PREGANDO A VERDADE

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

NOSSO CARÁTER MOLDADO EM CRISTO.


Cristo nosso Exemplo, nosso Modelo, nosso Referencial, nosso Mestre, nosso Alvo, nossa Inspiração a prosseguir. O nosso relacionamento com Cristo, deve ser íntimo, estreito e devocional. Como cristão e seguidor de Cristo, devemos procurar viver de forma que tenhamos atitudes parecidas ou semelhantes as atitudes de Cristo. O apóstolo João, escrevendo disse: Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou (I Jo.2.6). Andar como Cristo andou é difícil, mas não é impossível. Apesar de que, isto não é para a maioria dos que se dizem cristão, isto é praticado pelo menor número de cristãos; por aqueles que pagam o preço para viverem para Cristo em uma vida de renúncias. Se o nosso caráter, como cristão não refletir ao de Cristo ou não for moldado no caráter de Cristo, estamos longe de sermos um autêntico cristão. Falar que é cristão é fácil, muitos falam e se declaram, mas viver e praticar os ensinamentos de Cristo, são poucos. O apóstolo Paulo dasafiou os crentes da sua época, quando disse: Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo (I Co.11.1). A grande preocupação do apóstolo era ter pessoas fiéis a Cristo, andando conforme Cristo e nunca no modelo do sistema mundano. Na atualidade, contamos a dedo a raridade que existe de homens e mulheres de Deus que verdadeiramente demonstram ter o caráter de Cristo moldado em suas vidas. 

SETE COISAS QUE DEVEMOS FAZER PARA TERMOS O CARÁTER DE CRISTO:

1) Amar a Cristo.

Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada (Jo.14.23).

2) Santificar a Cristo.

... antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (I Pe.3.15).

3) Servir a Cristo.

Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará (Jo.12.26).

4) Esperar na Graça de Cristo.

Portanto, estejam com a mente preparada para o trabalho, sejam sóbrios e esperem inteiramente na graça que está sendo trazida a vocês na revelação de Jesus Cristo (I Pe.1.13).

5) Está em Cristo.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (II Co.5.17).

Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... (Rm.8.1).

6) Imitar a Cristo.

Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo (I Co.11.1).

Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou (I Jo.2.6).

7) Esperar a Volta de Cristo.

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, 

aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo (Tito, 2.11-13). 

Finalmente, que o nosso testemunho como cristão glorifique a Cristo como nosso Senhor e Salvador, e nunca seja uma incoerência ou uma contradição do Evangelho de Cristo que professamos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O PODER DO NOME DE JESUS (Mensagem Evangelística).


O nome identifica a pessoa, o nome faz referencia a pessoa, o nome qualifica a pessoa, o nome também determina o poder da pessoa. As pessoas têm um nome, muitos marcaram a história e deixaram um legado no seu nome. Todos os grandes governantes e líderes das nações tiveram o seus nomes gravados na história, todos os grandes homens e mulheres que se destacaram na história tiveram um nome, mas somente JESUS tem O NOME. O nome de JESUS não marcou apenas a história, mas mudou a história. O nome de JESUS é o grande divisor de águas da humanidade. Toda história está vinculada ao nome de Jesus Cristo, por causa do nome de JESUS temos o seguinte referencial na história: aC. e dC. Ele interveio na história, Ele entrou na história e recebeu um nome que está acima de todos os nomes, e ao nome de JESUS todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Aleluia!

Eu vim determinado esta noite para falar no poderoso nome de Jesus Cristo. Abra sua Bíblia no livro de Filipenses capítulo 2 e versículos 5 ao 11.

SETE OPERAÇÕES DO PODEROSO NOME DE JESUS:

1) O Nome de JESUS tem poder para Salvar (At.4.12).

2) O Nome de JESUS tem poder para Perdoar (Lc.24.47).

3) O Nome de JESUS tem poder para Libertar (Jo.8.32,36; At.16.16-18).

4) O Nome de JESUS tem poder para Expulsar demônios (Mc.16.17; At.16.16-18).

5) O Nome de JESUS tem poder para nos fazer falar novas Línguas (Mc.16.17; At.19.1-7).

6) O Nome de JESUS tem poder para Curar os enfermos (Mc.16.18; At.3.6-9; At.14.8-10).

7) O Nome de JESUS tem poder para Operar Sinais, Prodígios e Maravilhas (Mc.16.20; At.2.43; 4.30; 5.12; 19.11,12).

O nome de JESUS é Soberano, este nome tem poder nos céus, na terra, no mar e debaixo da terra.

Bendito seja o poderoso nome de JESU para sempre. Amém! 

domingo, 25 de janeiro de 2026

O PÃO DOS ANJOS.


... e fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo dos céus. 

Cada um comeu o pão dos poderosos; Ele lhes mandou comida com abundância (Sl.78.24,25). ARC

Fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus.

Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhes comida à vontade (Sl.78.24,25) NVI

Na poesia de Asafe, no salmo 78, ele relembra as grandes maravilhas de Deus favorecendo o seu povo e todas as bênçãos e providências do SENHOR a favor dos israelitas durante quarenta anos no deserto, rumo à terra prometida de Canaã. Na sua narrativa histórica, Asafe descreve também a ingratidão e rebelião do povo contra Deus. Apesar de toda rebeldia e ingratidão, Deus prover água, pão do céu (maná) e carne em abundância para eles comerem, beberem e se saciarem. Asafe é enfático na sua poesia, quando escreve: "Pois eles não creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador. Contudo, Ele deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus. Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhe comida à vontade (Sl.78.22-25). A expressão "pão dos anjos" ou "pão dos poderosos" em outras versões, é uma linguagem figurada, uma forma de expressão utilizada pelo salmista para enfatizar a importância do cuidado de Deus e o privilégio que tiveram os israelitas.

TRÊS PERGUNTAS INTRIGANTES:

Anjos comem pão?

Os israelitas comeram o pão dos anjos?

O maná era o pão dos anjos?

COMO ERA O MANÁ?

E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra (Ex.16.14) ARC

Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto (Ex.16.14) NVI

E chamou a casa de Israel o seu nome Maná; e era como semente de coentro; era branco, e o seu sabor, como bolos de mel (Ex.16.31). ARC

O maná era como semente de coentro e tinha aparência de resina (Nm.11.7). NVI

E era o maná como semente de coentro, e a sua cor como a cor de bdélio (Nm.11.7). ARC

O bdélio é uma goma-resina aromática que varia de cor, sendo descrita como amarela a avermelhada ou marrom-avermelhada em seu estado natural, com um brilho ceráceo ou perolado quando endurece, podendo ter manchas brancas, e também é comparado à cor do maná, que era branco ou esbranquiçado. 

QUAL O SABOR DO MANÁ?

O Maná era saboroso como bolo de mel (Ex.16.31). 

Quando moido em moinho, e cozido em panela, o seu sabor era como bolo de azeite fresco (Nm.11.8).

QUAL SIGNIFICADO DO NOME MANÁ?

Quando os israelitas viram pela primeira vez o pão de Deus, que havia caindo no arraial pela manhã, disseram uns aos outros: Que é isso? (Ex.16.14).

Maná no hebraico "Man hu" significa Que é isso? (Ex.16.14,15).

Em hebraico, a pergunta seria: "Man hu?", daí o nome "maná". 

POR QUANTO TEMPO O POVO DE ISRAEL COMEU MANÁ?

Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem à fronteira da terra prometida (Êx.16.35; Js.5.11,12). 

ONDE A BÍBLIA FAZ REFERÊNCIA AO MANÁ PELA ÚLTIMA VEZ?

Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido... (Ap.2.17).

CONCLUSÃO:

Esse maná miraculoso que serviu de alimento para o povo durante quarenta anos de jornada pelo deserto até chegarem a terra prometida, apontava para Jesus Cristo. Passados cerca de 1.500 anos, Jesus se referiu a esses acontecimentos ao descrever a si mesmo como o pão vivo que desceu do céu (Jo.6.30-35; 48-51). Esse simbolismo foi retomado na instituição da ceia do Senhor, quando tomou Jesus um pão, partiu e o deu aos seus discípulos dizendo: "Tomai, comei, isto é o meu corpo" (Mt.26.26).

Assim como o povo comeram o Maná até chegarem a terra prometida de Canaã, na Nova Aliança, Cristo que é o Pão vivo que desceu do céu, é o nosso alimento cotidiano até chegarmos a Canaã celestial, o céu. Amém! 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

AS DUAS CASAS.

 

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,

porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas (Mateus 7:24-29).

Jesus termina o seu longo discurso do "Sermão da Montanha" falando sobre dois homens: Um prudente e outro insensato; sobre duas casas: Uma edificada sobre a rocha e outra edificada sobre a areia; sobre dois alicerces: Um estável e seguro e outro instável e inseguro. 

Comparando as duas casas edificadas, Jesus está falando sobre dois tipos de ouvintes: Aquele que ouve suas palavras e as pratica, e o que as ouve e não as pratica.

Os dois homens ouviram a mesma voz.

 Ambos sabiam o que era certo e o que era errado. 

Ambos ouviram a verdade. 

Ambos decidiram construir a casa (vida espiritual) a partir do que ouviram.

Ambos construiram suas casas, mas a diferença estava no alicerce.

Ambos enfrentaram grande tempestade.

Tudo era aparentemente igual, mas depois da tempestade houve uma diferença.

Porém, a diferença não começou na tempestade.

A diferença começou antes, no silêncio das escolhas que ninguém viu.

A casa na areia não caiu de repente.

Ela foi cedendo aos pouco por dentro.

Na vida espiritual, tudo acontece de dentro para fora.

Primeiro no caráter, depois nas decisões, depois nos limites não respeitados.

Quando a tempestade chegou, ela só revelou o que já estava instável.

A areia é confortável porque não exige profundidade.

Isto implica em dizer: Não pede renúncia, não confronta, não busca ter raiz profunda.

A areia é superficial, aceita qualquer coisa por cima, mas não sustenta nada por dentro.

Assim acontece com muitos crentes que constrói assim, de forma superficial.

Constrói sobre emoção, sobre opinião alheia, sobre experiências de outras pessoas, sobre coisas passageiras. Sobre o que sente hoje, não sobre o que permanece amanhã.

