O Concílio de Jerusalém, realizado entre 48 e 50 d.C. reuniu apóstolos, presbíteros e a igreja para tratar da controvérsia levantada pelos judaizantes, que defendiam a circuncisão como requisito para a salvação. Contudo, tal exigência contrariava o ensino bíblico, pois a circuncisão nunca foi meio de justificação para a salvação (Rm.2.25-29). Sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.
Atos capítulo 15 apresenta o primeiro Concílio da igreja em Jerusalém, para resolver a primeira controvérsia de grande relevância na igreja cristã, e caso não tivesse sido resolvida urgentemente, aumentaria a medida que o cristianismo avançasse além das fronteiras da antiga Palestina. Os primeiros cristãos eram judeus e várias práticas das quais estavam habituados foram conservadas. Muitos mantinham até mesmo o preconceito contra outras nações; para eles a entrada dos gentios na igreja, sem adotar os costumes judaicos e todas as orientações divinas presentes na Torah (lei de Moisés), sobretudo as cerimoniais, causaria transtornos e instabilidade ao cristianismo. Então, alguns passaram a exigir que os cristãos gentios aplicassem o estilo de vida e as leis específicas do judaísmo, como por exemplo, a lei da circuncisão. Eles acreditavam que tais atitudes, além de estarem relacionadas com a salvação (Atos 15:1-6), preservariam a integridade da igreja.
A igreja de Antioquia temendo que o assunto da circuncisão resultasse em divisão entre seus membros, enviou à Jerusalém, Paulo e Barnabé a fim de resolverem a questão perante os apóstolos e anciãos (Atos 15:1-2). E, na presença destes, relataram o sucesso do ministério entre os gentios e os atritos doutrinários ocasionados pelos judaizantes (Atos 15:4-6).
A reivindicação dos judaizantes de impor todas as normas prescritas na lei de Moisés, condenava diretamente o trabalho que Paulo e Barnabé faziam em favor dos gentios (Atos 13:44-52). Eles proclamavam a salvação por meio da fé em Cristo sem as exigências defendidas pelos fariseus convertidos ao cristianismo (Atos 15:5). Esta controvérsia gerou o debate sobre o vínculo dos cristãos com a lei mosaica. Este era o principal problema a ser resolvido no concílio de Jerusalém.
Após o relatório de Pedro, relembrando sua experiência na casa de Cornélio, mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios mediante a fé, e não por obras da Lei (At.10.44-46; Gl.3.2), Pedro conclui e afirma que todos são salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo (At.15.11).
Paulo e Barnabé também relataram sobre os gentios serem alcançados pela graça de Deus por todas as cidades por onde pregaram o Evangelho de Cristo. Além disso, destacaram que os gentios foram salvos pela graça, sem a exigência da Lei.
Tiago, o justo, irmão do Senhor e líder respeitado da igreja, preside o Concílio com discernimento espiritual (Gl.2.9). Após ouvir os testemunhos, Tiago reconhece que Deus visitou os gentios para formar dentre eles um povo para o seu nome. Tiago fundamenta seu argumento nas Escrituras, citando Amós (Am.9.11,12), mostrando que a inclusão dos gentios no plano já fazia parte do plano redentor. Após uma sábia exposição ele concluiu seu discurso dizendo: Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá (At.15.28,29). A decisão é comunicada por carta às igrejas gentílicas, enviada com Paulo, Barnabé, Judas e Silas, reafirmando a direção do Espírito Santo (At.15.28) e trazendo consolo e unidade entre os irmãos.
Conclusão:
A decisão do Concílio revelou que a graça que preserva a unidade da igreja é a mesma que Deus oferece como dom de salvação a todos os povos, sem distinção. Amém!
👏Parabéns ao Pr. Geraldo Barbosa pelo excelente artigo "A Graça que Alcança Todas as Nações".🌍📖
ResponderExcluirSua reflexão nos conduz a compreender, de forma clara e profunda, a universalidade da graça salvadora de Deus.
✈️Imagine um grande aeroporto internacional no coração de uma metrópole global.
No saguão de embarque, pessoas de centenas de nacionalidades vestem trajes distintos, falam dezenas de idiomas e carregam passaportes das mais variadas cores e origens.🛂🌎
Para os sistemas de imigração deste mundo, cada passaporte determina direitos e limitações conforme fronteiras políticas e geopolíticas bem definidas.
✝️ Entretanto, quando a mensagem do Evangelho chega a esse grande "saguão da humanidade", ela elimina a necessidade de qualquer passaporte baseado em méritos morais, origem étnica ou posição social.
A Cruz de Cristo torna-se o único selo de acesso reconhecido pelo Tribunal do Céu.👑⚖️
🩸O sangue derramado no Calvário quitou o preço da redenção para todos os que creem, transformando estrangeiros e peregrinos em cidadãos dos Céus 🕊️ e membros da família de Deus. 👨👩👧👦 Sem exigir que abandonem sua identidade cultural, Cristo reúne todos em um só povo, reconciliados pelo poder da Sua graça.🤝❤️
✨ Uma belíssima reflexão que nos lembra que a graça de Deus não conhece fronteiras, não faz distinção entre povos e continua alcançando todas as nações.🌍🙌
🤝Nos laços do Calvário que nos unem,
Pr. João Nunes Machado✍️📜
Ao companheiro pastor João Nunes Machado.
ExcluirGrato por sua amizade, que a Graça e a Paz de Jesus sejam sempre em sua vida.
Obrigado pelo belo e edificante comentário.
Forte abraço.