PREGANDO A VERDADE

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

REDENÇÃO.


Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado (I Pe.1.18,19).

O significado original de "redenção" (gr. apolutrosis) é resgatar mediante o pagamento de um preço. A expressão denota o meio pelo qual a salvação é obtida, a saber: Pagamento de um resgate. Este pagamento foi efetuado por Cristo através da sua morte na cruz do Calvário.

A Doutrina da Redenção pode ser resumida da seguinte forma: 

1) ESCRAVOS DO PECADO.

O estado da humanidade no pecado, do qual precisamos ser redimidos é de total escravidão. A Bíblia mostra que o ser humano está alienado de Deus, sob o domínio de Satanás (At.10.38; 26.18), escravisado pelo pecado (Rm.6.6; 7.14) e necessitando de lebertação (At.26.18; Rm.1.18; Ef.5.8; Cl.1.12; I Pe.2.9). Sob o domínio de Satanás, todos os homens são escravos do pecado; todavia, sob o domínio do poder de Cristo, todos os homens são livres e libertos do pecado para viverem em novidade de vida para glória de Deus.

2) O PREÇO DO RESGATE.

O preço pago para nos libertar dessa escravidão não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, mas foi com o precioso sangue de Cristo (I Pe.1.18,19). Cristo pagou esse preço ao derramar o seu sangue e dar a sua vida para resgatar toda humanidade escrava do pecado e sob o domínio de Satanás. Cristo pagou um alto preço e nos fez livres para sempre.

3) A LIBERTAÇÃO DOS CRENTES REDIMIDOS.

Em tempos passados e na presente era, os crentes redimidos por Cristo estão agora livres do domínio de Satanás e da culpa e do poder do pecado (At.26.18; Cl.1.13). Essa libertação do pecado, no entanto, não nos deixa brindados para o pecado, mas devemos lutar contra nossa própria natureza carnal, propensa ao pecado. Como disse Paulo: Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis (Gl.5.17). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, até enfim reinar com Cristo.

Texto adaptado com meus acrescímos da Bíblia de Estudo Pentecostal.

REDENÇÃO. (gr. exagorazō, lytroō, agorazō, lytrōsis, apolytrōsis) 

O termo grego denota “resgatar”, “remir”, “comprar para fora”, e mais especificamente, comprar um escravo com o objetivo de libertá-lo. 

O verbo exagorazō se relaciona com o preço pago com vistas a remir (Gl 3.13; 4.5; Ef 5.16; Cl 4.5), enquanto lytroō, significa a própria “libertação” (Lc 24.21; Tt 2.14). Em Apocalipse (5.9 e 14.3,4), ocorre o verbo agorazō. 

O substantivo apolytrōsis é uma forma fortalecida de exagorazō, que significa literalmente “libertação por resgate” (Lc 21.27,28; Rm 3.24; 8.23; 1 Co 1.30; Ef 1.14,17; 4.30; Cl 1.14; Hb 9.15). No Novo Testamento, Jesus é tanto o “Resgatador” quanto o “resgate”; os pecadores perdidos são os “resgatados”.

Jamais poderemos louvar adequadamente o nosso Redentor por sua redenção, enquanto não compreendermos plenamente a nossa condição de pecadores, nossa necessidade de redenção, o preço dela e a libertação que nos é concedida pelo Redentor.

Fonte: A Sã Doutrina: Uma Perspectiva Pentecostal Clássica.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

JESUS CRISTO - O GANHADOR DE ALMAS.


O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio (Pv.11.30).

Há muitos versículos no livro de provérbios sobre sábio e sabedoria, mas provérbios 11.30 é especial; isto porque nos fala em ganhar almas para Deus. Ainda falando sobre almas, no livro de provérbios está escrito: Livra os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se os puderes retirar (Pv.24.11). O conquistador de almas é especial para Deus, porque ele realiza uma grande obra que está no coração de Deus. 