A casa na rocha também enfrentou ventos, chuvas, rios e sofreu grande impacto.

Também sofreu o impacto das águas, também foi sacudida, mas não cedeu.

Por quê não cedeu?

Porque obediência cria peso, quem obedece tem estabilidade espiritual; e só quem tem fundamento sólido aguenta o peso do impacto da tempestade.

Jesus nunca disse que quem constrói na rocha não sofre. Mas Ele disse quem permanece nEle e pratica as suas palavras estarão seguros.

A promessa não é livramento da tempestade, mas livramento na tempestade. É sustentação no meio dela.

O problema não é a chuva, não é o vento, não são os rios. O problema é quando tudo isso encontra uma vida sem base.

Muitos crentes caêm porque não buscam fortalecer suas bases espirituais através da oração, do jejum, da leitura e meditação da Palavra, principalmente da obediência a Palavra.

A queda não acontece de cima, acontece no fundamento, na base principal.

E quando a Casa cai (vida espiritual), não cai pequena; cai grande, cai pública, cai de forma dolorida. Porque tudo que foi levantado sem profundidade paga-se o preço no dia mau.

Jesus continua ensinando o mesmo: Não basta ouvir, não basta concordar; é preciso praticar, obedecer e construir na Rocha inabalável que é Cristo.

A casa do homem prudente, continuou firme diante da tempestade. Mas a casa do homem insensato, caiu.

Jesus termina seu discurso dizendo: “E caiu, e foi grande a sua queda.”

Que o Senhor tenha misericórdia, ainda há tempo de reconstruir uma nova vida com Deus. A casa pode até ter caido, mas há esperança para um novo recomeço. Amém! 

domingo, 18 de janeiro de 2026

LÚCIFER É O NOME DO DIABO?


Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.

Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo (Isaías, 14.12-15).

Alguns exegetas crêem que estes versículos referem-se não apenas ao rei de Babilônia, mas também, de um modo velado, a Satanás. No evangelho de Lucas 10.18, temos uma declaração de Jesus: "Eu via Satanás, como raio, cair do céu". 

Sobre o nome "Lúcifer", muita confusão tem sido feita a respeito, que teoricamente seria o nome de um anjo que caiu e virou o inimigo numero 1 de Deus, o próprio Satanás.

Isso é bem divulgado em todo o mundo cristão, e até mesmo nos púlpitos de muitas igrejas.

Mas... é realmente bíblico? 

Vem comigo e vamos entender a origem do nome LÚCIFER.

Por incrível que pareça, o nome “Lúcifer” não existe em parte alguma da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. O que existe é a expressão “estrela da manhã”, de Isaías 14:12: “Como caíste desde o céu, ó ESTRELA DA MANHÃ, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!”

A palavra "lúcifer" é a TRADUÇÃO em algumas Bíblias da palavra hebraica “HÊLIL” (estrela da manhã) em Isaías 14:12. Esta palavra (hêlil) foi traduzida do hebraico para o latim na versão de Jerônimo (Vulgata), no século V. Nessa versão aparece pela primeira vez a palavra “Lúcifer”.  

Ao pesquisar a etimologia da palavra LÚCIFER, encontramos:

A etimologia de Lúcifer vem do latim lux (luz) + ferre (trazer), significando "portador da luz" ou "estrela da manhã", referindo-se ao planeta Vênus no contexto greco-romano; na tradição cristã, a palavra foi associada ao anjo caído devido a uma má interpretação de uma passagem na Bíblia (Isaías 14:12), que originalmente se referia a um rei babilônico, transformando um termo celestial num nome para o Diabo.  

Origem Latina e Grega:

Latim: Lucifer, formado por lux (luz) e ferre (levar/trazer). 

Grego: Lúcifer, Fósforos (portador da luz) ou Eósforos (portador da alvorada). 

Na Bíblia:

Textos Originais: A palavra hebraica hêlēl (brilhante, estrela da manhã) aparece em Isaías 14:12. 

Tradução para o Latim (Vulgata): O tradutor Jerônimo usou Lúcifer para hêlēl, referindo-se ao orgulhoso rei da Babilônia e sua "queda" (morte). 

Contexto Original: A passagem não era sobre um anjo, mas uma metáfora para a queda de um rei terreno. 

Evolução Lúcifer para o Diabo:

Associação Cristã ao termo Lúcifer: Ao longo dos tempos, Teólogos medievais ligaram essa passagem a uma figura celestial que caiu, associando Lúcifer, o "portador da luz", à figura do Diabo, um anjo que se rebelou e foi expulso do céu. 

Enquanto Lúcifer (portador da luz) era um título para Vênus, Satanás (adversário) é um título diferente, mas ambos foram fundidos na tradição popular para a figura do Diabo. 

Toda a confusão aconteceu quando viram o título “lucifer”, no latim da Bíblia Vulgata, e acharam que não se tratava de uma qualidade, adjetivo ou título, mas de um nome próprio... e começou a bagunça.

A parte mais chocante é justamente essa: Logo entendemos que “Estrela da Manhã” é um título, uma qualidade, um adjetivo, e esse título é usado unicamente para Jesus!!! Apocalipse 22:16 por exemplo: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente ESTRELA DA MANHÔ.

O apóstolo Pedro faz menção a Jesus como ESTRELA DA ALVA quando escreve: E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração (II Pe.1.19). 

“Lúcifer” nunca foi o nome do diabo. As igrejas que continuam chamando Satanás de “Lúcifer”, além de cometerem um erro teológico, ainda estão fazendo um favor ao diabo, atribuindo-lhe aquilo que ele não é! Ele é trevas e não luz.

O termo Lúcifer não é uma designação nem bíblica e nem correta para descrever o Diabo, pois carrega um significado de portador de luz , ora, ele não é portador de luz, mas sim de trevas, ele até se disfarça em anjo de luz e os seus ministros em ministros de justiça (II Co.11.14,15). Mas é um anjo de trevas, o príncipe deste mundo tenebroso.

Jesus Cristo é a nossa luz, Ele disse: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8.12). Amém! 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Vencendo Satanás No Deserto.


 E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto (Lc.4.1).

Após ter sido batizado por João, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-se das margens do rio Jordão e foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Durante quarenta dias, esteve no deserto. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo vendo que Jesus estava com fome, disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão. Jesus respondeu-lhe: Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra de Deus. O Diabo não desistindo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e Lhe fez uma proposta dizendo-Lhe: Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se tu me adorares e te prostrares diante de mim, tudo será teu. Jesus respondeu-lhe: Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele prestarás culto. Então o Diabo ainda insistindo, levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: Se tu és o Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão pelas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Jesus respondeu-lhe: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, por algum tempo. Na narrativa de Mateus, a tentação de Jesus termina com a seguinte expressão: Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram (MT.4.11). Deus tem provisão já pronta para aqueles que não aceita as propostas do Diabo.

CINCO LIÇÕES APRENDEMOS COM JESUS NO DESERTO:

1) Satanás não terá poder de impedir os planos de Deus em nossa vida, quando estamos cheios do Espírito e por Ele somos conduzidos.

2) A nossa missão é fazer a vontade de Deus e nunca aceitar as propostas de Satanás.

3) Devemos está preparados porque o Diabo sempre buscará ocasião para nos tentar em tempos de fraquezas e necessidades.

4) Que o Espírito Santo nos leva ao campo de batalha (deserto), e nos dá munição (a Palavra de Deus), para com ela vencermos Satanás.

5) Que só podemos começar o ministério para Deus, após termos passado no deserto e vencido as tentações. 

Obs.: O ministério de Jesus só teve início após Ele ter passado quarenta dias de jejum no deserto e vencer as tentações do Diabo.

CINCO VITÓRIAS DE JESUS SOBRE SATANÁS:

1) Jesus venceu Satanás no Deserto.

2) Jesus venceu Satanás no seu Ministério.

3) Jesus venceu Satanás na Cruz.

4) Jesus venceu Satanás na Ressurreição.

5) Jesus vencerá Satanás definitivamente quando Ele voltar em Glória.

CONCLUSÃO:

As tentações de Jesus no deserto não foi um acontecimento isolado. Foi o começo de uma luta contra o "príncipe deste mundo", que se prolongou por toda a vida terrena de Jesus, atingindo o auge com Sua morte na cruz do Calvário; tendo Ele vencido a Satanás após a sua ressurreição.

Jesus ao vencer as tentações, tornou-se, para nós homens e mulheres, a fortaleza onde o ser humano pode ir se abrigar nos momentos mais terríveis e angustiantes. Amém! 

domingo, 11 de janeiro de 2026

A PATERNIDADE DE DEUS.


Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem (Sl.103.13).
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (Mt.6.9).

Somente o genuíno cristianismo identifica e reconhece a Deus como Pai. Esta é uma profunda revelação que Jesus veio trazer a este mundo e que o Espírito Santo tornou real no coração da igreja do Senhor. A revelação da paternidade de Deus não era plena no Antigo Testamento, há poucas expressões no Pentateuco, nos livros históricos, nos salmos e nos livros poéticos sobre Deus como Pai. A revelação plena da paternidade de Deus veio através de Jesus Cristo. Durante a sua vida terrena em seu ministério, Jesus foi quem mais falou e ensinou sobre a paternidade de Deus. Jesus refere-se à paternidade de Deus 189 vezes: Em Mateus, 44; em Marcos, 4; em Lucas, 17 e em João 124.

Pai é o nome que revela poder, conhecimento e intimidade dos crentes com Deus. Deus Pai foi plenamente revelado por Jesus Cristo; na época de Jesus, os judeus não tinham o costume nem a cultura de chamar Deus de Pai. Jesus ensinou seus discípulos a orar começando com a expressão: "Pai nosso que está nos céus" (Mt.6.9).

Pai é o nome privativo da primeira Pessoa da Augusta Trindade (Mt.28.19).

Jesus disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres (Mc.14.36).

Jesus usou "Abba, Pai" em momentos de grande aflição, como na oração no Getsêmani (Mc.14.36; Mt.26.39; Lc.22.42), demonstrando total confiança e entrega a Deus.

