao seu encontro com 400 homens, ele temeu muito e ficou angustiado. Jacó estava em desvantagem, ele queria paz e foi buscar ao SENHOR em oração.

3) ENVIOU-LHE PRESENTES.

E passou ali aquela noite; e tomou, do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú:

Duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos.

E deu-o na mão dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse a seus servos: Passai adiante da minha face e ponde espaço entre rebanho e rebanho.

E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar, dizendo: De quem és, para onde vais, de quem são estes diante da tua face?

Então, dirás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú; e eis que ele mesmo vem também atrás de nós.

E ordenou também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás dos rebanhos, dizendo: Conforme esta mesma palavra, falareis a Esaú, quando o achardes.

E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Eu o aplacarei com o presente que vai diante de mim e, depois, verei a sua face; porventura aceitará a minha face.

Assim, passou o presente diante da sua face; ele, porém, passou aquela noite no arraial (Gn.32:13-21).

Jacó tentou apaziguar a ira do seu irmão com presentes, mas de nada adianta os presentes se o coração de Esaú não estivesse disposto a perdoar. 

4) CURVOU-SE ATÉ O CHÃO SETE VEZES AO APROXIMAR-SE DO SEU IRMÃO.

Após o Encontro com Deus na noite anterior, Jacó havia lutado com o anjo e tendo sido transformado por Deus em Peniel, onde seu quadril foi deslocado e seu nome mudou para Israel. Ele sai daquela noite mancando. A caminhada de Jacó em direção a Esaú mancando e inclinando-se sete vezes é a imagem perfeita de um homem que foi quebrado pelo próprio Deus. Sua arrogância e esperteza deram lugar à dependência e humildade.

Ao aproximar-se de seu irmão, prostou-se à terra sete vezes (Gn.33.3). Essa atitude era a saudação tradicional para os reis. Jacó estava reconhecendo Esaú como seu senhor.

Anos antes, ao roubar a bênção da primogenitura, o pai deles, Isaque, havia profetizado para Jacó: "Seja senhor de seus irmãos, e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe" (Gn.27:29).

​Ao se aproximar de Esaú se curvando sete vezes, Jacó está visualmente dizendo: "Eu não vim para reivindicar o domínio físico sobre você. Eu abro mão do status político da bênção para ter paz". É uma estratégia de pacificação para desarmar o exército de 400 homens que vinha com Esaú.

A resposta de Esaú mostra o sucesso dos gestos e atitudes de humildade de Jacó. Em vez de atacar, Esaú corre ao encontro de Jacó, abraça-o, lança-se ao seu pescoço e o beija; e ambos choram (Gn.33:4). Aqui nós aprendemos que, toda ira é removida quando há disposição para perdoar. 

Não temos dúvida de que a mão de Deus moveu-se entre os dois irmãos. Certamente o Altíssimo já estava trabalhando nos sentimentos de Esaú, que, ao ver seu irmão vindo ao seu encontro com humildade, inclinando-se ao chão sete vezes, toda a sua ira, mágoa ou resentimento contra Jacó não tiveram mais lugar.

Somente Deus poderia promover tão grande reconciliação, pois, segundo afirma o escritor de Provérbios: "O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio" (Pv.18.19). Mas para Deus, nada é impossível. Amém! 

sábado, 20 de junho de 2026

A MENSAGEM DA CRUZ.


A cruz de Cristo constitui o centro da fé cristã e o ponto culminante da revelação 
divina acerca da salvação da humanidade, toda a mensagem do Evangelho converge para 
o Calvário, onde se manifestaram simultaneamente a justiça, a santidade, a misericórdia 
e o amor de Deus. O apóstolo Paulo declarou que "a palavra da cruz é loucura para os que 
perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (1Co 1.18).

O sacrifício de Cristo apresenta características que evidenciam sua singularidade 
no plano da redenção. A primeira delas é seu caráter atemporal, embora a crucificação 
tenha ocorrido em um momento específico da história, seus efeitos transcendem o tempo 
e alcançam todas as gerações. O plano da salvação não surgiu como resposta emergencial 
ao pecado humano, mas estava estabelecido nos eternos propósitos divinos. 

Antônio Gilberto afirma que a redenção realizada por Cristo foi concebida na eternidade e revelada 
progressivamente ao longo da história bíblica, alcançando sua plenitude na cruz.
Outra característica fundamental é seu caráter vicário. Cristo morreu em lugar dos 
pecadores, assumindo a culpa e a penalidade que pertenciam à humanidade. Essa 
substituição encontra fundamento nas profecias messiânicas, especialmente em Isaías 53, 
onde o Servo Sofredor é apresentado carregando sobre si as iniquidades do povo. 

Ezequias Soares destaca que a morte de Cristo não foi apenas um exemplo de sofrimento, 
mas um ato substitutivo mediante o qual o Justo sofreu pelos injustos, satisfazendo 
plenamente as exigências da justiça divina.

Outro destaque é o caráter expiatório da cruz. A morte de Cristo promoveu a 
remoção da culpa do pecado e tornou possível a reconciliação entre Deus e a humanidade. 
Segundo Elienai Cabral, a expiação realizada por Cristo representa a obra perfeita e 
definitiva de restauração da comunhão entre Deus e o homem, anulando a separação 
provocada pelo pecado e abrindo caminho para a reconciliação.

A profundidade desse sacrifício pode ser observada nas últimas palavras 
pronunciadas por Jesus durante a crucificação as quais são: 

1) A PALAVRA DO PERDÃO.

A primeira declaração registrada nos Evangelhos consiste na oração: "Pai, perdoalhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34) esta é a palavra do perdão, mesmo 
submetido à humilhação, à rejeição e à violência, Cristo intercede em favor daqueles que 
participavam de sua execução. A cruz revela que a graça divina manifesta-se mesmo 
diante da rebelião humana. A oração de Jesus demonstra que o perdão ocupa posição 
central no plano redentor e evidencia a extensão da misericórdia divina.

2) A PALAVRA DO ZELO.

Em seguida, Cristo dirige-se à sua mãe e ao discípulo amado, declarando: 
"Mulher, eis aí o teu filho" e "Eis aí tua mãe" (Jo 19.26-27), esta é a palavra do zelo da 
Lei demonstra o perfeito cumprimento da Lei por parte de Cristo. Mesmo nos momentos 
finais de sua vida terrena, permanece o compromisso com o cuidado familiar e com o 
mandamento de honrar pai e mãe. A cruz não representa a negação da Lei, mas sua plena 
realização na vida daquele que viveu em perfeita obediência ao Pai celestial.

3) A PALAVRA DA SALVAÇÃO.

A terceira palavra da cruz foi dirigida ao criminoso arrependido: "Hoje estarás 
comigo no paraíso" (Lc 23.43), esta é a palavra da salvação, visto que, tal declaração 
constitui uma das mais claras demonstrações da salvação pela graça. O condenado não 
possuía méritos próprios nem oportunidade de reparar seus erros, mas recebeu a promessa 
da vida eterna mediante a fé em Cristo. 

4) A PALAVRA DA SOLIDÃO.

O momento mais profundo da crucificação manifesta-se na declaração: "Deus 
meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46), esta é a palavra do sofrimento 
espiritual, que experimentado por Cristo ao carregar sobre si os pecados da humanidade. 
A intensidade desse sofrimento revela tanto a gravidade do pecado quanto a magnitude 
do amor divino. Elinaldo Renovato destaca que, naquele momento, o Cordeiro de Deus 
assumia plenamente a condição do substituto sacrificial, suportando em favor da 
humanidade aquilo que a justiça divina exigia contra o pecado.

5) A PALAVRA DO SOFRIMENTO

Pouco depois, Jesus pronunciou a expressão: "Tenho sede" (Jo 19.28), esta é a 
palavra do sofrimento físico, que evidencia a realidade de sua humanidade. O Filho de 
Deus experimentou limitações físicas reais, suportando dores, exaustão e sofrimento 
intenso. A encarnação não foi aparente ou simbólica, mas verdadeira e completa. A sede 
de Cristo demonstra que o Redentor participou plenamente da condição humana para 
realizar uma redenção igualmente completa.

6) A PALAVRA DA CONSUMAÇÃO.

A sexta palavra da cruz foi a declaração "Está consumado" (Jo 19.30), a palavra 
da consumação. O significado dessa expressão aponta para uma obra concluída e 
plenamente realizada, todas as profecias messiânicas, todas as exigências da Lei e todo o 
plano redentor revelado no protoevangelho (Gn3.15) alcançaram seu cumprimento 
naquele momento. 

7) A PALAVRA DA ENTREGA.

A última palavra registrada nos Evangelhos foi: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu 
espírito" (Lc 23.46)., esta é a palavra da entrega, tal declaração, demonstra a confiança 
absoluta e a perfeita submissão de Cristo à vontade do Pai. Sua morte não ocorreu como 
resultado de derrota ou impotência, mas como entrega voluntária em cumprimento ao 
propósito redentor estabelecido desde a eternidade. A entrega do espírito encerra a missão 
terrena do Salvador e prepara o caminho para a ressurreição, evento que confirmaria sua 
vitória sobre o pecado, a morte e Satanás.

