PREGANDO A VERDADE: 04/01/2026 - 05/01/2026

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O PACTO UNILATERAL DE DEUS COM ABRÃO.


Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.

E disse ele: Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la?

E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.

E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.

E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.

E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele.

Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos,

Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.

E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.

E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades.

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gênesis 15:7-18).

PACTO UNILATERAL.

Unilateral refere-se a algo que envolve, provém ou se aplica a apenas um lado, parte ou perspectiva, sem a necessidade de acordo mútuo. Pode descrever ações, decisões, contratos jurídicos ou exercícios físicos focados em um único lado. O termo também indica parcialidade ou um único lado de uma relação. 

O ritual deste pacto ou aliança, consistia em sacrificar animais, cortá-los em metades, separar as metades e colocá-las em frente umas das outras. A seguir, as duas pessoas que faziam o acordo caminhavam entre as duas metades dos animais sacrificados, significando que as partes que não cumprissem com as promessas do concerto, pereceriam exatamente como aqueles animais (Jr.34.18). "Um forno de fumaça e uma tocha de fogo" (v.17) é uma evidência da presença de Deus no seu concerto com Abrão. Note que, embora um concerto geralmente envolvesse responsabilidades para as duas partes, neste caso, somente Deus passou entre os pedaços dos animais (v.17). Isto significa que Deus decide jurar por si mesmo, fazendo um "pacto unilateral". Foi Deus exclusivamente quem estabeleceu as promessas e as obrigações deste concerto; o papel de Abrão era apenas o de aceitá-las por fé obediente. (nota de rodapé da BEP p.55).

E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava (v.11).

Assim como Abrão enxotava as aves de rapina que desciam para comerem o sacrifício, nós também temos que vigiar e não deixar o inimigo roubar o sacrifício do nosso pacto e comunhão com Deus.

sábado, 25 de abril de 2026

OS CARVALHAIS DE MANRE.


Manre significa riquezas. Manre era um cananita que plantava carvalhos em uma época, em que as pessoas não se preocupavam com o meio ambiemte. O carvalho não produz fruto, mas a sua sombra é de grande importância para os viajantes no deserto. Milhares de pessoas vinham de longas jornadas debaixo de forte calor do deserto. Os carvalhais de Manre era um oásis no deserto, um lugar de refrigério e descanso para os viajantes.

O texto sagrado nos diz, que Abraão habitou por um tempo nos carvalhais de Manre. Manre era um homem rico, proprietário de terras, e tornou-se aliado (amigo) de Abraão, juntamente com seus irmãos Escol e Aner (Gn.14.13).

SOBRE O CARVALHO.

Entre as árvores de grande porte o carvalho era considerado símbolo de resistência. Suas raízes são profundas, seus troncos são robustos; quanto mais tempestades enfrentam os carvalhos, mais fortes ficam. Existem carvalhos que duram mais de 2 mil anos. 

Foi pensando nos viajantes, que Manre decide plantar os carvalhos. Manre não imaginava que a sua atitude nobre de plantar carvalhos, seria lembrada até os dias de hoje. Só os sábios planta carvalhos. 

Breve Relato Bíblico Sobre Carvalhais de Manre.

1) E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra (Gn.12.6).

2) E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR (Gn.13.18).

3) Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram aliados de Abrão (Gn.14.13).

4) Depois, apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, quando tinha aquecido o dia (Gn.18.1).

5) E Jacó veio a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque (Gn.35.27).

6) Porventura não estão eles daquém do Jordão, junto ao caminho do pôr-do-sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré? (Dt.11.30).

Obs.: Manre e Moré que aparecem no texto sagrado, se refere a mesma pessoa.

Os carvalhais de Manre tornou-se um marco na vida de Abraão, ele sempre buscava refrigério e conforto nos carvalhos de Manre. 

Aplicando à nossa vida espiritual, vamos entender, que Cristo é o nosso Carvalho de justiça, o nosso porto seguro; o Carvalho onde a sombra do Onipotente nos propociona refrigério, descanso e conforto para nossa alma. Amém! 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O SERVO DA ORELHA FURADA.

 

O mandamento a que se refere este estudo aparece em Ex 21:1-11 e Dt 15:12-18. Começamos a análise por compreender essa instrução em seus detalhes.

Um dos curiosos mandamentos da Torah é este que trata dos escravos hebreus. Deus nunca desejou a escravidão, ainda menos entre seu povo. Porém, muitas leis foram dadas no sentido de regulamentar de forma mais justa algumas práticas humanas ainda existentes.