Jesus Cristo, foi o maior ganhador de almas de todos os tempos. Com base na sua missão, Ele disse: Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc.19.10). Em outra ocasião Ele disse: Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las (Lc.9.56). 

A missão principal da igreja é ganhar almas para o Reino de Deus. Jesus Cristo, nosso Salvador, durante o seu ministério terreno teve como alvo principal ganhar almas para o Reino de Deus. Jesus também ensinou e treinou os seus discípulos para serem ganhadores de almas, Ele disse a Pedro: Não temas; de agora em diante, serás pescador de homens (Lc.5.10).

No capítulo 4 do Evangelho de João, Jesus é visto como "O Ganhador de Almas". Jesus disse aos seus discípulos: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra (Jo.4.34). 

A mulher samaritana entrou na cidade e trouxe uma multidão de pessoas para ouvir Jesus (Jo.4.28-30).

Jesus ficou dois dias com os samaritanos. E muitos mais creram nEle, por causa da sua palavra (Jo.4.40-42).

A obra prioritária da igreja do Senhor, é ganhar almas para o Reino de Deus.

Na inauguração da igreja, no dia da festa de Pentecostes, Pedro pregou o seu primeiro sermão neotestamentário e ganhou quase três mil almas para Deus. Ganhar as almas para Deus, se constitui um grande desafio para a igreja de Jesus. O ofício do ganhador de almas é pregar o Evangelho. A missão da igreja é proclamar o Evangelho de Jesus, anunciando Boas Novas aos desesperançados, trazendo liberdade para os oprimidos do diabo e salvação aos perdidos.

CINCO CARACTERÍSTICAS DO GANHADOR DE ALMAS:

1) O ganhador de almas tem o amor de Deus no coração e ama as almas; o seu desejo é ver almas salvas para Deus e livres do inferno.

2) O ganhador de almas não se limita a pregar, mas a cuidar, orar e viver o que prega, sendo um exemplo.

3) O ganhador de almas é visto como sábio, pois seu fruto é a vida eterna para outros, conforme Provérbios 11:30.

4) O ganhador de almas não quer aplausos nem palmas, ele quer apenas ganhar almas.

5) O ganhador de almas vai além de títulos ou posições, a sua missão é resgatar pessoas para viver a fé em Cristo, visando a eternidade.

CONCLUSÃO:

A maior sabedoria não é adquirir e acumular riquezas; elas acabam.

A maior sabedoria não é ter conhecimento das coisas e saber explora-las; elas terão fim.

A maior sabedoria não é conquistar o mundo através da fama; ela passará.

Mas, a maior sabedoria é ganhar almas para o Reino de Deus e conduzi-las a Cristo; porque todas as coisas terrenas passarão, mas a salvação de uma alma é eterna.

Quem ganha almas para Deus, ganha porque é sábio.

Peça essa sabedoria a Deus, pois você ganhará almas com ela. 

O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas sábio é (Provérbios, 11.30). Amém!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

MOLDADOS EM CRISTO.


Cristo nosso Exemplo, nosso Modelo, nosso Referencial, nosso Mestre, nosso Alvo, nossa Inspiração a prosseguir. O nosso relacionamento com Cristo, deve ser íntimo, estreito e devocional. Como cristão e seguidor de Cristo, devemos procurar viver de forma que tenhamos atitudes parecidas ou semelhantes as atitudes de Cristo. O apóstolo João, escrevendo disse: Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou (I Jo.2.6). Andar como Cristo andou é difícil, mas não é impossível. Apesar de que, isto não é para a maioria dos que se dizem cristão, isto é praticado pelo menor número de cristãos; por aqueles que pagam o preço para viverem para Cristo em uma vida de renúncias. Se o nosso caráter, como cristão não refletir ao de Cristo ou não for moldado no caráter de Cristo, estamos longe de sermos um autêntico cristão. Falar que é cristão é fácil, muitos falam e se declaram, mas viver e praticar os ensinamentos de Cristo, são poucos. O apóstolo Paulo dasafiou os crentes da sua época, quando disse: Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo (I Co.11.1). A grande preocupação do apóstolo era ter pessoas fiéis a Cristo, andando conforme Cristo e nunca no modelo do sistema mundano. Na atualidade, contamos a dedo a raridade que existe de homens e mulheres de Deus que verdadeiramente demonstram ter o caráter de Cristo moldado em suas vidas. 

