PREGANDO A VERDADE

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O PACTO UNILATERAL DE DEUS COM ABRÃO.


Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.

E disse ele: Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la?

E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.

E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.

E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.

E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele.

Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos,

Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.

E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.

E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades.

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gênesis 15:7-18).

PACTO UNILATERAL.

Unilateral refere-se a algo que envolve, provém ou se aplica a apenas um lado, parte ou perspectiva, sem a necessidade de acordo mútuo. Pode descrever ações, decisões, contratos jurídicos ou exercícios físicos focados em um único lado. O termo também indica parcialidade ou um único lado de uma relação. 

O ritual deste pacto ou aliança, consistia em sacrificar animais, cortá-los em metades, separar as metades e colocá-las em frente umas das outras. A seguir, as duas pessoas que faziam o acordo caminhavam entre as duas metades dos animais sacrificados, significando que as partes que não cumprissem com as promessas do concerto, pereceriam exatamente como aqueles animais (Jr.34.18). "Um forno de fumaça e uma tocha de fogo" (v.17) é uma evidência da presença de Deus no seu concerto com Abrão. Note que, embora um concerto geralmente envolvesse responsabilidades para as duas partes, neste caso, somente Deus passou entre os pedaços dos animais (v.17). Isto significa que Deus decide jurar por si mesmo, fazendo um "pacto unilateral". Foi Deus exclusivamente quem estabeleceu as promessas e as obrigações deste concerto; o papel de Abrão era apenas o de aceitá-las por fé obediente. (nota de rodapé da BEP p.55).

E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava (v.11).

Assim como Abrão enxotava as aves de rapina que desciam para comerem o sacrifício, nós também temos que vigiar e não deixar o inimigo roubar o sacrifício do nosso pacto e comunhão com Deus.

sábado, 25 de abril de 2026

OS CARVALHAIS DE MANRE.


Manre significa riquezas. Manre era um cananita que plantava carvalhos em uma época, em que as pessoas não se preocupavam com o meio ambiemte. O carvalho não produz fruto, mas a sua sombra é de grande importância para os viajantes no deserto. Milhares de pessoas vinham de longas jornadas debaixo de forte calor do deserto. Os carvalhais de Manre era um oásis no deserto, um lugar de refrigério e descanso para os viajantes.

O texto sagrado nos diz, que Abraão habitou por um tempo nos carvalhais de Manre. Manre era um homem rico, proprietário de terras, e tornou-se aliado (amigo) de Abraão, juntamente com seus irmãos Escol e Aner (Gn.14.13).

SOBRE O CARVALHO.

Entre as árvores de grande porte o carvalho era considerado símbolo de resistência. Suas raízes são profundas, seus troncos são robustos; quanto mais tempestades enfrentam os carvalhos, mais fortes ficam. Existem carvalhos que duram mais de 2 mil anos. 

Foi pensando nos viajantes, que Manre decide plantar os carvalhos. Manre não imaginava que a sua atitude nobre de plantar carvalhos, seria lembrada até os dias de hoje. Só os sábios planta carvalhos. 

Breve Relato Bíblico Sobre Carvalhais de Manre.

1) E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra (Gn.12.6).

2) E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR (Gn.13.18).

3) Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram aliados de Abrão (Gn.14.13).

4) Depois, apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, quando tinha aquecido o dia (Gn.18.1).

5) E Jacó veio a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque (Gn.35.27).

6) Porventura não estão eles daquém do Jordão, junto ao caminho do pôr-do-sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré? (Dt.11.30).

Obs.: Manre e Moré que aparecem no texto sagrado, se refere a mesma pessoa.

Os carvalhais de Manre tornou-se um marco na vida de Abraão, ele sempre buscava refrigério e conforto nos carvalhos de Manre. 

Aplicando à nossa vida espiritual, vamos entender, que Cristo é o nosso Carvalho de justiça, o nosso porto seguro; o Carvalho onde a sombra do Onipotente nos propociona refrigério, descanso e conforto para nossa alma. Amém! 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O SERVO DA ORELHA FURADA.

 

O mandamento a que se refere este estudo aparece em Ex 21:1-11 e Dt 15:12-18. Começamos a análise por compreender essa instrução em seus detalhes.

Um dos curiosos mandamentos da Torah é este que trata dos escravos hebreus. Deus nunca desejou a escravidão, ainda menos entre seu povo. Porém, muitas leis foram dadas no sentido de regulamentar de forma mais justa algumas práticas humanas ainda existentes.

Antes de tudo, é importante pontuar que a condição de escravidão entre servos e senhores hebreus era completamente diferente da relação entre escravos hebreus e senhores estrangeiros (como no Egito, por exemplo). A Torah requeria tratamento humanizado para todos (estrangeiro ou hebreu) e, ainda mais, que o escravo fosse aceito como um membro da comunidade (Gn 17:12), tendo direito ao descanso no Shabat (Ex 23:12, Dt 5:14, 12:12). Se o dono praticasse atos de crueldade para com seu servo, este receberia de imediato sua liberdade (Ex 21:26-27). De fato, o escravo hebreu era basicamente um serviçal, um empregado da casa, que trocava seu trabalho por moradia e alimentação durante um tempo determinado. No hebraico, a denominação para ambas as palavras (servo e escravo), inclusive, é a mesma: eved.

O TEMPO DO ESCRAVO.

“Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; contudo, no sétimo ano sairá livre, sem pagar nada pela liberdade.” Ex 21:2

O paralelo aqui é bem claro e simples: ao homem foram dados seis dias para trabalhar; o sétimo é seu descanso. Essa é uma lei que vale tanto para o ser humano quanto para animais e até mesmo para a terra, que deve descansar do plantio à colheita, a cada 7 anos. (Ex 23:10-11, Lv 25:3-7).

A DECISÃO DO ESCRAVO.

“Mas se o escravo argumentar: ‘Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não desejo ficar livre “ Ex 21:5

Apesar de os servos hebreus terem garatinda a sua liberdade ao final desse período, eventualmente, poderiam desejar dar continuidade a essa relação, devido à estabilidade e bom tratamento que recebiam. Por vezes, acabavam ainda constituindo família com outra serva também comprada. Nesse caso, a mulher e os filhos continuariam pertencendo ao senhor e não ao marido/servo. Assim, se o escravo optasse por manter sua família em vez da liberdade sem ela, continuaria a trabalhar após os seis anos.

O PROCESSO PARA SE TORNAR UM SERVO VOLUNTÁRIO (de livre árbitrio).

...então, seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou aos umbrais, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre (Ex.21.6).

Diante disso, se faria o seguinte: “o seu senhor o aproximará dos juízes, e o fará encostar-se à porta ou aos umbrais e lhe furará a orelha com uma sovela (ferramenta de perfuração), e ele se tornará seu servo/escravo para sempre.”  Ex 21:6

INFORMAÇÕES PRECIOSAS.

1) O JULGAMENTO/AS TESTEMUNHAS. 

Após o escravo deixar claro que ama seu senhor e deseja, por livre vontade, permanecer servindo-o, ele é levado para os juízes, a fim de que a sua sentença seja proclamada e cumprida.

2) O LOCAL DE PERFURAÇÃO. 

A porta ou os umbrais. O senhor deveria levar seu servo à porta da casa para furá-lo. Isso não deve ser feito, por exemplo, sobre uma mesa ou mesmo um toco de árvore. 