Antes de tudo, é importante pontuar que a condição de escravidão entre servos e senhores hebreus era completamente diferente da relação entre escravos hebreus e senhores estrangeiros (como no Egito, por exemplo). A Torah requeria tratamento humanizado para todos (estrangeiro ou hebreu) e, ainda mais, que o escravo fosse aceito como um membro da comunidade (Gn 17:12), tendo direito ao descanso no Shabat (Ex 23:12, Dt 5:14, 12:12). Se o dono praticasse atos de crueldade para com seu servo, este receberia de imediato sua liberdade (Ex 21:26-27). De fato, o escravo hebreu era basicamente um serviçal, um empregado da casa, que trocava seu trabalho por moradia e alimentação durante um tempo determinado. No hebraico, a denominação para ambas as palavras (servo e escravo), inclusive, é a mesma: eved.

O TEMPO DO ESCRAVO.

“Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; contudo, no sétimo ano sairá livre, sem pagar nada pela liberdade.” Ex 21:2

O paralelo aqui é bem claro e simples: ao homem foram dados seis dias para trabalhar; o sétimo é seu descanso. Essa é uma lei que vale tanto para o ser humano quanto para animais e até mesmo para a terra, que deve descansar do plantio à colheita, a cada 7 anos. (Ex 23:10-11, Lv 25:3-7).

A DECISÃO DO ESCRAVO.

“Mas se o escravo argumentar: ‘Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não desejo ficar livre “ Ex 21:5

Apesar de os servos hebreus terem garatinda a sua liberdade ao final desse período, eventualmente, poderiam desejar dar continuidade a essa relação, devido à estabilidade e bom tratamento que recebiam. Por vezes, acabavam ainda constituindo família com outra serva também comprada. Nesse caso, a mulher e os filhos continuariam pertencendo ao senhor e não ao marido/servo. Assim, se o escravo optasse por manter sua família em vez da liberdade sem ela, continuaria a trabalhar após os seis anos.

O PROCESSO PARA SE TORNAR UM SERVO VOLUNTÁRIO (de livre árbitrio).

...então, seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou aos umbrais, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre (Ex.21.6).

Diante disso, se faria o seguinte: “o seu senhor o aproximará dos juízes, e o fará encostar-se à porta ou aos umbrais e lhe furará a orelha com uma sovela (ferramenta de perfuração), e ele se tornará seu servo/escravo para sempre.”  Ex 21:6

INFORMAÇÕES PRECIOSAS.

1) O JULGAMENTO/AS TESTEMUNHAS. 

Após o escravo deixar claro que ama seu senhor e deseja, por livre vontade, permanecer servindo-o, ele é levado para os juízes, a fim de que a sua sentença seja proclamada e cumprida.

2) O LOCAL DE PERFURAÇÃO. 

A porta ou os umbrais. O senhor deveria levar seu servo à porta da casa para furá-lo. Isso não deve ser feito, por exemplo, sobre uma mesa ou mesmo um toco de árvore. 

Há muitos detalhes que envolvem essa questão. Primeiramente, se o servo pudesse ser furado sobre uma mesa, uma cadeira ou mesmo um toco de árvore, ele precisaria ficar curvado ou abaixado, em uma posição de submissão em relação àquele que o fura. Porém, junto à porta, ele estará de pé, em uma posição digna e de igualdade perante seu senhor. O servo aceita a perfuração do seu corpo por amor, por desejo de continuar vivendo junto da mesma família. Dessa maneira, a sua escolha recebe o devido respeito e valor.

3) A SOVELA.

A pressão da sovela (perfurador) sobre o lóbulo da orelha também deixará uma marca sobre a porta. Possivelmente, até mesmo uma gota de sangue. Esse sinal ficará gravado para sempre, sendo um lembrete de que a vida do servo também passa a fazer parte daquela casa.

4) A PORTA.

A perfuração na porta/umbrais é muito significativa, pois estes elementos fazem parte da ESTRUTURA da casa, são sólidos e duradouros. Ao contrário, um móvel é apenas um objeto, livre de qualquer relação com a casa, podendo ser TROCADO a qualquer tempo. E, no outro extremo, um toco de árvore nada mais é daquilo que RESTOU do elemento principal – a árvore –, ficando do lado de fora da casa, afastado da família, sem grandes serventias. Todos esses aspectos, naturalmente, aludem à importância do servo e desse ato.

5) A PARTE DO CORPO. 