SETE COISAS QUE DEVEMOS FAZER PARA TERMOS O CARÁTER DE CRISTO:

1) Amar a Cristo.

Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada (Jo.14.23).

2) Santificar a Cristo.

... antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (I Pe.3.15).

3) Servir a Cristo.

Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará (Jo.12.26).

4) Esperar na Graça de Cristo.

Portanto, estejam com a mente preparada para o trabalho, sejam sóbrios e esperem inteiramente na graça que está sendo trazida a vocês na revelação de Jesus Cristo (I Pe.1.13).

5) Está em Cristo.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (II Co.5.17).

Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... (Rm.8.1).

6) Imitar a Cristo.

Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo (I Co.11.1).

Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou (I Jo.2.6).

7) Esperar a Volta de Cristo.

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, 

aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo (Tito, 2.11-13). 

Finalmente, que o nosso testemunho como cristão glorifique a Cristo como nosso Senhor e Salvador, e nunca seja uma incoerência ou uma contradição do Evangelho de Cristo que professamos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O PODER DO NOME DE JESUS (Mensagem Evangelística).


O nome identifica a pessoa, o nome faz referencia a pessoa, o nome qualifica a pessoa, o nome também determina o poder da pessoa. As pessoas têm um nome, muitos marcaram a história e deixaram um legado no seu nome. Todos os grandes governantes e líderes das nações tiveram o seus nomes gravados na história, todos os grandes homens e mulheres que se destacaram na história tiveram um nome, mas somente JESUS tem O NOME. O nome de JESUS não marcou apenas a história, mas mudou a história. O nome de JESUS é o grande divisor de águas da humanidade. Toda história está vinculada ao nome de Jesus Cristo, por causa do nome de JESUS temos o seguinte referencial na história: aC. e dC. Ele interveio na história, Ele entrou na história e recebeu um nome que está acima de todos os nomes, e ao nome de JESUS todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Aleluia!

Eu vim determinado esta noite para falar no poderoso nome de Jesus Cristo. Abra sua Bíblia no livro de Filipenses capítulo 2 e versículos 5 ao 11.

SETE OPERAÇÕES DO PODEROSO NOME DE JESUS:

1) O Nome de JESUS tem poder para Salvar (At.4.12).

2) O Nome de JESUS tem poder para Perdoar (Lc.24.47).

3) O Nome de JESUS tem poder para Libertar (Jo.8.32,36; At.16.16-18).

4) O Nome de JESUS tem poder para Expulsar demônios (Mc.16.17; At.16.16-18).

5) O Nome de JESUS tem poder para nos fazer falar novas Línguas (Mc.16.17; At.19.1-7).

6) O Nome de JESUS tem poder para Curar os enfermos (Mc.16.18; At.3.6-9; At.14.8-10).

7) O Nome de JESUS tem poder para Operar Sinais, Prodígios e Maravilhas (Mc.16.20; At.2.43; 4.30; 5.12; 19.11,12).

O nome de JESUS é Soberano, este nome tem poder nos céus, na terra, no mar e debaixo da terra.

Bendito seja o poderoso nome de JESU para sempre. Amém! 

domingo, 25 de janeiro de 2026

O PÃO DOS ANJOS.


... e fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo dos céus. 

Cada um comeu o pão dos poderosos; Ele lhes mandou comida com abundância (Sl.78.24,25). ARC

Fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus.

Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhes comida à vontade (Sl.78.24,25) NVI

Na poesia de Asafe, no salmo 78, ele relembra as grandes maravilhas de Deus favorecendo o seu povo e todas as bênçãos e providências do SENHOR a favor dos israelitas durante quarenta anos no deserto, rumo à terra prometida de Canaã. Na sua narrativa histórica, Asafe descreve também a ingratidão e rebelião do povo contra Deus. Apesar de toda rebeldia e ingratidão, Deus prover água, pão do céu (maná) e carne em abundância para eles comerem, beberem e se saciarem. Asafe é enfático na sua poesia, quando escreve: "Pois eles não creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador. Contudo, Ele deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus. Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhe comida à vontade (Sl.78.22-25). A expressão "pão dos anjos" ou "pão dos poderosos" em outras versões, é uma linguagem figurada, uma forma de expressão utilizada pelo salmista para enfatizar a importância do cuidado de Deus e o privilégio que tiveram os israelitas.

TRÊS PERGUNTAS INTRIGANTES:

Anjos comem pão?

Os israelitas comeram o pão dos anjos?

O maná era o pão dos anjos?

COMO ERA O MANÁ?

E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra (Ex.16.14) ARC

Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto (Ex.16.14) NVI

E chamou a casa de Israel o seu nome Maná; e era como semente de coentro; era branco, e o seu sabor, como bolos de mel (Ex.16.31). ARC

O maná era como semente de coentro e tinha aparência de resina (Nm.11.7). NVI

E era o maná como semente de coentro, e a sua cor como a cor de bdélio (Nm.11.7). ARC

O bdélio é uma goma-resina aromática que varia de cor, sendo descrita como amarela a avermelhada ou marrom-avermelhada em seu estado natural, com um brilho ceráceo ou perolado quando endurece, podendo ter manchas brancas, e também é comparado à cor do maná, que era branco ou esbranquiçado. 

QUAL O SABOR DO MANÁ?

O Maná era saboroso como bolo de mel (Ex.16.31). 

Quando moido em moinho, e cozido em panela, o seu sabor era como bolo de azeite fresco (Nm.11.8).

QUAL SIGNIFICADO DO NOME MANÁ?

Quando os israelitas viram pela primeira vez o pão de Deus, que havia caindo no arraial pela manhã, disseram uns aos outros: Que é isso? (Ex.16.14).

Maná no hebraico "Man hu" significa Que é isso? (Ex.16.14,15).

Em hebraico, a pergunta seria: "Man hu?", daí o nome "maná". 

POR QUANTO TEMPO O POVO DE ISRAEL COMEU MANÁ?

Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem à fronteira da terra prometida (Êx.16.35; Js.5.11,12). 

ONDE A BÍBLIA FAZ REFERÊNCIA AO MANÁ PELA ÚLTIMA VEZ?

Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido... (Ap.2.17).

CONCLUSÃO:

Esse maná miraculoso que serviu de alimento para o povo durante quarenta anos de jornada pelo deserto até chegarem a terra prometida, apontava para Jesus Cristo. Passados cerca de 1.500 anos, Jesus se referiu a esses acontecimentos ao descrever a si mesmo como o pão vivo que desceu do céu (Jo.6.30-35; 48-51). Esse simbolismo foi retomado na instituição da ceia do Senhor, quando tomou Jesus um pão, partiu e o deu aos seus discípulos dizendo: "Tomai, comei, isto é o meu corpo" (Mt.26.26).

Assim como o povo comeram o Maná até chegarem a terra prometida de Canaã, na Nova Aliança, Cristo que é o Pão vivo que desceu do céu, é o nosso alimento cotidiano até chegarmos a Canaã celestial, o céu. Amém! 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

AS DUAS CASAS.

 

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,

porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas (Mateus 7:24-29).

