PREGANDO A VERDADE

sábado, 21 de fevereiro de 2026

SETE SINAIS PARA CONFIRMAR O CHAMADO DE SAUL.


Então, tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Porventura, te não tem ungido o SENHOR por capitão sobre a sua herdade? (I Sm.10.1).

A unção não tornaria Saul dono do povo de Deus, apenas faria dele um encarregado para cuidar do povo. Após Samuel ungir a Saul, ele profetiza que haveria alguns sinais para confirmar sua liderança como rei de Israel. Esta profecia se cumpriu na integra. Saul deve ter ficado convencido de que Deus realmente o chamou e o ungiu por meio do profeta Samuel.

1) ACHARÁS DOIS HOMENS JUNTO AO SEPULCRO DE RAQUEL.

Partindo-te hoje de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste buscar, e eis que já o teu pai deixou o negócio das jumentas e anda aflito por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho? (v.2).

2) CHEGARÁS AO CARVALHO DE TABOR, ALI TE ENCONTRARÃO TRÊS HOMENS.

E, quando dali passares mais adiante e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel; um levando três cabritos, o outro, três bolos de pão, e o outro, um odre de vinho (v.3).

3) E TE DARÃO DOIS PÃES.

E te perguntarão como estás e te darão dois pães, que tomarás da sua mão (v.4).

4) IRÁS AO OUTEIRO DE DEUS.

Então, virás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus (v.5a). 

5) ENTRANDO NA CIDADE, ENCONTRARÁS UM RANCHO DE PROFETAS.

... e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um rancho de profetas que descem do alto e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e profetizarão (v.5b).

6) O ESPÍRITO DO SENHOR SE APODERARÁ DE TI.

E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem.

E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo (vs.6,7).

7) DEUS LHE MUDOU O CORAÇÃO EM OUTRO.

Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram aquele mesmo dia (v.9).

Deus mudou o coração de Saul, transformando-o em "outro homem" capacitado para a nova função, cumprindo a promessa de capacitação interna.

Esses sinais aconteceram todos no mesmo dia, conforme prometido por Samuel, para confirmar o chamado e a vocação de Saul.

Infelizmente, vivemos uma época em que muitos são chamados, mas poucos têm a aprovação de Deus para exercerem o chamado ministerial.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

AS DORES DO MINISTÉRIO DE PAULO.


Meus filhinhos, por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (Gl.4.19).

Sentir "dores de parto" expressa a angústia, a aflição, a dor e o anseio com que Paulo deseja a salvação dos gálatas. Ele os trata como quem precisa de um segundo nascimento espiritual, e por isso usa a metáfora de uma mãe que sofre de novo as dores de parto até que Cristo fosse formado neles. 

Paulo compara seu amor pastoral com a igreja na Galácia com as dores de parto de uma mãe. Ele sofre até que os novos convertidos amadureçam espiritualmente e "Cristo seja formado" neles. Paulo usa a imagem do parto para descrever a intensidade do seu trabalho espiritual, seu amor e angústia para que os gálatas não abandonassem o evangelho da graça pela lei. 

Paulo usa a expressão "de novo" (ou novamente). Ele já os havia convertido, mas sentia a dor de vê-los retroceder, precisando "nascer" espiritualmente novamente. A "dor" de Paulo só cessaria quando Cristo fosse plenamente formado neles, ou seja, quando eles vivessem de acordo com o Evangelho.  

O ministério é uma vocação que pode ser muito gratificante, mas também pode ser muito difícil. Pastores e líderes enfrentam uma multiplicidade de desafios no exercício do seu ministério. São frequentemente chamados a consolar, orar pelos doentes, orientar os novos crentes, a ajudar as pessoas em crise e a orientar as comunidades em tempos de transição e mudança. As dores do ministério são muitas e variadas, desde a solidão e o isolamento até à crítica e à perseguição.

O chamado para o ministério é desafiador; ministério é sinônimo de sacrifício, renúncia e sofrimento. Há uma frase que diz: Ministério não é ser visto, ministério é serviço. 

