PREGANDO A VERDADE

sábado, 18 de julho de 2026

SETE SINAIS DA IMINENTE VOLTA DE JESUS.

 

A volta de Jesus não uma utopia, mas é uma realidade, embora muitos não acreditem e questionem sobre este fato. Está escrito que nos últimos dias surgiriam muitos escarnecedores, andando segundo as suas próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os nossos pais morreram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Mas, o Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, se não que todos venham a arrepender-se (2Pe.3.3,4,9). A bíblia nos adverte que os últimos dias seriam pontilhados de acontecimentos nunca antes vistos, e esta realidade nós estamos presenciando em nossos dias; isto é sinal que a volta de JESUS é iminente, Ele voltará em breve.

1) SINAIS NATURAIS.

E haverá fomes e pestes e terremotos em vários lugares. Angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes dos céu serão abalados (Mt.24.7; Lc.21.25,26).

A bíblia declara que a terra geme, como que sentindo dores de parto. Por causa do pecado e da agressão do homem; a natureza está entrando em desequilíbrio. E isto vem ocasionando catástrofes constantes, através de terremotos, maremotos, chuvas em excesso, causando inundações, tufão de ventos, furacões e a temperatura cada vez mais aumentando. A poluição das grandes cidades estão causando o chamado, efeito estufa; e prejudicando a camada de ozônio, com isto aumenta a temperatura na terra. Com o aumento da temperatura, as geleiras nos polos tende a derreter, aumentando o volume de águas no mar. As placas tectônicas se movimentam e chocam-se, causando maremotos e terremotos, o que chamam de tsunami. Todo isto é uma resposta da natureza que vem sendo agredida pelo homem. A natureza está gemendo e clamando, isto é sinal de que Jesus está voltando. 

2) SINAIS SOCIAIS.

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará (Mt.24.12).

Com a multiplicação do pecado, as pessoas estão se tornando cada vez mais frias e tímidas, quanto ao amor à Deus e ao próximo. Vivemos em uma sociedade, onde a ética e a moral estão em decadência, ao ponto de chegar a um caos. A sociedade está doente, os valores estão invertidos, há uma tendência anarquista de liberalidade geral, as pessoas estão perdendo o respeito pelas coisas sagradas e estão sem vergonha de praticar atos imorais. Muitas famílias estão em crise e os governos perderam o controle da situação. O mal sobre veio à terra, e poucos estão percebendo que este é mais um sinal de que Jesus está voltando. 

3) SINAIS CIENTÍFICOS.

E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará (Dn.12.4).

Há cerca de 2.600 anos atrás, o profeta Daniel profetizou sobre a multiplicação e avanço da ciência. A busca pelo conhecimento e desenvolvimento científico cresceu desenfreiadamente nos últimos séculos. Após a revolução indústrial na Inglaterra no século XVIII, ouve um grande avanço científico e tecnológico no mundo inteiro. Após a segunda guerra mundial e a chegada do homem a lua, os avanços científicos e tecnológicos cresceram assustadoramente. Por causa dos avanços científicos, em cerca de meio século, o homem pisou na lua, em seguida surgiu o telefone, o rádio, a televisão, a internet, o computador, os smartfhones... e tantas outras tecnologias. Na verdade, a cada dia, algo novo é criado. A multiplicação do conhecimento, tornou-se comum em nosso dia a dia; mas o que pouca gente sabe é que essa multiplicação do conhecimento é um dos sinais do fim dos tempos e de que Jesus está voltando.

4) SINAIS RELIGIOSOS.

E Jesus respondendo-lhes disse: Acautelai-vos que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão (Mt.24.4,5,11,10).

A parti desta profecia, que o próprio Jesus falou há mais de dois mil anos passados, surgiram muitos falsos cristos e profetas. Na época atual estamos vendo surgirem muitos falsos profetas, falsos mestres, falsos pastores e líderes religiosos que estão enganando a muitos. Estamos vendo o sincretismo religioso, onde o sistema religioso chamado nova era, está misturando tudo e dizendo que todo caminho leva à Deus. Os pseudos cristos e profetas estão por toda parte, tenhamos cuidado, eles tende a se multiplicarem. Estamos vendo escândalos e traições no meio religioso, e tudo isto é sinal que Jesus está voltando.

5) SINAIS POLÍTICOS.