Esta expressão "Aba Pai" aparece apenas três vezes na Bíblia: (Mc.14.36; Rm.8.15; Gl.4.6). 

Paulo ao repetir a expressão "Aba Pai", utilizada primeiramente por Jesus, ele está falando sobre uma das tarefas do Espírito Santo, que é criar nos filhos de Deus a convicção da filiação que nos leva a conhecer a Deus como Pai. 

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai (Rm.8.15).

E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossas corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai (Gl.4.6).

O termo "Aba" é de origem aramaico e significa "Pai". A palavra "Pai" no grego é "Pater". A combinação da palavra aramaica "Abba" com a palavra grega "Pater", expressa grande intimidade, emoção, anelo, afeto e confiança mediante os quais o Espírito Santo nos leva a clamar a Deus e chama-lo de Pai. 

Abba Pai é uma expressão bíblica de origem aramaica que significa "Papai" ou "Pai Querido", transmitindo uma profunda intimidade, carinho e confiança, como uma criança chamaria seu pai, e é usada por cristãos para se referir a Deus com essa mesma proximidade e amor. A expressão combina a ternura de "Papai" com a autoridade de "Pai", indicando um relacionamento de filiação e segurança com o divino.

AS CINCO DIMENSÕES DA PATERNIDADE DE DEUS.

1) Deus é Pai de Adão (da humanidade). 

Adão é filho por formação (Lc.3.38).

2) Deus é Pai dos anjos. 

Os anjos são filhos de Deus por criação (Jó.1.6; 38.7).

3) Deus é Pai de Israel. 

Israel é filho de Deus por eleição (Êx.4.22; Dt.14.1).

4) Deus é Pai de Jesus. 

Jesus é filho de Deus por geração (Sl.2.7; At.13.33; Hb.1.5).

5) Deus é Pai dos crentes. 

Os crentes são filhos de Deus por adoção (Jo.1.11-13; Rm.8.14,15; Gl.4.6).

OUTROS ASPECTOS DA PATERNIDADE DE DEUS:

Deus é Pai da Criação (I Co.8.6).

Deus é Pai da Glória (Ef.1.17).

Deus é Pai das luzes (Tg.1.17).

Deus é Pai dos espíritos (Hb.12.9).

Deus é Pai da vida (Sl.36.9; Jo.5.26; At.17.24,25).

Deus é Pai da eternidade (Is.9.6).

Deus é Pai de todos (Ef.4.6).

Que possamos nos relacionar com Deus na intimidade de Pai para filho, tendo o seu amor paterno e o seu cuidado de Pai celestial para conosco. Amém!  

sábado, 10 de janeiro de 2026

QUAIS SÃO OS TEUS ESCUDOS?


No reinado de Salomão havia 200 escudos grandes de ouro batido (chamados paveses) e 300 escudos pequenos de ouro batido. 

O rei Salomão fez duzentos escudos grandes de ouro batido, utilizando três quilos e seiscentos gramas de ouro em cada um. Também fez trezentos escudos pequenos de ouro batido, com um quilo e oitocentos gramas de ouro em cada um. O rei os colocou no Palácio da Floresta do Líbano (II Cr.9.15,16). 

Roboão começou bem o seu reinado, mas durante a última parte do seu reinado, Roboão não mais seguiu o exemplo de Davi e Salomão como lhe havia sido dito para fazer. Os que não aderiram a idolatria praticada por Jeroboão, vieram a Jerusalém para buscarem ao SENHOR. Está escrito: Depois desses, também de todas as tribos de Israel, os que deram o seu coração a buscarem ao SENHOR, Deus de Israel, vieram a Jerusalém, para oferecerem sacrifícios ao SENHOR Deus de seus pais. Assim, fortaleceram o reino de Judá e confirmaram Roboão, filho de Salomão, por três anos, porque três anos andaram no caminho de Davi e Salomão (II Cr.11.16,17). Uma vez que o reino fora estabelecido, Roboão deixou a Lei do SENHOR, e, com ele, todo o Israel. O texto sagrado diz:

Sucedeu, pois, que, havendo Roboão confirmado o reino e havendo-se fortalecido, deixou a lei do Senhor, e, com ele, todo o Israel.

Pelo que sucedeu, no ano quinto do rei Roboão, que Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém (porque tinham transgredido contra o Senhor)

com mil e duzentos carros e com sessenta mil cavaleiros; e era inumerável a gente que vinha com ele do Egito, tanto de líbios como suquitas e etíopes.

E tomou as cidades fortes que Judá tinha e veio a Jerusalém.

Então, veio Semaías, o profeta, a Roboão e aos príncipes de Judá que se ajuntaram em Jerusalém por causa de Sisaque e disse-lhes: Assim diz o Senhor: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei nas mãos de Sisaque.

Então, se humilharam os príncipes de Israel e o rei e disseram: O Senhoré justo.

Vendo, pois, o Senhor que se humilhavam, veio a palavra do Senhor a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve, lhes darei lugar de escaparem, para que o meu furor se não derrame sobre Jerusalém, pelas mãos de Sisaque.  

Porém serão seus servos, para que conheçam a diferença da minha servidão e da servidão dos reinos da terra.

Subiu, pois, Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém e tomou os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; levou tudo e também tomou os escudos de ouro que Salomão fizera.

E fez o rei Roboão em lugar deles escudos de cobre e os entregou nas mãos dos capitães da guarda que guardavam a porta da casa do rei (II Cr.12.1-10). 

Assim como a obediência trouxe prosperidade, a desobediência levou Roboão à ruína. A ruína começou com a invasão a Judá por Sisaque, rei do Egito. O ataque agípcio aconteceu durante o quinto ano do reinado de Roboão. O escrito sagrado declara que a razão para esse ataque foi a infidelidade de Roboão e com ele toda a nação. Infelizmente, Judá estava agindo exatamente como o povo do reino do Norte, onde Jeroboão havia abolido o culto ao SENHOR e estabelecido a idolatria a outros deuses. 

As cidades que Roboão havia fortificado foram capturadas por Sisaque (12.3,4). A perda de território estava sempre relacionada à punição de Deus. Em I Crônicas 10.7, a infidelidade de Saul resultou na perda do território para os filisteus.

Diante da desobediência da nação de Judá, Deus envia o profeta Semaías com uma palavra de repreenção ao rei e aos líderes de Judá dizendo: Assim diz o SENHOR: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei nas mãos de Sisaque (12.5). Roboão e os líderes reagiram positivamente à palavra profética, eles se humalharam e disseram: "O SENHOR é justo" (12.6). Diante do reconhecimento do seu erro e de sua humilhação perante o SENHOR, o profeta retorna com uma mensagem de misericórdia da parte de Deus: Vendo, pois, o SENHOR que se humilharam, veio a palavra do SENHOR a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve, lhes darei lugar de escaparem, para que o meu furor se não derrame sobre Jerusalém, pelas mãos de Sisaque (12.7). Aqui nós aprendemos que: Quando nos arrependemos e nos humilhamos diante de Deus, o Senhor perdoará os nossos delitos e nos restaurará à sua graça, e Ele poderá até mesmo reduzir o castigo que teríamos de sofrer. 

O ato de humilhação e reconhecimento de Roboão resultou apenas numa libertação parcial (12.8). Roboão não foi morto, mas foi humilhado por Sisaque, rei do Egito. Os tesouros do templo e do palácio foram tomados e também os escudos de ouro (12.9). Roboão teve de substituir os escudos de ouro colocados ali por Salomão, por escudos de bronze, um metal de valor bem menor (12.9-11). 

ESCUDOS DE OURO.

Escudos de ouro representava a realeza e a glória da nação de Judá. Quando o rei do Egito tomou todos os tesouros e os escudos de ouro de Salomão, isto reduziu a nação de Judá à mera sombra de sua glória passada. Isto significa dizer: Se os nossos escudos são de ouro, temos a glória da presença de Deus em nós e sobre nós. Porém, quando os perdemos, somos reduzidos a uma vida de aparência, sem a glória da verdadeira presença de Deus.

ESCUDOS DE BRONZE.

Quando Sisaque, rei do Egito, tomou os escudos de ouro de Salomão. Roboão teve de substituir os escudos de ouro colocados ali por Salomão, por escudos de bronze, um metal de valor bem menor. 

Escudos de bronze reprensentam algo de valor bem menor. Escudos de bronze era a terceira categoria entre os metais: (1) Ouro. (2) Prata (3) Bronze. 

No sentido espiritual, substituir os escudos de ouro por escudos de bronze, significa dizer que, desobedecemos e perdemos a comunhão com Deus. Também implica em dizer que somos reduzidos a terceiro plano e ficamos vulneráveis aos ataques do Inimigo. 

Diante desta triste substituição dos escudos de ouro pelos escudos de bronze feita pelo rei Roboão e desta aplicação para nossa vida espiritual com Deus, surge a pergunta que não quer calar: QUAIS SÃO OS TEUS ESCUDOS?

Que os nossos escudos sejam sempre de ouro e nunca venham a ser substituidos por escudos de bronze. Que a glória e a presença do Senhor esteja sempre em nossas vidas e que nunca venhamos a perdê-la e ficarmos vulneráveis aos ataques de Satanás (representado em Sisaque, rei do Egito). 

O texto sagrado diz: E, humilhando-se ele, a ira do SENHOR se desviou dele, para que não o não destruísse de todo, porque ainda em Judá havia boas coisas (12.12).

Roboão começou a reinar bem, mas terminou mal, a sua humilhação perante Deus foi verdadeira, mas ele não tinha um coração voltado para buscar ao SENHOR. 

O cronista resume a história do rei Roboão dizendo: Fortificou-se, pois, o rei Roboão em Jerusalém e reinou. Ora, Roboão era da idade de quarenta e um anos quando começou a reinar; e dezessete anos reinou em Jerusalém, a cidade que o SENHOR escolheu dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita. E fez o que era mau, porquanto não preparou o coração para buscar o SENHOR. E Roboão dormiu com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar (12.13,14,16). Roboão faleceu com 58 anos de idade, não deixando um bom legado nem um bom testemunho de fé e obediência ao SENHOR.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Últimos Dias - Tempos Difíceis.


