PREGANDO A VERDADE

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O SERVO DA ORELHA FURADA.

 

O mandamento a que se refere este estudo aparece em Ex 21:1-11 e Dt 15:12-18. Começamos a análise por compreender essa instrução em seus detalhes.

Um dos curiosos mandamentos da Torah é este que trata dos escravos hebreus. Deus nunca desejou a escravidão, ainda menos entre seu povo. Porém, muitas leis foram dadas no sentido de regulamentar de forma mais justa algumas práticas humanas ainda existentes.

Antes de tudo, é importante pontuar que a condição de escravidão entre servos e senhores hebreus era completamente diferente da relação entre escravos hebreus e senhores estrangeiros (como no Egito, por exemplo). A Torah requeria tratamento humanizado para todos (estrangeiro ou hebreu) e, ainda mais, que o escravo fosse aceito como um membro da comunidade (Gn 17:12), tendo direito ao descanso no Shabat (Ex 23:12, Dt 5:14, 12:12). Se o dono praticasse atos de crueldade para com seu servo, este receberia de imediato sua liberdade (Ex 21:26-27). De fato, o escravo hebreu era basicamente um serviçal, um empregado da casa, que trocava seu trabalho por moradia e alimentação durante um tempo determinado. No hebraico, a denominação para ambas as palavras (servo e escravo), inclusive, é a mesma: eved.

O TEMPO DO ESCRAVO.

“Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; contudo, no sétimo ano sairá livre, sem pagar nada pela liberdade.” Ex 21:2

O paralelo aqui é bem claro e simples: ao homem foram dados seis dias para trabalhar; o sétimo é seu descanso. Essa é uma lei que vale tanto para o ser humano quanto para animais e até mesmo para a terra, que deve descansar do plantio à colheita, a cada 7 anos. (Ex 23:10-11, Lv 25:3-7).

A DECISÃO DO ESCRAVO.

“Mas se o escravo argumentar: ‘Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não desejo ficar livre “ Ex 21:5

Apesar de os servos hebreus terem garatinda a sua liberdade ao final desse período, eventualmente, poderiam desejar dar continuidade a essa relação, devido à estabilidade e bom tratamento que recebiam. Por vezes, acabavam ainda constituindo família com outra serva também comprada. Nesse caso, a mulher e os filhos continuariam pertencendo ao senhor e não ao marido/servo. Assim, se o escravo optasse por manter sua família em vez da liberdade sem ela, continuaria a trabalhar após os seis anos.

O PROCESSO PARA SE TORNAR UM SERVO VOLUNTÁRIO (de livre árbitrio).

...então, seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou aos umbrais, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre (Ex.21.6).

Diante disso, se faria o seguinte: “o seu senhor o aproximará dos juízes, e o fará encostar-se à porta ou aos umbrais e lhe furará a orelha com uma sovela (ferramenta de perfuração), e ele se tornará seu servo/escravo para sempre.”  Ex 21:6

INFORMAÇÕES PRECIOSAS.

1) O JULGAMENTO/AS TESTEMUNHAS. 

Após o escravo deixar claro que ama seu senhor e deseja, por livre vontade, permanecer servindo-o, ele é levado para os juízes, a fim de que a sua sentença seja proclamada e cumprida.

2) O LOCAL DE PERFURAÇÃO. 

A porta ou os umbrais. O senhor deveria levar seu servo à porta da casa para furá-lo. Isso não deve ser feito, por exemplo, sobre uma mesa ou mesmo um toco de árvore. 

Há muitos detalhes que envolvem essa questão. Primeiramente, se o servo pudesse ser furado sobre uma mesa, uma cadeira ou mesmo um toco de árvore, ele precisaria ficar curvado ou abaixado, em uma posição de submissão em relação àquele que o fura. Porém, junto à porta, ele estará de pé, em uma posição digna e de igualdade perante seu senhor. O servo aceita a perfuração do seu corpo por amor, por desejo de continuar vivendo junto da mesma família. Dessa maneira, a sua escolha recebe o devido respeito e valor.

3) A SOVELA.

A pressão da sovela (perfurador) sobre o lóbulo da orelha também deixará uma marca sobre a porta. Possivelmente, até mesmo uma gota de sangue. Esse sinal ficará gravado para sempre, sendo um lembrete de que a vida do servo também passa a fazer parte daquela casa.