E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o reino de Deus está perto (Lc.21.29-31). 

Os grandes eruditos e estudiosos da bíblia, concordam que a figueira é a nação de Israel. Israel como relógio profético de Deus, serve como alerta para volta de Cristo. O cumprimento das profecias e os fatos que estão acontecendo, indicam que o relógio de Deus está quase cruzando os ponteiros para o último capítulo da História. Jesus disse: Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabei que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas (Mt.24.32,33). 

Por 1878 anos a nação de Israel andou dispersa, enquanto se esperava o cumprimento da profecia do profeta Isaías, que diz: Quem já ouviu uma coisa dessas? Quem já viu tais coisa? Pode uma nação nascer num só dia, ou, pode-se dar à luz um povo num instante? Pois Sião ainda estava em trabalho de parto, e deu à luz seus filhos (Is.66.8). Foi exatamente no dia 14 de maio de 1948, se cumpriu a Palavra de Deus. 

A nação de Israel, ficou dispersa por muito tempo e perdeu a sua identidade como nação. Na segunda guerra mundial, Adolf Hitler, dominado pelo ódio, ordenou a morte de seis milhões de judeus. Mas a promessa que Deus havia feito a Israel através dos seus profetas, haveria de se cumprir. A palavra de Deus começou a se cumprir. No dia 16 de setembro de 1947, na primeira sessão especial da assembleia geral da ONU, o estadista e diplomata brasileiro, Osvaldo Aranha, decidiu por um voto de desempate a favor de Israel, dando o direito de Israel ser reconhecido como estado. Foi no dia 14 de maio, de 1948, que o estado de Israel foi oficialmente reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), como nação. Foi a parti dai que Israel como figueira começou a brotar, já brotou tanto, que já está fazendo sombra aos países vizinhos. Hoje Israel é considerado uma super potência. Jesus disse: Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima (Lc.21.28). Ele está às portas, a sua vinda pegará muitos desapercebidos, muitos serão pegos de surpresa e não estarão preparados. Mas os fiéis subirão ao encontro do Senhor. As profecias estão se cumprindo e o arrebatamento da igreja está as portas. 

6) SINAIS ESPIRITUAIS.

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm.4.1).

O Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebelião organizada contra a fé dos crentes em Jesus Cristo. Neste tempo presente, muitos crentes estão sendo seduzidos pelos espíritos do engano e deixando de seguir a Cristo. Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade. O evangelho liberal crescerá e a popularidade dos ensinos antibíblicos vem crescendo com a ação de Satanás, conduzindo suas hostes infernais numa oposição cerrada à obra de Deus. A segunda vinda de Cristo será precedida de uma maior atividade de satanismo, espiritismo, ocultismo, possessão e engano demoníaco, no mundo e na igreja. 

Sabe, porém, isto: Que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigo dos deleites do que amigo de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te (II Tm.3.1-5).

Os últimos dias anunciado por Paulo, incluem a era cristã na sua totalidade. Paulo profetiza pelo Espírito Santo que as coisas se tornarão piores à medida que o fim se aproxima. Os últimos dias serão assinalados por um aumento cada vez maior de iniquidade no mundo e afastamento da fé em Cristo. Esses tempos serão espiritualmente difíceis e penosos para os verdadeiros servos de Deus.

O apóstolo profetiza que Satanás promoverá uma grande destruição na família, nos valores éticos e morais da sociedade, na política e na religião em geral. A apostasia na igreja redundará em mais graça e poder para os que mantiverem sua fé firme em Deus e na sua Palavra. Muitos não estão percebendo que esta decadência espiritual que vem acontecendo é mais um sinal de que JESUS está voltando.

7) SINAIS ECLESIOLÓGICOS.

E este evangelho do reino será pregado em todo mundo, em testemunho a todas as gentes, e então  virá o fim (Mt.24.14).

A ordem imperativa de Jesus dada à igreja, vem sendo cumprida desde o tempo dos apóstolos, até os dias de hoje. Antes de Jesus subir ao céu, Ele prometeu enviar o Espírito Santo para capacitar a igreja. Ele disse: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que virá sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (At.1.8). Dois mil anos se passaram, e a igreja continua engajada nessa missão. 