A análise dessas palavras permite compreender a profundidade teológica da cruz 
e seus efeitos para a humanidade, por meio do sacrifício de Cristo foram providenciados 
o perdão dos pecados, a justificação, a reconciliação com Deus, a adoção espiritual e a 
esperança da vida eterna. A obra realizada no Calvário permanece suficiente e eficaz para 
todos aqueles que depositam sua fé em Jesus Cristo.

A mensagem da cruz, entretanto, não se limita à experiência individual da 
salvação. O apóstolo Paulo ensina que Deus confiou à Igreja o ministério da reconciliação 
(2Co 5.18-20). A reconciliação realizada por Cristo torna-se a mensagem a ser 
proclamada ao mundo, dessa forma, a cruz constitui não apenas o fundamento da 
salvação, mas também o fundamento da missão cristã, nela encontram-se a solução para 
o problema do pecado, a manifestação suprema do amor divino e a base para o anúncio 
do Evangelho a todas as nações.

Fonte de Referências:
CABRAL, Elienai. Cristologia: A Doutrina de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002

sábado, 13 de junho de 2026

20 CURIOSIDADES SOBRE A COPA DO MUNDO.

Estamos no Pleneta Bola, com 250 milhões de jogadores em mais de 200 países, o futebol é o desporto mais popular do mundo. A Copa do Mundo, organizada pela FIFA desde 1930, é o maior torneio de futebol do planeta. Criada pelo francês Jules Rimet, a competição acontece a cada quatro anos e reúne as melhores seleções do mundo, coroando o Brasil como o maior vencedor da história.

Vamos a lista das 20 curiosidades sobre a Copa do Mundo.

1) Jules Rimet Foi Quem Criou a Copa do Mundo

O francês Jules Rimet assumiu a presidência da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e foi o responsável por criar a competição de futebol que hoje é um dos maiores eventos esportivos do planeta.

2) A Primeira Copa do Mundo Aconteceu Em 1930.

A primeira Copa do Mundo de Futebol foi realizada em 1930, no Uruguai. No total, 13 países participaram da competição, diferentemente de como é hoje, em que 32 países fazem parte da disputa. Para a primeira competição, o Estado uruguaio construiu um imenso estádio e, com 108 mil lugares, o local foi o palco da grande final entre Argentina e Uruguai. A vitória foi do Uruguai, por 4 a 2.

3) A Primeira Transmissão Da Copa Na TV Em Cores Aconteceu Em 1970.

Sim, foi apenas em 1970 que as pessoas puderam assistir a Copa do Mundo na TV em cores. Na época, a notícia atraiu multidões às lojas de eletrodomésticos, que venderam muitos aparelhos de TV pouco antes do início da competição.

4) A Partida Com Mais Gols.

Quem pensa que o 7×1 da Alemanha contra o Brasil na Copa do Mundo foi a partida com o maior número de gols marcados está enganado. O recorde aconteceu em junho de 1954, quando Suíça e Áustria jogaram uma partida histórica de 12 gols em Lausanne, com um placar de 7 a 5.

5) O País Que Mais Venceu Jogos Da Copa do Mundo.

Sede de duas Copas do Mundo, o Brasil é a única seleção a participar de todas as edições do campeonato e a maior vencedora do evento, com cinco títulos. O Brasil conquistou títulos consecutivos em 1958 e 1962.

6) A Final Que Mais Se Repetiu.

Argentina e Alemanha é o confronto que mais vezes ocorreu em finais de Copa do Mundo. No total, os países se enfrentaram três vezes, em 1986, 1990 e 2014.

Já o Brasil foi finalista consecutivamente em 1994, 1998 e 2002, vencendo a Itália nos pênaltis (1994), a Alemanha (2002) e sendo derrotado pela França (1998). Uma entre as boas curiosidades sobre a Copa do Mundo para se lembrar.

7) O Jogador Mais Velho a Marcar Gol.

O título de jogador mais velho a marcar gol nos jogos da Copa do Mundo é de Roger Milla, da seleção Camarões. Roger tinha 42 anos quando marcou um gol contra a seleção russa durante a Copa de 1994, que ocorreu nos Estados Unidos. Hoje ele tem 74 anos e vive em Camarões.

8) O País Recordista Em Finais.

Em 2014, a seleção da Alemanha se tornou a que mais vezes disputou os jogos finais, totalizando oito vezes. O Brasil vem logo em seguida, com sete jogos nas finais.

9) Dos Cinco Continentes Apenas Dois Continentes Vencedores.

Até hoje, apenas seleções da Europa e da América do Sul venceram a Copa do Mundo. Os europeus somam 12 títulos, enquanto os sul-americanos têm 10.

10) O Troféu Da Copa Do Mundo Nem Sempre Teve Esse Nome.

Até 1970, quem vencia a competição levava para casa a famosa Taça Jules Rimet. Foi apenas em 1974 que começou a ser utilizado o nome Troféu da Copa do Mundo.

11) O Jogador Mais Jovem a Ganhar a Copa do Mundo.

Esse título quem tem é o rei do futebol; o famosíssimo Pelé. Foi com apenas 17 anos que o jogador trouxe a taça para o Brasil, na Copa de 1958.

12) Os Maiores Campeões Da Copa do Mundo De Futebol.

Você certamente já sabe que o Brasil se mantém no topo da lista dos maiores campeões da Copa do Mundo, sendo pentacampeão.
Em seguida, estão Itália e Alemanha, que já venceram quatro Copas. A Argentina conquistou três Copas do Mundo enquanto o Uruguai e a França têm dois títulos. Inglaterra e Espanha já ganharam a Copa uma única vez.

13) A Copa Do Catar Em 2022 Foi a Última Com 32 Seleções.

A Copa do Mundo do Catar foi a primeira não realizada entre junho e julho e a última com 32 seleções participantes. No Mundial de 2026, serão 48 equipes, o que aumentará o número de partidas para 104, no lugar das 64 realizadas até aquele momento.

14) Impedimento Semiautomático Surgiu Na Copa De 2022.

A Copa do Mundo de 2022 teve uma novidade tecnológica! Os estádios foram equipados com 12 câmeras superiores para rastrear a bola e a posição exata dos jogadores, sendo capaz de diferenciar 29 pontos específicos do corpo de cada atleta, 50 vezes por segundo.
Além disso, a bola ainda terá um sensor instalado em seu centro para determinar o momento exato em que o jogador fez o contato com ela.

15) O Polvo Do Oráculo Da Copa De 2010.

Uma das maiores curiosidades sobre a Copa do Mundo está na crença dos torcedores em adivinhações para saber quem será o campeão. Paul, o polvo residente no Aquário Marinho de Oberhausen, na Alemanha, é conhecido no mundo por “prever” os resultados da Seleção alemã no Mundial de 2010, na África do Sul.

Antes dos jogos, Paul era colocado em frente a duas caixas com mexilhões: uma com a bandeira alemã, outra com a bandeira da seleção oponente. A caixa escolhida pelo polvo para se alimentar era interpretada como uma previsão do vencedor.

Em 2010, Paul previu a queda da seleção alemã nas semifinais e a conquista do terceiro lugar, tendo acertado todos os palpites. Ele morreu no mesmo ano.

16. A Copa De 2026 Será a Maior Da História.

Pela primeira vez, o Mundial terá 48 seleções participantes, em vez das tradicionais 32. Isso fará com que a competição tenha 104 partidas ao todo, tornando-se a edição mais longa e com mais jogos da história da Copa do Mundo.

17) Pela Primeira Vez Três Países Serão Sedes ao Mesmo Tempo Da Copa do Mundo.

A Copa de 2026 será realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México. Será a primeira vez na história que três países dividirão oficialmente a organização de um Mundial.

18) México Faz História Como o País Com Mais Copas Sediadas.

Com a edição de 2026, o México se tornará o primeiro país a sediar três Copas do Mundo masculinas da FIFA. O país já havia recebido o torneio em 1970 e 1986.

19) A Copa De 2026 Terá o Maior Número De Cidades-sede da História.

O torneio será espalhado por 16 cidades diferentes nos três países anfitriões. Entre elas estão cidades como Los Angeles, Miami, Toronto, Vancouver, Cidade do México e Dallas. Nunca uma Copa teve tantas sedes diferentes.

20) A Final Da Copa De 2026 Já Tem Palco Definido Nos Estados Unidos.

A decisão do Mundial será disputada no dia 19 de Julho de 2026, um domingo em MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York, um dos maiores estádios dos Estados Unidos, com capacidade para mais de 80 mil pessoas.

Articulação de Geraldo Barbosa com alguns acréscimos nas informações.

Fonte: https://www.edublin.com.br/curiosidades-sobre-a-copa-do-mundo/

Por Ana Carolina Brunelli

sexta-feira, 5 de junho de 2026

TRÊS REALIDADES DO INFERNO.