Há muitos detalhes que envolvem essa questão. Primeiramente, se o servo pudesse ser furado sobre uma mesa, uma cadeira ou mesmo um toco de árvore, ele precisaria ficar curvado ou abaixado, em uma posição de submissão em relação àquele que o fura. Porém, junto à porta, ele estará de pé, em uma posição digna e de igualdade perante seu senhor. O servo aceita a perfuração do seu corpo por amor, por desejo de continuar vivendo junto da mesma família. Dessa maneira, a sua escolha recebe o devido respeito e valor.

3) A SOVELA.

A pressão da sovela (perfurador) sobre o lóbulo da orelha também deixará uma marca sobre a porta. Possivelmente, até mesmo uma gota de sangue. Esse sinal ficará gravado para sempre, sendo um lembrete de que a vida do servo também passa a fazer parte daquela casa.

4) A PORTA.

A perfuração na porta/umbrais é muito significativa, pois estes elementos fazem parte da ESTRUTURA da casa, são sólidos e duradouros. Ao contrário, um móvel é apenas um objeto, livre de qualquer relação com a casa, podendo ser TROCADO a qualquer tempo. E, no outro extremo, um toco de árvore nada mais é daquilo que RESTOU do elemento principal – a árvore –, ficando do lado de fora da casa, afastado da família, sem grandes serventias. Todos esses aspectos, naturalmente, aludem à importância do servo e desse ato.

5) A PARTE DO CORPO. 

A orelha. No aspecto natural/físico, é fácil compreender o por quê. O lóbulo da orelha é uma das poucas áreas “livres” no corpo humano que, se transpassada, não representa perigo para a saúde geral do organismo. Em uma leitura mais elevada, a orelha/ouvido é o órgão da audição. É por meio dele que o servo recebe as ordens de seu senhor. Assim, ao colocar essa marca sobre a orelha é como se o servo deixasse claro que seus ouvidos foram dedicados à voz de seu mestre, obedecendo-o em tudo o que lher for ordenado.

6) O RESULTADO DA  AÇÃO. 

Uma marca, uma perfuração permanente em um local visível, mostrando que esse servo ama seu senhor (e, eventualmente, a sua família constituída durante a servidão), não desejando viver afastado deles ou trocar sua vida por uma liberdade acompanhada das incertezas do mundo exterior.

Fonte: https://www.abelezadapalavra.com.br/post/o-servo-da-orelha-furada

Que sejamos tal como o servo de orelha furada, servindo ao nosso Senhor Jesus Cristo por amor e de forma voluntária.

Cristo sendo Senhor, tornou-se servo para nos resgatar da escravidão do pecado e nos fazer livres para servir a Deus. 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CINCO COISAS ÚNICAS EM ABRAÃO.


Abraão é uma figura única na Bíblia, destacando-se como o "pai da fé" e patriarca de três grandes religiões monoteístas (judaismo, cristianismo, islamismo). Sua vida foi marcada pela obediência e fé nas promessas divinas, tornando-se ancestral de nações e amigo íntimo de Deus. Abraão mudou sua trajetória de idólatra para adorador de JEOVÁ, o Deus vivo e verdadeiro. Foi o patriarca fundador da nação de Israel e pai da fé dos crentes. Estudando o texto sagrado, idenficamos que Abraão se destaca sendo privilegiado por Deus em alguns fatos que foram únicos em sua vida.

1) ABRAÃO FOI O ÚNICO A QUEM DEUS PRIMEIRO ANUNCIOU O EVANGELHO.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti (Gl.3.8).

2) ABRAÃO FOI O ÚNICO QUE VIU O DIA DE CRISTO.

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se (Jo.8.56).

3) ABRAÃO FOI O ÚNICO A SER CHAMADO PAI DA FÉ.

... mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão (Rm.4.12).

... não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

4) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO DE "O HEBREU".

Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

O nome "hebreus" vem do termo hebraico Ivrim (ou Ibri), significando "povo do outro lado do rio" ou "aqueles que passam", referindo-se à travessia do Rio Eufrates ou Jordão por Abraão. Também está associado a Éber, um ancestral distante de Abraão, ou à ideia de um povo nômade (Gn.11.14-17). Posteriormente, veio a referir-se especificamente a Abraão e aos seus descendentes (Êx.3.18; 5.3).

5) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO AMIGO DE DEUS. 

Ele é o único personagem bíblico explicitamente chamado de "amigo de Deus".

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

Temos mais duas referências bíblicas que fazem menção a Abraão como amigo de Deus (II Cr.20.7; Tg.2.23).

terça-feira, 21 de abril de 2026

CINCO TÍTULOS DADOS A ABRAÃO.


Abraão é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia e recebe diversos títulos que destacam sua fé, obediência e coragem que são fundamentais na história da salvação. 

O nome de Abraão, aparece 347 vezes na Bíblia, segundo a Bíblia Pastoral. Sabemos que o nome de Abraão aparece em duas formas diferentes na Bíblia. A primeira é Abrão. Nesse caso existem 68 passagens. A outra forma é Abraão, como normalmente conhecemos esse personagem. O seu nome, escrito dessa forma, aparece 279 vezes na Bíblia.

Abraão, no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado simplesmente "Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande Pai”. Era um nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o seu nome se transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai de muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por Deus, uma grande descendência.

1) ABRAÃO, O PATRIARCA.

Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos (Hb.7.4).

2) ABRAÃO, O HEBREU.

Então veio um homem que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

3) ABRAÃO, O PROFETA.

Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas... (Gn.20.7).

4) ABRAÃO, O PAI DA FÉ.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda posteridade, não somente à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

5) ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS.

E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço (Gn.18.17).

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS QUATRO ALTARES DE ABRAÃO E SEUS SIGNIFICADOS.


Os quatro altares construídos por Abraão, conforme narrado em Gênesis, representam marcos de sua jornada de fé, obediência e comunhão com Deus. Cada altar simboliza um avanço espiritual e uma nova experiência de relacionamento com Deus. Esses altares destacam que a vida de fé é um processo progressivo, indo da promessa à entrega total.

1) SIQUÉM - O Altar da Promessa.

Abraão edifica um Altar em Siquém. (Gn.12.6,7)

Construído após a promessa de Deus de que daria a terra de Canaã à sua descendência. Representa o início da obediência, o encontro pessoal com Deus e a tomada de posse da promessa, mesmo em ambiente hostil (cananeus).

Siquém significa ombro. 

Abraão era um adorador devoto ao SENHOR, e como homem de fé, ele dependia da ajuda de Deus, um ombro forte para se apoiar.

2) BETEL - O Altar da Adoração/Comunhão.

Abraão edifica um Altar em Betel. (Gn.12.8).

Erguido entre Betel e Ai, representa a vida de comunhão e o "invocar o nome do Senhor". Betel significa "Casa de Deus", simbolizando uma adoração contínua e a necessidade de se firmar na presença de Deus, mesmo diante de dificuldades.

Betel significa Casa de Deus.

Abraão edificou um altar em Betel (Casa de Deus), todavia ele era a verdadeira Casa de Deus. Porque Deus habita no verdadeiro crente que o adora em espírito e em verdade.

3) HEBROM - O Altar da Aliança.

Abraão edifica um Altar em Hebrom. (Gn.13.18).