Apesar de todos os meios de comunicação que a igreja tem usado para propagar o evangelho, a urgência na evangelização ainda é prioridade. A bíblia já foi traduzida em mais de 2.500 línguas e dialetos, as cortinas de ferro estão caindo, o nome Jesus é um dos mais pesquisado na internet, o número de igrejas evangélicas vem crescendo cada vez mais, há missionários espalhados nos cinco continentes do globo, a palavra de Deus é pregada diariamente, e o Reino de Deus cresce a cada dia. Tudo isto é sinal que Jesus está voltando. 

O mundo está se preparando para receber o Anticristo, porém, a igreja está preparada para volta de Cristo. 

MARANATA! O Senhor Vem!

quinta-feira, 16 de julho de 2026

A GRAÇA QUE ALCANÇA TODAS AS NAÇÕES.

 

O Concílio de Jerusalém, realizado entre 48 e 50 d.C. reuniu apóstolos, presbíteros e a igreja para tratar da controvérsia levantada pelos judaizantes, que defendiam a circuncisão como requisito para a salvação. Contudo, tal exigência contrariava o ensino bíblico, pois a circuncisão nunca foi meio de justificação para a salvação (Rm.2.25-29). Sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.

Atos capítulo 15 apresenta o primeiro Concílio da igreja em Jerusalém, para resolver a primeira controvérsia de grande relevância na igreja cristã, e caso não tivesse sido resolvida urgentemente, aumentaria a medida que o cristianismo avançasse além das fronteiras da antiga Palestina. Os primeiros cristãos eram judeus e várias práticas das quais estavam habituados foram conservadas. Muitos mantinham até mesmo o preconceito contra outras nações; para eles a entrada dos gentios na igreja, sem adotar os costumes judaicos e todas as orientações divinas presentes na Torah (lei de Moisés), sobretudo as cerimoniais, causaria transtornos e instabilidade ao cristianismo. Então, alguns passaram a exigir que os cristãos gentios aplicassem o estilo de vida e as leis específicas do judaísmo, como por exemplo, a lei da circuncisão. Eles acreditavam que tais atitudes, além de estarem relacionadas com a salvação (Atos 15:1-6), preservariam a integridade da igreja.

A igreja de Antioquia temendo que o assunto da circuncisão resultasse em divisão entre seus membros, enviou à Jerusalém, Paulo e Barnabé a fim de resolverem a questão perante os apóstolos e anciãos (Atos 15:1-2). E, na presença destes, relataram o sucesso do ministério entre os gentios e os atritos doutrinários ocasionados pelos judaizantes (Atos 15:4-6).

A reivindicação dos judaizantes de impor todas as normas prescritas na lei de Moisés, condenava diretamente o trabalho que Paulo e Barnabé faziam em favor dos gentios (Atos 13:44-52). Eles proclamavam a salvação por meio da fé em Cristo sem as exigências defendidas pelos fariseus convertidos ao cristianismo (Atos 15:5). Esta controvérsia gerou o debate sobre o vínculo dos cristãos com a lei mosaica. Este era o principal problema a ser resolvido no concílio de Jerusalém.

Após o relatório de Pedro, relembrando sua experiência na casa de Cornélio, mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios mediante a fé, e não por obras da Lei (At.10.44-46; Gl.3.2), Pedro conclui e afirma que todos são salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo (At.15.11). 

Paulo e Barnabé também relataram sobre os gentios serem alcançados pela graça de Deus por todas as cidades por onde pregaram o Evangelho de Cristo. Além disso, destacaram que os gentios foram salvos pela graça, sem a exigência da Lei. 

Tiago, o justo, irmão do Senhor e líder respeitado da igreja, preside o Concílio com discernimento espiritual (Gl.2.9). Após ouvir os testemunhos, Tiago reconhece que Deus visitou os gentios para formar dentre eles um povo para o seu nome. Tiago fundamenta seu argumento nas Escrituras, citando Amós (Am.9.11,12), mostrando que a inclusão dos gentios no plano já fazia parte do plano redentor.  Após uma sábia exposição ele concluiu seu discurso dizendo: Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá (At.15.28,29). A decisão é comunicada por carta às igrejas gentílicas, enviada com Paulo, Barnabé, Judas e Silas, reafirmando a direção do Espírito Santo (At.15.28) e trazendo consolo e unidade entre os irmãos.