Nestes últimos dias, estamos vivendo uma época de grande declínio moral e espiritual sem precedentes na história da humanidade. A humanidade se degenera cada vez mais no pecado, entregando-se aos prazeres ilícitos, vivendo de modo egoísta sem se importar com o seu semelhante. A religião para muitos tornou-se uma pratica hipócrita, onde muitos tentam viver de forma dissimulada e politicamente correto. Nesta época de tempos difíceis, muitos preferem dissimular o pecado e nunca confrontá-lo, muitos preferem viver um evangelho de conveniências, um evangelho sem cruz, sem renúncia e sem compromisso com a Palavra de Deus. 

O TESTEMUNHO DE JESUS.

Jesus disse que os últimos dias seriam marcados por um aumento das iniquidades e diminuição do amor:

No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos (Mt 24.3-12).

Jesus disse que os últimos dias seriam semelhantes aos dias de Noé e de Ló:

Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem (Mt 23.36-39).

Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e de igual modo quem estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló (Lc 17.26-32).

O TESTEMUNHO DE PAULO

Paulo disse que os últimos dias seriam tempos difíceis.

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes (2Tm 3.1-5).

Paulo descreve a geração dos últimos dias afirmando que as pessoas terão 19 tipos de comportamentos imorais:

1) Egoístas, no grego philautoi. 

São pessoas que buscam unicamente seu próprio interesse egoísta, são amante de si mesmo, sem se importar com ninguém.

2) Avarentos, no grego philargyroi. 

São pessoas avarentas, amantes de riquezas, do dinheiro e materialistas ao extremo.

3) Jactanciosos, no grego alazones. 

São pessoas soberbas, arrogantes, alguém cheio de pretensões, cheias de si mesmas, que se acham acima da média.

4) Arrogantes, no grego hyperefanoi. 

Alguém que pensa de si mesmo sem moderações e modéstia, alguém que tem elevadíssima consideração a respeito de si mesmo ou de suas possibilidades, que não considera a opinião do seu próximo.

5) Blasfemadores, no grego blasphēmoi.

São pessoas que falam mal de autoridades em geral, caluniadores, maldizentes, zombadores e cheios de maldades.

6) Desobedientes aos pais.

São pessoas que transgridem ordens dos seus pais, vivendo a sua própria lei sem se importar em honrar pai e mãe.

7) Ingratos, no grego acharistoi.

São pessoas que não sabem agradecer, que não agradecem por nada, acham que merecem e ainda diz: "Me deu porque quis, eu não pedir".

8) Irreverentes, no grego anosioi.

São pessoas profanas, ímpias, perversas, que não respeita nada, nem o profano, nem o sagrado.

9) Desafeiçoados, no grego asplanchnoi.

São pessoas sem afeição natural, incapazes de amar, desumanas, antissociais, frias e sem amor ao próximo.

10) Implacáveis, no grego adiallaktoi.

São pessoas incapazes de perdoar e também de admitir que estejam erradas, não perdoa nem pede perdão, acham sempre que estão certas.

11) Caluniadores, no grego sykophantai/diaboloi.

São pessoas que têm atitudes diabólicas, propensas a criar e espalhar calúnias entre os irmãos e as pessoas em geral.

12) Sem domínio de si, no grego akrateis.

São pessoas que não têm controle sobre si mesmas, sem domínio próprio, intemperantes, sem sobriedade, de difícil convivência social.

13) Cruéis, no grego anēmeroi.

São pessoas que agem como animais selvagens, ferozes, uma besta selvagem, sem piedade e afeto natural.

14) Inimigos do bem, no grego aphilagatoi.

São pessoas que se opõem a Deus e aos homens, buscam o mal de todos sem se importar com as consequências.

15) Traidores, no grego prodotai.

São pessoas que traem, não cumprem suas promessas e viram-se contra os que confiam nelas; são desconfiadas com tudo e com todos.

16) Atrevidos, no grego propeteis.

São pessoas precipitadas, imprudentes, sem ponderação, que agem por impulso, sem refletir.

17) Enfatuados, no grego tetyphōmenoi.

São pessoas insolentes, soberbas, altivas, orgulhosas, cheias de si mesmas.

18) Mais amigos dos prazeres que amigos de Deus. 

São pessoas afeiçoadas aos prazeres, que vivem em busca do prazer a todo custo, o prazer pelo prazer, o prazer inconsequente, sem se importar com o futuro, vivem o aqui e agora. 

19) Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder, no grego eusebias, ērnēmenoi.

São pessoas que nutrem uma fachada religiosa, falsa espiritualidade e religiosidade, vivendo na hipocrisia.

Paulo afirma que a geração dos últimos dias será afeiçoada às riquezas. Ela servirá a Mamon e não a Deus.

O problema não é possuir riquezas, é ser possuído por elas. Paulo exorta Timóteo quanto a isso: Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores (1Tm. 6.10).

O apego ao prazer será mais uma modalidade dos últimos dias. Para Paulo a geração dos últimos dias será afeiçoada aos prazeres. Ela buscará o prazer a todo custo, o prazer pelo prazer, o prazer inconsequente. Muitos serão praticantes do hedonismo.

Hedonismo é um estilo de vida caracterizado pela busca do prazer como o bem supremo da vida humana. Uma busca excessiva pelo prazer, como finalidade última da existência humana.

A pergunta é: Como nós igreja do Senhor, devemos viver nesses últimos dias? 

Devemos viver debaixo da graça de Deus, aguardando a bendita esperança da iminente volta de nosso Senhor Jesus Cristo.

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.

Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tito 2:11-13). Amém! 

A visão bíblica escatológica prenuncia que antes do arrebatamento haverá tempos difíceis, marcados por apostasias, escandalos e grande decadência moral e espiritual.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

4 CILADAS DO DIABO CONTRA NEEMIAS.

 

Ciladas são armadilhas que Satanás arma contra os servos de Deus, principalmente contra aqueles que estão realizando a Obra de Deus. Neemias estava cercado de inimigos internos e externos. Além de Sambalate, Tobias e Gesém, ainda havia os asdoditas (Ne.4.7,8). Assim, Sambalate estava ao norte, Tobias a leste, os asdoditas a oeste e Gesém ao sul. Mas todas estas oposições caíram por terra diante da ação soberana de Deus. Sem dúvida alguma, Neemias desempenhou o papel de um grande estrategista, mas foi Deus quem realizou tudo por meio de sua providência. Foi o SENHOR quem frustrou os desígnios de Sambalate, Tobias, Gesém e dos demais opositores aliados. Os muros foram reconstruídos em 52 dias, e o povo de Deus experimentou o reavivamento. Depois a Festa dos Tabernáculos também foi celebrada (Ne.6:15; 8:1ss). As figuras de Sambalate, Tobias e Gesém são mais uma prova de que nenhuma oposição inspirada por Satanás é capaz de frustrar os planos do SENHOR, Deus Todo-Poderoso.

1) DISTRAÇÃO.

Sucedeu mais que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, Sambalate e Gesém enviaram a dizer: Vem, e congreguemos-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? E da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi (Ne.6.1-4).

Depois de várias tentativas frustradas, Sambalate e seus aliados, vendo que a reconstrução do muro estava praticamente acabada, tentaram impedir com mais uma investida maligna; mandaram cartas para Neemias o convidando para uma reunião. Porém, Neemias percebeu que seria uma armadilha para distrai-lo e impedi-lo de terminar a reconstrução do muro. Insistiram em querer fazer uma falsa aliança com Neemias, e, por quatro vezes lhe enviaram cartas com a mesma mensagem: "Vem, e nos reuniremos nas aldeias, no vale de Ono". E, por quatro vezes Neemias respondeu: "Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco"?

Aqui nós aprendemos que, quem estar comprometido com a obra de Deus, não tem tempo a perder com os inimigos da obra. Quem tem aliança com DEUS, não precisa fazer aliança com os ímpios. Quem faz aliança com os ímpios, torna-se semelhante a eles.

2) CALÚNIAS.

Então, na quinta vez, Sambalate mandou-me um dos seus homens de confiança com a mesma mensagem; ele tinha na mão uma carta aberta em que estava escrito: "Dizem entre as nações, e Gesém diz que é verdade, que você e os judeus estão tramando uma revolta e que, por isso, estão reconstruindo o muro. Além disso, conforme dizem, você está na iminência de se tornar o rei deles, e até nomeou profetas para fazerem em Jerusalém a seguinte proclamação a seu respeito: "Há um rei em Judá! Ora, essa informação será levada ao rei; por isso, vamos conversar". Eu lhe mandei esta resposta: Nada disso que você diz está acontecendo; é pura invenção sua. Estavam todos tentando intimidar-nos, pensando: "Eles serão enfraquecidos e não concluirão a obra". Eu, porém, orei pedindo: Fortalece agora as minhas mãos! (Ne.6.5-9 NVI).

Neemias considerava a obra de Deus mais importante que qualquer outra coisa, e ele não queria jogar fora seu precioso tempo. Satanás vai usar alguém para fazer convites na intenção de nos desviar da obra do Senhor, ele vai insistir de todas as maneiras.

Se não considerarmos a obra de Deus como prioridade iremos aceitar as propostas de Satanás, ao menos que façamos como Neemias, que respondeu: "Estou fazendo grande obra".

A carta caluniosa foi lida em público com o objetivo de fazer com que ele fosse até Ono para esclarecer os fatos, e assim a obra seria interrompida. Queriam manchar o seu caráter e minar sua autoridade, dizendo que ele havia comprado os profetas para falarem dele ao povo e proclamá-lo rei.

Quando estamos em plena atividade fazendo a obra de Deus, com certeza sofreremos oposição. Satanás vai tentar nos caluniar, usando pessoas para julgar nossos motivos e intenções. Mas a calúnia não teve força para fazer Neemias largar mão da obra. Com você não será diferente, Satanás sempre vai investir contra, para lhe fazer parar, mas "Deus fortalecerá suas mãos e lhe ajudará a vencer".

3) MENTIRA.