A orelha. No aspecto natural/físico, é fácil compreender o por quê. O lóbulo da orelha é uma das poucas áreas “livres” no corpo humano que, se transpassada, não representa perigo para a saúde geral do organismo. Em uma leitura mais elevada, a orelha/ouvido é o órgão da audição. É por meio dele que o servo recebe as ordens de seu senhor. Assim, ao colocar essa marca sobre a orelha é como se o servo deixasse claro que seus ouvidos foram dedicados à voz de seu mestre, obedecendo-o em tudo o que lher for ordenado.

6) O RESULTADO DA  AÇÃO. 

Uma marca, uma perfuração permanente em um local visível, mostrando que esse servo ama seu senhor (e, eventualmente, a sua família constituída durante a servidão), não desejando viver afastado deles ou trocar sua vida por uma liberdade acompanhada das incertezas do mundo exterior.

Fonte: https://www.abelezadapalavra.com.br/post/o-servo-da-orelha-furada

Que sejamos tal como o servo de orelha furada, servindo ao nosso Senhor Jesus Cristo por amor e de forma voluntária.

Cristo sendo Senhor, tornou-se servo para nos resgatar da escravidão do pecado e nos fazer livres para servir a Deus. 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CINCO COISAS ÚNICAS EM ABRAÃO.


Abraão é uma figura única na Bíblia, destacando-se como o "pai da fé" e patriarca de três grandes religiões monoteístas (judaismo, cristianismo, islamismo). Sua vida foi marcada pela obediência e fé nas promessas divinas, tornando-se ancestral de nações e amigo íntimo de Deus. Abraão mudou sua trajetória de idólatra para adorador de JEOVÁ, o Deus vivo e verdadeiro. Foi o patriarca fundador da nação de Israel e pai da fé dos crentes. Estudando o texto sagrado, idenficamos que Abraão se destaca sendo privilegiado por Deus em alguns fatos que foram únicos em sua vida.

1) ABRAÃO FOI O ÚNICO A QUEM DEUS PRIMEIRO ANUNCIOU O EVANGELHO.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti (Gl.3.8).

2) ABRAÃO FOI O ÚNICO QUE VIU O DIA DE CRISTO.

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se (Jo.8.56).

3) ABRAÃO FOI O ÚNICO A SER CHAMADO PAI DA FÉ.

... mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão (Rm.4.12).

... não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

4) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO DE "O HEBREU".

Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

O nome "hebreus" vem do termo hebraico Ivrim (ou Ibri), significando "povo do outro lado do rio" ou "aqueles que passam", referindo-se à travessia do Rio Eufrates ou Jordão por Abraão. Também está associado a Éber, um ancestral distante de Abraão, ou à ideia de um povo nômade (Gn.11.14-17). Posteriormente, veio a referir-se especificamente a Abraão e aos seus descendentes (Êx.3.18; 5.3).

5) ABRAÃO É O ÚNICO HOMEM CHAMADO AMIGO DE DEUS. 

Ele é o único personagem bíblico explicitamente chamado de "amigo de Deus".

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

Temos mais duas referências bíblicas que fazem menção a Abraão como amigo de Deus (II Cr.20.7; Tg.2.23).

terça-feira, 21 de abril de 2026

CINCO TÍTULOS DADOS A ABRAÃO.


Abraão é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia e recebe diversos títulos que destacam sua fé, obediência e coragem que são fundamentais na história da salvação. 

O nome de Abraão, aparece 347 vezes na Bíblia, segundo a Bíblia Pastoral. Sabemos que o nome de Abraão aparece em duas formas diferentes na Bíblia. A primeira é Abrão. Nesse caso existem 68 passagens. A outra forma é Abraão, como normalmente conhecemos esse personagem. O seu nome, escrito dessa forma, aparece 279 vezes na Bíblia.

Abraão, no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado simplesmente "Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande Pai”. Era um nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o seu nome se transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai de muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por Deus, uma grande descendência.

1) ABRAÃO, O PATRIARCA.

Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos (Hb.7.4).

2) ABRAÃO, O HEBREU.

Então veio um homem que escapara e o contou a Abrão, o hebreu... (Gn.14.13).

3) ABRAÃO, O PROFETA.

Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas... (Gn.20.7).

4) ABRAÃO, O PAI DA FÉ.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda posteridade, não somente à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm.4.16).

5) ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS.

E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço (Gn.18.17).

Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is.41.8).

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS QUATRO ALTARES DE ABRAÃO E SEUS SIGNIFICADOS.


Os quatro altares construídos por Abraão, conforme narrado em Gênesis, representam marcos de sua jornada de fé, obediência e comunhão com Deus. Cada altar simboliza um avanço espiritual e uma nova experiência de relacionamento com Deus. Esses altares destacam que a vida de fé é um processo progressivo, indo da promessa à entrega total.