Construído após a separação de Ló, representa um estágio de maior intimidade e maturidade. Hebrom significa "união" ou "comunhão". É onde Abraão consolida sua aliança com Deus e recebe novas revelações.

Hebrom significa união/aliança.

Após Ló se separar de Abraão, quebrando a aliança entre eles, Deus faz promessas a Abraão e firma uma aliança com ele.

4) MORIÁ - O Altar da Entrega.

Abraão edifica um Altar em Moriá. (Gn.22.1,2,9).

Moriah (ou Moriá) é um nome de origem hebraica, deriva de Moré (instruir/mostrar) + Yah (Deus). Refere-se a Deus que guia, ensina ou mostra o caminho. Também associado à frase "o Senhor proverá" (Jeová Jiré), dita por Abraão.

Monte Moriá é o local geográfico mencionado em Gênesis 22, onde Abraão edifica um altar para sacrificar seu filho Isaque, em obediência a ordem Divina. Identificado como o local onde o Templo de Salomão foi construído em Jerusalém, conhecido hoje como Monte do Templo.

Moriá é o teste final de obediência, onde Abraão se dispõe a sacrificar seu filho Isaac. Representa o nível mais alto de consagração, onde Deus é visto como o "provedor" e a renúncia total à própria vontade. 

CONCLUSÃO: 

Em Siquém Deus é o Ombro que nos sustenta e nos consola. 

Em Betel somos casa de Deus onde Ele se manifesta. 

Em Hebrom temos promessas e aliança da parte de Deus. 

Em Moriá, o SENHOR nos ensina o Caminho e nos providencia o necessário. 

Esses altares servem de base espiritual para nossa caminhada na fé em obediência ao Senhor Jesus Cristo. Amém! 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SETE VIRTUDES DE ABRAÃO.


Abraão não foi 100% perfeito, teve suas falhas e fraquezas, mas também teve suas virtudes diante de Deus, a ponto de ser justificado pela fé e também pelas obras. Abraão foi o primeiro homem a trilhar o caminho da fé, saindo da sua terra e do meio da sua parentela, andando pela fé, sem saber para onde ia, para atender o chamado de Deus. Entre as muitas virtudes do nosso patriarca Abraão, iremos destacar apenas sete.

1) FÉ.

Abraão acreditou nas promessas de Deus, mesmo quando parecia impossível aos olhos humanos, ele aceitou o desafio de sair de sua terra sem saber para onde ia.

O testemunho de fé de Abraão é o mais marcante na vida do patriarca. Ele é conhecido como o pai da fé de todos os crentes. O escritor aos hebreus testifica e autêntica a fé de Abraão, dizendo: Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia (Hb.11.8).

2) OBEDIÊNCIA.

Pela fé, sendo chamado, obedeceu... (Hb.11.8).

Abraão Obedeceu imediatamente às ordens de Deus, saindo de sua zona de conforto, do meio da sua parentela, para ir a uma terra estranha; incluindo o difícil pedido do SENHOR para sacrificar seu filho Isaque.

3) ADORADOR.

Abraão foi um excelente adorador, a sua devoção ao SENHOR foi marcada por sua pratica de edificar altares nos lugares onde ele passava e armava suas tendas. A Bíblia registra pelo menos quatro lugares onde Abraão edificou altares ao SENHOR e invocou o seu Nome: (1) Siquém (Gn.12.6). (2) Betel (Gn.18.8). (3) Hebrom (Gn.13.18). (4) Moriá (Gn.22.9). Abraão foi o maior fazedor de altares na história bíblica.

4) HUMILDADE.

Abraão manteve-se humilde diante de Deus, reconhecendo sua dependência divina, e sempre pronto a adorar e buscar a presença do Senhor. 

5) PACIFICADOR.

Abraão preferiu a paz a disputas materiais, permitindo que Ló escolhesse as melhores terras primeiro. Abraão andava pela fé, enquanto Ló andava por vista. Ló buscava correr atrás das bênçãos, enquanto as bênçãos de Deus já estavam com Abraão.

6) DESAPEGADO.

Abraão foi provado e aprovado por Deus, dando provas que ele era desapegado das coisas terrenas. A maior prova do seu desapego, foi quando o SENHOR lhe pediu o seu filho Isaque em sacrifício (Gn.22). Quem vive apegado as coisas da terra é anda por vista e não por fé, como andou Abraão.

7) ÍNTIMO DE DEUS.

Abraão tornou-se tão íntimo de Deus, a ponto do próprio Deus dizer: "Ocultarei eu a Abraão o que faço" (Gn.18.17). A amizade de Abraão com Deus ficou tão fina que o próprio Deus chamou Abraão de meu amigo (Is.41.8). Por três vezes está escrito, que Abraão é amigo de Deus (II Cr.20.7; Is.41.8; Tg.2.23). Quem possamos tomar o exemplo de Abraão, nosso pai na fé, que viveu pela fé e foi amigo de Deus. Amém! 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

SETE ERROS NA VIDA DE ABRAÃO.


A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé" é marcada por grandes demonstrações de confiança e fé em Deus, mas também por falhas humanas significativas, registradas no livro de Gênesis. Os seus erros, muitas vezes, surgiram da insegurança, do medo ou da tentativa de acelerar o cumprimento das promessas de Deus. Esses erros também são para provar que Abraão não era um super crente ou super homem, mas um homem comum, com suas fraquezas e sujeito as mesma paixões que nós.

1) ATRASO NA OBEDIÊNCIA AO CHAMADO DE DEUS.

Embora tenha saído de Ur, Abraão permaneceu em Harã até a morte de seu pai, atrasando o cumprimento total do chamado inicial de Deus para ir à terra que Ele mostraria.

2) PERMITIU QUE SEU SOBRINHO LÓ VIESSE COM.

Apesar de Ló ter ficado orfão de pai, havendo Harã seu pai morrido em Ur (Gn.11.27,28), Abraão não era obrigado a cuidar do seu sobrinho, visto que ele era casado e tinha posses. A ordem de Deus para Abraão foi para ele sair do meio dos seus parentes, não levá-los consigo.

Embora não seja um pecado direto, levar seu sobrinho Ló (que não foi chamado diretamente por Deus) causou contendas e exigiu uma separação difícil mais tarde, atrasando sua obediência plena, pois Deus pedira para deixar toda a parentela (Gn.13.1-18).

3) DESCEU AO EGITO SEM A PERMISSÃO DE DEUS.

Em vez de confiar que Deus o sustentaria em Canaã durante a fome, ele foi para o Egito.

4) MENTIU SOBRE SARA PARA O REI DO EGITO.

Devido à fome em Canaã, Abraão desceu ao Egito. Com medo de ser morto por causa da beleza de sua esposa, ele pediu que Sara dissesse ser sua irmã. Isso colocou em risco a descendência prometida e a integridade de Sara (Gn.12.11-20).

5) MENTIU SOBRE SARA PARA ABIMELEQUE, REI DE GERAR.

Anos depois, Abraão repetiu o mesmo erro de mentir sobre sua esposa, desta vez com Abimeleque, rei de Gerar, demonstrando medo, insegurança e fraquezaque recorrente (Gn.20.1-18).

6) DESCONFIANÇA NA PROMESSA DO HERDEIRO (Gn.15.1-4).