Conclusão:

A decisão do Concílio revelou que a graça que preserva a unidade da igreja é a mesma que Deus oferece como dom de salvação a todos os povos, sem distinção. Amém! 

sábado, 11 de julho de 2026

TEMPOS DE REFRIGÉRIO.


Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome (Sl.23.3).

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos,para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor (Atos, 3.19).

Na segunda pregação de Pedro após o dia de Pentecostes, por ocasião da cura de um coxo na porta do templo chamada formosa, Pedro faz várias citações a Jesus, a Moisés e aos profetas. Pedro fala dos tempos do refrigério pela presença do Senhor. Embora estejamos vivendo dias difíceis, Deus nos garante no decurso de toda a presente era, e até à volta de Cristo, que Ele enviará "tempos de refrigério" (isto é, o derramamento do Espírito Santo) a todos aqueles que se arrependerem e se converterem. Mesmo estando vivendo em época de decadência espiritual no presente século, acompanhada da apostasia da fé (2 Tm.3.1; 2 Ts.2.3), Deus ainda promete enviar reavivamento e tempos de refrigério aos crentes fiéis em meio ao caos. A presença de Cristo nos garante: Salvação, bênçãos espirituais, curas, libertação, milagres e derramamento do Espírito Santo sobre os remanescentes que fielmente o buscarem e vencerem o mundo, a carne e o domínio de Satanás. 

Afirmando esta verdade, o salmista Davi escreve: 

O SENHOR é o meu Pastor; nada me faltará.

Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.

Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR por longos dias (Sl.23.1-6). 

No meio da tempestade, caminhando no deserto desta vida, mesmo em tempos difíceis, podemos confiar e descançar no Sumo Pastor; nele temos paz, alegria e refrigério para nossa alma. Amém! 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

O CRISTÃO E A COPA DO MUNDO.


A Copa do Mundo é uma competição mundial que envolve vários países com suas seleções de jogadores que se destacam como melhores no mundo do futebol. A Copa do Mundo teve ínicio no ano de 1930 e completará 100 anos em 2030.

A relação entre o cristão e a Copa do Mundo gira em torno do equilíbrio, onde o esporte e a comunhão não são pecados, mas não devem substituir a prioridade espiritual. O cristão pode torcer, assistir aos jogos e confraternizar com sabedoria, desde que mantenha o foco na fé, no amor ao próximo e evite os excessos e as distrações.

O esporte em si é salutar e uma expressão do talento humano. Torcer, reunir a família e celebrar a comunhão são atitudes saudáveis e de valorização das relações sociais.

Torcer, vestir camisas ou vibrar por uma seleção é permitido, mas o cristão deve manter a postura em todos os momentos. Evitar ofensas a árbitros, jogadores ou torcedores rivais e saber lidar com as derrotas são formas de demonstrar equilíbrio e temperança do caráter cristão.

 A paixão e o entusiasmo depositados no futebol não devem ser maiores do que a dedicação às coisas de Deus. O cristão deve evitar que o campeonato se torne uma distração que o afaste da sua vida devocional com Cristo e dos propósitos espirituais.

A prioridade deve ser sempre Cristo, nunca um verdadeiro cristão vai deixar de prestar culto a Deus reunindo-se com os irmãos na igreja por causa do jogo da Copa do Mundo de futebol ou outros esportes e campeonatos.

 A Bíblia nos ensina a não correr por uma coroa passageira deste mundo. A Copa do Mundo é um evento que une povos por algumas semanas, mas o Evangelho reúne homens e mulheres de toda tribo, língua e nação para um Reino Celestial que jamais terá fim.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

DO IMPÉRIO DAS TREVAS AO REINO DO FILHO.


Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados (Cl.1.13,14). ARC

Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a plena redenção por meio do seu sangue, isto é, o perdão de todos os pecados (Cl.1.13,14). BKJ

No original grego, a expressão "potestade, domínio ou império das trevas" tem a ver com o "poder total do Diabo e suas hostes malignas". Mas Jesus Cristo, nosso Libertador, pagou o alto preço do resgate com sua morte na cruz. Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o seu Reino de amor.

O apóstolo Paulo apresenta aqui uma das declarações mais profundas do evangelho, quando diz: Deus nos libertou de um império de maldades e nos transportou para um Reino de amor.  A salvação não é apenas perdão de pecados, mas uma transferência de domínio, deixamos de pertencer as trevas e passamos a viver sob o governo de Cristo, o Filho amado do Pai.