 

O inferno existe, não há como negar a existência do Hades. O inferno não é uma utopia, não algo mitológico, nem uma invenção da mente humana. Jesus Cristo, falou sobre a realidade do inferno várias vezes, em certa ocasião Ele disse: E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt.10.28). A Bíblia ensina que a existência do homem não termina com a morte, mas que continua para sempre, ou na presença de Deus, ou num lugar de tormento. É intenção e desejo de Deus que ninguém vá para o inferno. Deus enviou seu Filho para morrer por nós, para que ninguém pereça, mas tenha a vida eterna (Jo.3.16). Quem for para o inferno é porque rejeitou a salvação provida por Deus. É dever dos cristãos anunciar com toda veemência a salvação aos perdidos e alertá-los sobre o futuro juízo de Deus. Falando sobre o inferno, o sábio Salomão diz: Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo (Pv.15.24). A nossa grande missão é libertar as almas que estão a caminho da destruição e a beira do abismo; no livro de provérbios 24.11,12 está escrito: Livra os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se os puderes retirar. Se disseres: Eis que o não sabemos; poventura, aquele que pondera os corações não o considerará? E aquele que atenta para a tua alma não o saberá? Não pagará ele ao homem conforme a sua obra? Enquanto isso, neste exato momento, milhões de pessoas estão descendo para o inferno, sem Deus, sem paz e sem salvação. Triste realidade.

Jesus faz menção ao inferno 15 vezes nos evangelhos. Para se referir ao inferno, Ele utiliza principalmente duas palavras originais no grego: Geena (11 vezes), associada ao vale de Hinom, e Hades (4 vezes), que representava o mundo dos mortos.

Os textos específicos das menções estão localizados nos Evangelhos:

Mateus: 5:22, 5:29, 5:30, 10:28, 11:23, 16:18, 18:9, 23:15 e 23:33.

Marcos: 9:43, 9:45 e 9:47.

Lucas: 10:15, 12:5 e 16:23.

TRÊS REALIDADES DO INFERNO:

1) O INFERNO É UM LUGAR DE TORMENTO ETERNO.

E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormento, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio (Lc.16.23).

2) O INFERNO É UM LUGAR SEM SAÍDA.

E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá (Lc.16.26).

3) O INFERNO É UM LUGAR DE TOTAL AUSÊNCIA DE DEUS.

E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo (Ap.20.13-15).

Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as gentes que se esquecem de Deus (Sl.9.17).

O sinistro fato do castigo eterno para os ímpios e todas as gentes que se esquecem de Deus, é a maior razão para levar o Evangelho a todo o mundo, e fazer o máximo possível para persuadir as pessoas a arrependerem-se e a aceitarem a Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor, antes que seja tarde demais. Amém! 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

4 MOTIVOS PELOS QUAIS MUITOS CRISTÃOS NÃO SE IMPORTAM COM A VINDA DE CRISTO.


A perda de foco na vinda de Cristo no século XXI ocorre porque muitos cristãos estão excessivamente apegados ao conforto material e ao bem-estar presente. A pregação moderna, muitas vezes, prioriza soluções imediatas e o "céu na terra", diminuindo o anseio pela eternidade e a urgência escatológica da iminente volta do Senhor. 

A sociedade atual oferece uma qualidade de vida, tecnologia e facilidades que geram um apego ao mundo material, fazendo com que a ideia de deixar esta vida seja menos atraente.  Teologias voltadas para a prosperidade terrena e o sucesso pessoal desviam a atenção dos cristãos da volta de Cristo para as conquistas nesta vida. 

Muitas igrejas e líderes religiosos não pregam sobre o juízo final e a vinda de Cristo, optando por mensagens motivacionais mais agradáveis e palatáveis ao público geral.

1) MATERIALISMO.

Vivemos uma época em que as pessoas estão ficando cada vez mais materialistas e desprezando os valores morais e espirituais. Muitos estão com o foco voltado para a prosperidade terrena e o conforto, muitos cristãos se apegam tanto às suas conquistas materiais e ao presente (ao aqui e agora) que perderam o desejo pelo céu. A vida eterna perde o brilho quando os tesouros estão apenas na Terra. Sobre isso Jesus falou: E olhai por vós, para que não aconteça  o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem (Lc.21.34-36). 

2) SECULARISMO.

Infelizmente, o secularismo tem dominado e moldado a vida muitos cristãos. Muitos perderam o foco na Segunda Vinda de Cristo devido a uma mistura de secularismo, má teologia e apego excessivo ao presente. A mensagem do retorno de Cristo muitas vezes é abafada pelas distrações nos entretenimentos e preocupações da vida moderna. Muitos estão misturando o santo com secular e achando tudo normal. Muitos cristãos não oram, não lêem a Bíblia, mas ficam horas na internet, nas redes sociais e fazendo maratonas de filmes e séries na Netflix. O amor ao secularismo tem deixado muitos crentes sem o ardente desejo pela vinda gloriosa de Jesus.

3) FRIEZA ESPIRITUAL.

A apatia e o esfriamento espiritual tem levado muitos cristãos ao comodismo e a rotina religiosa. O apego as coisas terrenas têm levado muitos à mornidão espiritual. Quando o cristão não cultiva o hábito de orar, na busca de um relacionamento diário com Deus, ele perde a urgência e a expectativa em relação ao encontro com o Senhor na sua vinda. Paulo diz: Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor (Rm.12.11). Diferente dos cristãos do primeiro século que eram fervorosos e viviam na expectativa da volta do Senhor, os cristãos deste presente século estão ficando cada vez mais frios e indiferentes acerca do arrebatamento da igreja do Senhor.

4) NÃO AMAM A VINDA DO SENHOR.

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda (II Tm.4.8). Os cristãos do primeiro século anelavam grandemente a volta do Senhor para levá-los daqui, para ficarem com Ele para sempre. Uma marca distintiva dos fiéis é que eles amam a vinda do Senhor e se sentem fora do seu lugar, se sentem como peregrinos e forasteiros neste mundo, aguandando o seu lar celestial. 

O foco excessivo nas coisas terrenas, conquistas e satisfação pessoal tira o foco da soberania de Deus e da preparação espiritual para a vinda do Senhor. Os ensinamentos bíblicos são substituídos por mensagens de alto-ajuda que priorizam apenas o bem-estar imediato em detrimento a herança eterna. Os que não amam a vinda do Senhor, também não têm interesse em falar sobre o arrebatamento da igreja, preferem a amar o mundo e viverem como crentes nominais. 

Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata! (I Co.16.22). Amém!

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A BÊNÇÃO DE DEUS INCOMODA.


A bênção de Deus incomoda aqueles que não consegue aceitar o favor divino na vida de alguém que é abençoado. A bênção de Deus gera desconforto aos que estão ao redor, revelando contrastes e atraindo questionamentos sobre a verdadeira fonte da bênção que propociona paz e prosperidade. O sucesso ou a transformação na vida de alguém desperta oposição de quem não entende que a graça vem do alto, e que Deus favorece a quem quer.

Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou.

O homem enriqueceu, e a sua riqueza continuou a aumentar, até que ficou riquíssimo.

Possuía tantos rebanhos e servos que os filisteus o invejavam.

Estes taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado na sua época, enchendo-os de terra.

Então Abimeleque pediu a Isaque: "Sai de nossa terra, pois já és poderoso demais para nós" (Gênesis 26:12-16).

CINCO SEGREDOS DA PROPERIDADE DE ISAQUE:

1) OBEDIÊNCIA.

Mesmo sendo falho, Isaque foi um homem obediente a Deus em todas as coisas. Quando o SENHOR lhe disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser (26.2), ele obedeceu e foi prospero na terra de Gerar.

2) TRABALHO.

E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava (Gn.26.12).

Não existe prosperidade sem trabalho, Deus abençoou Isaque, mas ele teve que trabalhar. Isaque arou a terra, semeou a boa semente e depois colheu o fruto do seu trabalho. Ele não ficou de braços cruzados esperando Deus manda algo, não, ele foi a luta, fez a sua parte e Deus o abençoou.

3) PACÍFICO.

Isaque era um homem de paz, por três vezes contenderam com Isaque: Ele cavou três poços, Eseque, onde houve contenda. Sitina, onde houve inimizade. Reoboque, onde houve alargamento e o SENHOR o fez crescer (26.17-22).

4) PERSEVERANTE.

Mesmo sendo perseguido pelos filisteus na terra de Gerar, Isaque não desistiu facilmente diante das oposições que surgiram para o abater e o fazer desanimar. Ele ficou debaixo da vontade soberana de Deus e foi prospero.

5) GRATIDÃO.