Jesus termina o seu longo discurso do "Sermão da Montanha" falando sobre dois homens: Um prudente e outro insensato; sobre duas casas: Uma edificada sobre a rocha e outra edificada sobre a areia; sobre dois alicerces: Um estável e seguro e outro instável e inseguro. 

Comparando as duas casas edificadas, Jesus está falando sobre dois tipos de ouvintes: Aquele que ouve suas palavras e as pratica, e o que as ouve e não as pratica.

Os dois homens ouviram a mesma voz.

 Ambos sabiam o que era certo e o que era errado. 

Ambos ouviram a verdade. 

Ambos decidiram construir a casa (vida espiritual) a partir do que ouviram.

Ambos construiram suas casas, mas a diferença estava no alicerce.

Ambos enfrentaram grande tempestade.

Tudo era aparentemente igual, mas depois da tempestade houve uma diferença.

Porém, a diferença não começou na tempestade.

A diferença começou antes, no silêncio das escolhas que ninguém viu.

A casa na areia não caiu de repente.

Ela foi cedendo aos pouco por dentro.

Na vida espiritual, tudo acontece de dentro para fora.

Primeiro no caráter, depois nas decisões, depois nos limites não respeitados.

Quando a tempestade chegou, ela só revelou o que já estava instável.

A areia é confortável porque não exige profundidade.

Isto implica em dizer: Não pede renúncia, não confronta, não busca ter raiz profunda.

A areia é superficial, aceita qualquer coisa por cima, mas não sustenta nada por dentro.

Assim acontece com muitos crentes que constrói assim, de forma superficial.

Constrói sobre emoção, sobre opinião alheia, sobre experiências de outras pessoas, sobre coisas passageiras. Sobre o que sente hoje, não sobre o que permanece amanhã.

A casa na rocha também enfrentou ventos, chuvas, rios e sofreu grande impacto.

Também sofreu o impacto das águas, também foi sacudida, mas não cedeu.

Por quê não cedeu?

Porque obediência cria peso, quem obedece tem estabilidade espiritual; e só quem tem fundamento sólido aguenta o peso do impacto da tempestade.

Jesus nunca disse que quem constrói na rocha não sofre. Mas Ele disse quem permanece nEle e pratica as suas palavras estarão seguros.

A promessa não é livramento da tempestade, mas livramento na tempestade. É sustentação no meio dela.

O problema não é a chuva, não é o vento, não são os rios. O problema é quando tudo isso encontra uma vida sem base.

Muitos crentes caêm porque não buscam fortalecer suas bases espirituais através da oração, do jejum, da leitura e meditação da Palavra, principalmente da obediência a Palavra.

A queda não acontece de cima, acontece no fundamento, na base principal.

E quando a Casa cai (vida espiritual), não cai pequena; cai grande, cai pública, cai de forma dolorida. Porque tudo que foi levantado sem profundidade paga-se o preço no dia mau.

Jesus continua ensinando o mesmo: Não basta ouvir, não basta concordar; é preciso praticar, obedecer e construir na Rocha inabalável que é Cristo.

A casa do homem prudente, continuou firme diante da tempestade. Mas a casa do homem insensato, caiu.

Jesus termina seu discurso dizendo: “E caiu, e foi grande a sua queda.”

Que o Senhor tenha misericórdia, ainda há tempo de reconstruir uma nova vida com Deus. A casa pode até ter caido, mas há esperança para um novo recomeço. Amém! 

domingo, 18 de janeiro de 2026

LÚCIFER É O NOME DO DIABO?


Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.

Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo (Isaías, 14.12-15).

Alguns exegetas crêem que estes versículos referem-se não apenas ao rei de Babilônia, mas também, de um modo velado, a Satanás. No evangelho de Lucas 10.18, temos uma declaração de Jesus: "Eu via Satanás, como raio, cair do céu". 

Sobre o nome "Lúcifer", muita confusão tem sido feita a respeito, que teoricamente seria o nome de um anjo que caiu e virou o inimigo numero 1 de Deus, o próprio Satanás.