SOBRE PAULO.

Uma antiga tradição do 2o século d.C. descreve Paulo de um modo bem diferente do que muitos imaginam. Baixinho, calvo, pernas arqueadas e nariz acentuado. Ele era, fisicamente falando, o oposto do ideal grego de homem virtuoso. 

UM RESUMO DO SOFRIMENTO DE PAULO.

As dores do ministério de Paulo foram intensas e abrangentes, incluindo açoites, prisões, naufrágios, apedrejamento, fome, perseguições de falsos irmãos e a "preocupação com todas as igrejas (2 Coríntios 11:23-28). Ele enfrentou dores físicas, emocionais e o "espinho na carne", mantendo sua missão apesar dos riscos de morte e abandono.

Os sofrimentos de Paulo relatado em 2 Co.11.23-33, podem ser divididos em três categorias:

1) Sofrimentos Físicos e Perseguições: 

Apedrejado quase até a morte em Listra, açoitado cinco vezes pelos judeus com 39 chicotadas, espancado com varas, e preso múltiplas vezes, incluindo em Filipos e Roma.

2) Solidão e Perigos em Viagens: 

Sobreviveu a três naufrágios, passou uma noite e um dia no mar, enfrentou perigos de assaltantes, rios, desertos e falsos irmãos.

3) Dores Emocionais e Espirituais: 

Enfrentou a rejeição de seu próprio povo, a solidão e o abandono de amigos próximos. Relatou uma "preocupação diária" e "grande tristeza" pelas igrejas que plantou.

Paulo via suas aflições como parte de um propósito maior, completando na sua carne "o que falta às tribulações de Cristo" em favor da Igreja. 

Regozijo-me, agora, no que padeço por vós e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja (Cl.1.24). 

Em Damasco, teve que descer em um cesto para fugir da prisão (2Co 11:32, 33); foi expulso de Antioquia (At 13:50, 51) e apedrejado em Listra (14:19); na Macedônia, foi açoitado e amarrado com os pés em um tronco (16:23, 24); foi perseguido pelos judeus de Tessalônica devido ao que havia pregado em Bereia (17:13, 14); em Jerusalém, foi acusado, perseguido e quase foi morto (21:27-31). Finalmente, naufragou em Mileto (27:13-20), foi picado por uma serpente em Malta (28:3). Paulo também conheceu muitas cadeias por amor a Cristo e não foi como missionário visitando presos. Ele mesmo esteve encarcerado em cinco diferentes cidades. Falando de si mesmo na Carta aos Coríntios, ele afirma ter passado por várias prisões (2Co 11:23), e por fim foi decapitado em Roma por ordem do malvado imperador Nero. 

Todas as dores e sofrimentos na vida e no ministério de Paulo não foi inútil, mas teve frutos para glória de Deus. 

Abaixo de Jesus Cristo, Paulo sobrepujou a todos, ele foi o mais espiritual nas revelações e conhecimento de Jesus Cristo.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

QUEM É FORTE?


Todos querem ser forte, todos querem o primeiro lugar no pódio, todos querem ser exaltados junto aos fortes, todos querem ficar ao lado do mais forte, mas a força e o poder absoluto é exclusivo de Deus. Está escrito: Eis que o Senhor JEOVÁ virá como o Forte, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão vem com Ele, e o seu salário, diante da sua face (Is.40.10). Muitos pensam que são forte, só pensam e acham que são, porém o Forte é JESUS.

O Ferro pensou que era forte, mais forte do que o ferro é o fogo que derrete o ferro.

O Fogo pensou que era forte, mais forte do que o fogo é a água que apaga o fogo.

A Água pensou que era forte, mais forte do que a água é o sol que consome a água.

O Sol pensou que era forte, mais forte do que o sol é são as nuvens que ofosca o brilho do sol.

As Nuvens pensou que era forte, mais forte do que as nuvens é o vento que espalham as nuvens.

O Vento pensou que era forte, mais forte do que o vento é a montanha que dividem os ventos.