Isaque foi grato a Deus durante toda a sua vida, ele sempre lembrava do seu pai Abraão e agradecia a Deus por ser herdeiro de Abraão. Depois de todas as batalhas enfrentadas, Isaque foi grato a Deus pela vitória e edificou um altar ao SENHOR, invocou o nome do SENHOR e o adorou em gratidão (26.23-25).

sábado, 30 de maio de 2026

Por Que Moisés Pecou Quando Feriu a Rocha Três Vezes?

 

Moisés prevaricou quando desobedeceu gravemente a ordem do SENHOR, sendo-lhe então dito que ele não entraria na terra prometida de Canaã. No primeiro episódio quando houve falta de água potável para o povo beber, Deus ordenou a Moisés ferir a rocha (Ex.17.1-7). No segundo episódio, cerca de 38 anos depois, após a morte de Miriam, mais uma vez, houve falta de água; Deus disse a Moisés: Fala a rocha e sairá água, porém, Moisés feriu a rocha duas vezes (Nm.20.1-13). Anos depois, no Novo Testamento, Paulo falando sobre a peregrinação dos israelitas no deserto, ele identifica essa rocha como Jesus Cristo, a fonte das águas vivas. Paulo diz: "E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da rocha pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo (I Co.10.4). Assim como aquela rocha no deserto foi ferida por Moisés, assim foi Cristo quando morreu na cruz. Quando Cristo foi ferido na cruz, jorrou águas vivas para saciar a sede espiritual de toda humanidade. Portanto, Cristo como a Rocha eterna só é ferido uma vez. 

PRIMEIRO EPISÓDIO: DEUS MANDA MOISÉS FERIR A ROCHA.

Depois, toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.

Então, contendeu o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?

Tendo, pois, ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito para nos matares de sede, a nós, e aos nossos filhos, e ao nosso gado?

E clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejarão.

Então, disse o Senhor a Moisés: Passa diante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai.

Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.

E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? (Êxodo 17:1-7).

SEGUNDO EPISÓDIO: DEUS MANDA MOISÉS FALAR A ROCHA.

E não havia água para a congregação; então, se congregaram contra Moisés e contra Arão.
E o povo contendeu com Moisés, e falaram, dizendo: Antes tivéssemos expirado quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor!

E por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos ali, nós e os nossos animais?

E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? Lugar não de semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber.

Então, Moisés e Arão se foram de diante da congregação, à porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu.

E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Toma a vara e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, e dará a sua água; assim, lhes tirarás água da rocha e darás a beber à congregação e aos seus animais.

Então, Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado.

E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes: porventura, tiraremos água desta rocha para vós?

Então, Moisés levantou a sua mão e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.

E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não me crestes a mim, para me santificar diante dos filhos de Israel, por isso não metereis esta congregação na terra que lhes tenho dado.

Estas são as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e o Senhor se santificou neles (Números 20:2-13).

Os eventos deste capítulo começaram no quadragésimo ano da saída do Egito. O povo peregrinava no deserto por trinta e nove anos. A maioria das pessoas da primeira geração já havia morrido sem receber o que fora prometido, em breve, seus filhos estariam na terra prometida.

Moisés e Arão foram ordenados por Deus a falarem à rocha, e não feri-la, conforme fora feito em Horebe há 38 anos atrás (Êx.17.1-7).

Moisés e Arão foram proibidos de introduzir o povo de Deus em Canaã, porque não obedeceram e não creram no SENHOR, para o santificar diante do povo (v.12).

O pecado de Moisés foi duplo. Primeiro, falou imprudentemente, como se a glória e o poder de Deus residissem nele e fosse propriedade sua (Sl.106.32,33).

Em segundo lugar, agiu desaforadamente ao ferir a rocha por duas vezes com ira, ao invés de falar à rocha conforme Deus tinha ordenado (v.11).

Ao falar e agir imprudentemente, Moisés se exaltou demonstrando falta de confiança em Deus, e, daí, tornou-se rebelde contra a sua Palavra. Naquele momento crítico, Moisés revelou falta de fé e obediência, que é o modo incorreto de se corresponder à Palavra de Deus.

Por esse ato de desobediência de Moisés, ele foi terminantemente impedido por Deus de não entrar na terra de Canaã. Deus lhe falou que ele veria a terra de longe, mas não entraria (Dt.32.48-52). 

Moisés ainda insistiu com Deus, rogando para entrar na terra de Canaã, mas o SENHOR lhe respondeu dizendo: Basta; não me fales mais neste negócio (Dt.3.23-27).

Deus ficou irredutível com Moisés e lhe disse: Basta! Não me fale mais neste negócio. Ser irredutível significa não se deixar submeter ou não se deixar convencer por opiniões contrárias. Neste caso específico, Moisés insistia com Deus a respeito de algo que ele queria muito, entrar na terra prometida e conhecê-la de perto. Moisés implorou, elogiou Deus, glorificou os seus feitos poderosos, em seguida suplicou dizendo: "Deixa-me atravessar e ver a boa terra do outro lado do Jordão". A resposta de Deus foi curta e direta: "Basta! Não me fale mais neste negócio". A resposta de Deus revela que Moisés já vinha insistindo no assunto, havia um bom tempo. Mesmo assim, a resposta foi negativa: “Basta! Não me fale mais neste negócio”. 

Assim como Moisés desqualificou-se para introduzir o povo em Canaã, e também não entrou, assim também muitos crentes na atualidade serão reprovados e não entrarão na Canaã celestial por estarem banalizando a graça de Deus e flertando com o pecado.

domingo, 24 de maio de 2026

PALAVRA DE DEUS.

 

Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb.4.12).

O escritor aos hebreus encerra a sua argumentação sobre o repouso do povo de Deus, dizendo: Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar (Hb.4.9-13). A Palavra de Deus revela quem vai entrar no repouso de Deus. A Palavra é viva (ela produz vida), é eficaz (ela produz efeito poderoso). Ela é uma espada cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos pensamentos e motivos são espirituais ou não. Tem dois gumes e corta, ou para nos salvar ou para nos condenar à morte eterna. Por isso, nossa atitude para com a Palavra de Deus deve ser em total obediência e temor a Jesus, o qual é a Palavra de Deus. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus (Ap.19.13). Temos em nossas mãos a Palavra de Deus escrita, porém Jesus é a Palavra viva em Pessoa. Amém! 

A PALAVRA DE DEUS É:

1) Alimento (Jr.15.16; Lc.4.4).

2) Espelho (Tg.1.22-25).

3) Escudo (Pv.30.5).

4) Espada (Ef.6.17).

5) Fogo (Jr.23.29a).

6) Martelo (Jr.23.29b).

7) Lâmpada (Sl.119.105a).

8) Luz (Sl.119.105b).

9) Pura (Sl.119.140).

10) Verdade (Sl.119.160; Jo.17.17).

sábado, 23 de maio de 2026

BETÂNIA, "O Lugar Favorito De Jesus".


Betânia nos tempos bíblicos era uma pequena aldeia na encosta oriental do monte das Oliveiras, distante cerca de 3 quilômetros da cidade de Jerusalém (Jo.11.18). Ali ficava a casa de Marta, Maria e Lázaro, os amigos de Jesus (Lc.10.38-42; Jo.11.1). Com base nos registro dos Evangelhos, Betânia era o lugar favorito onde Jesus costumava se hospedar quando estava na Judeia durante seu ministério itinerante (Mateus 21:17; Marcos 11:11). Além da casa dos amigos de Jesus, na vila de Betânia também ficava a casa de Simão, o leproso. Foi na casa de Simão em Betânia que ocorreu o jantar em que o Senhor Jesus foi ungido com o nardo puro que Maria lhe trouxe num vaso de alabastro (Mt.26.6-13; Mc.14:3-9; Jo.12:1-11). Por fim, a importância dessa aldeia na história bíblica fica clara nas palavras do evangelista Lucas. Ele registra que a ascensão do Senhor Jesus ocorreu nas proximidades de Betânia (Lucas 24:50,51).

Betânia significa: Casa dos figos ou casa das tâmaras, lugar dos pobres, lugar dos humildes.

Nunca lemos na Bíblia que nenhum rei, nenhum sacerdote, nenhum profeta passou, visitou ou se hospedou em Betânia. Todavia, Jesus, sendo Rei, Sacerdote e Profeta, não só passou em Betânia, mas se hospedou várias vezes, fazendo da humilde aldeia de Betânia o seu lugar favorito.

Sem entrar nos detalhes dos fatos ocorridos em Betânia, tais como: Jesus na casa de Marta, Maria e Lázaro; Jesus na casa de Simão participando de um jantar; Jesus ressuscitando Lázaro depois de quatro dias morto. 

Aqui nós aprendemos que Jesus gosta de favorecer os humildes, Ele prefere lugares simples; não gosta de ostentação, nem de lugares badalados onde está o centro das atenções e para onde as mídias estão voltadas. Jesus amava Jerusalém e gostava de muitas outras cidades e lugares por onde passou, mas o seu lugar favorito era a aldeia de Betânia.

Que o lugar favorito de Jesus seja o coração humilde e sincero de um pecador arrependido, rendido e dependente da sua graça, amor e misericórdia. Amém! 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

OS SADUCEUS - ORIGEM E CRENÇA.