Isso é bem divulgado em todo o mundo cristão, e até mesmo nos púlpitos de muitas igrejas.

Mas... é realmente bíblico? 

Vem comigo e vamos entender a origem do nome LÚCIFER.

Por incrível que pareça, o nome “Lúcifer” não existe em parte alguma da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. O que existe é a expressão “estrela da manhã”, de Isaías 14:12: “Como caíste desde o céu, ó ESTRELA DA MANHÃ, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!”

A palavra "lúcifer" é a TRADUÇÃO em algumas Bíblias da palavra hebraica “HÊLIL” (estrela da manhã) em Isaías 14:12. Esta palavra (hêlil) foi traduzida do hebraico para o latim na versão de Jerônimo (Vulgata), no século V. Nessa versão aparece pela primeira vez a palavra “Lúcifer”.  

Ao pesquisar a etimologia da palavra LÚCIFER, encontramos:

A etimologia de Lúcifer vem do latim lux (luz) + ferre (trazer), significando "portador da luz" ou "estrela da manhã", referindo-se ao planeta Vênus no contexto greco-romano; na tradição cristã, a palavra foi associada ao anjo caído devido a uma má interpretação de uma passagem na Bíblia (Isaías 14:12), que originalmente se referia a um rei babilônico, transformando um termo celestial num nome para o Diabo.  

Origem Latina e Grega:

Latim: Lucifer, formado por lux (luz) e ferre (levar/trazer). 

Grego: Lúcifer, Fósforos (portador da luz) ou Eósforos (portador da alvorada). 

Na Bíblia:

Textos Originais: A palavra hebraica hêlēl (brilhante, estrela da manhã) aparece em Isaías 14:12. 

Tradução para o Latim (Vulgata): O tradutor Jerônimo usou Lúcifer para hêlēl, referindo-se ao orgulhoso rei da Babilônia e sua "queda" (morte). 

Contexto Original: A passagem não era sobre um anjo, mas uma metáfora para a queda de um rei terreno. 

Evolução Lúcifer para o Diabo:

Associação Cristã ao termo Lúcifer: Ao longo dos tempos, Teólogos medievais ligaram essa passagem a uma figura celestial que caiu, associando Lúcifer, o "portador da luz", à figura do Diabo, um anjo que se rebelou e foi expulso do céu. 

Enquanto Lúcifer (portador da luz) era um título para Vênus, Satanás (adversário) é um título diferente, mas ambos foram fundidos na tradição popular para a figura do Diabo. 

Toda a confusão aconteceu quando viram o título “lucifer”, no latim da Bíblia Vulgata, e acharam que não se tratava de uma qualidade, adjetivo ou título, mas de um nome próprio... e começou a bagunça.

A parte mais chocante é justamente essa: Logo entendemos que “Estrela da Manhã” é um título, uma qualidade, um adjetivo, e esse título é usado unicamente para Jesus!!! Apocalipse 22:16 por exemplo: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente ESTRELA DA MANHÔ.

O apóstolo Pedro faz menção a Jesus como ESTRELA DA ALVA quando escreve: E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração (II Pe.1.19). 

“Lúcifer” nunca foi o nome do diabo. As igrejas que continuam chamando Satanás de “Lúcifer”, além de cometerem um erro teológico, ainda estão fazendo um favor ao diabo, atribuindo-lhe aquilo que ele não é! Ele é trevas e não luz.

O termo Lúcifer não é uma designação nem bíblica e nem correta para descrever o Diabo, pois carrega um significado de portador de luz , ora, ele não é portador de luz, mas sim de trevas, ele até se disfarça em anjo de luz e os seus ministros em ministros de justiça (II Co.11.14,15). Mas é um anjo de trevas, o príncipe deste mundo tenebroso.

Jesus Cristo é a nossa luz, Ele disse: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8.12). Amém!