A Montanha pensou que era forte, mais forte do que a montanha são os homens que com suas máquinas destróem a montanha.

Os Homens pensaram que eram fortes, mais forte do que os homens é a morte que mata os homens.

A Morte pensou que era forte, mais forte do a Morte é JESUS que venceu a Morte.

... então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória! (I Co.15.54).

Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre, Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno (Ap.1.17,18).

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo... (Ap.20.14).

JESUS é o mais Forte, Ele venceu a Morte, venceu o Inferno, venceu Satanás e subiu triunfante ao céu de glória. Amém!  

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

13 É O NÚMERO DO AZAR?


E estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio (Atos, 17.22,23). 

O número 13, é conhecido por muitos como o número do azar. Temido pelas pessoas que são supersticiosas. O termo Superstição do latim é superstitĭo, a superstição é uma crença que é contrária à razão e alheia à fé religiosa. O supersticioso crê que certos fenômenos têm uma explicação mágica ou mística. Eles dizem que as superstições aparecem como explicação para muitos fatos que desconhecemos. A superstição é um mito que vem desde os tempos remotos, os povos antigos já tinham suas crendices em fatos relacionados ao mundo invisível. Paulo em Atenas, percebeu que os cidadãos atenienses eram supersticiosos, e baseado na sua crença, ele pregou a sua mensagem. 

Para os místicos o número 13 está associado a evolução de todo ser e também é um número poderoso, pois o número 13 somado é igual a 4 ( 1+3=4 ) e o número 4 significa o tudo existente, os quatro elementos: Água, fogo, terra e ar. 

A superstição é derivada da nossa falta de fé e conhecimento da palavra de Deus, mas quando nos tornamos maduros na fé e no conhecimento, nossa forma de pensamento muda completamente. 

A ligação ao número 13 deve-se ao fato de que foi numa sexta-feira que Cristo foi crucificado, após a última ceia onde estiveram presentes 13 pessoas, Cristo e os 12 apóstolos, sendo traído por Judas, que se enforcou também numa sexta-feira. As pessoas que evitam a influência do número 13 a todo o preço são consideradas triscaidecofóbicos. 

Por causa da superstição, o número 13 tem sido extinto em muitos andares de edifícios e repartições. E se você nunca pensou bem nisto, olhe à sua volta e veja quantos prédios de hotéis não contam com o décimo terceiro andar ou com o quarto número treze. E também você nunca sentiu a falta da tecla F13 do seu computador?

Você já percebeu que muitos prédios pulam do 12º para o 14º andar e que algumas companhias aéreas não têm a fileira 13? E também você nunca sentiu a falta da tecla F13 do seu computador? Isso acontece por causa da triscaidecafobia, o medo irracional do número 13.

O 12 sempre simbolizou completude: 12 meses, 12 signos, 12 horas no relógio. O 13, é visto como “o intruso”, é visto como quebrando a ordem. 

A história registra muitas superstições relacionadas ao número 13.

Visão de Sorte e Significado Positivo:

Na Numerologia: 

Representa transformação, determinação, renovação e quebra de ciclos antigos para o início de novos.

Na Cultura Italiana: 

O 13 é considerado um número da sorte.

Na Cultura Judaica: 

O 13 Representa conexão com o divino. 

Em suma, a reputação de "número do azar" é uma construção cultural e folclórica, não uma lei da natureza, variando drasticamente de acordo com a crença de cada local ou pessoa.

Hoje, a fobia influencia a vida moderna: prédios evitam o 13, salas de cirurgia mudam a numeração, empresas podem adiar decisões e até na Fórmula 1 o número 13 era evitado nos carros por superstição.

Mas, a boa notícia é que JESUS escolheu 12 apóstolos, sendo Ele 13º quebrar a ideia de que o 13 traz azar, porque JESUS é a nossa Sorte que veio para nos libertar de todos os temores e superstições. 

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres (Jo.8.32,36). Amém! 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

BEZALEL - O Artesão Chamado Por Deus.

 

Depois, falou o Senhor a Moisés, dizendo: Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício, para inventar invenções, e trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lavramento de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em todo lavor.