Mesmo após a promessa de Deus, Abraão questionou como seria abençoado se não tinha filhos, sugerindo que Eliézer de Damasco, seu servo, seria seu herdeiro.

7) ACEITOU A PROPOSTA DE SARA LHE OFERECENDO SUA SERVA AGAR.

Cansados de esperar a promessa de um filho, Abraão e Sara decidiram tentar acelerar os planos de Deus. Abraão aceitou a proposta de Sara de ter um filho com a serva Agar, o que gerou Ismael e causou grandes conflitos familiares (Gn.16.1-15).

Apesar dessas falhas, a Bíblia destaca que Abraão foi justificado pela fé (Gn.15.6; Rm.4.1-5), demonstrando que Deus trabalha com seres humanos imperfeitos, ensinando-os através de seus erros. Amém! 

domingo, 12 de abril de 2026

SETE TIPOS DE ALTARES E SEUS SIGNIFICADOS.


Altares eram lugares de sacrifício e adoração construídos com vários tipos de materiais. Podiam ser temporários ou permanentes. Alguns altares ficavam ao ar livre; já outros eram separados num lugar santo. Podiam simbolizar a presença e proteção de Deus ou a adoração falsa que levaria ao jugamento do SENHOR. (Dicionário Bíblico Baker, p.34). O primeiro homem a construir um altar ao SENHOR, foi Noé: Edificou Noé um altar ao SENHOR... (Gn.8.20). Abraão, foi o maior edificador de altares ao SENHOR, a sua vida foi marcada por altares em adoração e louvor a Deus. A Bíblia é rica em informações sobre altares, entre eles podemos destacar pelo menos sete tipos de altares.

1) ALTAR DE AREIA (Ex.20.24).

Fala do homem, criador do pó da terra.

2) ALTAR DE PEDRA (Ex.20.25).

Fala da Lei que foi escrita em pedras por Deus.

3) ALTAR DE MADEIRA (Ex.37.25).

Fala da humanidade de Cristo.

4) ALTAR DE COBRE (Ex.38.30).

Fala do sacrifício de Cristo na cruz.

A prata é símbolo da nossa redenção.

5) ALTAR DE OURO (Ex.39.38).

Fala das nossas orações diante de Deus.

6) ALTAR DE BRONZE (II Cr.4.1).

Fala das nossas fragilidades e fraquezas.

7) ALTAR ARDENTE (Lv.6.13).

Fala da nossa vida de oração e devoção ao Senhor.

O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará (Lv.6.13).

A lei do holocauto exigia do sacerdote alimentar o fogo do altar com lenha, esta pratica era contínua, não poderia deixar o fogo se apagar sobre o altar. Na Nova Aliança este altar representa a nossa vida de oração e devoção sincera a Deus. A nossa vida de adoração ao Senhor não se resume a duas ou três horas de culto liturgico no templo, mas o nosso altar deve permanecer acesso em todo tempo, em oração e adoração contínua ao nosso Deus. Amém! 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

SETE CLASSES DE PESSOAS QUE DEUS DETESTA E ABOMINA.


As sete classes de pessoas que Deus aborrece (detesta/abomina) estão registradas no livro de Provérbios 6:16-19. A Bíblia utiliza a linguagem de "seis coisas... e a sétima" para enfatizar uma lista de comportamentos que são profundamente contrários ao caráter de Deus.  Esses comportamentos não são apenas erros casuais, mas atitudes do coração que o Senhor abominam por serem destrutivos e contrários à comunhão entre irmãos e a sociedade em geral.

1) OLHOS ALTIVOS.

Pessoas orgulhosas, soberbas e arrogantes que se acham superiores aos outros e não reconhecem a necessidade de Deus.

2) LÍNGUA MENTIROSA.

Pessoas que usam a mentira para obter vantagens, enganar e prejudicar o próximo.

3) SANGUINÁRIOS.

Mãos que Derramam Sangue Inocente: Pessoas violentas que causam danos físicos ou matam quem não tem defesa, o que também se estende ao ódio no coração.

4) CORAÇÃO MALDOSO.

Coração que Trama Projetos Iníquos (Perversos): Pessoas que planejam o mal, maquinam planos maliciosos e nutrem intenções de rancor e inveja.

5) APRESSADO A FAZER O MAL.

Pés que se Apressam a Correr para o Mal: Aqueles que têm prazer em praticar o mal e agem com rapidez para causar danos ou injustiças.

6) TESTEMUNHA FALSA.

Testemunha Falsa que Profere Mentiras: Pessoas que mente em um depoimento, destruindo a reputação e a vida de outros.

7) SEMEADOR DE CONTENDAS. 

O que Semeia Contenda entre Irmãos: A sétima coisa, que a alma de Deus detesta e abomina, são pessoas que provocam brigas, divisões e intrigas, quebrando a unidade entre os irmãos e separando os amigos.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O GOTEJAR DA DOUTRINA DE DEUS.


Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca. Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva (Dt.32.1,2).

A doutrina de Deus é comparada a um gotejar contínuo da chuva, ou seja, uma chuva leve e constante. A doutrina de Deus deve ser ensinada de forma didática, constante e diariamente. 

Moisés apregoa o seu último discurso de forma poética, neste cântico ele dá enfase a Palavra de Deus e incita o povo a meditar na Palavra de Deus e ensiná-la a seus filhos. Moisés destaca a doutrina de Deus em meio as falsas doutrinas dos deuses das nações pagãs. O povo de Deus deveria dá ouvidos unicamente a doutrina de Deus, e desprezar as falsas doutrinas ensinadas pelos ministros dos deuses falsos. O cântico de Moisés contém um resumo da história de Israel. Ele faz o povo lembrar de seus erros, a fim de que não mais os repetisse, e suscitou a nação a confiar unicamente em Deus. 

TRÊS TIPOS DE DOUTRINA:

1) Doutrina dos homens.

... As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrina dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne (Cl.2.22,23).

2) Doutrina de demônios.

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm.4.1).

3) Doutrina de Deus. 

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina... (I Tm.4.16).

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (Tt.2.1).

Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho (II Jo.1.9).

Jesus respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 

Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo (Jo.7.16,17).

Jesus afirma que a sua doutrina é de Deus, e Ele apenas a transmite e ensina ao povo.

Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória...(v.18).

Jesus resalta um critério da máxima importância para testar se um pregador é ou não um homem de Deus; ele busca a sua própria glória ou o progresso da causa do Senhor? Ao avaliar um pastor ou um pregador itinerante, note se sua pregação engrandece a ele mesmo ou a Cristo. 

Todos que pregam e ensinam a Palavra de Deus, devem fazer para glória de Deus e nunca para exaltar o seu próprio ego, em demonstração de vã glória e sabedoria.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O QUE FALA A BÍBLIA SOBRE A CONQUISTA ESPACIAL.

 

A Bíblia não faz menção direta à conquista ou exploração espacial moderna, uma vez que foi escrita em um contexto cultural e científico muito anterior a essas tecnologias. No entanto, estudiosos interpretam diversos textos bíblicos para refletir sobre a relação da humanidade com o cosmos. Por exemplo: Se te elevares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o SENHOR (Ob.1.4). Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer (Amós, 9.2). Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens, como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? (Jó.20.6,7).

Obadias 1.4, é por vezes usado em debates sobre a colonização de outros planetas: "Ainda que subas alto como a águia, e ponhas o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor". No contexto original, trata-se de um julgamento contra o orgulho da nação de Edom, mas é usado como metáfora sobre os limites impostos por Deus. 