 

Naquele mesmo dia, os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele com a seguinte questão:

Mestre, Moisés disse que se um homem morrer sem deixar filhos, seu irmão deverá casar-se com a viúva e dar-lhe descendência.

Entre nós havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu. Como não teve filhos, deixou a mulher para seu irmão.

A mesma coisa aconteceu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo.

Finalmente, depois de todos, morreu a mulher.

Pois bem, na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa, visto que todos foram casados com ela? "

Jesus respondeu: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!

Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos no céu.

E quanto à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus lhes disse:

Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos! 

Ouvindo isso, a multidão ficou admirada com o seu ensino (Mateus, 22.23-33).

Os saduceus eram uma seita religiosa e política do período do segundo templo, atraídos principalmente pelos elementos aristocráticos e sacerdotais dominantes da sociedade judaica. O partido dos saduceus controlava o culto no templo, e muitos de seus membros pertenciam também ao Supremo Conselho Judaico, o Sinédrio (At.23.6).

Os saduceus eram os liberais da época. Não criam no sobrenatural. Externamente demonstravam obediência à lei de Deus, mas na prática negavam os seus ensinamentos. Rejeitavam as doutrinas da ressurreição, dos anjos, dos milagres, da imortalidade da alma e do juízo vindouro. Tinham uma vida mundana e moralmente relaxada. Eles, também, perseguiam a Jesus Cristo (Mt.16.1-6).

ORIGEM DOS SADUCEUS.

A origem dos saduceus é incerta, mas é possível ligá-los aos macabeus.  Eles teriam surgidos após a rebelião dos macabeus, e durante a tentativa nacional dos asmoneus de tornarem-se livres dos sírios. Duas explicações para a origem dos saduceus ligam o nome da seita a duas figuras históricas distintas, porém ambas chamadas Zadoque: (1) O termo "saduceus" pode ser derivado de Zadoque, sumo sacerdote nos dias de Davi e Salomão (2 Sm.8.17; 1 Rs.1.34). Na visão da restauração, de Ezequiel, é confiada aos descendentes desse Zadoque a supervisão da adoração no templo (Ez.40.46; 43.19; 44.15). Na realidade, os descendentes de Zadoque constituíam a hieraquia do templo até o século II a.C. (2) De acordo com a tradição rabínica, entretanto, a seita dos saduceus foi fundada por um discípulo de Antígono de Zoko, também chamado Zadoque. Epifânio, em sua obra Heresies, afirma que o nome "saduceus" deriva do termo hebraico sadiq (ou justo). Uma visão mais provável é que “saduceus” deriva de Zadoque, que tornou-se pai dos saduceus.

A CRENÇA DOS SADUCEUS.

Os saduceus negavam os livros poéticos e proféticos e privilegiavam o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Acreditavam unicamente nos escritos por Moisés. 

Os saduceus não rejeitavam difinitivamente os livros proféticos, mas eram reticentes em empregá-los. Estavam interessados na salvação atual da nação, desprezando a ideia de uma retribuição futura individual e coletiva no mundo porvir. Negavam a ressurreição dos mortos e a existência dos anjos (Mt 22.23-33; Mc 12.18; Lc 20.27; At.4.1,2; 23.6-8).

Com tais doutrinas, eles tendiam para uma postura deísta, que via Deus como um grande Criador, que transmitira suas leis aos homens, mas depois praticamente havia perdido o interesse pelo mundo. Portanto, os saduceus se achavam predispostos a rejeitar todas as afirmações de Jesus Cristo de que era Deus. Como Deus raramente se preocupava com a terra, era pouco provável que se desse ao trabalho de mandar seu Filho para cá.

PODER E INIMIZADE DOS SADUCEUS.

Os principais oponentes dos saduceus eram os fariseus. Eram partidários de uma estrita aplicação da lei de talião ou “lex talionis” (Êx 21.23; Dt 19.21). Os saduceus insistiam em um cumprimento mais literal da lei, enquanto os fariseus eram mais moderados.

Eram duros e arrogantes com os “pequenos”. Não tinham influência sobre o povo. Assim como todo o partido no poder, não resistiam à tentação de utilizar a religião em seu favor.  Poder, corrupção e tradição judaica eram por eles articulados para a manutenção dos cargos e privilégios dos quais eram detentores.

Os adeptos dessa seita eram em pequeno número, mas era composta de pessoas da mais alta condição. Quase sempre, nada se faz segundo o seu parecer, porque quando eles são elevados aos cargos e às honras, muitas vezes contra a própria vontade, são obrigados a se conformar com o proceder dos fariseus, pois o povo não permitiria qualquer oposição a estes.

Os saduceus também eram inimigos de Jesus, além de se oporem aos ensinamentos de Jesus, eles também não acreditavam ser Ele o Filho de Deus. O ponto central do conflito deles com Jesus parece ter sido a mobilização das multidões que o seguiam. Temiam uma represália de Roma, com a matança de judeus em massa, caso as multidões reunidas em torno de Jesus fossem tidas como uma ameaça ou tentativa de revolta (como veio a acontecer em 70. D.C.). 

Para a frustração do sumo sacerdote e dos saduceus, após a morte e ressurreição de Jesus, os seus seguidores aumentaram mais ainda. Além disso, foi a propagação da doutrina e da realidade da ressurreição que os saduceus rejeitavam, que lhes causaram os maiores transtornos.

Os saduceus foram extintos e a sua influência cessou com a destruição do templo, em 70 d.C., que levou o judaímos pós-bíblico a se desenvolver conforme a ideologia farisaica.

Fonte: 

Bíblia de Estudo Pentecostal, nota de rodapé p.1389.

Bíblia de Estudo Arqueológica, notas históricas e culturais p.1600.

A Sã Doutrina: Uma Perspectiva Pentecostal Clássica, p. 313-315.

CURIOSIDADE.

A palavra Saduceus aparece exatamente 14 vezes no Novo Testamento (na maioria das traduções, como Almeida Revista e Corrigida e NVI). O termo se refere a um grupo religioso e político de elite da época de Jesus que não acreditava na ressurreição.

No Evangelho de Mateus 7 vezes: 

1) Mateus 3:7

2) Mateus 16:1

3) Mateus 16:6

4) Mateus 16:11

5) Mateus 16:12 (NVI).

6) Mateus 22:23

7) Mateus 22:34

No Evangelho de Marcos 1 vez: 

1) Marcos 12:18

No Evangelho de Lucas 1 vez: 

1) Lucas 20:27

No livro de Atos dos Apóstolos 5 vezes: 

1) Atos 4:1 

2) Atos 5:17 

3) Atos 23:6

4) Atos 23:7

5) Atos 23:8

segunda-feira, 18 de maio de 2026

A INSATISFAÇÃO DE DEUS.

 

Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias (Sl.7.11).

Neste salmo, Davi declara de forma poética um dos sentimento de Deus e diz que Ele se ira todos os dias. No entanto, os teólogos explicam que essa ira não deve ser vista como um sentimento de ódio descontrolado, mas sim como oposição à maldade. Sendo Deus a própria justiça, Ele rejeita constantemente a perversidade e a injustiça que assolam o mundo. O versículo seguinte (7:12) aponta uma saída, indicando que a justiça de Deus dá tempo para o homem se converter e mudar de caminho. O salmo 30.5, declara: Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida... A ira de Deus dura apenas um momento em comparação ao Seu favor. Ou seja: Deus é muito misericórdioso para com o homem. Todavia, há muitas coisas acontecendo no mundo, que Deus não está satisfeito.

DEUS NÃO ESTÁ SATISFEITO.

Deus não está satisfeito com as injustiças praticadas entre os homens, em todas as camadas sociais, políticas e religiosas.

Deus não está satisfeito com a violência desenfreada no meio social, político e religioso; principalmente contra as mulheres.

Deus não está satisfeito com os estadistas e políticos que não governam para beneficiar o povo e lhes roubam o que é de direito.

Deus não está satisfeito com os sonegadores de impostos, que não cumprem seus deveres e querem seus direitos.

Deus não está satisfeito com os falsos pastores que pastoream para si, e sugam as ovelhas do Senhor e as enganam com falsas promessas.

Deus não está satisfeito com os crentes que estão misturando o santo com o profano nas redes sociais na intenção de ganhar likes e visualizações.

Deus não está satisfeito com os pastores e pregadores que em vez de se preocuparem em propagar o evangelho estão contendendo entre si e semeando ódio e desunião.

Deus não está satisfeito com os pregadores e cantores que estão cobrando grande quantia em dinheiro para ministrarem a Sua Palavra e louvar ao seu Nome.

Deus não está satisfeito com os pregadores e cantores que não têm vida de oração e jejum e estão apresentando uma falsa espiritualidade diante da igreja com gritos, jargões, frases de efeito e emocionalismo.