E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado,

a saber, a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda; 

e a mesa com os seus utensílios, e o castiçal puro com todos os seus utensílios, e o altar do incenso;

e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a pia com a sua base;

e as vestes do ministério, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;

e o azeite da unção e o incenso aromático para o santuário; farão conforme tudo que te tenho mandado (Êxodo 31:1-11). 

Bezalel, nome de origem hebraica, significa "na sombra de Deus" ou "sob a proteção de Deus". Bezalel é uma figura única na Bíblia, revelado no livro de Êxodo, passou a ser conhecido como o principal artesão e construtor do Tabernáculo e da Arca da Aliança, ele foi capacitado pelo Espírito de Deus com habilidades em ouro, prata, bronze, madeira e pedras. 

Bezalel era um artífice que vivia no anônimato, mas ele foi o primeiro homem na Bíblia a ser descrito como cheio do Espírito de Deus para realizar um trabalho específico. Ele não foi capacitado para liderar exércitos ou proclamar profecias, mas para criar artes. Bezalel recebeu a missão divina de liderar a construção do Tabernáculo, o local onde Deus habitaria entre o povo de Israel durante sua jornada pelo deserto.

Deus poderia ter usado milagres ou anjos para construir Seu Tabernáculo. Mas Ele escolheu uma pessoa, alguém cujas mãos teriam a tarefa sagrada de moldar ouro, prata, madeira e tecidos em objetos que simbolizavam Sua presença. Essa escolha revela algo profundo: Deus valoriza tanto o trabalho humano quanto os talentos únicos que Ele próprio nos dá.

Ao explorarmos a história de Bezalel, aprendemos algo precioso: Nosso Deus não apenas nos liberta e salva, Ele também se preocupa com nossas habilidades cotidianas, com nosso trabalho, criatividade e até mesmo com nossa profissão. Algo que aparentemente parece tão simples, construir com madeira ou tecer tecidos, porém pode ser divino quando capacitado por Deus e feito para glorificar o seu Nome.

Bezalel estava no deserto, no meio do povo que acabou de escapar da escravidão no Egito. Todo mundo está tentando se adaptar à vida nômade, sobrevivendo dia após dia. De repente, Deus se manifesta e diz: “Eu escolhi Bezalel e o enchir do meu Espírito para construir um Tabernáculo para Mim.”

Foi exatamente isso que aconteceu quando Deus chamou Bezalel. Ele não era um líder como Moisés nem alguém conhecido por grandes feitos militares. Era um artesão. Alguém que passava os dias trabalhando com as mãos, moldando objetos e transformando materiais brutos em algo belo. E então, Deus não apenas o escolheu para uma obra divina, Ele também o encheu do Seu Espírito.

Pensa só no peso disso! Bezalel não foi encarregado de criar qualquer projeto comum. O Tabernáculo seria o espaço onde Deus habitaria entre o Seu povo, um lugar tão especial que cada detalhe precisava ser construído exatamente conforme as ordens divinas. Desde os artigos em ouro reluzente até os tecidos finamente bordados… tudo tinha que ser perfeito.

Bezalel ficou maravilhado por ser escolhido por Deus, ele prontamente aceitou o desafio. Mesmo que, como qualquer ser humano, ele pudesse ter dúvidas ou medos, escolheu obedecer e confiar na capacitação divina. A história de Bezalel nos mostra que, no Reino de Deus, não é necessário ocupar posições de grande destaque para desempenhar um papel valioso. 

Na história de Bezalel, nós aprendemos que, cada talento tem a sua importância para Deus e Ele usa os talentos das pessoas de forma extraordinária para o que Lhe for útil. Amém! 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

QUEM TEM UNÇÃO INCOMODA.


O capítulo 17 do primeiro livro de Samuel, narra o epsódio que antecede a luta de Davi contra o gigante Golias. Davi é enviado pelo seu pai Jessé com a missão de levar alimentos para seus irmãos que estavam no campo de batalha a serviço do rei Saul. Davi em obediência a ordem do seu pai, vai até o acampamento onde estavam seus irmãos mais velhos. Chegando lá Davi se depara com o gigante Golias afrontando o exército Israelitas.