A QUEDA DO HOMEM.

Lá no Éden, quando o homem desobedeceu, ele caiu e Satanás usurpou o poder e o homem perdeu o domínio, deixando de ser súdito de Deus e passando a ser escravo de Satanás. Quando Adão e Eva pecaram eles perderam o poder de comunhão com Deus e permitiram que Satanás tivesse influência sobre eles e os governasse. A queda do homem, deu legalidade a Satanás, que passou a dominar o reino das trevas, do pecado e da maldade.

Na queda, a terra foi amaldiçoada, o pecado e a morte entraram no mundo, e a humanidade passou ser governada por Satanás. Jesus, referindo-se a Satanás o chamou de "o príncipe desde mundo" por três vezes (Jo.12.31; 14.30; 16.11); Paulo, por sua vez, o chama de: "o príncipe das potestades do ar" (Ef.2.2) e "o deus deste século" (II Co.4.4). O "deus deste século", ou "príncipe deste mundo" é Satanás, este exerce poder sobre boa parte das atividades deste mundo. Ele governa como usurpador e seu governo é temporário e não absoluto. Satanás continua agindo, ele está em plena atividade, mas somente segundo a vontade permissiva de Deus, até ao fim da história (Ap.19.11; 20.10). Aqueles que não se submetem a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, permanecem sob o domínio de Satanás. Este cega os olhos espirituais do entendimento das pessoas, para que a verdade e a glória do Evangelho de Cristo não resplandeça nos corações, a fim de não serem salvos. A solução para vencer esta trágica situação é neutralizar a força do Inimigo e suas atividades, mediante a oração e intercessão e pregar a Palavra de Deus no poder do Espírito Santo (Mc.16.20; At.1.8; 4.31), para libertar os cativos e oprimidos do Diabo.

O IMPÉRIO DE SATANÁS.

O império de Satanás começou na queda do homem, o Diabo tinha o império da morte e dominou desde de Adão até chegar Jesus Cristo, para confrontar e aniquilar o império do Diabo. Sobre isto, o escritor aos hebreus diz: E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o Diabo, e livrasse todos que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão (Hb.2.14,15). O mundo estar dominado pelo Maligno (I Jo.5.19). Mas, o Filho de Deus veio para desfazer as obras do Diabo (I Jo.3.8). O Diabo domina este mundo tenebroso segundo a vontade permissiva de Deus. 

O REINO DO FILHO AMADO.

Jesus venceu Satanás, nos tirou do seu domínio e nos transportou para o Reino do seu amor. O Reino para o qual fomos transportados é de natureza espiritual. Jesus proclamou: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo” (Marcos 1:15). Esse Reino não se baseia na força política, econômica e nem no poder militar, mas em justiça, paz e alegria no Espírito Santo, como afirma Paulo em Romanos 14:17. Esse Reino é sobrenatural e está acima de todos os reinos.

Enquanto o “império das trevas” oprime e escraviza as pessoas, o Reino de Cristo liberta e transforma. É o Reino do amor do Pai revelado no Filho, que reina em nossos corações e governa nossa vida com graça e poder. Nesse Reino, encontramos redenção (fomos comprados), remissão (fomos perdoados), libertação (deixamos de ser escravos do pecado), justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

PARALELO ENTRE O IMPÉRIO DAS TREVAS E O REINO DO FILHO.

No Império das trevas há morte X No Reino do Filho há vida.

No Império das trevas há maldição X No Reino do Filho há bênção.

No Império das trevas há condenação X No Reino do Filho há salvação.

No Império das trevas há escravidão X No Reino do Filho há libertação.

No Império das trevas há perturbação X No Reino do Filho há paz.

No Império das trevas há injustiça X No Reino do Filho há justiça.

No Império das trevas há insegurança X No Reino do Filho há total segurança.

No Império das trevas há desesperança X No Reino do Filho há uma viva Esperança.

FINALIZANDO: Eis a importância da pregação do evangelho. As pessoas que ainda não fizeram de Jesus o Senhor e Salvador de suas vidas, estão sob o poder do Império das trevas, estão dominadas por Satanás, escravas e cativas em seu poder maligno. 

Mas Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. Amém! 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

ELES HAVIAM ESTADO COM JESUS.