Deus não está satisfeito com os pastores e líderes que perderam a visão espiritual e estão tercerizando o serviço sagrado, entregando a igreja do Senhor aos mercenários e mercantilistas da fé.

Deus não está satisfeito com os cantores e pregadores que priorizam o dinheiro, só pensam em engordar a sua conta bancária e não estão comprometidos com o Reino.

Deus não está satisfeito com os crentes em geral que estão perdendo tempo na internet vendo, ouvindo, curtindo e compartilhando coisas que não convém a um verdadeiro cristão.

Deus não está satisfeito com os crentes que não oram, não lêem a Bíblia e passam horas a fio na internet e nas redes sociais, observando e fofocando pela madrugada.

Deus não está satisfeito com multidões de crentes que enchem as igrejas, mas estão com os seus corações vazios, sem a sua Presença.

O Espírito Santo não está satisfeito com muitos crentes que estão vivendo um evangelho de aparências e uma falsa santidade dentro da igreja.

Misericórdia Senhor, preciso melhorar e me ajustar a cada dia diante de Ti.

E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção (Ef.4.30).

domingo, 17 de maio de 2026

O PECADO DE DAVI COM BATE-SEBA.

 


O pecado de Davi com Bate-Seba registrado no segundo livro de Samuel capítulo11, é um dos mais celebres na história bíblica. Davi o estadista, Davi o rei, Davi o grande estrategista militar, Davi o músico, Davi o adorador, Davi o homem segundo o coração de Deus; Davi o homem que matou urso, matou leão, matou o gigante Golias, mas foi derrotado quando foi seduzido pela beleza de Bate-Seba. Quando nos aprofundamos na história de Davi, vemos quantas proezas ele realizou no poder do SENHOR. Embora, mesmo sendo homem segundo o coração de Deus, não está isento de pecar. O que mais nos maravilha nas Escrituras é o fato de não omitir os erros de grandes personagens, chamados de heróis. As Escrituras é sempre realista, não omitindo as virtudes nem as fraquezas dos homens e mulheres, mas pintando o quadro exatamente como é.

TRÊS CIRCUNSTÂNCIAS QUE LEVARAM DAVI A PECAR:

1) NEGLIGÊNCIA NO SEU TRABALHO.

E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém (II Sm.11.1).

A vida de conforto e de luxo como rei desenvolveu em Davi uma autoconfiança a ponto de levá-lo ao colapso moral e espiritual. Quando Davi deveria está no campo de batalha como era seu costume (II Sm.10.17), ele negligenciou seu trabalho preferindo ficar em casa. Caso tivesse atuando junto das suas forças, teria estado fora do caminho dessa tentação. Assim também acontece conosco, quando estamos fora do rumo do nosso trabalho no Reino de Deus, ficamos vuneráveis a tentação.

2) OCIOSIDADE.

E aconteceu, à hora da tarde, que Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real... (11.2a).

Davi tinha passado a tarde tirando uma soneca e levantando-se de sua cama de forma ociosa, foi passear no terraço. Enquanto todo o povo estava no campo de batalha, Davi estava repousando em sua casa sem preocupação alguma com a guerra. Davi estava ocioso com sua mente desocupada, e mente vazia é oficina de Satanás, diz o ditado popular. Ele que costumava orar três vezes ao dia, pela manhã, a tarde e a noite, nesta tarde ele não praticou este costume nobre. A ociosidade de Davi o levou ao pecado quando do terraço do seu palácio viu a Bate-Seba, uma linda mulher que se banhava no quintal de sua casa. A inatividade traz grande desvantagem e prejuizo.

3) CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS.

... e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista (11.2b).

Davi viu do terraço de sua casa uma mulher que estava se banhando. O pecado veio por meio dos olhos, o que o apóstolo João chama de concupiscência dos olhos (I Jo.2.16).

Davi ficou descontrolado ao ver a tamanha beleza e sensualidade de Bate-Seba. O seu desejo desenfreado ignorou completamente ao que deveria ter resistido e dito não, e disse sim ao que deveria ter negado. Estava cego, possuído de um desejo incontrolável. Ambos tiveram um encontro de grande satisfação, porque Davi não a forçou a nada. O grande engano do pecado é que ele só apresenta o lado satisfatório, ele nunca revela que a estrada é sem saída, que o caminho é sem volta, e que as consequências são amargas. Nessa época Davi tinha cerca de cinquenta anos de idade, já reinava a aproximadamente vinte anos e era considerado um líder de grande sucesso. Mas o pecado não respeita idade nem posição, ele vem sutilmente e nos leva ao erro, se não vigiarmos. 

CONCLUSÃO: 

Davi confessou o seu pecado e foi perdoado, mas as consequências do seu pecado foram inevitáveis até o fim da sua vida. Vemos na pessoa de Davi que o pecado não respeita classe social, posição, títulos nem idade. Ele está sempre a porta, nos rodeando bem de perto, buscando uma brecha para nos seduzir e nos induzir ao erro. Está escrito: Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia (I Co.10.12).

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A DANÇA DA MORTE.

 

Herodes, porém, ouvindo isso, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dos mortos.

Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João e encerrá-lo manietado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela.

Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.

E Herodias o espiava e queria matá-lo, mas não podia; porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o com segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia.

E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do seu aniversário, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia, entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse, então, o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.

E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino.

E, saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João Batista.

E, entrando apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que, imediatamente, me dês num prato a cabeça de João Batista.

E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar.

E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi e degolou-o na prisão.

E trouxe a cabeça num prato e deu-a à jovem, e esta a deu à sua mãe (Marcos 6:16-28).

João Batista, era um pregador que não transigia com o erro. João pregava a verdade de Deus aos homens, sem temer a opinião popular. As autoridades judaicas ignoraram o pecado de Herodes, mas João nem por um momento cedeu para dissimular o pecado de Herodes. Ele opôs-se ao tal pecado, com firmeza total, demonstrando nisso fidelidade absoluta a Deus e à sua Palavra. Ele foi fiel a Deus ao condenar o pecado, embora tal atitude viesse a custar-lhe a vida.

O texto do evangelho de Lucas diz: Sendo, porém, o tetrarca Herodes repreendido por ele por causa de Horodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as maldades que Herodes tinha feito, acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere (Lc.3.19,20).

Enquanto João estava no cárcere, Herodes e seus convidados estavam festejando o dia do seu aniversário. Diz o texto: E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do seu aniversário, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia.

Salomé, filha de Herodias, entrou na festa e dançou. 

Embora os Evangelhos de Mateus e Marcos não citem seu nome (chamando-a apenas de "filha de Herodíade"), o historiador Flávio Josefo a identifica como Salomé. Ela dançou para o rei Herodes Antipas em uma festa de aniversário e, agradando-o, foi presenteada com um pedido. Por instrução de sua mãe, pediu a cabeça de João Batista em uma bandeja.

A dança da filha de Herodias na festa de aniversário de Herodes era uma prática pagã. Uma moça ímpia que dançou em público diante dos homens foi a causa da morte de um dos mais santos dentre os homens. 

O sentimento de ódio de Herodias por não aceitar a denúncia do seu pecado a levou a mandar sua filha pedir a cabeça de João Batista. 

Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.

E Herodias o espiava e queria matá-lo.

Quem aceita a repreensão e se arrepende do seu erro, é perdoado por Deus e tem paz. Mas, quem não aceita a repreensão, insiste no seu erro e tem sede de vingança, terá perturbação.

E se fosse você no lugar de Herodias, o que faria?

quinta-feira, 14 de maio de 2026

COISAS GRANDES E FIRMES.


Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes (Jr.33.3).

Deus é Grande e quer revelar coisas grandes para o seu povo. Todavia, Ele nos convida a buscá-lo, clamando em oração de todo nosso coração. Neste particular, Deus revelou coisas grandes e firmes a Jeremias acerca do futuro da nação de Judá e Israel. Deus tem seus planos e propósitos, a sua fonte de revelação é inesgotável, Ele continua anunciando e revelando coisas grandes para o crente que o busca e clama a Ele com sede de justiça e coisas grandes. Coisas grandes e firmes refere-se as promessas divinas, revelações espirituais, restauração e segredos profundos que Deus revela a quem ora.

DEZ COISAS GRANDES REVELADAS NA BÍBLIA:

1) Grande Deus (Tt.2.13).

2) Grande Salvação (Hb.2.3).

3) Grande Obra (Ne.6.3).

4) Grande Sacerdote (Hb.10.21).

5) Grande Pastor (Hb.13.20).

6) Grande Profeta (Lc.7.16).

7) Grande Poder (At.4.33).

8) Grande Fé (Mt.15.28).

9) Grande Dia (Sf.1.14).

10) Grande Ira (Is.54.8; Ap.12.12). 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

JUDÁ E TAMAR.


A vergonhosa história de Judá e Tamar não é omitida por Moisés em seus escritos no livro de Gênesis capítulo 38. No relato da história de José, Moisés dá uma pausa para registrar uma história sombria de Judá e sua nora Tamar. Esta história destaca três elementos: Selo, lenço, cajado.

