PREGANDO A VERDADE

sexta-feira, 5 de junho de 2026

TRÊS REALIDADES DO INFERNO.

 

O inferno existe, não há como negar a existência do Hades. O inferno não é uma utopia, não algo mitológico, nem uma invenção da mente humana. Jesus Cristo, falou sobre a realidade do inferno várias vezes, em certa ocasião Ele disse: E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt.10.28). A Bíblia ensina que a existência do homem não termina com a morte, mas que continua para sempre, ou na presença de Deus, ou num lugar de tormento. É intenção e desejo de Deus que ninguém vá para o inferno. Deus enviou seu Filho para morrer por nós, para que ninguém pereça, mas tenha a vida eterna (Jo.3.16). Quem for para o inferno é porque rejeitou a salvação provida por Deus. É dever dos cristãos anunciar com toda veemência a salvação aos perdidos e alertá-los sobre o futuro juízo de Deus. Falando sobre o inferno, o sábio Salomão diz: Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo (Pv.15.24). A nossa grande missão é libertar as almas que estão a caminho da destruição e a beira do abismo; no livro de provérbios 24.11,12 está escrito: Livra os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se os puderes retirar. Se disseres: Eis que o não sabemos; poventura, aquele que pondera os corações não o considerará? E aquele que atenta para a tua alma não o saberá? Não pagará ele ao homem conforme a sua obra? Enquanto isso, neste exato momento, milhões de pessoas estão descendo para o inferno, sem Deus, sem paz e sem salvação. Triste realidade.

Jesus faz menção ao inferno 15 vezes nos evangelhos. Para se referir ao inferno, Ele utiliza principalmente duas palavras originais no grego: Geena (11 vezes), associada ao vale de Hinom, e Hades (4 vezes), que representava o mundo dos mortos.

Os textos específicos das menções estão localizados nos Evangelhos:

Mateus: 5:22, 5:29, 5:30, 10:28, 11:23, 16:18, 18:9, 23:15 e 23:33.

Marcos: 9:43, 9:45 e 9:47.

Lucas: 10:15, 12:5 e 16:23.

TRÊS REALIDADES DO INFERNO:

1) O INFERNO É UM LUGAR DE TORMENTO ETERNO.

E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormento, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio (Lc.16.23).

2) O INFERNO É UM LUGAR SEM SAÍDA.

E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá (Lc.16.26).

3) O INFERNO É UM LUGAR DE TOTAL AUSÊNCIA DE DEUS.

E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo (Ap.20.13-15).

Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as gentes que se esquecem de Deus (Sl.9.17).

O sinistro fato do castigo eterno para os ímpios e todas as gentes que se esquecem de Deus, é a maior razão para levar o Evangelho a todo o mundo, e fazer o máximo possível para persuadir as pessoas a arrependerem-se e a aceitarem a Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor, antes que seja tarde demais. Amém! 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

4 MOTIVOS PELOS QUAIS MUITOS CRISTÃOS NÃO SE IMPORTAM COM A VINDA DE CRISTO.


A perda de foco na vinda de Cristo no século XXI ocorre porque muitos cristãos estão excessivamente apegados ao conforto material e ao bem-estar presente. A pregação moderna, muitas vezes, prioriza soluções imediatas e o "céu na terra", diminuindo o anseio pela eternidade e a urgência escatológica da iminente volta do Senhor. 

A sociedade atual oferece uma qualidade de vida, tecnologia e facilidades que geram um apego ao mundo material, fazendo com que a ideia de deixar esta vida seja menos atraente.  Teologias voltadas para a prosperidade terrena e o sucesso pessoal desviam a atenção dos cristãos da volta de Cristo para as conquistas nesta vida. 

Muitas igrejas e líderes religiosos não pregam sobre o juízo final e a vinda de Cristo, optando por mensagens motivacionais mais agradáveis e palatáveis ao público geral.

1) MATERIALISMO.