4) A PORTA.

A perfuração na porta/umbrais é muito significativa, pois estes elementos fazem parte da ESTRUTURA da casa, são sólidos e duradouros. Ao contrário, um móvel é apenas um objeto, livre de qualquer relação com a casa, podendo ser TROCADO a qualquer tempo. E, no outro extremo, um toco de árvore nada mais é daquilo que RESTOU do elemento principal – a árvore –, ficando do lado de fora da casa, afastado da família, sem grandes serventias. Todos esses aspectos, naturalmente, aludem à importância do servo e desse ato.

5) A PARTE DO CORPO. 

A orelha. No aspecto natural/físico, é fácil compreender o por quê. O lóbulo da orelha é uma das poucas áreas “livres” no corpo humano que, se transpassada, não representa perigo para a saúde geral do organismo. Em uma leitura mais elevada, a orelha/ouvido é o órgão da audição. É por meio dele que o servo recebe as ordens de seu senhor. Assim, ao colocar essa marca sobre a orelha é como se o servo deixasse claro que seus ouvidos foram dedicados à voz de seu mestre, obedecendo-o em tudo o que lher for ordenado.

6) O RESULTADO DA  AÇÃO. 

Uma marca, uma perfuração permanente em um local visível, mostrando que esse servo ama seu senhor (e, eventualmente, a sua família constituída durante a servidão), não desejando viver afastado deles ou trocar sua vida por uma liberdade acompanhada das incertezas do mundo exterior.

Fonte: https://www.abelezadapalavra.com.br/post/o-servo-da-orelha-furada

Que sejamos tal como o servo de orelha furada, servindo ao nosso Senhor Jesus Cristo por amor e de forma voluntária.

Cristo sendo Senhor, tornou-se servo para nos resgatar da escravidão do pecado e nos fazer livres para servir a Deus. 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CINCO COISAS ÚNICAS EM ABRAÃO.


Abraão é uma figura única na Bíblia, destacando-se como o "pai da fé" e patriarca de três grandes religiões monoteístas (judaismo, cristianismo, islamismo). Sua vida foi marcada pela obediência e fé nas promessas divinas, tornando-se ancestral de nações e amigo íntimo de Deus. Abraão mudou sua trajetória de idólatra para adorador de JEOVÁ, o Deus vivo e verdadeiro. Foi o patriarca fundador da nação de Israel e pai da fé dos crentes. Estudando o texto sagrado, idenficamos que Abraão se destaca sendo privilegiado por Deus em alguns fatos que foram únicos em sua vida.

1) ABRAÃO FOI O ÚNICO A QUEM DEUS PRIMEIRO ANUNCIOU O EVANGELHO.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti (Gl.3.8).

2) ABRAÃO FOI O ÚNICO QUE VIU O DIA DE CRISTO.

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se (Jo.8.56).

3) ABRAÃO FOI O ÚNICO A SER CHAMADO PAI DA FÉ.

... mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão (Rm.4.12).

... não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

4) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO DE "O HEBREU".

Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

O nome "hebreus" vem do termo hebraico Ivrim (ou Ibri), significando "povo do outro lado do rio" ou "aqueles que passam", referindo-se à travessia do Rio Eufrates ou Jordão por Abraão. Também está associado a Éber, um ancestral distante de Abraão, ou à ideia de um povo nômade (Gn.11.14-17). Posteriormente, veio a referir-se especificamente a Abraão e aos seus descendentes (Êx.3.18; 5.3).

5) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO AMIGO DE DEUS. 

Ele é o único personagem bíblico explicitamente chamado de "amigo de Deus".

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

Temos mais duas referências bíblicas que fazem menção a Abraão como amigo de Deus (II Cr.20.7; Tg.2.23).

terça-feira, 21 de abril de 2026

CINCO TÍTULOS DADOS A ABRAÃO.


Abraão é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia e recebe diversos títulos que destacam sua fé, obediência e coragem que são fundamentais na história da salvação. 