Um dia fui à casa de Semaías, filho de Delaías, neto de Meetabel, que estava trancado porta adentro. Ele disse: "Vamos encontrar-nos na casa de Deus, no templo, a portas fechadas, pois estão querendo matá-lo; eles virão esta noite". Todavia, eu lhe respondi: Acha que um homem como eu deveria fugir? Alguém como eu deveria entrar no templo para salvar a vida? Não, eu não irei! Percebi que Deus não o tinha enviado, e que ele tinha profetizado contra mim porque Tobias e Sambalate o tinham contratado. Ele tinha sido pago para me intimidar, a fim de que eu cometesse um pecado agindo daquela maneira, e então eles poderiam difamar-me e descreditar-me.

Lembra-te do que fizeram Tobias e Sambalate, meu Deus, lembra-te também da profetiza Noadia e do restante dos profetas que estão tentando me intimidar (Ne.6.10-14 NVI).

Com os seus planos frustrados mais uma vez, Sambalate cria uma nova estratégia para tentar desmoralizar Neemias. A nova estratégia foi contratar um falso profeta chamado Semaías, para profetizar mentiras a Neemias, afim de atemoriza-lo com ameaças de morte. A intenção da falsa profecia, era convencer Neemias a entrar no templo para que cometesse um grave pecado por está no lugar santo, onde só os sacerdotes poderiam ter acesso. Assim ele seria acusado de ter cometido um sacrilégio e poderia ser sentenciado a morte, segundo prescrevia a Lei (Nm.18.6,7).

Embora Semaías supostamente fosse profeta, Neemias discerniu a profecia ao avaliar a sugestão em buscar refúgio no templo, visto que, a Lei prescrevia que somente os que trabalhavam no templo tinham permissão para entrar no lugar santo (Nm.18.6,7). Qualquer profecia que contradiz a profecia escrita, a palavra de Deus, é falsa. Por isso Neemias percebeu que era uma falsa profecia e disse: Não, eu não irei! Percebi que Deus não o tinha enviado, e que ele tinha profetizado contra mim porque Tobias e Sambalate o tinham contratado. Ele tinha sido pago para me intimidar, a fim de que eu cometesse um pecado agindo daquela maneira, e então eles poderiam difamar-me e descreditar-me (11-13). Aqui nós aprendemos o quanto Satanás é astuto, ele se utiliza da nossa própria religião para tentar nos destruir. Portanto, devemos estar vigilante e conhecermos a palavra de Deus, para não sermos enganados pelas mentiras de Satanás.

4) TRAIÇÃO.

E também, naqueles dias, os nobres de Judá estavam enviando muitas cartas a Tobias, que lhes enviava respostas. Porque muitos de Judá estavam comprometidos com ele por juramento, visto que era genro de Secanias, filho de Ara, e seu filho Joanã havia se casado com a filha de Mesulão, neto de Berequias. Até ousaram elogiá-lo na minha presença e iam contar-lhe o que eu dizia. E Tobias continuou a enviar-me cartas para me intimidar (Ne.6.17-19 NVI).

Por fim, Tobias coloca espiões no meio do povo, eles ouviam de Neemias e comunicavam a Tobias e aos nobres de Judá. Os espiões de Tobias coletavam informações da situação em Jerusalém e do andamento da obra e repassavam para os nobres de Judá.

A obra de Satanás é semear discordia e traição no meio do povo de Deus.

Geralmente a traição surge no meio dos nossos próprios irmãos. Porque quem trai não é o inimigo, mas o "amigo" aquele em quem confiamos e confidenciamos segredos. No meio da comunidade dos que haviam regressado da Babilônia, havia agentes inimigos que estavam traindo o seu povo por conta de interesses mesquinhos. Infelizmente, esta pratica de traição continua até hoje no meio do povo de Deus. Mas Deus conhece os corações, e os traidores colherão os frutos das suas traições e terão um amargo fim.

Quando o SENHOR está conosco, de nada vai adiantar Satanás armar suas ciladas e lançar tropeços para tentar nos parar. Portanto, confie no SENHOR, e todas as investidas do Diabo não prosperará contra sua vida, sua família e seu ministério. Amém! 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

QUATRO NOMES DE DEUS NO SALMO 91.


Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei (Sl.91.1,2).

O salmo 91 é dos salmos mais conhecido, este salmo faz parte do grupo dos anônimos, que somam 50 salmos. Muitos consideram o salmo 91 como sendo o salmo mais poderoso dos 150 salmos. Há pessoas que deixam a sua Bíblia aberta no salmo 91, seja na cabeceira da sua cama ou na sala de sua casa. Na verdade, esta pratica está mais para uma superstição do que um ato de fé. Na verdade, todos os salmos são poderosos, porque todos foram inspirados por Deus, porém cada um têm suas mensagens específicas. 

Os quatro nomes de Deus vistos neste salmo descrevem diferentes aspectos da sua proteção.

1) ALTÍSSIMO.

Deus Altíssimo, significa dizer: Aquele que está acima de tudo e de todos; Aquele que rege e domina sobre todas as coisas. 

No hebraico é Elyon, que significa o Supremo, Aquele que está acima de tudo e de todos, o mais elevado.

Este termo "Altíssimo" aparece duas vezes no salmo 91:

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo... (v.1)

O Altíssimo é a tua habitação (v.9).

Este nome Deus Altíssimo aparece quatro vezes em Gênesis, quando Melquesedeque que era sacerdote do Deus Altíssimo veio ao encontro de Abrão (Gn.14.18-20,22).

Altíssimo também demonstra que Ele é Criador dos céus e da terra, e que Ele é maior do que qualquer ameaça ou perigo que venhamos a enfrentar. 

2) ONIPOTENTE.

Onipotente porque Ele tem todo o poder, isto implica em dizer que Ele é o El-Shadai, Deus Todo-poderoso. Aquele que é suficiente e capaz de prover e proteger.

Aquele está à sombra do Onipotente, descansará seguro, porque está à sombra do Todo-poderoso, que nos guarda e nos protege de qualquer inimigo que porventura venha para nos destruir.

3) SENHOR.

SENHOR, no original hebraico corresponde a JEOVÁ. Este nome aparece três vezes neste salmo, duas de forma explícita (vv.2,9) e uma de forma implícita (v.14). Este nome nos garante a sua presença em todas as circunstâncias da nossa vida. Ele é o SENHOR que cuida do seu povo e protege todos os crentes que nEle confia.

Também é identificado como o nome pessoal de Deus, que significa "Eu Sou", o Deus que está presente e é fiel ao Seu povo.

4) MEU DEUS.

Deus, muitas vezes aparece no texto sagrado no hebraico como "Eloah" ou "Elohim", que é o plural de Eloah.

Este é um termo mais geral para Deus, indicando o Criador, o Poderoso criador de todas as coisas.

Quando o salmista diz; "Meu Deus", expressa a verdade de que Deus torna-se íntimo, achegado, daqueles que nEle confiam. Amém! 

domingo, 4 de janeiro de 2026

A MULHER DE LÓ. Apenas Olhou Para Trás.

 

E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti... 

E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal (Gn.19.17,26).

A esposa de Ló não levou a sério a ordem específica do anjo, e por não obedecer morreu, ficando convertida em uma estátua de sal. Certamente o seu coração ainda estava preso aos prazeres de Sodoma. Passado cerca de três mil anos deste acontecimento, Jesus nos adverte: "Lembrai-vos da mulher de Ló" (Lc.17.32). O erro trágico da mulher de Ló foi pôr seu coração numa cidade onde havia uma sociedade pervertida e inimiga de Deus. Ela olhou para trás porque o seu coração continuava em Sodoma. Cada crente deve pergunta para si mesmo: Meu coração está ligado às coisas terrenas ou está ligado as coisas do céu, aguardando a bendita esperança da volta de Jesus? Jesus disse: "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mt.6.21). Se o nosso alvo é o céu, devemos inclinar nosso coração para coisas que são de cima. A mulher de Ló saiu de Sodoma mas o seu coração continuou na cidade. De nada adianta sair do Egito e continuar desejando as coisas do Egito. O povo saiu do Egito, mas o Egito não saiu do povo.

A mulher de Ló foi alvo da misericórdia de Deus, mas por preferir desobedecer a ordem do anjo, teve um fim trágico. Ao contrário da mulher de Ló, Ló e suas filhas obedeceram a ordem do anjo e chegaram no monte sã e salvos. Que o nosso alvo seja sempre olhar para Jesus, Autor e consumador da nossa fé. Amém! 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

EBEDE-MELEQUE, O Homem Que Deus Lembrou.

Ebede-Meleque não é exatamente um nome próprio, é um título. Significa “servo do rei”. A Escritura não registra sua genealogia, não informa sua linhagem nem seu nome. A informação que temos é que ele era estrangeiro, um aflicano de origem etíope, alguém fora do centro religioso e político, invisível para muitos, mas atento aos acontecimentos, não aceitando o que era injusto.

Quando Jeremias foi lançado numa cisterna para morrer, os líderes se calaram, os homens de autoridade se omitiram e o povo seguiu a multidão. Mas o servo do rei decidiu não normalizar a maldade. Ele foi até o rei e disse com clareza: “Esses homens fizeram mal em tudo quanto fizeram a Jeremias” (Jr.38.8,9). O etíope não faz um longo discurso a favor de Jeremias. Simplesmente declara que agiram mal para com o profeta Jeremias.

O servo sem nome tornou-se um porta-voz e um intercessor. Diante da intercessão do etíope, o rei Zedequias muda de posição e dar ordem a Ebede-Meleque mandando-o levar trinta homens consigo e tirar a Jeremias do calabouço (Jr.38.10,11).

Ebede-Meleque desceu cordas, juntamente com trapos velhos para não ferir o corpo do profeta, e com os trinta homens, puxaram a Jeremias da cisterna profunda e o tiraram do calabouço (Jr.38.12,13). A Bíblia faz questão de registrar esses detalhes porque Deus observa como alguém age quando ninguém está vendo. 

Então, depois de cumprir a missão, o anônimo sai de cena, e não ouvimos mais falar dele. Entretanto, o SENHOR se lembrou dele e lhe enviou uma mensagem de salvação por meio do profeta Jeremias (Jr.39.15-18). A Palavra veio diretamente a ele: “Eu te livrarei… porque confiaste em mim” (39.18). O estrangeiro foi lembrado. O servo foi guardado e protegido pelo SENHOR. O homem que salvou uma vida no oculto foi honrado publicamente pelo céu.