1) SIQUÉM - O Altar da Promessa.

Abraão edifica um Altar em Siquém. (Gn.12.6,7)

Construído após a promessa de Deus de que daria a terra de Canaã à sua descendência. Representa o início da obediência, o encontro pessoal com Deus e a tomada de posse da promessa, mesmo em ambiente hostil (cananeus).

Siquém significa ombro. 

Abraão era um adorador devoto ao SENHOR, e como homem de fé, ele dependia da ajuda de Deus, um ombro forte para se apoiar.

2) BETEL - O Altar da Adoração/Comunhão.

Abraão edifica um Altar em Betel. (Gn.12.8).

Erguido entre Betel e Ai, representa a vida de comunhão e o "invocar o nome do Senhor". Betel significa "Casa de Deus", simbolizando uma adoração contínua e a necessidade de se firmar na presença de Deus, mesmo diante de dificuldades.

Betel significa Casa de Deus.

Abraão edificou um altar em Betel (Casa de Deus), todavia ele era a verdadeira Casa de Deus. Porque Deus habita no verdadeiro crente que o adora em espírito e em verdade.

3) HEBROM - O Altar da Aliança.

Abraão edifica um Altar em Hebrom. (Gn.13.18).

Construído após a separação de Ló, representa um estágio de maior intimidade e maturidade. Hebrom significa "união" ou "comunhão". É onde Abraão consolida sua aliança com Deus e recebe novas revelações.

Hebrom significa união/aliança.

Após Ló se separar de Abraão, quebrando a aliança entre eles, Deus faz promessas a Abraão e firma uma aliança com ele.

4) MORIÁ - O Altar da Entrega.

Abraão edifica um Altar em Moriá. (Gn.22.1,2,9).

Moriah (ou Moriá) é um nome de origem hebraica, deriva de Moré (instruir/mostrar) + Yah (Deus). Refere-se a Deus que guia, ensina ou mostra o caminho. Também associado à frase "o Senhor proverá" (Jeová Jiré), dita por Abraão.

Monte Moriá é o local geográfico mencionado em Gênesis 22, onde Abraão edifica um altar para sacrificar seu filho Isaque, em obediência a ordem Divina. Identificado como o local onde o Templo de Salomão foi construído em Jerusalém, conhecido hoje como Monte do Templo.

Moriá é o teste final de obediência, onde Abraão se dispõe a sacrificar seu filho Isaac. Representa o nível mais alto de consagração, onde Deus é visto como o "provedor" e a renúncia total à própria vontade. 

CONCLUSÃO: 

Em Siquém Deus é o Ombro que nos sustenta e nos consola. 

Em Betel somos casa de Deus onde Ele se manifesta. 

Em Hebrom temos promessas e aliança da parte de Deus. 

Em Moriá, o SENHOR nos ensina o Caminho e nos providencia o necessário. 

Esses altares servem de base espiritual para nossa caminhada na fé em obediência ao Senhor Jesus Cristo. Amém! 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SETE VIRTUDES DE ABRAÃO.


Abraão não foi 100% perfeito, teve suas falhas e fraquezas, mas também teve suas virtudes diante de Deus, a ponto de ser justificado pela fé e também pelas obras. Abraão foi o primeiro homem a trilhar o caminho da fé, saindo da sua terra e do meio da sua parentela, andando pela fé, sem saber para onde ia, para atender o chamado de Deus. Entre as muitas virtudes do nosso patriarca Abraão, iremos destacar apenas sete.

1) FÉ.

Abraão acreditou nas promessas de Deus, mesmo quando parecia impossível aos olhos humanos, ele aceitou o desafio de sair de sua terra sem saber para onde ia.

O testemunho de fé de Abraão é o mais marcante na vida do patriarca. Ele é conhecido como o pai da fé de todos os crentes. O escritor aos hebreus testifica e autêntica a fé de Abraão, dizendo: Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia (Hb.11.8).

2) OBEDIÊNCIA.

Pela fé, sendo chamado, obedeceu... (Hb.11.8).

Abraão Obedeceu imediatamente às ordens de Deus, saindo de sua zona de conforto, do meio da sua parentela, para ir a uma terra estranha; incluindo o difícil pedido do SENHOR para sacrificar seu filho Isaque.

3) ADORADOR.

Abraão foi um excelente adorador, a sua devoção ao SENHOR foi marcada por sua pratica de edificar altares nos lugares onde ele passava e armava suas tendas. A Bíblia registra pelo menos quatro lugares onde Abraão edificou altares ao SENHOR e invocou o seu Nome: (1) Siquém (Gn.12.6). (2) Betel (Gn.18.8). (3) Hebrom (Gn.13.18). (4) Moriá (Gn.22.9). Abraão foi o maior fazedor de altares na história bíblica.