Vivemos uma época em que as pessoas estão ficando cada vez mais materialistas e desprezando os valores morais e espirituais. Muitos estão com o foco voltado para a prosperidade terrena e o conforto, muitos cristãos se apegam tanto às suas conquistas materiais e ao presente (ao aqui e agora) que perderam o desejo pelo céu. A vida eterna perde o brilho quando os tesouros estão apenas na Terra. Sobre isso Jesus falou: E olhai por vós, para que não aconteça  o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem (Lc.21.34-36). 

2) SECULARISMO.

Infelizmente, o secularismo tem dominado e moldado a vida muitos cristãos. Muitos perderam o foco na Segunda Vinda de Cristo devido a uma mistura de secularismo, má teologia e apego excessivo ao presente. A mensagem do retorno de Cristo muitas vezes é abafada pelas distrações nos entretenimentos e preocupações da vida moderna. Muitos estão misturando o santo com secular e achando tudo normal. Muitos cristãos não oram, não lêem a Bíblia, mas ficam horas na internet, nas redes sociais e fazendo maratonas de filmes e séries na Netflix. O amor ao secularismo tem deixado muitos crentes sem o ardente desejo pela vinda gloriosa de Jesus.

3) FRIEZA ESPIRITUAL.

A apatia e o esfriamento espiritual tem levado muitos cristãos ao comodismo e a rotina religiosa. O apego as coisas terrenas têm levado muitos à mornidão espiritual. Quando o cristão não cultiva o hábito de orar, na busca de um relacionamento diário com Deus, ele perde a urgência e a expectativa em relação ao encontro com o Senhor na sua vinda. Paulo diz: Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor (Rm.12.11). Diferente dos cristãos do primeiro século que eram fervorosos e viviam na expectativa da volta do Senhor, os cristãos deste presente século estão ficando cada vez mais frios e indiferentes acerca do arrebatamento da igreja do Senhor.

4) NÃO AMAM A VINDA DO SENHOR.

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda (II Tm.4.8). Os cristãos do primeiro século anelavam grandemente a volta do Senhor para levá-los daqui, para ficarem com Ele para sempre. Uma marca distintiva dos fiéis é que eles amam a vinda do Senhor e se sentem fora do seu lugar, se sentem como peregrinos e forasteiros neste mundo, aguandando o seu lar celestial. 

O foco excessivo nas coisas terrenas, conquistas e satisfação pessoal tira o foco da soberania de Deus e da preparação espiritual para a vinda do Senhor. Os ensinamentos bíblicos são substituídos por mensagens de alto-ajuda que priorizam apenas o bem-estar imediato em detrimento a herança eterna. Os que não amam a vinda do Senhor, também não têm interesse em falar sobre o arrebatamento da igreja, preferem a amar o mundo e viverem como crentes nominais. 

Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata! (I Co.16.22). Amém!

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A BÊNÇÃO DE DEUS INCOMODA.


A bênção de Deus incomoda aqueles que não consegue aceitar o favor divino na vida de alguém que é abençoado. A bênção de Deus gera desconforto aos que estão ao redor, revelando contrastes e atraindo questionamentos sobre a verdadeira fonte da bênção que propociona paz e prosperidade. O sucesso ou a transformação na vida de alguém desperta oposição de quem não entende que a graça vem do alto, e que Deus favorece a quem quer.

Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou.

O homem enriqueceu, e a sua riqueza continuou a aumentar, até que ficou riquíssimo.

Possuía tantos rebanhos e servos que os filisteus o invejavam.

Estes taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado na sua época, enchendo-os de terra.

Então Abimeleque pediu a Isaque: "Sai de nossa terra, pois já és poderoso demais para nós" (Gênesis 26:12-16).

CINCO SEGREDOS DA PROPERIDADE DE ISAQUE:

1) OBEDIÊNCIA.

Mesmo sendo falho, Isaque foi um homem obediente a Deus em todas as coisas. Quando o SENHOR lhe disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser (26.2), ele obedeceu e foi prospero na terra de Gerar.

2) TRABALHO.

E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava (Gn.26.12).

