Meus filhinhos, por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (Gl.4.19).
Sentir "dores de parto" expressa a angústia, a aflição, a dor e o anseio com que Paulo deseja a salvação dos gálatas. Ele os trata como quem precisa de um segundo nascimento espiritual, e por isso usa a metáfora de uma mãe que sofre de novo as dores de parto até que Cristo fosse formado neles.
Paulo compara seu amor pastoral com a igreja na Galácia com as dores de parto de uma mãe. Ele sofre até que os novos convertidos amadureçam espiritualmente e "Cristo seja formado" neles. Paulo usa a imagem do parto para descrever a intensidade do seu trabalho espiritual, seu amor e angústia para que os gálatas não abandonassem o evangelho da graça pela lei.
Paulo usa a expressão "de novo" (ou novamente). Ele já os havia convertido, mas sentia a dor de vê-los retroceder, precisando "nascer" espiritualmente novamente. A "dor" de Paulo só cessaria quando Cristo fosse plenamente formado neles, ou seja, quando eles vivessem de acordo com o Evangelho.
O ministério é uma vocação que pode ser muito gratificante, mas também pode ser muito difícil. Pastores e líderes enfrentam uma multiplicidade de desafios no exercício do seu ministério. São frequentemente chamados a consolar, orar pelos doentes, orientar os novos crentes, a ajudar as pessoas em crise e a orientar as comunidades em tempos de transição e mudança. As dores do ministério são muitas e variadas, desde a solidão e o isolamento até à crítica e à perseguição.
O chamado para o ministério é desafiador; ministério é sinônimo de sacrifício, renúncia e sofrimento. Há uma frase que diz: Ministério não é ser visto, ministério é serviço.
SOBRE PAULO.
Uma antiga tradição do 2o século d.C. descreve Paulo de um modo bem diferente do que muitos imaginam. Baixinho, calvo, pernas arqueadas e nariz acentuado. Ele era, fisicamente falando, o oposto do ideal grego de homem virtuoso.
UM RESUMO DO SOFRIMENTO DE PAULO.
As dores do ministério de Paulo foram intensas e abrangentes, incluindo açoites, prisões, naufrágios, apedrejamento, fome, perseguições de falsos irmãos e a "preocupação com todas as igrejas (2 Coríntios 11:23-28). Ele enfrentou dores físicas, emocionais e o "espinho na carne", mantendo sua missão apesar dos riscos de morte e abandono.
Os sofrimentos de Paulo relatado em 2 Co.11.23-33, podem ser divididos em três categorias:
1) Sofrimentos Físicos e Perseguições:
Apedrejado quase até a morte em Listra, açoitado cinco vezes pelos judeus com 39 chicotadas, espancado com varas, e preso múltiplas vezes, incluindo em Filipos e Roma.
2) Solidão e Perigos em Viagens:
Sobreviveu a três naufrágios, passou uma noite e um dia no mar, enfrentou perigos de assaltantes, rios, desertos e falsos irmãos.
3) Dores Emocionais e Espirituais:
Enfrentou a rejeição de seu próprio povo, a solidão e o abandono de amigos próximos. Relatou uma "preocupação diária" e "grande tristeza" pelas igrejas que plantou.
Paulo via suas aflições como parte de um propósito maior, completando na sua carne "o que falta às tribulações de Cristo" em favor da Igreja.
Regozijo-me, agora, no que padeço por vós e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja (Cl.1.24).
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