A Bíblia apresenta o universo como uma obra de Deus, criada para manifestar Sua glória. O Salmo 19:1 afirma que "Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos".

Em Gênesis 1:28, Deus ordena ao homem "dominar sobre a terra". Algumas interpretações sugerem que esse mandato poderia ser estendido ao espaço como uma extensão da responsabilidade humana sobre a criação.

A história da Torre de Babel (Gênesis 11:1-9) é frequentemente citada como um alerta sobre a ambição humana de "tocar o céu" por motivos de orgulho, o que leva alguns a questionar se o esforço da conquista espacial deve ser motivado pela busca de conhecimento ou pela vaidade humana.

Para muitos astronautas cristãos, como Barry Wilmore, a exploração espacial não contradiz a Bíblia, mas serve como uma forma de observar de perto a complexidade do projeto divino. 

Afinal, porventura, Deus não sabia de antemão que o homem iria desenvolver tecnologias capaz de conquistar o espaço? 

Deus é mistério, existem mistérios, eventos inexplicáveis e sobrenaturais além da lógica racional.

Como disse William Shakespeare: "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia".

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PESSACH - A Páscoa Do Senhor.


Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR (Êxodo,12.11).

Pessach é a Festa que o Senhor escolheu para libertar seu povo da escravidão do Egito e nos libertar do pecado pelo sacrifício do Cordeiro de Deus.

O capítulo 12 do livro do Êxodo descreve a Festa da Páscoa. A Páscoa é uma festa que assinala um novo começo para a nação de Israel. Essa festa sagrada acontece no mês de Abibe (termo hebraico que marcava o ínicio da colheta), em nosso calendário março/abril. Esse mês tornou-se "o primeiro dos meses" de um ano novo para a nação. O propósito da Páscoa era relembrar ao povo a sua libertação da terra do Egito, mediante os poderosos atos redentores de Deus.

No ritual da Páscoa, um cordeiro deveria ser sacrificado, assado e comido por cada família, com pães asmos (sem fermento) e ervas amargosas. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex.12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pessach, que significa passar por cima, pular além da marca, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte que foi executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando para o advento do "Cordeiro de Deus" que veio para nos libertar da escravidão e tirar o pecado do mundo, que séculos mais tarde foi anunciado por João, o batista (Jo.1.29). Portanto, Páscoa cristã significa salvação, libertação, vida, ressurreição e esperança em Cristo, nosso Cordeiro pascoal. Assim afirmou o apóstolo Paulo: Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8). 

Na Nova Aliança, Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele o Cordeiro que foi sacrificado pela humanidade afim de nos salvar e nos libertar do pecado. Cristo é nossa Pessach, sem Ele contianuaremos sendo escravos do pecado, fadados ao fracasso, sem salvação. É conhecendo a verdade que seremos livres e libertos do pecado e de toda maldição. Jesus disse: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres (Jo.8.32,36). Portanto, Páscoa é libertação, salvação e ressurreição para uma nova vida com Cristo. Amém! 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

PÁSCOA É CORDEIRO NÃO COELHO.

O capítulo 12 do livro do Êxodo descreve a Festa da Páscoa. A Páscoa é uma festa que assinala um novo começo para a nação de Israel. Essa festa sagrada acontece no mês de Abibe (termo hebraico que marcava o ínicio da colheta), em nosso calendário março/abril. Esse mês tornou-se "o primeiro dos meses" de um ano novo para a nação. O propósito da Páscoa era relembrar ao povo a sua libertação da terra do Egito, mediante os poderosos atos redentores de Deus.

No ritual da Páscoa, um cordeiro deveria ser sacrificado, assado e comido por cada família, com pães asmos (sem fermento) e ervas amargosas. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex.12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pesah, que significa passar por cima, pular além da marca, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte que foi executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando para o advento do "Cordeiro de Deus" que veio para nos libertar da escravidão e tirar o pecado do mundo, que séculos mais tarde foi anunciado por João, o batista (Jo.1.29). Portanto, Páscoa cristã significa salvação, libertação, vida, ressurreição e esperança em Cristo, nosso Cordeiro pascoal. Assim afirmou o apóstolo Paulo: Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8). Amém! 

COMO SURGIRAM OS SÍMBOLOS DO COELHO E OVOS NA PÁSCOA?

Diz a lenda que em um inverno particularmente longo, as pessoas começaram a se desesperar, pensando que ele não teria fim, e que elas pereceriam por conta dele. 

Então, para acalmar o coração das pessoas, a Deusa Ostara desceu dos céus para ajudá-los a perceber os sinais de vida que estavam começando a surgir com a nova estação. 

Com isso, eles passaram a chamá-la de deusa da primavera, e ela foi associada à fertilidade por causa da vida que estava voltando às florestas.

A Deusa Eostre era jovem e não tinha filhos, mas ela amava as crianças e as divertia com sua magia, e acabou ficando ali por muito tempo.

Assim, o inverno voltou, e em uma de suas caminhadas, ela encontrou um pássaro ferido, e para salvá-lo, Eostre o transformou em lebre. Porém, como seus poderes estavam fracos pois só se renovariam na primavera, a transformação não aconteceu por completo, por isso, a lebre ainda tinha a habilidade de botar ovos.

Entretanto, a lebre estava tão feliz por ter sua vida salva pela deusa, que botou ovos, os decorou e ofereceu a Eostre como forma de agradecimento.

Muito feliz, a deusa compartilhou os ovos com as crianças que ela tanto amava, e a partir desse momento, a lebre e os ovos foram associados como símbolos da deusa.  

Então, sempre que a primavera chegava, as pessoas esculpiam lebres em madeira, decoravam ovos e os entregavam como forma de representar e honrar os poderes de Eostre.

A celebração à Eostre, apesar de não envolver altares ou templos, sempre esteve muito forte na cultura pagã, principalmente por sua ligação à primavera, e o mesmo acontece com os seus símbolos: 

Lebre/coelho: representando o recomeço, vitalidade e fertilidade.

Ovo: símbolo de fertilidade e começo da vida.

Devido a essa força, a religião cristã incorporou as características dessa celebração para que não houvesse mais rituais pagãos.

E é por isso que Eostre ficou conhecida como deusa da páscoa, pois o coelho e o ovo são, até hoje, fortes símbolos da data.

Fonte: https://www.astrocentro.com.br/blog/espiritual/deusa-eostre/?

A intenção é sempre tirar o foco do verdadeiro sentido da Páscoa. Todavia, Páscoa não é coelho é Cordeiro; nem é chocolate é ervas amargosas.

Páscoa é salvação, libertação e ressurreição para viver uma nova vida com Deus. Amém! 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Milagres Extraordinários.


Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles (Atos, 19.11,12). NVI

O ministério de Paulo na cidade de Éfeso foi marcado por milagres extraordinários de curas e expulsão de demônios, levados a efeito de modo direto, ou através de lenços e aventais que ele carregava. Paulo era fazedor de tendas, esta era a sua profissão (At.18.3). Paulo usava lenços para enxugar suor e aventais para proteção no trabalho de confecção de tendas com tecido couro. 