Não existe prosperidade sem trabalho, Deus abençoou Isaque, mas ele teve que trabalhar. Isaque arou a terra, semeou a boa semente e depois colheu o fruto do seu trabalho. Ele não ficou de braços cruzados esperando Deus manda algo, não, ele foi a luta, fez a sua parte e Deus o abençoou.

3) PACÍFICO.

Isaque era um homem de paz, por três vezes contenderam com Isaque: Ele cavou três poços, Eseque, onde houve contenda. Sitina, onde houve inimizade. Reoboque, onde houve alargamento e o SENHOR o fez crescer (26.17-22).

4) PERSEVERANTE.

Mesmo sendo perseguido pelos filisteus na terra de Gerar, Isaque não desistiu facilmente diante das oposições que surgiram para o abater e o fazer desanimar. Ele ficou debaixo da vontade soberana de Deus e foi prospero.

5) GRATIDÃO.

Isaque foi grato a Deus durante toda a sua vida, ele sempre lembrava do seu pai Abraão e agradecia a Deus por ser herdeiro de Abraão. Depois de todas as batalhas enfrentadas, Isaque foi grato a Deus pela vitória e edificou um altar ao SENHOR, invocou o nome do SENHOR e o adorou em gratidão (26.23-25).

sábado, 30 de maio de 2026

Por Que Moisés Pecou Quando Feriu a Rocha Três Vezes?

 

Moisés prevaricou quando desobedeceu gravemente a ordem do SENHOR, sendo-lhe então dito que ele não entraria na terra prometida de Canaã. No primeiro episódio quando houve falta de água potável para o povo beber, Deus ordenou a Moisés ferir a rocha (Ex.17.1-7). No segundo episódio, cerca de 38 anos depois, após a morte de Miriam, mais uma vez, houve falta de água; Deus disse a Moisés: Fala a rocha e sairá água, porém, Moisés feriu a rocha duas vezes (Nm.20.1-13). Anos depois, no Novo Testamento, Paulo falando sobre a peregrinação dos israelitas no deserto, ele identifica essa rocha como Jesus Cristo, a fonte das águas vivas. Paulo diz: "E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da rocha pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo (I Co.10.4). Assim como aquela rocha no deserto foi ferida por Moisés, assim foi Cristo quando morreu na cruz. Quando Cristo foi ferido na cruz, jorrou águas vivas para saciar a sede espiritual de toda humanidade. Portanto, Cristo como a Rocha eterna só é ferido uma vez. 

PRIMEIRO EPISÓDIO: DEUS MANDA MOISÉS FERIR A ROCHA.

Depois, toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.

Então, contendeu o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?

Tendo, pois, ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito para nos matares de sede, a nós, e aos nossos filhos, e ao nosso gado?

E clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejarão.

Então, disse o Senhor a Moisés: Passa diante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai.

Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.

E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? (Êxodo 17:1-7).

SEGUNDO EPISÓDIO: DEUS MANDA MOISÉS FALAR A ROCHA.

E não havia água para a congregação; então, se congregaram contra Moisés e contra Arão.
E o povo contendeu com Moisés, e falaram, dizendo: Antes tivéssemos expirado quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor!

E por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos ali, nós e os nossos animais?

E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? Lugar não de semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber.

Então, Moisés e Arão se foram de diante da congregação, à porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu.

E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Toma a vara e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, e dará a sua água; assim, lhes tirarás água da rocha e darás a beber à congregação e aos seus animais.

Então, Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado.

E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes: porventura, tiraremos água desta rocha para vós?

Então, Moisés levantou a sua mão e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.

E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não me crestes a mim, para me santificar diante dos filhos de Israel, por isso não metereis esta congregação na terra que lhes tenho dado.

Estas são as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e o Senhor se santificou neles (Números 20:2-13).

Os eventos deste capítulo começaram no quadragésimo ano da saída do Egito. O povo peregrinava no deserto por trinta e nove anos. A maioria das pessoas da primeira geração já havia morrido sem receber o que fora prometido, em breve, seus filhos estariam na terra prometida.