O nome de Abraão, aparece 347 vezes na Bíblia, segundo a Bíblia Pastoral. Sabemos que o nome de Abraão aparece em duas formas diferentes na Bíblia. A primeira é Abrão. Nesse caso existem 68 passagens. A outra forma é Abraão, como normalmente conhecemos esse personagem. O seu nome, escrito dessa forma, aparece 279 vezes na Bíblia.

Abraão, no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado simplesmente "Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande Pai”. Era um nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o seu nome se transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai de muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por Deus, uma grande descendência.

1) ABRAÃO, O PATRIARCA.

Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos (Hb.7.4).

2) ABRAÃO, O HEBREU.

Então veio um homem que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

3) ABRAÃO, O PROFETA.

Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas... (Gn.20.7).

4) ABRAÃO, O PAI DA FÉ.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda posteridade, não somente à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

5) ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS.

E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço (Gn.18.17).

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS QUATRO ALTARES DE ABRAÃO E SEUS SIGNIFICADOS.


Os quatro altares construídos por Abraão, conforme narrado em Gênesis, representam marcos de sua jornada de fé, obediência e comunhão com Deus. Cada altar simboliza um avanço espiritual e uma nova experiência de relacionamento com Deus. Esses altares destacam que a vida de fé é um processo progressivo, indo da promessa à entrega total.

1) SIQUÉM - O Altar da Promessa.

Abraão edifica um Altar em Siquém. (Gn.12.6,7)

Construído após a promessa de Deus de que daria a terra de Canaã à sua descendência. Representa o início da obediência, o encontro pessoal com Deus e a tomada de posse da promessa, mesmo em ambiente hostil (cananeus).

Siquém significa ombro. 

Abraão era um adorador devoto ao SENHOR, e como homem de fé, ele dependia da ajuda de Deus, um ombro forte para se apoiar.

2) BETEL - O Altar da Adoração/Comunhão.

Abraão edifica um Altar em Betel. (Gn.12.8).

Erguido entre Betel e Ai, representa a vida de comunhão e o "invocar o nome do Senhor". Betel significa "Casa de Deus", simbolizando uma adoração contínua e a necessidade de se firmar na presença de Deus, mesmo diante de dificuldades.

Betel significa Casa de Deus.

Abraão edificou um altar em Betel (Casa de Deus), todavia ele era a verdadeira Casa de Deus. Porque Deus habita no verdadeiro crente que o adora em espírito e em verdade.

3) HEBROM - O Altar da Aliança.

Abraão edifica um Altar em Hebrom. (Gn.13.18).

Construído após a separação de Ló, representa um estágio de maior intimidade e maturidade. Hebrom significa "união" ou "comunhão". É onde Abraão consolida sua aliança com Deus e recebe novas revelações.

Hebrom significa união/aliança.

Após Ló se separar de Abraão, quebrando a aliança entre eles, Deus faz promessas a Abraão e firma uma aliança com ele.

4) MORIÁ - O Altar da Entrega.

Abraão edifica um Altar em Moriá. (Gn.22.1,2,9).

Moriah (ou Moriá) é um nome de origem hebraica, deriva de Moré (instruir/mostrar) + Yah (Deus). Refere-se a Deus que guia, ensina ou mostra o caminho. Também associado à frase "o Senhor proverá" (Jeová Jiré), dita por Abraão.

Monte Moriá é o local geográfico mencionado em Gênesis 22, onde Abraão edifica um altar para sacrificar seu filho Isaque, em obediência a ordem Divina. Identificado como o local onde o Templo de Salomão foi construído em Jerusalém, conhecido hoje como Monte do Templo.

Moriá é o teste final de obediência, onde Abraão se dispõe a sacrificar seu filho Isaac. Representa o nível mais alto de consagração, onde Deus é visto como o "provedor" e a renúncia total à própria vontade. 

CONCLUSÃO: 

Em Siquém Deus é o Ombro que nos sustenta e nos consola. 

Em Betel somos casa de Deus onde Ele se manifesta. 

Em Hebrom temos promessas e aliança da parte de Deus. 

Em Moriá, o SENHOR nos ensina o Caminho e nos providencia o necessário. 

Esses altares servem de base espiritual para nossa caminhada na fé em obediência ao Senhor Jesus Cristo. Amém! 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SETE VIRTUDES DE ABRAÃO.