Então, eles, vendo a ousadia de Pedro e João e informados de que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus (Atos, 4.13). ARC

Vendo a coragem de Pedro e João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus (Atos, 4.13). NVI

Observando a coragem de Pedro e de João, e tendo notado que eram homens simples e iletrados, ficaram perplexos e reconheceram que eles haviam convivido com Jesus (Atos, 4.13). BKJ

As autoridades do Sinédrio e líderes do povo ficaram espantados com a ousadia de Pedro e João. Dois homens incultos que deveriam ter ficado intimidados na presença de homens poderosos e cultos, reunidos ali para julgá-los. 

A nota de rodapé da BKJ, diz: Em comparação com os saduceus e os teólogos da época, Pedros e João eram literalmente "analfabetos" (como nos originais em grego agrammatos) e "leigos" (da mesma forma em grego idiotai). Entretanto, o Espírito Santo os capacitou de tal maneira, que a coragem, eloquência, poder e sabedoria de suas palavras fizeram os líderes judaicos deduzirem que aqueles homens haviam estudado e convivido com Jesus (Mc.1.22; 3.14). 

O fato de os líderes judaico terem notado que Pedro e João eram homens sem letras e indoutos, não significa dizer que eles não sabiam ler nem escrever. Sem letras e indoutos aqui, significa que eles eram homens simples, sem a formação superior do judaismo que tinham os homens do Sinédrio. Eles eram indoutos porque não tinham a mesma estirpe e o naipe dos líderes e teólogos da época. Mas, possuiam o conhecimento do Senhor Jesus e tinham intimidade com Ele, isto fazia toda a diferença.

Ter nível superior, ser acadêmico, ter diplomas e certificados de várias formações é bom. Mas de nada adianta tanto conhecimento, se não passar pela escola de Jesus e ter estado com Ele.

O problema é quando temos muito conhecimento e informações, mas pouca revelação e nada de poder.

Nunca diga que esteve com Jesus, mas deixa os homens ou as pessoas reconhecerem e perceberem que você esteve e estar com Jesus. Amém! 

domingo, 21 de junho de 2026

A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ COM ESAÚ.


E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele.

Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.

E pôs as servas e seus filhos na frente e a Leia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros.

E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.

Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram (Gn.33.1-4). 

A reconciliação de Jacó com Esaú é uma das mais embremáticas na história bíblica. O motivo pelo qual gerou uma grande rivalidade entre Jacó e Esaú, foi quando  Jacó comprou a primogenitura de Esaú e, posteriormente, enganou seu pai Isaque para receber a bênção destinada ao primogênito Esaú, gerando um forte desejo de vingança no seu irmão que pretendia matar Jacó (Gn.27.41). 

Jacó e Esaú permaneceram separados por 20 anos. A separação ocorreu após Jacó obter fraudulentamente a bênção de seu pai Isaque. Orientado por sua mãe Rebeca, Jacó é forçando a fugir para a terra de Harã. Após duas décadas trabalhando para seu tio Labão, ele decidiu encontrar-se com seu irmão Esaú e finalmente se reconciliaram.

QUATRO ATITUDES DE JACÓ PARA APLACAR A IRA DE ESAÚ:

A disposição de Esaú de se reconciliar com Jacó é impressionante. Quando Jacó partiu para Harã, Esaú estava planejando matá-lo (Gn.27.41). Agora, deseja fazer todo o possível para ajudar seu irmão. As atitudes de Jacó podem ter contribuído, mas não teria feito nenhuma diferença se Esaú não estivesse disposto a perdoar.

1) CHAMOU ESAÚ DE MEU SENHOR.

E enviou Jacó mensageiros diante da sua face a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom.

E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão e me detive lá até agora.

E tenho bois, e jumentos, e ovelhas, e servos, e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça a teus olhos (Gn.32.3-5).