Disse mais o filisteu: Hoje, desafio as companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos. Ouvindo, então, Saul e todo Israel essas palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito.

Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde; e apresentou-se por quarenta dias (17.10,11,16).

Davi é movido pelo Espírito de Deus e entende que essa causa é para ele guerrear. Davi pergunta: "Quem é, pois, este incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo? (v.26). 

Porém algo inesperado acontece quando Eliabe, irmão mais velho de Davi, se incomoda com a unção e ousadia de Davi. 

O texto sagrado diz: E, ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração, que desceste para ver a peleja.

Então disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não há razão para isso?

E desviou-se dele para outro, e falou conforme àquela palavra; e o povo lhe tornou a responder conforme às primeiras palavras.

E, ouvidas as palavras que Davi havia falado, as anunciaram a Saul, que mandou tomá-lo.

E Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá, e pelejará contra este filisteu (17.28-32).

Quando Eliabe seu irmão, ouviu-o  falando com os soldados, ficou furioso e perguntou: “O que você está fazendo aqui? Não devia estar tomando conta daquelas poucas ovelhas? Conheço sua arrogância e suas más intenções, Você quer apenas ver a batalha!

Eliabe interpretou mal os motivos de Davi e acusou-o de orgulho e negligência em suas tarefas.

Quem era para apoiá-lo não o fez, mas preferiu despresar e julgar falsamente.

Eliabe representa o irmão chegado que queremos próximo de nós para nos apoiar. Mas este nos decepciona, porque não celebra as nossas vitórias.

Eliabe já tinha um ressentimento no coração por ver Davi vivendo algo que Ele gostaria de viver. Eliabe havia sido rejeitado por Deus Para esse gargo (I Sm.16.7).

Deus não escolhe por aparência física, nem por status, Deus olha para o coração. 

Eliabe era o irmão mais velho de Davi, porém a unção de Deus não estava sobre ele.

Assim como Davi enfrentou oposição, ocorre também com muitos de nós. Davi enfrentou oposição, desdém e incompreensão. Eliabe, seu irmão mais velho, possivelmente com inveja da unção de Davi, liderou o ataque na intenção de desmotivá-lo.

Isto se repete com muitos escolhidos de Deus hoje, estão paralisados ministerialmente pelo que ouviram de alguns Eliabe.

Mas, não pare, não retroceda por causa de críticas, pois Aquele que te chamou é quem te capacita e te fortalece.

Davi foi duramente ofendido e acusado por quem deveia apoiá-lo. Mas ele não se deixou paralisar, nem desanimou, ele Prosseguiu para exercer a função qual Deus lhe havia confiado.

Para vivermos o chamado de Deus, precisamos aprender a ignorar palavras que saem da boca de pessoas amarguradas e ressentidas como Eliabe.

Davi aos olhos de muitos era apenas um bastardo, mas aos olhos de Deus era um homem segundo o seu coração.

Antes de Davi enfrentar Golias e vencê-lo, ele teve que enfrentar Eliabe (o não ungido); teve que enfrentar Saul (o ex-ungido); e por fim Golias (o anti-ungido).

Quem tem unção sempre incomoda. Mas não adianta se incomodar nem ter inveja daquele que Deus escolhe, é perca de tempo, porque Deus sempre vai honrar seus escolhidos. Amém! 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

PREGADORES DA PALAVRA OU MANIPULADORES DA PALAVRA?

 


Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a Palavra... (II Tm.4.1,2).

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (Tt.2.1).

O apóstolo Paulo, preocupado com os ensinos e pregações dos falsos mestres e pregadores da época, instrui os pastores Timóteo e Tito a pregarem e ensinarem a Palavra de forma sã e sadia ao povo; sendo totalmente contrário aos falsos mestres e pregadores da sua época.