Mais tarde, quando Jerusalém caiu, quando tudo foi destruído e muitos nomes conhecidos pereceram, Deus fez questão de preservar aquele homem sem nome, sem fama, sem destaque, mas que foi conhecido no céu por sua atitude de fé e coragem.

A história de Ebede-Meleque prova que Deus não se move por títulos, status ou fama, mas por caráter. Que agir com justiça pesa mais que vida religiosa. Que coragem e fé vale mais que posição. Há pessoas que aparecem muito, mas nada fazem para mudar situações e libertar pessoas para servirem ao Reino de Deus.

Ebede-Meleque não tinha um nome conhecido entre os homens, mas foi conhecido no céu e recompensado por Deus. Amém! 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ELISEU DECIDIU QUEBRAR AS PONTES.


Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que estava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; e ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou a sua capa sobre ele. 

Então, deixou ele os bois, e correu após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. E ele lhe disse: Vai e volta; porque que te tenho eu feito?

Voltou, pois, de atrás dele, e tomou uma junta de bois, e os matou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram.

Então, se levantou, e seguiu a Elias, e o servia (I Reis, 19.19-21).

Eliseu provavelmente era um agricultor vindo de família próspera, já que possuía 12 parelhas ou 24 bois, que trabalhavam em conjunto com os equipamentos de arar. Quando ele foi encontrado por Elias, estava conduzindo a última parelha, possivelmente no final das atividades do dia.

Sendo um trabalho pesado e braçal, podemos imaginar que Eliseu estava bem cansado. E o que isso nos revela? Que Deus estava chamando um homem bastante ocupado e comprometido com suas responsabilidades.

Então, o excesso de trabalho não pode ser uma desculpa para nos desviarmos da missão que Deus preparou para cada um de nós. Na Bíblia, vemos que Deus sempre chama os trabalhadores, aqueles que estão ocupados.

ELISEU SE DESPEDE DE SEUS PAIS.

A despedida aos pais não significa desfazer os laços familiares de amor e de respeito, mas desapegar de tradições ou ocupações diárias da família para investir mais tempo em sua missão.

Enquanto muitos colocam a família na frente de tudo, Eliseu a deixou para priorizar Deus em sua vida. Há mais exemplos na Bíblia sobre essa atitude – como Abraão que deixou a sua terra, os seus parentes e a casa de seu pai por obediência a Deus. (Gênesis 12.1)

Tanto Eliseu quanto Abraão aceitaram seu ministério e a vontade de Deus para suas vidas. Eles continuaram amando e honrando seus pais, mas colocaram Deus em primeiro lugar.

ELISEU MATOU SEUS BOIS.

Quando Eliseu decidiu matar todos os bois, primeiro ele se mostrou decidido a abandonar seu trabalho para aceitar seu ministério e, segundo, o texto diz que ele ofereceu a carne ao povo, o que parece ser uma oferta de agradecimento e uma festa de comemoração.

Em nosso tempo, chamaríamos isso de culto de ação de graças seguido de uma boa churrascada. Em nenhum momento, lemos na Bíblia que Eliseu estava triste ou com receio de abandonar tudo para seguir Elias.

ELISEU QUEIMOU SEUS EQUIPAMENTOS DE TRABALHO.

O arado era a ferramenta de trabalho de Eliseu. Conforme a Bíblia, vimos que o profeta queimou todo o equipamento de madeira para preparar a carne para o povo comer. Agindo assim, ele estava eliminando qualquer possibilidade de voltar à velha vida.

A decisão dele foi única e ele deixou claro que não olharia para trás. Diferente de Pedro e alguns discípulos que decidiram voltar a pescar depois da morte física de Jesus.

O retorno foi possível porque o barco ainda estava lá. Mas, no caso de Eliseu, se decidisse voltar atrás, não encontraria mais o seu arado, nem os seus bois.

A frase "Eliseu decidiu quebrar as pontes" é uma expressão idiomática moderna, não um evento bíblico literal. Mas se refere à atitude de Eliseu de romper completamente com seu passado ao aceitar o chamado de Deus. 

Embora a Bíblia não use a expressão "quebrar as pontes", ela descreve uma ação simbólica de Eliseu que tem esse mesmo significado. Quando o profeta Elias o chamou para ser seu sucessor, a narrativa bíblica diz que Eliseu: 

Matou a sua parelha de bois.

Usou o equipamento de arar como lenha para cozinhar a carne dos bois.

Serviu a carne ao povo.

Esse ato de Eliseu demonstrou um compromisso total e irreversível com sua nova vocação, mostrando que ele não tinha intenção de voltar à sua vida anterior como agricultor. "Quebrar as pontes" tornou-se uma metáfora para decisões em que não há caminho de volta, exigindo dedicação exclusiva ao chamado de Deus.

ELISEU PARTIU COM ELIAS PARA SUA MISSÃO DE APRENDIZ DE PROFETA.

Não há muitos detalhes sobre o treinamento de Eliseu como profeta, mas a Bíblia deixa claro que ele não largava Elias por nada. Eliseu estava sempre servindo o profeta Elias e observando seus passos, até o dia da sua chamada definitiva de profeta.

CONCLUSÃO:

Vimos na figura de Eliseu um homem decidido e corajoso. Sua história serve de exemplo até os nossos dias e nos faz refletir sobre “quem somos” e qual é a “nossa missão” nessa terra. Todas as pessoas, no decorrer de suas vidas, são chamadas por Deus para exercer um ministério. Deus tem uma missão para cada um de nós.

A capa já foi lançada sobre os seus ombros? Se a sua resposta for “sim”, você já se preparou para abandonar a velha vida e seguir um novo tempo com Deus? Lembre-se que antes de todo começo, existe um fim.

Se você vive um momento de decisão entre o velho e o novo, saiba que é tempo de despedir-se do que você tem agora. Talvez seja tempo de fazer uma “fogueira simbólica” e queimar aquilo o que te impede de seguir o seu chamado. Deixar a “zona de conforto” pode exigir alguns sacrifícios, mas ao final do caminho, vai valer a pena.

Muitas vezes, é preciso abrir mão de tudo o que temos para tomar posse do que Deus preparou para nós. Pense nisso!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O ANO EXTRAORDINÁRIO.


Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles (Atos, 19.11,12). NVI

Paulo foi um homem extraordinário, que viveu o extraordinário de Deus em sua vida. Diante das suas experiências com Deus, Paulo chega a declarar: Ora, Àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera (Ef.3.20). Aqui Paulo está dizendo que, Deus fará por nós, não somente mais do que desejamos e pedimos em oração, como também mais do que a nossa imaginação possa alcançar. Ele expressa a capacidade ilimitada de Deus de agir e nos surpreender com bênçãos muito além da nossa compreensão ou dos nossos pedidos. Esta promessa é condicionada ao grau da presença, poder e graça do Espírito Santo em nossa vida. Sobre a ação de Deus em nossa vida, Paulo diz: "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (Fp.2.13). A graça de Deus nos favorece operando a sua boa vontade em nossa vida. 

Se você quer viver um ano extraordinário, você precisa começar pela sua vida. Sempre existe algo em nós que precisa melhorar, tanto na área física, mental, social, profissional, espiritual... Quando nós fazemos a nossa parte, com certeza Deus faz a sua para nos beneficiar. Deus vai entrar com seu poder extraordinário em nossa vida, quando tudo parecer perdido, portas fechadas e beco sem saída. Deus é especialista em agir quando o homem diz ser impossível. Muitas vezes Deus opera segundo a nossa fé, porém, há casos que Ele faz por si mesmo, por causa da sua grande misericórdia para conosco. 

Para o ano ser extraordinário, precisamos fazer o que nunca fizemos; precisamos fazer o que ninguém faz; precisamos se possível surpreender Deus com boas ações e boas atitudes (apesar de que a Deus ninguém surpreende). 

No ano extraordinário, precisamos de coisas novas da parte de Deus.

O ano extraordinário, será um ano de mudanças interior e exterior em nossa vida.

DEZ COISAS MAIS NO ANO EXTRAORDINÁRIO:

1) Mais oração.

2) Mais intimidade com Deus.

3) Mais leitura e meditação da Palavra.

4) Mais humildade.

5) Mais sabedoria.

6) Mais amor.

7) Mais consagração a Deus.

8) Mais trabalho no Reino de Deus.

9) Mais graça de Deus.

10) Mais unção do Espírito.

Podemos declarar pela fé: Este ano de 2026 será o ano em que viverei o extraordinário de Deus em todas as áreas da minha vida. 

Se prepare para viver o extraordinário. Amém! 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

PELICANO NO DESERTO.


Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como uma coruja nas solidões.

Velo e sou como o pardal solitário no telhado (Salmos, 102.6,7).

Neste salmo Davi derrama a sua alma perante o SENHOR e expressa seus problemas e afliçoes pessoas, fazendo também um paralelo com a situação da nação de Israel. Parece ter escrito este salmo algum tempo depois que Jerusalém foi levada ao cativeiro pelos babilônios. Sua cidade amada foi reduzida a escombros, o que explica a referência a pedras e pó (v.14). Davi tem esperança na libertação da nação de Israel, e antevê o reavivamento e a cura de seu povo (vs.13-22). Por fim, Davi acredita que, mesmo com suas limitações e flagilidades, Deus pelejará por ele e a favor do seu povo.

Neste salmo Davi utiliza uma linguagem metafórica quando compara a sua situação adversa com três tipos de aves: (1) O pelicano. (2) A coruja. (3) O pardal. 

Fazendo comparações metafóricas, Davi diz:

Sou semelhante ao pelicano no deserto.

Sou como a coruja entre as ruínas.

Sou como o pardal solitário no telhado.

INFORMAÇÕES SOBRE O PELICANO.

O pelicano é uma ave aquática marcante, conhecida pelo seu bico longo com uma bolsa gular elástica usada para pescar peixes, que coleta junto com água, escorrendo o excesso para comer o alimento. Sociáveis, vivem em bandos, voam em formações e podem ser encontrados em diversos habitats aquáticos, sendo a única ave com o bico mais longo do mundo. Existem sete espécies, variando em cor (branco, cinza, marrom) e tamanho, e se alimentam principalmente de peixes, podendo viver mais de 25 anos. 