As cidadãos de Éfeso sabendo que Paulo era um homem usado por Deus, o requisitava para que ele fosse em suas casas e comunidades para orar pelos enfermos e pessoas endemoninhadas. Entretanto, devido a sua ocupação, ele ficava impossibilitado de atender a todos pessoalmente. Diante disso, Paulo enviava seus lenços e aventais e mandava colocar sobre as pessoas, estas eram curadas e os demônios saíam dos corpos das pessoas oprimidas e possessas. 

Na sequência, o escritor Lucas escreve: E alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno e assenhoreando-se de dois, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa. E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido (At.19.13-17).

Os pseudos evangelistas e pastores atuais que procuram obter dinheiro fácil, vendendo lenços, toalhas, azeite, água, etc.., dizendo serem "ungidos", são falsos milagreiros e charlatões da fé. Eles dizem que estão agindo segundo os motivos e propósito de Paulo. Porém, Paulo não usava a sua unção em troca de dinheiro. Ele apenas multiplicou o poder que nele havia, através desses meios tangíveis, e assim curou e libertou mais pessoas do que impondo as mãos pessoalmente. 

Esta atitude de Paulo de enviar lenços e aventais para curas e libertação, não se trata aqui de ensino doutrinário como um princípio permanente, mas do registro de um caso no ministério de Paulo, dirigido por Deus. 

A Bíblia não diz que Paulo fez milagres extraordinários, mas que Deus os fez por meio de Paulo. Deus trabalha tanto no ordinário quanto no extraordinário. Se milagre já é grande coisa, imagine milagres extraordinários. Aguarde o sobrenatural de Deus, de repente Ele vai te surpreender com milagres extraordinários.

Deus é o mesmo, Ele continua operando milagres extraordinários no poder do nome de Jesus Cristo. Amém! 

quarta-feira, 25 de março de 2026

A PROFECIA SOBRE A NAÇÃO DE ISRAEL.


Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações (Dn.9.25,26).

Haverá Guerra Até ao Fim.

A interpretação bíblica sugere que as guerras são uma constante na história humana e não o único indicador do fim dos tempos, que é marcado também por falsos profetas, fome, pestes, apostasia...

Esta profecia de Daniel a respeito de Israel e da Cidade Santa é fundamental para os últimos tempos. A palavra traduzida por "semanas" significa, aqui, uma unidade númerica de sete anos; portanto, "setenta semanas" equivalem a um período de 490 anos. 

Deus revelou a Daniel que sessenta e nove período de sete anos, somando portanto 483 anos, transcorreriam entre a data da ordem para reconstruir Jerusalém e a vinda do Messias, o Ungido. 

Depois das "sete semnas" e mais as "sessenta e duas semanas", um total de sessenta e nove semanas (483 anos), duas coisas aconteceriam: (1) O Messias seria "tirado" ou crucificado (Is.53.8). (2) O "o povo do príncipe que há de vir", destruiria Jerusalém e o templo. O "povo" refere-se ao exército romano, que destruiu Jerusalém em 70 d.C. O "príncipe" refere-se ao Anticristo no fim dos tempos. Note que a destruição de Jerusalém não ocorreu imediatamente após a crucificação de Cristo. Portanto, há um hiato de tempo entre o final das sessenta e nove semanas e o início da septuagésima semana. Os exegetas concluem que esse período de tempo corresponde ao período da igreja.

O estabelecimento do concerto entre "o príncipe, que há de vir" e Israel marca o início da septuagésima semana, os últimos sete anos da presente era.

O príncipe que fará o concerto com Israel é o Anticristo, mas ainda camufrado naquela ocasião (II Ts.2.3-10; I Jo.3.18). O Anticristo certamente negociará um tratado de paz entre Israel e seus inimigos no tocante a disputa territorial. A grande proeza que o Anticristo fará, será unir os árabes e os judeus. Todavia, quando disserem: "Há paz e segurança", então, lhes sobrevirá repentina destruição (I Ts.5.3).

Na metade dos sete anos (após três anos e meio), o príncipe romperá seu concerto com Israel, declarar-se-á Deus, apoderar-se-á do templo em Jerusalém, proibirá a adoração ao Senhor (II Ts.2.4) e assolará a Palestina. Reinará por três anos e meio (Ap.11.1,2;13.4-6). 

A abominação da desolação feita pelo governo do Anticristo, assinalará o começo da contagem regressiva de três anos e meio até vinda de Cristo em glória (Mt.24.15). A vinda de Cristo ocorrerá no fim dos sete anos (II Ts.2.8; Ap.19.11-20).

Nos três anos e meio do governo do Anticristo, Jerusalém será pisada pelos gentios (Ap.11.1,2).

A grande tribulação e o domínio do Anticristo terminarão quando Cristo vier com poder e glória para destruir o Anticristo e seus aliados, julgar as nações e estabelecer o seu reino milenar sobre toda a terra (Zc.14.1-21; Jr.23.5-8; Mt.25.31-46).

ISRAEL é o relógio de Deus para humanidade. A nação de Israel tem sido o centro das atenções nestes últimos tempos. Portanto, estejamos atentos, em alerta, porque a volta do Senhor Jesus Cristo é iminente, Ele virá a qualquer momento arrebatar a sua igreja. 

Enquando o mundo se prepara para receber o Anticristo, a igreja está preparada esperando a volta de Cristo. Maranata! 

(Texto extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal, tendo alguns acréscimos do autor deste Blog).

sábado, 21 de março de 2026

O FILHO E O ESPÍRITO.


Durante toda a sua vida terrena, Jesus viveu em plena dependência do Espírito Santo. O Espírito Santo atuou desde a concepção sobrenatural do Filho até a sua glorificação junto ao Pai. O Espírito Santo está presente, revelando que a obra redentora tem a triplíce ação: Do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O Pai é o autor do plano da salvação; o Filho é o executor da redenção; e o Espírito Santo é o aplicador da salvação.

DEZ AÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JESUS.

1) NA CONCEPÇÃO DE JESUS NO VENTRE DE MARIA 

A concepção de jesus foi uma obra sobrenatural do Espírito.

... Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lc.1.35).

2) NO BATISMO DE JESUS NO RIO JORDÃO.

O Espírito Santo, pelo qual Jesus fora concebido inicialmente (Lc.1.35), agora, desce sobre Ele e unge-o pessoalmente e o reveste de poder para exercer o seu ministério.

E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido (Lc.3.21,22).

3) NA TENTAÇÃO DE JESUS NO DESERTO.

O Espírito Santo conferiu poder a Jesus e o levou ao deserto para enfrentar a tentação de Satanás.

E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo Diabo... (Lc.4.1,2).

4) NO SEU MANIFESTO NA SINAGOGA EM NAZARÉ.

Na Sinagoga em Nazaré, Jesus se revela como o Messias (o ungido) e explica o propósito do seu ministério ungido pelo Espírito Santo.

Então, pelo poder do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.

E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado.

E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.

E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:

O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os contritos de coração,

A proclamar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.

E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos (Lc.4.14-21).

5) NO MINISTÉRIO TERRENO DE JESUS.

O ministério de Jesus foi marcado com poder sobrenatural do Espírito Santo.

... Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele (Atos, 10.38).

6) NA VIDA PESSOAL DE JESUS.

Jesus se alegra no Espírito Santo, porque seu Pai celestial proveu a compreensão das verdades espirituais, não aos intelectuais, nem aos sábios, mas aos pequeninos que se submetem e aceitam humildemente a verdade revelada na sua Palavra.

Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no Espírito Santo e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelastes às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve (Lc.10.21).

7) EXPULSANDO OS DEMÔNIOS NO PODER DO ESPÍRITO.

Os milagres operados por Jesus, bem como a expulsão dos demônios na vida das pessoas, eram manifestações do poder de Deus pelo Espírito Santo.

Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chagado a vós o Reino de Deus (Mt.12.28).

8) TRANSMITINDO O ESPÍRITO SANTO PARA SEUS DISCÍPULOS.

Jesus após a sua ressurreição encarrega seus discípulos a dá continuidade a sua missão recebida pelo Pai.

Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo.20,21,22).

9) PROMETENDO OUTRO CONSOLADOR.

Jesus promete aos seus discípulos enviar outro Consolador; ou seja, um igual, da mesma natureza dEle.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (Jo.14.16,17).

Jesus chamo o Espírito Santo de "Consolador". Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente "alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar". É um termo rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo.

O termo grego para "outro" é, aqui, "Allon", significando "outro da mesma espécie", e não "heteros", que significa outro, mas de espécie diferente. Noutras palavras, o Espírito Santo veio dá prosseguimento ao que Cristo fez na terra. 

(comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal).

10) O ESPÍRITO SANTO OPERANDO NA RESSURREIÇÃO DE JESUS.

E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita (Rm.8.11).

CONCLUSÃO:

Concluimos que, a Redenção operada por Jesus é uma obra perfeita que revela a unidade e cooperação entre as Pessoas divinas. O Filho, embora sendo Deus, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito. Ao contemplarmos essa harmonia divina, somos convidados a uma resposta de fé genuína em Cristo, submissão voluntária à vontade do Pai, e obediência perseverante à direção do Espírito Santo em nossa vida diária. Amém! 

sexta-feira, 20 de março de 2026

DAVID DE MICHELANGELO.

 

A escultura David, do artista renascentista Michelangelo, é uma das mais fascinantes obras da história da arte ocidental. Foi iniciada em 1501 e finalizada em 1504, sendo uma enorme representação humana de mais de 5 metros de altura e pesando 5 toneladas de mármore maciço.

Encontra-se atualmente na Galeria da Academia, um prestigiado museu em Florença, na Itália. Considera-se esse trabalho uma obra-prima e um símbolo importante do movimento renascentista.

Esse trabalho faz parte de um projeto de doze esculturas bíblicas utilizadas para decorar a parte externa da Catedral de Santa Maria del Fiore, atualmente conhecida como Duomo de Florença.

O COMEÇO DA OBRA DE ARTE.


Em 1460, os artistas Agostino di Duccio e Antonio Rosselino já haviam tentado, sem sucesso, esculpir a enorme peça de mármore, apelidada de "o gigante".

A escultura permaneceu guardada e inacabada por mais de 40 anos, até que no início do século XV, Michelangelo assumiu o projeto e realizou o feito, considerado o ápice de seu trabalho escultórico.

Nessa escultura, Michelangelo retrata a história bíblica de David e Golias. De acordo com as sagradas escrituras, David era um jovem que derrota o gigante Golias, um soldado filisteu. Dessa forma, o corajoso rapaz ajuda o povo de Israel a se libertar do domínio inimigo.

É interessante como a narrativa é contada através do olhar do herói. A presença da outra personagem - Golias - é subtraída, existindo apenas na imaginação do público.

David é representado preparando-se para enfrentar o enorme desafio levando somente uma funda, arma utilizada pra arremessar pequenas rochas. Sua atitude demostra uma espécie de "ação em pausa".

DETALHES DA ESCULTURA.

Podemos notar, através da expressão facial e corporal do moço, que ele está bastante concentrado e relativamente tenso. Há também uma atitude ousada e que denota pensamento estrategista e cauteloso.


A testa franzida entre as sobrancelhas, as narinas expandidas, as veias dilatadas e o olhar penetrante são características que tornam o trabalho "quase humano" e realmente impressionante.


Os pés da estátua também exibem um trabalho primoroso e mostram o herói apoiando o peso do corpo em um dos pés, enquanto o outro sustenta-se com a parte dianteira no solo.

Dimensão Da Escultura David De Michelangelo.

Esse é um trabalho grandioso em todos os sentidos. Como foi dito, as dimensões de David são de mais 5 metros de altura, pesando mais de 5 toneladas.

CURIOSIDADES SOBRE A ESTÁTUA DAVID DE MICHELANGELO.

Houve alguns episódios envolvendo a grande estátua:

1512: nesse ano, um raio caiu sobre a escultura e acertou sua base, o que ocasionou pequenas rachaduras nos tornozelos, mas nada preocupante.

1527: um conjunto de republicanos arremessou objetos de cima do Palazzo Vecchio e eles atingiram o braço esquerdo de David. O acontecimento causou fragmentos em 3 partes, que foram restauradas, mas ainda assim são aparentes.

1846: realização de uma réplica da escultura em bronze que foi colocada na Piazzale Michelangelo.

1872: transferência de David para a Academia de Belas Artes de Florença.

1910: colocação de réplica de David em frente ao Palacio Vecchio.

1991: a escultura é vítima de um atentado, quando um sujeito disfere marteladas em seu pé esquerdo.

QUEM FOI MICHELANGELO?

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, ou somente Michelangelo, nasceu em 6 de março de 1475, em Caprese, na Itália.

Foi um artista excepcional, contribuindo grandemente para a história da civilização do Ocidente no momento em que enormes transformações culturais e sociais ocorriam.

Vivia-se o período Renascentista e a Itália era considerada o centro da efervescência artística, que despontava baseada na cultura clássica da Grécia e Roma antigas.

Nesse cenário, Michelangelo destacou-se devido a sua genialidade, colocando sua arte como objeto de encantamento e também de confronto.

Foi ativo em diversas áreas da arte, como pintura, escultura, arquitetura e poesia. Recebeu grande reconhecimento e foi apelidado de o Divino.

O artista fez de sua vida uma devoção à arte, trabalhando até os últimos dias. 

Falece em 18 de fevereiro 1564, em Roma, aos 88 anos e foi sepultado na Igreja da Santa Cruz de Florença.

FONTE: https://www.todamateria.com.br/david-de-michelangelo/

sábado, 14 de março de 2026

BATALHA NA MENTE, COMO VENCER?

A nossa mente é um campo de batalha no que diz respeito aos pensamentos. A mente humana é algo tão complexo que muitas vezes a psicologia e a psiquiatria não conseguem entender. Sigmund Freud o pai da psicanálise, disse: "O pensamento é o ensaio da ação". As nossas atitudes são frutos dos nossos pensamentos, que partem do coração. Jesus, o nosso Mestre, falou: Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as imoralidades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem (Marcos, 7.21-23). A mente humana precisa está equilibrada e em harmonia com Deus e a sua Palavra. 