No presente século, há diversidades de pregações, na qual as pregações instrutivas e doutrinárias, evangelísticas e avivalistas sofrem alterações e são usadas e abusadas por muitos com mensagens fora do contexto textual, ou sem fundamento bíblico algum.  A pregação genuína norteada na Palavra de Deus e associada ao poder e dependência do Espírito Santo, torna-se cada vez mais urgente e necessária.

Pregar é expor as Escrituras no poder do Espírito, com fidelidade interpretativa ao texto, simplicidade de palavras, objetividade no propósito e sensibilidade às necessidades dos ouvintes.

Distorcer ou manter uma interpretação das Escrituras de forma equivocada é um ato irresponsável e inaceitável para um pregador ou ensinador da Palavra.

Muitos pregadores e até ensinadores, manipulam a Palavra interpretando-a do seu jeito, na intenção de mercadejarem a Palavra, contando o povo como números e fazendo deles negócio.

Com o propósito de manipular e agradar os ouvintes, muitos absurdos estão sendo pregados e ensinados nos púlpitos das igrejas, sob a alegação de estar sendo pregada a genuína mensagem de Deus.

O propósito da pregação é comunicar a verdade de Deus de forma simples. Todos os grandes pregadores por mais doutos, cultos e inteligentes que foram, falaram aos seus ouvintes com simplicidade e clareza, e no poder do Espírito.

O apóstolo Paulo, apesar de seu vasto conhecimento teológico, não se preocupava em demonstrar erudição, intelectualismo ou qualquer outra qualidade acadêmica. Seu foco estava em pregar com simplicidade e clareza, e no poder do Espírito (I Co.2.1-5).

É lamentável ver nos dias atuais, que, em decorrência de algum nível de formação acadêmica por parte de alguns pregadores, muitas pregações têm se transformado em meras exposições arrogantes. Pura vaidade acadêmica e teológica, visando mais exaltar o próprio ego humano do que a Palavra de Deus.

Em plena sociedade do espetáculo e da fama, influenciados por uma cultura narcísica, muitos pregadores buscam ansiosamente a glória do púlpito, tornando-se profissionais do púlpito. Diante disso, os referenciais bíblicos são mais uma vez necessários, para que toda uma geração de novos pregadores possa retornar à Palavra, tendo-a como modelo e referência para o ministério da pregação.

Um grande problema a ser corrigido nos pregadores é a tentativa de manipulação emocional dos ouvintes. É provável que, você já presenciou ou já foi vítima de um pregador manipulador. Pregadores manipuladores entendem que a "confirmação" da sua mensagem dependem exclusivamente dos resultados imediatos, como gritos, pulos e "línguas estranhas" no meio do povo. 

Alguns pregadores, além de tentar manipular o povo, tentam também manipular (ou forjar) o poder do Espírito Santo, o que é algo impossível de ser realizado. Os homens podem ser manipulados, mas o Espírito Santo, nunca. 

Com o objetivo de demonstrar poder e autoridade espiritual, muitos pregadores usam e ausam das mais estranhas praticas: Pulam, gritam, choram, riem, deitam, correm, falam "línguas estranhas", afirmam estar vendo anjos e bola de fogo no meio da igreja, profetizam; tudo para impressionar o povo que, sem conhecimento e discernimento espiritual, acabam acreditando em tudo que ouve e ver. O pregador só precisa ter a consciência de que orou, jejuou, estudou a Palavra e colocou a mensagem sob a direção do Espírito Santo. 

Pregadores pentecostais genuínos não precisam tentar manipular o povo nem o poder do Espírito Santo. Só precisam pregar a Palavra com simplicidade e no poder do Espírito. A pregação na dependência e no poder de Espírito gera, consequentemente, os seus resultados: Salvação, libertação, curas, milagres, batismos no Espírito Santo... 

Os verdadeiros pregadores pentecostais pregam a Palavra, eles não estão presos a apenas um estilo de pregação. Eles pregam de forma expositiva, textual e temática.

Portanto, devemos seguir os conselhos de Paulo e o exemplo do nosso Mestre Jesus: Pregue a Palavra e fale a Sã Doutrina. Amém!