A expressão bíblica "Sou semelhante ao pelicano no deserto", não corresponde a realidade do habitat natural do pelicano. Todavia, o salmista expressa uma situação extrema quando não há como sobreviver no seu habitat natural. Isto expressa sentimentos de desolação, solidão e angústia. Quando estamos passando por situações que forgem a nossa realidade, quando chegamos ao extremo e chegamos a lugares inóspto na esperança de sobreviver. Mas confiamos e acreditamos que Deus está nas fontes de águas e também na sequidão do deserto.

INFORMAÇÕES SOBRE A CORUJA.

As corujas são aves de rapina da ordem Strigiformes, conhecidas por suas adaptações evolutivas excepcionais para a vida noturna. Existem mais de 200 espécies no mundo, sendo que o Brasil abriga pelo menos 22 delas. 

Características Físicas e Habilidades

Visão Noturna: Possuem olhos tubulares e fixos que captam luz com eficiência extrema, permitindo que vejam em quase total escuridão. Por serem fixos, a coruja compensa a falta de movimento ocular girando o pescoço em até 270 graus.

Audição Aguçada: Muitas espécies têm orelhas assimétricas e um "disco facial" (penas ao redor do rosto) que funciona como um funil, direcionando sons mínimos de presas para os canais auditivos.

Voo Silencioso: Penas com bordas especiais quebram o fluxo de ar, permitindo que elas voem sem fazer barulho e surpreendam suas presas.

Anatomia: Possuem bico curvo e garras fortes. Seu peso varia de 60g a mais de 1kg, dependendo da espécie. 

Geralmente são solitárias, tem habitos noturnos e territoriais, embora algumas espécies possam viver em pequenos grupos familiares.

A coruja em certas ocasiões se isola, ficando solitária nas ruínas, em lugares altos de difícil acesso. 

Diante da situação em que estava enfrentando, Davi sentindo-se desolado e solitário, declara: "Sou como uma coruja na solidão". Ao que parece, os amigos do salmista, e talvez até seus familiares, o haviam abandonado. Ele estava cercado de inimigos que dele escarneciam (v.8). Sentindo-se solitário ele busca refúgio em Deus e confia na sua misericórdia.

Assim também muitas vezes acontece conosco, quando nos sentimos desprezados e solitários temos Deus que nos ouve, nos consola e nos tira das ruínas e da solidão da alma.  

INFORMAÇÕES SOBRE O PARDAL.

O pardal é uma ave pequena, robusta, comum em ambientes urbanos e rurais do mundo todo, conhecido por sua plumagem marrom e cinza, com machos tendo um babador preto e coroa cinza, enquanto fêmeas são mais pálidas, com uma listra clara sobre o olho. Alimentam-se de sementes, insetos e restos de comida humana, vivem em bandos barulhentos e constroem ninhos em fendas de edifícios ou árvores, sendo uma espécie adaptável e cosmopolita, introduzida no Brasil por volta de 1906. 

Na sua angústia, Davi diz: Não consigo dormir; pareço um passáro solitário no telhado (Sl.102.7, NVI). O desolamento e a solidão nos leva a uma reflexão mais profunda. Nestas horas, geralmente procuramos a Deus em busca de consolo diante das lutas e aflições que enfrentamos. Todavia, Deus nosso Pai celestial, não abandona seus filhos, Ele vem ao nosso socorro e cura as feridas da nossa alma. Está escrito, que o SENHOR nos ouve e nos socorre no dia da angústia (Sl.20.1). Você não vai morrer neste deserto, Deus está te moldando e te ensinando, porque Ele tem coisas excelentes para te entregar e coisas novas a realizar em sua vida. Amém! 


sábado, 27 de dezembro de 2025

INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO.


Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.

O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas (Fp.3.18,19).

Esses inimigos eram, segundo a melhor interpretação, crentes professos que haviam deixado de seguir a verdade e estavam corrompendo o Evangelho com suas praticas imorais e falsos ensinos. Paulo chega a chorar, em saber que os que antes serviam a Cristo, agora tornaram-se inimigos da cruz de Cristo. Uma das razões da grandeza de Paulo era que ele possuía convicções firmes, cujo coração ficava muito intranquilo quando o evangelho era distorcido ou quando as pessoas a quem ele ministrava haviam deixado a fé. 

Nos dias atuais, não são poucos os inimigos da cruz de Cristo. Muitos deles estão rotulados de cristãos, mas são na verdade inimigos da cruz, usando falsos discursos de piedade. Paulo disse: E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade (II Tm.2.17-19).  

QUATRO CARACTERÍSTICAS DOS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO.

1) MUNDANISMO.

Focam nas coisas terrenas, prazeres, riquezas e fama, em vez das coisas do céu. 

2) HEDONISMO.

Vivem em busca dos prazeres carnais, seu deus é o próprio apetite e os desejos do corpo, vivendo para satisfazer a carne.

3) GLÓRIA HUMANA. 

São orgulhosos e glorificam o que deveria ser vergonhoso; buscam honra e glória terrena, contrariando a humildade da cruz de Cristo.

4) APOSTASIA.

Muitos deles em algum tempo professavam a fé seguindo a verdade, porém, apostataram e se voltaram contra ela, trocando o espiritual pelo carnal. Rejeitaram a cruz de Cristo e desprezaram o sacrifício de Cristo. Tornaram-se inimigos da cruz e foram em busca dos prazeres, riquezas e fama.

FINALIZANDO:

A cruz de Cristo representa a vitória sobre o pecado, a morte e o Diabo. Por causa do seu egoísmo e orgulho, os inimigos da cruz não conseguem ou não querem entender o poder da cruz de Cristo. 

Muitos não querem falar sobre a cruz, porque a cruz abate nosso ego e exalta a Cristo.

Enquanto os inimigos da cruz buscam satisfação terrena, o cristão verdadeiro, através da cruz, vive para Cristo, aguardando o Salvador e sua nova pátria no céu. Amém! 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

O PÃO VIVO.


Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo (Jo.6.51).

No capítulo 6 de João, Jesus faz uma declaração poderosa ao afirmar que Ele é o "pão vivo" que desceu do céu. Este conceito, para os ouvintes da época, carregava um significado profundo e desafiador. O pão, na cultura bíblica, simbolizava a necessidade básica para a sobrevivência, algo essencial para a vida. Jesus, ao se identificar como esse pão, estava oferecendo algo muito além daquilo que o pão físico poderia prover. Ele falava da vida eterna, que só pode ser alcançada por meio Dele através da sua morte na cruz.

O SIGNIFICADO DO PÃO NA CULTURA JUDAICA.

O pão na cultura judaica não era apenas um alimento simples. Ele era uma representação da provisão de Deus. Durante a jornada no deserto, o maná que caía do céu sustentava o povo de Israel, mostrando a fidelidade de Deus em prover o necessário para a vida. Jesus, ao se apresentar como o pão vivo, fazia referência àquela provisão divina, mas agora em um nível mais profundo: Ele era a verdadeira provisão espiritual para a humanidade.

O PROCESSO DA PREPARAÇÃO DO PÃO.

No tempo de Jesus, o processo de fazer pão envolvia três etapas essenciais: 

(1) PLANTAÇÃO. O grão precisava ser plantado e cultivado. 

(2) COLHETA. Após crescer e amadurecer a colheta dos grãos era feita.

(3) QUEBRA. O trigo precisava ser quebrado, e só então poderia ser moldado e levado ao forno. 

Esses três processos, levavam dias até chegar a ser o pão desejado que alimenta, isto simbolizava um processo de transformação. Da mesma forma, Jesus, como o pão vivo, passou por um processo de sofrimento e morte, para que pudesse oferecer a vida eterna a todos que n'Ele cresse. Assim como o grão de trigo precisa ser quebrado para dar vida a muitos, Jesus também foi "quebrado" em Sua morte na cruz para nos dar vida.

AS TRÊS CLASSES DE PESSOAS QUE RECEBIAM O PÃO VIVO.

No contexto cultural da época, o pão especial era dado a três tipos de pessoas: 

(1) Os enfermos. 

(2) As mulheres que haviam dado à luz. 

(3) Os soldados que retornavam da guerra. 

Vejamos o simbolismo de cada um desses grupos em relação a Jesus:

OS ENFERMOS. 

Assim como o pão era dado aos enfermos para restaurar a saúde, Jesus oferece Sua vida para curar nossas feridas espirituais e físicas. Ele é o Pão que pode nos restaurar, trazendo cura para nossa alma e nosso corpo.

AS MULHERES QUE HAVIAM DADO À LUZ. 

O pão dado às mulheres após o parto era um símbolo de renascimento e nova vida. Da mesma forma, Jesus é aquele que nos dá uma nova vida, um novo nascimento espiritual. Ele nos oferece o pão que nos faz nascer de novo, nos permitindo viver em uma nova dimensão de vida.

OS SOLDADOS QUE RETORNAVAM DA GUERRA.

O pão também era dado aos soldados que voltavam da batalha, como um símbolo de força e sustento. Jesus é o Pão que nos fortalece espiritualmente, nos capacitando a enfrentar as lutas e os desafios da vida. Ele é o Pão que nos dá a força para continuarmos na batalha da fé.

JESUS, O PÃO VIVO QUE SATISFAZ A FOME DA NOSSA ALMA.

Jesus, como o Pão Vivo, oferece algo muito mais valioso do que o alimento físico. Ele nos oferece Sua própria vida, para que possamos viver para sempre. Ele é o Pão que cura, restaura, renova e fortalece. Em Cristo, encontramos tudo o que precisamos para uma vida plena e eterna. Como os enfermos, as mulheres que deram à luz e os soldados que voltavam da guerra, todos nós, em nossas diversas necessidades, somos convidados a participar desse banquete espiritual que Jesus oferece.