4) HUMILDADE.

Abraão manteve-se humilde diante de Deus, reconhecendo sua dependência divina, e sempre pronto a adorar e buscar a presença do Senhor. 

5) PACIFICADOR.

Abraão preferiu a paz a disputas materiais, permitindo que Ló escolhesse as melhores terras primeiro. Abraão andava pela fé, enquanto Ló andava por vista. Ló buscava correr atrás das bênçãos, enquanto as bênçãos de Deus já estavam com Abraão.

6) DESAPEGADO.

Abraão foi provado e aprovado por Deus, dando provas que ele era desapegado das coisas terrenas. A maior prova do seu desapego, foi quando o SENHOR lhe pediu o seu filho Isaque em sacrifício (Gn.22). Quem vive apegado as coisas da terra é anda por vista e não por fé, como andou Abraão.

7) ÍNTIMO DE DEUS.

Abraão tornou-se tão íntimo de Deus, a ponto do próprio Deus dizer: "Ocultarei eu a Abraão o que faço" (Gn.18.17). A amizade de Abraão com Deus ficou tão fina que o próprio Deus chamou Abraão de meu amigo (Is.41.8). Por três vezes está escrito, que Abraão é amigo de Deus (II Cr.20.7; Is.41.8; Tg.2.23). Quem possamos tomar o exemplo de Abraão, nosso pai na fé, que viveu pela fé e foi amigo de Deus. Amém! 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

SETE ERROS NA VIDA DE ABRAÃO.


A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé" é marcada por grandes demonstrações de confiança e fé em Deus, mas também por falhas humanas significativas, registradas no livro de Gênesis. Os seus erros, muitas vezes, surgiram da insegurança, do medo ou da tentativa de acelerar o cumprimento das promessas de Deus. Esses erros também são para provar que Abraão não era um super crente ou super homem, mas um homem comum, com suas fraquezas e sujeito as mesma paixões que nós.

1) ATRASO NA OBEDIÊNCIA AO CHAMADO DE DEUS.

Embora tenha saído de Ur, Abraão permaneceu em Harã até a morte de seu pai, atrasando o cumprimento total do chamado inicial de Deus para ir à terra que Ele mostraria.

2) PERMITIU QUE SEU SOBRINHO LÓ VIESSE COM.

Apesar de Ló ter ficado orfão de pai, havendo Harã seu pai morrido em Ur (Gn.11.27,28), Abraão não era obrigado a cuidar do seu sobrinho, visto que ele era casado e tinha posses. A ordem de Deus para Abraão foi para ele sair do meio dos seus parentes, não levá-los consigo.

Embora não seja um pecado direto, levar seu sobrinho Ló (que não foi chamado diretamente por Deus) causou contendas e exigiu uma separação difícil mais tarde, atrasando sua obediência plena, pois Deus pedira para deixar toda a parentela (Gn.13.1-18).

3) DESCEU AO EGITO SEM A PERMISSÃO DE DEUS.

Em vez de confiar que Deus o sustentaria em Canaã durante a fome, ele foi para o Egito.

4) MENTIU SOBRE SARA PARA O REI DO EGITO.

Devido à fome em Canaã, Abraão desceu ao Egito. Com medo de ser morto por causa da beleza de sua esposa, ele pediu que Sara dissesse ser sua irmã. Isso colocou em risco a descendência prometida e a integridade de Sara (Gn.12.11-20).

5) MENTIU SOBRE SARA PARA ABIMELEQUE, REI DE GERAR.

Anos depois, Abraão repetiu o mesmo erro de mentir sobre sua esposa, desta vez com Abimeleque, rei de Gerar, demonstrando medo, insegurança e fraquezaque recorrente (Gn.20.1-18).

6) DESCONFIANÇA NA PROMESSA DO HERDEIRO (Gn.15.1-4).

Mesmo após a promessa de Deus, Abraão questionou como seria abençoado se não tinha filhos, sugerindo que Eliézer de Damasco, seu servo, seria seu herdeiro.

7) ACEITOU A PROPOSTA DE SARA LHE OFERECENDO SUA SERVA AGAR.

Cansados de esperar a promessa de um filho, Abraão e Sara decidiram tentar acelerar os planos de Deus. Abraão aceitou a proposta de Sara de ter um filho com a serva Agar, o que gerou Ismael e causou grandes conflitos familiares (Gn.16.1-15).