Abraão não foi 100% perfeito, teve suas falhas e fraquezas, mas também teve suas virtudes diante de Deus, a ponto de ser justificado pela fé e também pelas obras. Abraão foi o primeiro homem a trilhar o caminho da fé, saindo da sua terra e do meio da sua parentela, andando pela fé, sem saber para onde ia, para atender o chamado de Deus. Entre as muitas virtudes do nosso patriarca Abraão, iremos destacar apenas sete.

1) FÉ.

Abraão acreditou nas promessas de Deus, mesmo quando parecia impossível aos olhos humanos, ele aceitou o desafio de sair de sua terra sem saber para onde ia.

O testemunho de fé de Abraão é o mais marcante na vida do patriarca. Ele é conhecido como o pai da fé de todos os crentes. O escritor aos hebreus testifica e autêntica a fé de Abraão, dizendo: Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia (Hb.11.8).

2) OBEDIÊNCIA.

Pela fé, sendo chamado, obedeceu... (Hb.11.8).

Abraão Obedeceu imediatamente às ordens de Deus, saindo de sua zona de conforto, do meio da sua parentela, para ir a uma terra estranha; incluindo o difícil pedido do SENHOR para sacrificar seu filho Isaque.

3) ADORADOR.

Abraão foi um excelente adorador, a sua devoção ao SENHOR foi marcada por sua pratica de edificar altares nos lugares onde ele passava e armava suas tendas. A Bíblia registra pelo menos quatro lugares onde Abraão edificou altares ao SENHOR e invocou o seu Nome: (1) Siquém (Gn.12.6). (2) Betel (Gn.18.8). (3) Hebrom (Gn.13.18). (4) Moriá (Gn.22.9). Abraão foi o maior fazedor de altares na história bíblica.

4) HUMILDADE.

Abraão manteve-se humilde diante de Deus, reconhecendo sua dependência divina, e sempre pronto a adorar e buscar a presença do Senhor. 

5) PACIFICADOR.

Abraão preferiu a paz a disputas materiais, permitindo que Ló escolhesse as melhores terras primeiro. Abraão andava pela fé, enquanto Ló andava por vista. Ló buscava correr atrás das bênçãos, enquanto as bênçãos de Deus já estavam com Abraão.

6) DESAPEGADO.

Abraão foi provado e aprovado por Deus, dando provas que ele era desapegado das coisas terrenas. A maior prova do seu desapego, foi quando o SENHOR lhe pediu o seu filho Isaque em sacrifício (Gn.22). Quem vive apegado as coisas da terra é anda por vista e não por fé, como andou Abraão.

7) ÍNTIMO DE DEUS.

Abraão tornou-se tão íntimo de Deus, a ponto do próprio Deus dizer: "Ocultarei eu a Abraão o que faço" (Gn.18.17). A amizade de Abraão com Deus ficou tão fina que o próprio Deus chamou Abraão de meu amigo (Is.41.8). Por três vezes está escrito, que Abraão é amigo de Deus (II Cr.20.7; Is.41.8; Tg.2.23). Quem possamos tomar o exemplo de Abraão, nosso pai na fé, que viveu pela fé e foi amigo de Deus. Amém! 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

SETE ERROS NA VIDA DE ABRAÃO.


A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé" é marcada por grandes demonstrações de confiança e fé em Deus, mas também por falhas humanas significativas, registradas no livro de Gênesis. Os seus erros, muitas vezes, surgiram da insegurança, do medo ou da tentativa de acelerar o cumprimento das promessas de Deus. Esses erros também são para provar que Abraão não era um super crente ou super homem, mas um homem comum, com suas fraquezas e sujeito as mesma paixões que nós.

1) ATRASO NA OBEDIÊNCIA AO CHAMADO DE DEUS.

Embora tenha saído de Ur, Abraão permaneceu em Harã até a morte de seu pai, atrasando o cumprimento total do chamado inicial de Deus para ir à terra que Ele mostraria.

2) PERMITIU QUE SEU SOBRINHO LÓ VIESSE COM.

Apesar de Ló ter ficado orfão de pai, havendo Harã seu pai morrido em Ur (Gn.11.27,28), Abraão não era obrigado a cuidar do seu sobrinho, visto que ele era casado e tinha posses. A ordem de Deus para Abraão foi para ele sair do meio dos seus parentes, não levá-los consigo.