Por incrível que pareça, há muitos cristãos vivendo com a mente perturbada. Esse gigante vem dominando e perturbando a mente de muitos. A melhor maneira de se libertar das perturbações mental é fixa o nosso pensamento em Deus, é firmar o nosso pensamento no SENHOR e na sua palavra. É buscar a renovação do Espírito Santo através da oração e leitura da palavra de Deus. É ocupar a nossa mente com aquilo que louvável. É pensar nas coisas que são de cima (Cl.3.2). Ainda sobre o pensamento, Paulo escrevendo aos filipenses diz: E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp.4.7,8). Portanto, não permita que a sua mente seja um depósito de maus pensamentos. Não deixe Satanás fazer um ninho, e encher a sua mente de coisas negativas e perversas, mas busque a Deus através da oração e meditação da palavra e seja livre de toda perturbação.

OS PERIGOS DE UMA MENTE DOMINADA PELO MAL.

A alma é a sede das emoções e dos sentimentos. A mente é como um campo fértil, nela os pensamentos podem dá frutos, bons ou ruins. Há uma frase que diz: Você é fruto daquilo que pensa. As nossas atitudes partem da nossa mente, sejam elas premeditadas ou não. 

No capítulo doze da carta de Paulo aos romanos, ele exorta a igreja a viver uma vida de piedade e santidade diante de Deus. Ele fala do culto racional (do raciocínio, da razão, da mente), e este culto deve ser apresentado o nosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm.12.1,2). O apóstolo Pedro também nos fala sobre o leite racional, dizendo: Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo (I Pedro.2.2). Racional no grego é logikos, pertencente a razão; o que é do raciocínio, perfeito para argumentação; lógica. Isto significa dizer que, o leite encontrado na palavra de Deus é, em última análise racional, e tem a ver com a mente. O culto racional, é um culto inteligente; e quem se alimenta do leite racional, cresce em inteligência espiritual. 

A mudança de atitude em não se conformar com o sistema e modelo do mundo, parte de uma mente renovada pelo Espírito Santo. É impossível uma pessoa que tenha uma mente renovada pelo Espírito Santo, venha se conformar com os costumes, estilos e modelos do mundo. Um crente de mente renovada, ele experimenta a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

A mente pode tornar-se fortaleza de Satanás, temos exemplos na bíblia de pessoas que tiveram suas mentes dominadas por Satanás e tiveram um fim trágico.

ANANIAS.

Disse, então, Pedro: Ananias, porque encheu satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram (Atos, 5.3-5).

JUDAS.

Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze (Lc.22.3).

E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse. E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa (Jo.13.3,27).

O coração e os pensamentos de Judas estavam dominados por Satanás. 

Ananias e Judas deram legalidade ao Diabo para que isso acontecesse. 

Paulo escrevendo aos irmãos da igreja em Éfeso, disse: Não deis lugar ao diabo (Ef.4.27).

Os maus pensamentos são como ovos de serpentes, e se tornarão em víboras se não forem destruídos.

Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade e andam falando mentiras; concebem o trabalho e produzem a iniquidade. Chocam ovos de basilisco e tecem teias de aranha; aquele que comer dos ovos deles morrerá; e, apertando-os, sai deles uma víbora. Os seus pés correm para o mal e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniquidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas (Isaías, 59.4,5,7). 

A mente é o útero do coração, e os pensamentos são a semente.

Jesus falou: Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem (Marcos, 7.21-23). 

Devemos pensar e fixar nossa mente em Deus e na sua Palavra.

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confia no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna (Isaías, 26.3,4).

Antes, tem o seu prazer na Lei do SENHOR, e na sua Lei medita de dia e de noite (Sl.1.2).

Devemos pensar nas coisas que são de cima.

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus (Cl. 3.1-3).  

Devemos pensar nas coisas de boa fama e virtuosas.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Filipenses, 4.7,8).

SETE ATITUDES PARA VENCER A BATALHA DA MENTE.

1) FIRMANDO O PENSAMENTO EM DEUS.

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti (Is.26.3).

2) CONFIANDO SEMPRE NO SENHOR.

Confia no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna (Is.26.4).

3) MEDITANDO NA PALAVRA DE DEUS.

Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (Sl.119.97).

4) VIVENDO UMA VIDA DE ORAÇÃO.

Orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef.6.18).

5) PENSANDO NAS COISAS QUE SÃO DE CIMA.

Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus (Cl.3.2,3).

6) BUSCANDO TRANSFORMAÇÃO PELA RENOVAÇÃO DA MENTE.

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm.12.2).

7) VIVENDO NO ESPÍRITO.

Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis (Gl.5.16,17).

Finalmente, a nossa mente não deve ser depósito de maus pensamentos, nem reservatório de maldades, nem deve servir para acumular informações negativas e perversas que são lançadas pelas mídias, seja escrita ou audiovisual. A mente do cristão verdadeiro está transformada pelo Espírito Santo e é sempre renovada para executar o bem. O crente não vive só de emoções, ele deve ser racional e agir com inteligência. Amém! 

quarta-feira, 11 de março de 2026

DAVI E SUA COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO.


O Salmo 51 é conhecido como o salmo da confissão de Davi. Neste salmo Davi expressa todo seu arrependimento, confessando o seu pecado e pedindo o perdão do SENHOR. O ápice da confissão de Davi é quando ele diz: "Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo" (Sl.51.11). Davi reconhece que fora da presença de Deus e sem o Espírito Santo, ele estaria falido e fadado ao fracasso.

Davi reconhece que o caráter de Deus é caracterizado por benignidade e misericórdia. Davi reconhece a gravidade do seu pecado diante do Deus santo, daí a confissão: "Conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de ti" (v.3). Mais uma vez, Davi reconhece que é pecador desde o seu nascimento, e que é incapaz de fazer a vontade de Deus (v.5). Diante do seu pecado, Davi sentido-se impuro diante de Deus, suplica dizendo: "Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve" (v.7). O hissopo era uma planta usada nas cerimônias de purificação (Lv.14.1-7; Nm.19.1-8,18). Continuando a sua confissão, Davi pede a Deus para criar nele um coração puro e renovar um espírito reto (v.10). O coração é considerado a fonte das decisões morais do indivíduo, e Davi tomou algumas decisões precipitadas durante sua vida. Se o coração é o centro das decisões, o espírito é é quem mantém a comunhão com Deus, pois Deus é Espírito. Davi sabe e reconhece que seu espírito não manteve comunhão constante, mas vacilou em seu compromisso com Deus, daí o pedido: Renova dentro de mim um espírito inabalável. 

Na verdade, a comunhão com Deus é tão importante para Davi que, a seu ver, o pior destino possível do ser humano é ser rejeitado por Deus. Por isso ele clama: "Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo" (v.11). Sem a presença de Deus ele é impotente, somente na presença de Deus poderia pedir perdão e purificação. Sem o Espírito Santo, Davi seria um homem comum e estaria falido espiritualmente. No tempo de Davi, o Espírito Santo vinha sobre algumas pessoas a fim de lhes conferir poder para servir de formas específicas. Davi recebeu o Espírito com o propósito de capacitá-lo a servir como rei de Israel (I Sm.16.13). Saul também recebeu o Espírito (I Sm.11.6), mas Deus o removeu dele (I Sm.16.14). Davi fica apavorado diante da possibilidade de o mesmo acontecer com ele. Todavia, sabemos que Deus não removeu o seu Espírito de Davi. 

Uma curiosidade: Davi é o único homem no Antigo Testamento que usa a expressão Espírito Santo e esta se repete apenas por mais duas vezes no livro do profeta Isaías, 63.10,11. 

Finalizo dizendo: Que possamos perder tudo, menos a presença de Deus e seu Espírito Santo. Amém!