Apesar dessas falhas, a Bíblia destaca que Abraão foi justificado pela fé (Gn.15.6; Rm.4.1-5), demonstrando que Deus trabalha com seres humanos imperfeitos, ensinando-os através de seus erros. Amém! 

domingo, 12 de abril de 2026

SETE TIPOS DE ALTARES E SEUS SIGNIFICADOS.


Altares eram lugares de sacrifício e adoração construídos com vários tipos de materiais. Podiam ser temporários ou permanentes. Alguns altares ficavam ao ar livre; já outros eram separados num lugar santo. Podiam simbolizar a presença e proteção de Deus ou a adoração falsa que levaria ao jugamento do SENHOR. (Dicionário Bíblico Baker, p.34). O primeiro homem a construir um altar ao SENHOR, foi Noé: Edificou Noé um altar ao SENHOR... (Gn.8.20). Abraão, foi o maior edificador de altares ao SENHOR, a sua vida foi marcada por altares em adoração e louvor a Deus. A Bíblia é rica em informações sobre altares, entre eles podemos destacar pelo menos sete tipos de altares.

1) ALTAR DE AREIA (Ex.20.24).

Fala do homem, criador do pó da terra.

2) ALTAR DE PEDRA (Ex.20.25).

Fala da Lei que foi escrita em pedras por Deus.

3) ALTAR DE MADEIRA (Ex.37.25).

Fala da humanidade de Cristo.

4) ALTAR DE COBRE (Ex.38.30).

Fala do sacrifício de Cristo na cruz.

A prata é símbolo da nossa redenção.

5) ALTAR DE OURO (Ex.39.38).

Fala das nossas orações diante de Deus.

6) ALTAR DE BRONZE (II Cr.4.1).

Fala das nossas fragilidades e fraquezas.

7) ALTAR ARDENTE (Lv.6.13).

Fala da nossa vida de oração e devoção ao Senhor.

O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará (Lv.6.13).

A lei do holocauto exigia do sacerdote alimentar o fogo do altar com lenha, esta pratica era contínua, não poderia deixar o fogo se apagar sobre o altar. Na Nova Aliança este altar representa a nossa vida de oração e devoção sincera a Deus. A nossa vida de adoração ao Senhor não se resume a duas ou três horas de culto liturgico no templo, mas o nosso altar deve permanecer acesso em todo tempo, em oração e adoração contínua ao nosso Deus. Amém! 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

SETE CLASSES DE PESSOAS QUE DEUS DETESTA E ABOMINA.


As sete classes de pessoas que Deus aborrece (detesta/abomina) estão registradas no livro de Provérbios 6:16-19. A Bíblia utiliza a linguagem de "seis coisas... e a sétima" para enfatizar uma lista de comportamentos que são profundamente contrários ao caráter de Deus.  Esses comportamentos não são apenas erros casuais, mas atitudes do coração que o Senhor abominam por serem destrutivos e contrários à comunhão entre irmãos e a sociedade em geral.

1) OLHOS ALTIVOS.

Pessoas orgulhosas, soberbas e arrogantes que se acham superiores aos outros e não reconhecem a necessidade de Deus.

2) LÍNGUA MENTIROSA.

Pessoas que usam a mentira para obter vantagens, enganar e prejudicar o próximo.

3) SANGUINÁRIOS.

Mãos que Derramam Sangue Inocente: Pessoas violentas que causam danos físicos ou matam quem não tem defesa, o que também se estende ao ódio no coração.

4) CORAÇÃO MALDOSO.

Coração que Trama Projetos Iníquos (Perversos): Pessoas que planejam o mal, maquinam planos maliciosos e nutrem intenções de rancor e inveja.

5) APRESSADO A FAZER O MAL.

Pés que se Apressam a Correr para o Mal: Aqueles que têm prazer em praticar o mal e agem com rapidez para causar danos ou injustiças.

6) TESTEMUNHA FALSA.

Testemunha Falsa que Profere Mentiras: Pessoas que mente em um depoimento, destruindo a reputação e a vida de outros.

7) SEMEADOR DE CONTENDAS. 

O que Semeia Contenda entre Irmãos: A sétima coisa, que a alma de Deus detesta e abomina, são pessoas que provocam brigas, divisões e intrigas, quebrando a unidade entre os irmãos e separando os amigos.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O GOTEJAR DA DOUTRINA DE DEUS.


Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca. Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva (Dt.32.1,2).

A doutrina de Deus é comparada a um gotejar contínuo da chuva, ou seja, uma chuva leve e constante. A doutrina de Deus deve ser ensinada de forma didática, constante e diariamente. 