Embora não seja um pecado direto, levar seu sobrinho Ló (que não foi chamado diretamente por Deus) causou contendas e exigiu uma separação difícil mais tarde, atrasando sua obediência plena, pois Deus pedira para deixar toda a parentela (Gn.13.1-18).

3) DESCEU AO EGITO SEM A PERMISSÃO DE DEUS.

Em vez de confiar que Deus o sustentaria em Canaã durante a fome, ele foi para o Egito.

4) MENTIU SOBRE SARA PARA O REI DO EGITO.

Devido à fome em Canaã, Abraão desceu ao Egito. Com medo de ser morto por causa da beleza de sua esposa, ele pediu que Sara dissesse ser sua irmã. Isso colocou em risco a descendência prometida e a integridade de Sara (Gn.12.11-20).

5) MENTIU SOBRE SARA PARA ABIMELEQUE, REI DE GERAR.

Anos depois, Abraão repetiu o mesmo erro de mentir sobre sua esposa, desta vez com Abimeleque, rei de Gerar, demonstrando medo, insegurança e fraquezaque recorrente (Gn.20.1-18).

6) DESCONFIANÇA NA PROMESSA DO HERDEIRO (Gn.15.1-4).

Mesmo após a promessa de Deus, Abraão questionou como seria abençoado se não tinha filhos, sugerindo que Eliézer de Damasco, seu servo, seria seu herdeiro.

7) ACEITOU A PROPOSTA DE SARA LHE OFERECENDO SUA SERVA AGAR.

Cansados de esperar a promessa de um filho, Abraão e Sara decidiram tentar acelerar os planos de Deus. Abraão aceitou a proposta de Sara de ter um filho com a serva Agar, o que gerou Ismael e causou grandes conflitos familiares (Gn.16.1-15).

Apesar dessas falhas, a Bíblia destaca que Abraão foi justificado pela fé (Gn.15.6; Rm.4.1-5), demonstrando que Deus trabalha com seres humanos imperfeitos, ensinando-os através de seus erros. Amém! 

domingo, 12 de abril de 2026

SETE TIPOS DE ALTARES E SEUS SIGNIFICADOS.


Altares eram lugares de sacrifício e adoração construídos com vários tipos de materiais. Podiam ser temporários ou permanentes. Alguns altares ficavam ao ar livre; já outros eram separados num lugar santo. Podiam simbolizar a presença e proteção de Deus ou a adoração falsa que levaria ao jugamento do SENHOR. (Dicionário Bíblico Baker, p.34). O primeiro homem a construir um altar ao SENHOR, foi Noé: Edificou Noé um altar ao SENHOR... (Gn.8.20). Abraão, foi o maior edificador de altares ao SENHOR, a sua vida foi marcada por altares em adoração e louvor a Deus. A Bíblia é rica em informações sobre altares, entre eles podemos destacar pelo menos sete tipos de altares.

1) ALTAR DE AREIA (Ex.20.24).

Fala do homem, criador do pó da terra.

2) ALTAR DE PEDRA (Ex.20.25).

Fala da Lei que foi escrita em pedras por Deus.

3) ALTAR DE MADEIRA (Ex.37.25).

Fala da humanidade de Cristo.

4) ALTAR DE COBRE (Ex.38.30).

Fala do sacrifício de Cristo na cruz.

A prata é símbolo da nossa redenção.

5) ALTAR DE OURO (Ex.39.38).

Fala das nossas orações diante de Deus.

6) ALTAR DE BRONZE (II Cr.4.1).

Fala das nossas fragilidades e fraquezas.

7) ALTAR ARDENTE (Lv.6.13).

Fala da nossa vida de oração e devoção ao Senhor.

O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará (Lv.6.13).

A lei do holocauto exigia do sacerdote alimentar o fogo do altar com lenha, esta pratica era contínua, não poderia deixar o fogo se apagar sobre o altar. Na Nova Aliança este altar representa a nossa vida de oração e devoção sincera a Deus. A nossa vida de adoração ao Senhor não se resume a duas ou três horas de culto liturgico no templo, mas o nosso altar deve permanecer acesso em todo tempo, em oração e adoração contínua ao nosso Deus. Amém!