Enquanto o pão físico sustenta o corpo, o Pão Vivo que é Jesus sustenta a alma. Muitas pessoas procuram satisfazer suas vidas com coisas temporárias, mas a verdadeira satisfação vem somente de Jesus. Assim como o pão nos mantém vivos fisicamente, Jesus nos mantém vivos espiritualmente. Ele é a única fonte que pode nos satisfazer plenamente. Amém! 

domingo, 21 de dezembro de 2025

O PREÇO DO DISCIPULADO.

Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: Se alguém vier a mime não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo.

Pois qual de vós, querendo edificar uma torre,não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz. Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu (Lc.14:25-33).

Jesus ensina que aquele que deseja segui-lo e ser seu discípulo, deve resolver primeiro se está disposto a pagar o preço da renúncia. O preço do discipulado verdadeiro é abrir mão de todos os relacionamentos que impeça de seguir a Cristo. Isto não significa que devemos abandonar tudo quanto temos, mas que tudo quanto temos deve ser colocado a serviço de Cristo e sob seu senhorio. 

E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me (Mc.8.34).

Jesus considera o mundo e a sociedade em que vivemos como "geração adúltera e pecadora". Todos os que procuram popularidade e boa aceitação nesta geração má, ao invéns de seguirem a Cristo, serão por Ele rejeitados na sua vinda (Mt.7.23; 25.41-46; Lc.9.26). 

A cruz de Cristo é símbolo de sofrimento e renúncia pessoal. Quando uma pessoa decide seguir a Cristo, deve negar-se a si mesmo e abraçar lutas, oposições e sofrimentos. 

Aceitar a Jesus como Senhor e Salvador requer não somente crer na veracidade do Evangelho, mas também assumir o compromisso de segui-lo com abnegação. Isto requer renúncia, deixar de viver para os seus próprios desejos egoístas. 

O preço do discipulado verdadeiro é abrir mão de todos os nossos prazeres mundanos e nos submetermos ao senhorio de Cristo.

A todos que perseverarem em seguir a Cristo fielmente, serão por Ele recompensado com a coroa da vida. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (Ap.2.10).

É melhor ser rejeitado pelo mundo e ser aceito por Cristo, do que ser honrado e aplaudido pelo mundo e rejeitado por Deus.

O célebre pregador Charles H. Spurgeon, pergunta:

“Você espera ser honrado em um mundo que teu Senhor foi crucificado?”

Com essa pergunta, Spurgeon confronta uma expectativa equivocada que muitas vezes se instala no coração do cristão: a ideia de que fidelidade a Cristo deveria resultar, naturalmente, em honra, reconhecimento e aceitação por parte do mundo.

A pergunta é intencionalmente desconcertante. O argumento é simples e profundamente bíblico: o mundo que rejeitou e crucificou o Filho de Deus não mudou em sua essência. Se Cristo, sendo perfeitamente justo, santo e cheio de graça, foi desprezado, caluniado e morto, não há base bíblica para esperar que seus seguidores sejam tratados com honra por permanecerem fiéis a Ele.

O próprio Jesus preparou seus discípulos para essa realidade:

Se o mundo os odeia, lembrem-se de que me odiou primeiro.

O mundo os amaria como um de seus próprios se vocês pertencessem a ele, mas vocês já não fazem parte do mundo. Eu os escolhi para que saíssem do mundo, e por isso o mundo os odeia. (Jo.15.18,19, NVT)

Aqui, Cristo estabelece um princípio fundamental do discipulado: a relação do mundo com o discípulo é determinada pela relação do mundo com o Mestre. A rejeição ao cristão não acontece principalmente por falhas pessoais, mas porque a vida fiel a Cristo expõe o pecado, confronta valores e proclama uma verdade que o mundo não quer ouvir.

Jesus continua dizendo:

Vocês se lembram do que eu lhes disse: O servo não é maior que o senhor. Visto que me perseguiram, também perseguirão vocês. Se tivessem obedecido ao meu ensino, obedeceriam ao de vocês. (Jo.15:20, NVT)

Spurgeon, portanto, não está promovendo um espírito de vitimismo, nem ensinando que o cristão deve buscar sofrimento ou desprezo. A Bíblia nos chama a manter um bom testemunho diante de todos (1 Pedro 2:12). Contudo, um bom testemunho não garante aceitação, especialmente quando o evangelho é anunciado com fidelidade.

O apóstolo Paulo confirma essa realidade ao afirmar:

De fato, todos que desejam viver de modo piedoso em Cristo Jesus serão perseguidos. (II Tm.3:12, NVT)

Viver piedosamente significa viver sob o senhorio de Cristo, com valores, palavras e atitudes moldados pelo evangelho. Em um mundo que ama as trevas, essa vida inevitavelmente provoca resistência.

Ainda assim, a Escritura ensina que essa oposição não é sinal de derrota, mas de participação na obra de Cristo:

Pois vocês receberam não apenas o privilégio de confiar em Cristo, mas também o privilégio de sofrer por ele. (Fp.1:29, NVT)

A pergunta de Spurgeon, portanto, redefine onde o cristão deposita sua esperança de honra. Se buscamos a aprovação do mundo, acabaremos comprometendo a verdade. Mas se buscamos agradar a Deus, estaremos preparados para suportar a rejeição, sabendo que a verdadeira honra não vem dos homens, mas do Senhor.

Como Paulo declarou:

Se meu objetivo ainda fosse agradar às pessoas, eu não seria servo de Cristo. (Gl.1:10, NVT)

O cristão vive entre a cruz e a glória. Agora, participa dos sofrimentos de Cristo; no futuro, participará da sua exaltação em glória.

Assim, Spurgeon nos lembra que esperar honra de um mundo que crucificou Cristo é esquecer quem é o nosso Senhor e qual é o caminho do verdadeiro discipulado.

E, visto que somos seus filhos, somos seus herdeiros. De fato, somos herdeiros junto com Cristo da glória de Deus. Mas, se quisermos participar da sua glória, também devemos participar de seu sofrimento. (Rm.8:17, NVT)

Concluimos que: Seguir a Cristo fielmente requer renúncia e levar a cruz até o fim. Porque a cruz precede a coroa, o sofrimento precede a glória e as lutas precede a vitória.

Em resumo, o preço do discipulado não é um valor monetário, mas um chamado à entrega total e incondicional em seguir a Jesus Cristo.

sábado, 20 de dezembro de 2025

O HOMEM DE DEUS E O PROFETA VELHO.


A história do "profeta velho e o homem de Deus" está em 1 Reis capítulo 13, onde um jovem profeta de Judá recebe uma ordem de Deus para ir a Betel, confrontar o rei idólatra Jeroboão, e depois voltar sem comer, sem beber nem pegar outro caminho. No entanto, um profeta velho de Betel induz o profeta novo ao erro, dizendo que um anjo o mandou chamá-lo de volta para comer, levando o jovem à desobediência, resultando em sua morte por um leão e um sepultamento fora do túmulo de sua família.  Este episódio destaca a importância da fidelidade à Palavra de Deus e os perigos dos falsos profetas que falam mentiras na intenção de levar os homens e mulheres de Deus à desobediência da Palavra.

O homem de Deus venceu a primeira tentação quando o rei Jeroboão o convidou a ir a sua casa alimentar-se e em seguida a receber um presente (13.7-10). Mas outra tentação estava por vir, dessa vez de um homem que parecia ser piedoso, pois é chamado de profeta velho (13.11). O profeta velho estava determinado a fazer o jovem profeta voltar e comer com ele em Betel. Montou num jumento e foi ao encontro do jovem. Encontrou-o descansando à sombra de uma árvore e tentou persuadi-lo a voltar e fazer uma refeição em sua casa. A princípio, o jovem se recusou a voltar a Betel e mencionou as instruções que havia recebido (13.14-17). O homem de Deus estava irredutível, mas o profeta velho insistiu, contou-lhe uma mentira em linguagem religiosa, dizendo: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (13.18). O homem de Deus acreditou e voltou e comeu pão em sua casa, e bebeu água (13.9). O jovem profeta não discerniu a tentação disfarsada de uma falsa espiritualidade, colocou de lado a Palavra de Deus que havia recebido e começou a seguir outras instruções. Esse episódio traz à memória a advertência de Paulo aos cristãos da Galácia: Ainda que nós mesmo ou um anjo vindo do céu vos pregue outro evangelho além do que vos tenho pregado, seja anátema (Gl.1.8,9). O apóstolo João também adverte: Amados, não deis credito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm surgido no mundo (I Jo.4.1). A malícia de Satanás é observar que estamos atentos àquilo que é claramente pecaminoso, ele muda de estratégia e nos tenta em questões menos óbvias. Havia, de fato, a possibilidade de o velho ser mensageiro de Deus, mas o jovem profeta deveria ter refletido sobre a questão. Ao reconhecer que as palavras do velho contradiziam as instruções anteriores recebidas diretamente de Deus, ele deveria ter tomado a decisão de seguir aquilo que lhe havia sido dito pela fonte original. 

Durante a refeição, o velho profeta recebeu, repentinamente, uma mensagem de julgamento e condenação da desobediência do profeta novo (13.20-220. Ser sepultado fora do sepulcro de seus pais significa morrer longe de casa, fato considerado um grande infortúnio. 

O profeta velho ficou profundamente angustiado com o resultado de sua mentira frívola. Levou o corpo do homem de Deus para casa, pranteou-o como a um irmão e sepultou-o em seu próprio túmulo. Chegou a declarar que, quando morresse, devia ser sepultado junto ao rapaz (13.29-31). 

CONCLUSÃO:

Nesta história, podemos aprender que, a Palavra de Deus não deve ser invalidada por uma outra revelação que é contraria ao que Deus falou. Que a desobediência a revelação original de Deus nos trará grande tragédia.

Aprendemos que: 

Nem toda voz que usa o nome de Deus vem de Deus. 

Nem toda autoridade é digna de confiança. 

Nem todo aquele que se diz profeta merece a nossa credibilidade.

Nenhuma experiência espiritual está acima da Palavra de Deus. 

O profeta novo morreu por desobedecer a voz do SENHOR. E o profeta velho que mentiu continuou vivo. Por que ? Porque Deus julga a desobediência a sua Palavra primeiro, e a mentira depois. 

Guardar a Palavra e permanecer no centro da vontade de Deus é a melhor escolha que o homem de Deus deve fazer. Amém!