Moisés apregoa o seu último discurso de forma poética, neste cântico ele dá enfase a Palavra de Deus e incita o povo a meditar na Palavra de Deus e ensiná-la a seus filhos. Moisés destaca a doutrina de Deus em meio as falsas doutrinas dos deuses das nações pagãs. O povo de Deus deveria dá ouvidos unicamente a doutrina de Deus, e desprezar as falsas doutrinas ensinadas pelos ministros dos deuses falsos. O cântico de Moisés contém um resumo da história de Israel. Ele faz o povo lembrar de seus erros, a fim de que não mais os repetisse, e suscitou a nação a confiar unicamente em Deus. 

TRÊS TIPOS DE DOUTRINA:

1) Doutrina dos homens.

... As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrina dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne (Cl.2.22,23).

2) Doutrina de demônios.

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm.4.1).

3) Doutrina de Deus. 

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina... (I Tm.4.16).

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (Tt.2.1).

Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho (II Jo.1.9).

Jesus respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 

Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo (Jo.7.16,17).

Jesus afirma que a sua doutrina é de Deus, e Ele apenas a transmite e ensina ao povo.

Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória...(v.18).

Jesus resalta um critério da máxima importância para testar se um pregador é ou não um homem de Deus; ele busca a sua própria glória ou o progresso da causa do Senhor? Ao avaliar um pastor ou um pregador itinerante, note se sua pregação engrandece a ele mesmo ou a Cristo. 

Todos que pregam e ensinam a Palavra de Deus, devem fazer para glória de Deus e nunca para exaltar o seu próprio ego, em demonstração de vã glória e sabedoria.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O QUE FALA A BÍBLIA SOBRE A CONQUISTA ESPACIAL.

 

A Bíblia não faz menção direta à conquista ou exploração espacial moderna, uma vez que foi escrita em um contexto cultural e científico muito anterior a essas tecnologias. No entanto, estudiosos interpretam diversos textos bíblicos para refletir sobre a relação da humanidade com o cosmos. Por exemplo: Se te elevares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o SENHOR (Ob.1.4). Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer (Amós, 9.2). Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens, como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? (Jó.20.6,7).

Obadias 1.4, é por vezes usado em debates sobre a colonização de outros planetas: "Ainda que subas alto como a águia, e ponhas o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor". No contexto original, trata-se de um julgamento contra o orgulho da nação de Edom, mas é usado como metáfora sobre os limites impostos por Deus. 

A Bíblia apresenta o universo como uma obra de Deus, criada para manifestar Sua glória. O Salmo 19:1 afirma que "Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos".

Em Gênesis 1:28, Deus ordena ao homem "dominar sobre a terra". Algumas interpretações sugerem que esse mandato poderia ser estendido ao espaço como uma extensão da responsabilidade humana sobre a criação.

A história da Torre de Babel (Gênesis 11:1-9) é frequentemente citada como um alerta sobre a ambição humana de "tocar o céu" por motivos de orgulho, o que leva alguns a questionar se o esforço da conquista espacial deve ser motivado pela busca de conhecimento ou pela vaidade humana.

Para muitos astronautas cristãos, como Barry Wilmore, a exploração espacial não contradiz a Bíblia, mas serve como uma forma de observar de perto a complexidade do projeto divino. 

Afinal, porventura, Deus não sabia de antemão que o homem iria desenvolver tecnologias capaz de conquistar o espaço? 

Deus é mistério, existem mistérios, eventos inexplicáveis e sobrenaturais além da lógica racional.

Como disse William Shakespeare: "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia".

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PESSACH - A Páscoa Do Senhor.


Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR (Êxodo,12.11).

Pessach é a Festa que o Senhor escolheu para libertar seu povo da escravidão do Egito e nos libertar do pecado pelo sacrifício do Cordeiro de Deus.

O capítulo 12 do livro do Êxodo descreve a Festa da Páscoa. A Páscoa é uma festa que assinala um novo começo para a nação de Israel. Essa festa sagrada acontece no mês de Abibe (termo hebraico que marcava o ínicio da colheta), em nosso calendário março/abril. Esse mês tornou-se "o primeiro dos meses" de um ano novo para a nação. O propósito da Páscoa era relembrar ao povo a sua libertação da terra do Egito, mediante os poderosos atos redentores de Deus.