Depois de resolver a situação entre ele e Labão, Jacó teve que se preparar para outro problema, desta vez, com seu irmão Esaú, que estava vivendo na terra de Seir, território de Edom (32.3). No caso de Labão, Jacó havia sido a parte ofendida, mas com relação a Esaú, ele havia sido o ofensor. Havia tomado para si a bênção de Esaú e fugido. Imaginando que Esaú provavelmente ainda guardava rancor dele, Jacó tomou algumas precauções. Jacó não se apresentou com atitude de grandeza, mas como alguém numa posição de fraqueza, buscando o favor de Esaú. Ele enviou mensageiros adiante de si a Esaú, referindo-se a ele como senhor e a si mesmo como teu servo Jacó (Gn.32.3-5). A única coisa que pedia de Esaú era mercê à sua presença. Na verdade a profecia de Isaque é que Jacó seria senhor dos seus irmãos, tendo domínio sobre eles (Gn.27.29); todavia Jacó abriu mão deste direito para ter paz com seu irmão Esaú.

2) CLAMOU AO SENHOR EM ORAÇÃO.

E os mensageiros tornaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com ele.

Então, Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu em dois bandos o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos.

Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.

Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e far-te-ei bem; menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão e, agora, me tornei em dois bandos.

Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque o temo, para que porventura não venha e me fira e a mãe com os filhos.

E tu o disseste: Certamente te farei bem e farei a tua semente como a areia do mar, que, pela multidão, não se pode contar (Gn.32:6-12).

Quando os mensageiros anunciaram a Jacó que Esaú vinha ao seu encontro com 400 homens, ele temeu muito e ficou angustiado. Jacó estava em desvantagem, ele queria paz e foi buscar ao SENHOR em oração.

3) ENVIOU-LHE PRESENTES.

E passou ali aquela noite; e tomou, do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú:

Duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos.

E deu-o na mão dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse a seus servos: Passai adiante da minha face e ponde espaço entre rebanho e rebanho.

E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar, dizendo: De quem és, para onde vais, de quem são estes diante da tua face?

Então, dirás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú; e eis que ele mesmo vem também atrás de nós.

E ordenou também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás dos rebanhos, dizendo: Conforme esta mesma palavra, falareis a Esaú, quando o achardes.

E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Eu o aplacarei com o presente que vai diante de mim e, depois, verei a sua face; porventura aceitará a minha face.

Assim, passou o presente diante da sua face; ele, porém, passou aquela noite no arraial (Gn.32:13-21).

Jacó tentou apaziguar a ira do seu irmão com presentes, mas de nada adianta os presentes se o coração de Esaú não estivesse disposto a perdoar. 

4) CURVOU-SE ATÉ O CHÃO SETE VEZES AO APROXIMAR-SE DO SEU IRMÃO.

Após o Encontro com Deus na noite anterior, Jacó havia lutado com o anjo e tendo sido transformado por Deus em Peniel, onde seu quadril foi deslocado e seu nome mudou para Israel. Ele sai daquela noite mancando. A caminhada de Jacó em direção a Esaú mancando e inclinando-se sete vezes é a imagem perfeita de um homem que foi quebrado pelo próprio Deus. Sua arrogância e esperteza deram lugar à dependência e humildade.

Ao aproximar-se de seu irmão, prostou-se à terra sete vezes (Gn.33.3). Essa atitude era a saudação tradicional para os reis. Jacó estava reconhecendo Esaú como seu senhor.

Anos antes, ao roubar a bênção da primogenitura, o pai deles, Isaque, havia profetizado para Jacó: "Seja senhor de seus irmãos, e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe" (Gn.27:29).

​Ao se aproximar de Esaú se curvando sete vezes, Jacó está visualmente dizendo: "Eu não vim para reivindicar o domínio físico sobre você. Eu abro mão do status político da bênção para ter paz". É uma estratégia de pacificação para desarmar o exército de 400 homens que vinha com Esaú.

A resposta de Esaú mostra o sucesso dos gestos e atitudes de humildade de Jacó. Em vez de atacar, Esaú corre ao encontro de Jacó, abraça-o, lança-se ao seu pescoço e o beija; e ambos choram (Gn.33:4). Aqui nós aprendemos que, toda ira é removida quando há disposição para perdoar. 

Não temos dúvida de que a mão de Deus moveu-se entre os dois irmãos. Certamente o Altíssimo já estava trabalhando nos sentimentos de Esaú, que, ao ver seu irmão vindo ao seu encontro com humildade, inclinando-se ao chão sete vezes, toda a sua ira, mágoa ou resentimento contra Jacó não tiveram mais lugar.

Somente Deus poderia promover tão grande reconciliação, pois, segundo afirma o escritor de Provérbios: "O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio" (Pv.18.19). Mas para Deus, nada é impossível. Amém!