Selo, lenço e cajado são símbolos bíblicos, especialmente na história de Judá e Tamar em Gênesis 38, estes representam: Identidade, compromisso pessoal e autoridade. O Selo simboliza assinatura, marca de propriedade e autenticidade. Lenço ou Cordão é um item de identificação pessoal, um sinal de parentesco e promessa. Cajado simboliza poder, autoridade, liderança e sustento. Os três juntos, formam a "identidade" de uma pessoa. 

SELO.

Simboliza autenticidade, quem é autêntico (verdadeiro) não entra em contradição no que faz.

LENÇO.

Simboliza identificação pessoal, uma pessoa de bom caráter se garante nos seus negócios e sua identidade não muda.

CAJADO.

Simboliza poder, autoridade, liderança. Quem tem o cajado deve ser prudente no usos das suas atribuições para não abusar do poder e prejudicar a si mesmo e as pessoas que estão sob a sua autoridade.

Judá não podia negar as evidências de sua culpa, mas apesar dos seus defeitos, Judá era um homem de honra e, portanto, reconheceu seu erro, quando disse: "Mais justa é ela do que eu" (38.26). Recebeu sua nora Tamar afirmando que era culpado, pois não tinha dado a ela seu filho Selá. Depois do arrependimento e da confissão, o erro não deve ser repetido. São pecados como esses que Deus cobre com a sua graça, pois ele conhece nosso coração imperfeito.

Tamar deu à luz a gêmeos, Perez e Zera (38.27-30). No entanto, esse relato triste e sórdido não termina em tragédia. Deus torna a desordem semeada pelo Diabo e a emprega para seus propósitos. Perez, o filho de Judá e Tamar, veio a ser um dos antepassados de Jesus, o Messias esperado (Mt.1.3).

Deus não aprova erros, mas Ele é soberano em suas decisões, planos e propósitos.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

SOBRE A FÉ.


Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem (Hb.11.1).

O capítulo 11 da carta aos hebreus, é considerado pelos estudiosos da Bíblia, como o capítulo da FÉ. Neste capítulo o escritor faz uma síntese acerca de alguns personagens da história bíblica, os quais são considerados os heróis da fé.

A fé é o fundamento sólido da nossa esperança, e a certeza das coisas que não vemos. A fé vai além da razão e está acima das coisas naturais. A fé não conhece o impossível, porque tudo é possível ao que crê e exercita a fé. Percamos tudo, menos a fé em Deus. Já dizia o poeta: "Andar com fé eu vou, que a fé não constuma falhar". 

TRÊS AÇÕES DA FÉ:

1) O justo vive da fé.

Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hb.10.38).

2) O crente anda por fé.

Porque andamos por fé e não por vista (2 Co.5.7).

3) O crente é provado na fé.

Sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência (Tg.1.3).

A FÉ PODE SER:

1) Pequena.

E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? (Mt.14.31).

2) Grande.

Então, respondeu Jesus e disse: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã (Mt.15.28).

3) Acrescentada.

Disseram, então os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé (Lc.17.5).

TRÊS TIPOS DE FÉ:

1) Fé Comum.

A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum... (Tt.1.4).

2) Fé Salvadora.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus (Ef.2.8).

3) Fé Extraordinária.

E a outro pelo mesmo Espírito, a fé (1 Co.12.9).

E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo (At.6.8).

CINCO COISAS DEVEMOS FAZER COM A FÉ:

1) Conservar.

Conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé (1 Tm.1.19).

2) Alimentar.

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10.17).

3) Guardar.

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm.4.7).

4) Lutar.

Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna... (1 Tm.6.12).

5) Defender.

... tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Judas, 3).

CINCO CARACTERÍSTICAS DA FÉ:

1) A Fé é Obediente (Hb.11.8).

2) A Fé é Paciente (Is.28.16).

3) A Fé é Vencedora (I Jo.5.4).

4) A Fé é Defensora (Ef.6.16).

5) A Fé é Sonhadora (Gn.50.24,25).

Finalmente o poeta diz: "A fé só abre os mares quando o momento chegar; a fé se manifesta, quando o limite da força acabar; a fé tem seu segredo, não se revela ao que tem medo, mas ao que luta, até o momento da fé chegar". Amém!

sábado, 9 de maio de 2026

SOBRE A TUA PALAVRA OU SOB A TUA PALAVRA?

 

Sob e sobre, são duas palavras que se encontram unicamente no evangelho de Lucas 5.5. Esta expressão utilizada por Simão no episódio da pesca miravilhosa, sinalizam a submissão e obediência de Simão a palavra do Mestre. Há pregadores que diferem em suas afirmações acerca dessas duas expressões: "sob" e "sobre". Há os que afirmam que o correto é "sob", enquanto outros preferem afirmar que o correto é "sobre". Mas, afinal quem está correto nas suas afirmações? Vamos analizar as palavras Sob e Sobre: 

SOB e SOBRE são preposições antônimas: Sob significa "embaixo de" (posição inferior, subordinação), enquanto sobre significa "em cima de" (posição superior) ou "a respeito de". "O livro está sobre (em cima da) mesa" é diferente de "o livro está sob (embaixo da) mesa".

Dependendo da versão, as traduções diferem o texto do evangelho de Lucas 5.5. Na minha pesquisa encontrei pelo menos dez versões, algumas iguais, mas a maior parte diferentes.

DEZ VERSÕES SOBRE O TEXTO DE LUCAS CAPÍTULO CINCO VERSÍCULO CINCO:

1) E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede (Lc.5.5). 

ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

2) Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes (Lc.5.5).

ARA (Almeida Revista Atualizada).

3) Em resposta, Simão disse: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sob esta sua palavra, lançarei as redes (Lc.5.5).

NAA (Nova Almeida Atualizada).

4) E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede (Lc.5.5). 

ARC (Almeida Revista Corrigida).

5) Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes"(Lc.5.5).

NVI (Nova Versão Internacional).

6) Ao que lhe replicou Simão: "Mestre, tendo trabalhado durante a noite toda, não pegamos nada. Todavia, confiando em tua Palavra, lançarei as redes (Lc.5.5).

KJA (King James Atualizada).

7) Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede (Lc.5.5).

VC (Versão Católica).

8) Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o Senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer (Lc.5.5).

TLH (Tradução na Linguagem de Hoje).

9) Simão respondeu: "Mestre, trabalhamos duro a noite toda e não pegamos nada. Mas, por ser o senhor quem nos pede, vou lançar as redes novamente" (Lc.5.5).

NVT (Nova Versão Transformadora).

10) Respondeu Simão: "Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sobre a tua palavra, lançarei a rede (Lc.5.5).

VCMS (Versão Católica Matos Soares).

CONCLUSÃO: 

Nada difere entre as palavras "sob e sobre" em seus significados no texto de Lucas 5.5. Porque todas as duas expressões se resumem na obediência de Simão a palavra do Mestre. Se é, sob a tua palavra lançarei a rede, expressa submissão e obediência a palavra de ordem do Mestre. Se é sobre a tua palavra lançarei a rede, expressa total confiança e obediência em cima da palavra do Mestre.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

AVIVA, TUA OBRA, SENHOR!


Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. 

Ouvi, SENHOR, a tua Palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc.3.1,2).

O livro do profeta Habacuque contém apenas 3 capítulos e 56 versículos. O primeiro é o segundo capítulo registram os reclames e os questionamentos que Habacuque faz, e Deus fala, dando as respostas a Habacuque. No terceiro capítulo Habacuque apresenta sua oração profética em forma de canto (poema de um salmo).

O autor deste livro identifica-se como “o profeta Habacuque” (Hc 1.1; 3.1). Além disso, não oferece nenhum outro dado acerca de sua pessoa nem de sua família; e como acontece com a maioria dos “Profetas Menores”, quase nada se conhece sobre Habacuque. Ele não é mencionado em nenhum outro lugar da Bíblia (ELLISSEN, 2012, p. 372). 

Habacuque é um dos profetas pré-exílicos e só ele, em todas as Sagradas Escrituras, recebe esse nome, que significa “abraçado” ou “abraço”. Uma tradição dos rabinos liga o nome do profeta a 2Reis 4.16, fazendo-o filho da sunamita: “Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, ABRAÇARAS um filho” [… ]. (COELHO; DANIEL, 2012, pp. 70-71).

Asseguram os estudiosos ser Habacuque da tribo de Levi […]. O final de seu livro deixa claro que, de alguma forma, ele era também habilitado oficialmente a participar da liturgia do Templo: “[…] ao mestre de música. Para instrumento de corda” (Hc 3.19). O termo traduzido no texto citado como “instrumento de corda” é “neginoth”, que tem em si a ideia de tanger um instrumento. O capítulo 3 de seu livro é um arranjo musical feito por ele mesmo. Logo, acredita-se que ele também era um levita (COELHO; DANIEL, 2012, p. 72). 