No ritual da Páscoa, um cordeiro deveria ser sacrificado, assado e comido por cada família, com pães asmos (sem fermento) e ervas amargosas. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex.12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pessach, que significa passar por cima, pular além da marca, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte que foi executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando para o advento do "Cordeiro de Deus" que veio para nos libertar da escravidão e tirar o pecado do mundo, que séculos mais tarde foi anunciado por João, o batista (Jo.1.29). Portanto, Páscoa cristã significa salvação, libertação, vida, ressurreição e esperança em Cristo, nosso Cordeiro pascoal. Assim afirmou o apóstolo Paulo: Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8). 

Na Nova Aliança, Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele o Cordeiro que foi sacrificado pela humanidade afim de nos salvar e nos libertar do pecado. Cristo é nossa Pessach, sem Ele contianuaremos sendo escravos do pecado, fadados ao fracasso, sem salvação. É conhecendo a verdade que seremos livres e libertos do pecado e de toda maldição. Jesus disse: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres (Jo.8.32,36). Portanto, Páscoa é libertação, salvação e ressurreição para uma nova vida com Cristo. Amém! 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

PÁSCOA É CORDEIRO NÃO COELHO.

O capítulo 12 do livro do Êxodo descreve a Festa da Páscoa. A Páscoa é uma festa que assinala um novo começo para a nação de Israel. Essa festa sagrada acontece no mês de Abibe (termo hebraico que marcava o ínicio da colheta), em nosso calendário março/abril. Esse mês tornou-se "o primeiro dos meses" de um ano novo para a nação. O propósito da Páscoa era relembrar ao povo a sua libertação da terra do Egito, mediante os poderosos atos redentores de Deus.

No ritual da Páscoa, um cordeiro deveria ser sacrificado, assado e comido por cada família, com pães asmos (sem fermento) e ervas amargosas. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex.12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pesah, que significa passar por cima, pular além da marca, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte que foi executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando para o advento do "Cordeiro de Deus" que veio para nos libertar da escravidão e tirar o pecado do mundo, que séculos mais tarde foi anunciado por João, o batista (Jo.1.29). Portanto, Páscoa cristã significa salvação, libertação, vida, ressurreição e esperança em Cristo, nosso Cordeiro pascoal. Assim afirmou o apóstolo Paulo: Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (I Co.5.7,8). Amém! 

COMO SURGIRAM OS SÍMBOLOS DO COELHO E OVOS NA PÁSCOA?

Diz a lenda que em um inverno particularmente longo, as pessoas começaram a se desesperar, pensando que ele não teria fim, e que elas pereceriam por conta dele. 

Então, para acalmar o coração das pessoas, a Deusa Ostara desceu dos céus para ajudá-los a perceber os sinais de vida que estavam começando a surgir com a nova estação. 

Com isso, eles passaram a chamá-la de deusa da primavera, e ela foi associada à fertilidade por causa da vida que estava voltando às florestas.

A Deusa Eostre era jovem e não tinha filhos, mas ela amava as crianças e as divertia com sua magia, e acabou ficando ali por muito tempo.

Assim, o inverno voltou, e em uma de suas caminhadas, ela encontrou um pássaro ferido, e para salvá-lo, Eostre o transformou em lebre. Porém, como seus poderes estavam fracos pois só se renovariam na primavera, a transformação não aconteceu por completo, por isso, a lebre ainda tinha a habilidade de botar ovos.

Entretanto, a lebre estava tão feliz por ter sua vida salva pela deusa, que botou ovos, os decorou e ofereceu a Eostre como forma de agradecimento.

Muito feliz, a deusa compartilhou os ovos com as crianças que ela tanto amava, e a partir desse momento, a lebre e os ovos foram associados como símbolos da deusa.  

Então, sempre que a primavera chegava, as pessoas esculpiam lebres em madeira, decoravam ovos e os entregavam como forma de representar e honrar os poderes de Eostre.

A celebração à Eostre, apesar de não envolver altares ou templos, sempre esteve muito forte na cultura pagã, principalmente por sua ligação à primavera, e o mesmo acontece com os seus símbolos: 

Lebre/coelho: representando o recomeço, vitalidade e fertilidade.

Ovo: símbolo de fertilidade e começo da vida.

Devido a essa força, a religião cristã incorporou as características dessa celebração para que não houvesse mais rituais pagãos.

E é por isso que Eostre ficou conhecida como deusa da páscoa, pois o coelho e o ovo são, até hoje, fortes símbolos da data.

Fonte: https://www.astrocentro.com.br/blog/espiritual/deusa-eostre/?

A intenção é sempre tirar o foco do verdadeiro sentido da Páscoa. Todavia, Páscoa não é coelho é Cordeiro; nem é chocolate é ervas amargosas.

Páscoa é salvação, libertação e ressurreição para viver uma nova vida com Deus. Amém!