O comentarista da Bíblia Pentecostal diz: “A referência ao ‘cantor-mor’ sobre os instrumentos de música (Hc 3.19), sugere que ele pode ter sido um músico levita a serviço do santo templo em Jerusalém” (STAMPS, 1995, p. 1334).

SEIS AÇÕES QUE GERAM AVIVAMENTO:

1) ORAÇÃO.

Sem oração não há avivamento. A oração gera comunhão, a oração gera quebrantamento, o oração gera arrependimento, a oração gera poder e graça de Deus para realizar a sua obra. A grande estratégia de Satanás é entreter os crentes nas redes sociais e em tantos outros entretenimento para deixa-los sem tempo e sem força para buscar a Deus em oração.

2) PALAVRA.

A Palavra de Deus é a origem dos grandes avivamentos na história. A Palavra gera fé, a Palavra gera obediência, a Palavra gera poder, a Palavra gera conhecimento, a Palavra gera santidade para vivermos em comunhão com Deus. Crente avivado ama a Palavra, ler a Palavra, medita na Palavra e vive a Palavra. A igreja que não prioriza a Palavra é fraca, pálida e raquitica.

3) TEMOR.

Sem o devido temor a Deus, não haverá vida avivada para servir ao Senhor. A Bíblia diz: Assim, pois, as igrejas em toda a judéia, e Galiléia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo (At.9.31). A expressão "a igreja andava no temor do Senhor" descreve o estado da igreja primitiva, que vivia em paz, sendo edificada e crescendo. Esse temor não era medo, mas um profundo respeito, reverência e amor a Deus, resultando em submissão à Sua vontade, obediência e no conforto do Espírito Santo.

4) DESEJO (aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica).

O avivamento vem, quando sentimos desejo ardente pelo avivamento, quando desejamos ter uma vida de relacionamento e intimidade com Deus. Muitos crentes desejam possuir um bom carro, uma boa casa, um bom emprego, uma boa prosperidade material. Não há nada de errado em desejar coisas boas, porém a nossa prioridade deve ser as coisas espiritual, Jesus nos ensinou dizendo: Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt.6.33).

5) DISCIPLINA (na ira lembra-te da misericórdia).

Avivamento gera disciplina. Sem disciplina não haverá avivamento, porque uma igreja avivada é instruida e disciplinada pela Palavra de Deus para andar em temor e em santidade diante do Senhor.

6) GRAÇA.

Avivamento é o favor de Deus para com o seu povo. Avivamento gera graça de Deus. O crente avivado viver dabaixo da graça, vive cheio da graça, vive fortalecido na graça, vive na dependência da graça, vive uma vida abundante e prospera na graça de Jesus. Amém! 

Finalmente, avivamento é uma necessidade urgente da igreja atual, antes que entre em uma UTI espiritual e caia na mesmice do conformismo mundano.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O AZEITE DA UNÇÃO.

 


O azeite da unção, biblicamente descrito em Êxodo 30. 22-33, é uma mistura sagrada de azeite com as especiarias: mirra, canela, cássia. Este azeite especial era usado para consagrar sacerdotes e objetos do tabernáculo. Azeite simboliza a presença do Espírito Santo, que agi com poder para curar, salvar, libertar e para um propósito divino, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

O azeite também é visto como símbolo do "esmagamento", para que a essência (unção) fosse extraída, era necessário que a azeitona fosse espremida para produzir óleo. Muitos querem a unção, mas poucos querem passar pelo processo, poucos querem pagar o preço para tê-la. 

O QUE É UNÇÃO?

Unção é um poder, uma autoridade divina concedida para realizar a obra de Deus e fazer proezas em nome do Senhor Jesus Cristo. Esta unção no Antigo Testamento era concedida aos sacerdotes, profetas, reis e juízes. Na nova Aliança esta unção está relacionada a operação do Espírito Santo na vida dos crentes. O apóstolo João escrevendo aos cristãos do primeiro século disse: E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo. E a unção que vós recebestes dele fica em vós ... (I João, 2.20,27).
A unção capacita o crente e o reveste de uma autoridade espiritual para realizar a obra de Deus. Jesus disse aos seus discípulos: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra (Atos, 1.8). Jesus foi o homem mais ungido que já pisou aqui nesta terra. O apóstolo Pedro nos atesta dizendo: Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (Atos, 10.38). 

O QUE NÃO É UNÇÃO.

No meio pentecostal muito se fala sobre unção, mas de forma equivocada. Unção não é pular, unção não é rodopear, unção não é gritos, unção não é jargão ou frase de efeito que mexe com as emoções do povo. A unção verdadeira é sublime, singular, ordeira, decente, vinda da parte de Deus pela ação poderosa do Espírito Santo. A unção não é uma manipulação humana, ela se manifesta de forma sobrenatural e surpreendente. A unção se manifesta de dentro para fora, de forma ordeira, coerente e poderosa. Muitos dizem ter a unção, mas quem tem não diz que tem. Porque Deus manifesta o seu poder na vida dos humildes.

A unção faz o que você nunca faria.
A unção te dá o que você nunca teria. 
A unção te leva a lugar onde você nunca iria.
A unção que você valoriza é a unção que você atrai.

Títulos, diplomas, formações, certificados e posições são adquiridos e até comprados pelos homens; mas a UNÇÃO, não se compra, ela vem de Deus e há um preço a pagar.

domingo, 3 de maio de 2026

OS INDOUTOS TORCEM AS ESCRITURAS.

 

... e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição (II Pe.3.15,16).

Pedro faz referencia a Paulo como um homem de sabedoria dada por Deus. Pedro se refere às epístolas de Paulo, como do mesmo nível que as demais Escrituras. Pedro alimentava a mais elevada consideração pela vida e ministério do apóstolo Paulo e faz questão de atribuir aos escritos das cartas de Paulo a mesma autoridade e inspiração às demais Escrituras. 

A doutrina da justificação pela fé, conforme exposta por Paulo, estava sendo distorcida pelos falsos mestres. De acordo com os impostores, uma vez salvos, os cristãos podiam fazer o que bem quisessem; um falso ensino que Paulo refuta energicamente na carta aos romanos nos capítulos 3,4,5.

Pedro faz dois apelos finais que resumem seus ensinamentos nessa carta: (1) Guardem sua posição segura em Cristo. (2) Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pe.3.17,18). 

Finalmente, os indoutos, os inconstantes, os incrédulos, os céticos e os falsos mestre torcem e distorcem as Escrituras, todavia, ela permanece verdadeira e imutável. 

Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade (II Co.13.8). Amém! 

sábado, 2 de maio de 2026

ONDE ESTÁ O SEU OLHAR?


A nossa visão é muito importante, todas as vezes que olhamos para algo, temos algum sentimento. Há um ditado popular que diz: "O que os olhos não vêem o coração não sente". O nosso olhar tem foco, tem direção, tem objetivo. O nosso olhar deve estar à frente, na direção desejada, para evitar tropeços e alcançar metas. Nosso olhar deve ser direcionado e fixado em algo que nos promova o bem. Seja no passado, presente ou futuro, o foco dos nossos olhos revela o que é considerado valioso para o nosso coração. O nosso olhar poderá influenciar diretamente nossas ações e revelar o que está em nosso coração.

SETE PESSOAS QUE OLHARAM PARA ALGO E FORAM INFELIZES:

1) EVA.

E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela (Gn.3.6).

2) A MULHER DE LÓ.

E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal (Gn.19.26).

3) ACÃ.

E respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o SENHOR, Deus de Israel, e fiz assim e assim. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de ciquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela (Js.7.20,21).

4) SANSÃO.

E desceu Sansão a Timna; e, vendo em Timna a uma mulher das filhas dos filisteus, subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher (Jz.14.1,2).

E foi-se Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e entrou a ela (Jz.16.1).

5) DAVI.

E aconteceu, à hora da tarde, que Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista (II Sm.11.2).

6) MICAL.

E Davi saltava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava Davi cingido de um éfode de linho. Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo e ao som das trombetas.

E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo o rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração. 

Voltando Davi para casa para abençoar sua família, Mical, filha de Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: "Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar! "

Mas Davi disse a Mical: "Foi perante o Senhor que eu dancei, perante aquele que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro da família dele, quando me designou soberano sobre o povo do Senhor, sobre Israel; perante o Senhor celebrarei e me rebaixarei ainda mais, e me humilharei aos meus próprios olhos. Mas serei honrado por essas escravas que você mencionou".

E até o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos (II Sm.6.14-16, 20-23).

7) PEDRO.

Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão.

Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho, mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.

Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar.

Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: "É um fantasma! " E gritaram de medo.

Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenham medo! "

"Senhor", disse Pedro, "se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas".

"Venha", respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.

Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me! "

Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: "Homem de pequena fé, porque você duvidou? "

Quando entraram no barco, o vento cessou (Mateus 14:22-32). NVI

Finalmente, a Palavra de Deus nos orienta olharmos para Deus, para Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro (Is.45.22).

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé... (Hb.12.2).