Moisés e Arão foram ordenados por Deus a falarem à rocha, e não feri-la, conforme fora feito em Horebe há 38 anos atrás (Êx.17.1-7).

Moisés e Arão foram proibidos de introduzir o povo de Deus em Canaã, porque não obedeceram e não creram no SENHOR, para o santificar diante do povo (v.12).

O pecado de Moisés foi duplo. Primeiro, falou imprudentemente, como se a glória e o poder de Deus residissem nele e fosse propriedade sua (Sl.106.32,33).

Em segundo lugar, agiu desaforadamente ao ferir a rocha por duas vezes com ira, ao invés de falar à rocha conforme Deus tinha ordenado (v.11).

Ao falar e agir imprudentemente, Moisés se exaltou demonstrando falta de confiança em Deus, e, daí, tornou-se rebelde contra a sua Palavra. Naquele momento crítico, Moisés revelou falta de fé e obediência, que é o modo incorreto de se corresponder à Palavra de Deus.

Por esse ato de desobediência de Moisés, ele foi terminantemente impedido por Deus de não entrar na terra de Canaã. Deus lhe falou que ele veria a terra de longe, mas não entraria (Dt.32.48-52). 

Moisés ainda insistiu com Deus, rogando para entrar na terra de Canaã, mas o SENHOR lhe respondeu dizendo: Basta; não me fales mais neste negócio (Dt.3.23-27).

Deus ficou irredutível com Moisés e lhe disse: Basta! Não me fale mais neste negócio. Ser irredutível significa não se deixar submeter ou não se deixar convencer por opiniões contrárias. Neste caso específico, Moisés insistia com Deus a respeito de algo que ele queria muito, entrar na terra prometida e conhecê-la de perto. Moisés implorou, elogiou Deus, glorificou os seus feitos poderosos, em seguida suplicou dizendo: "Deixa-me atravessar e ver a boa terra do outro lado do Jordão". A resposta de Deus foi curta e direta: "Basta! Não me fale mais neste negócio". A resposta de Deus revela que Moisés já vinha insistindo no assunto, havia um bom tempo. Mesmo assim, a resposta foi negativa: “Basta! Não me fale mais neste negócio”. 

Assim como Moisés desqualificou-se para introduzir o povo em Canaã, e também não entrou, assim também muitos crentes na atualidade serão reprovados e não entrarão na Canaã celestial por estarem banalizando a graça de Deus e flertando com o pecado.

domingo, 24 de maio de 2026

PALAVRA DE DEUS.

 

Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb.4.12).

O escritor aos hebreus encerra a sua argumentação sobre o repouso do povo de Deus, dizendo: Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar (Hb.4.9-13). A Palavra de Deus revela quem vai entrar no repouso de Deus. A Palavra é viva (ela produz vida), é eficaz (ela produz efeito poderoso). Ela é uma espada cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos pensamentos e motivos são espirituais ou não. Tem dois gumes e corta, ou para nos salvar ou para nos condenar à morte eterna. Por isso, nossa atitude para com a Palavra de Deus deve ser em total obediência e temor a Jesus, o qual é a Palavra de Deus. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus (Ap.19.13). Temos em nossas mãos a Palavra de Deus escrita, porém Jesus é a Palavra viva em Pessoa. Amém! 

A PALAVRA DE DEUS É:

1) Alimento (Jr.15.16; Lc.4.4).

2) Espelho (Tg.1.22-25).

3) Escudo (Pv.30.5).

4) Espada (Ef.6.17).

5) Fogo (Jr.23.29a).

6) Martelo (Jr.23.29b).

7) Lâmpada (Sl.119.105a).

8) Luz (Sl.119.105b).

9) Pura (Sl.119.140).

10) Verdade (Sl.119.160; Jo.17.17).

sábado, 23 de maio de 2026

BETÂNIA, "O Lugar Favorito De Jesus".


Betânia nos tempos bíblicos era uma pequena aldeia na encosta oriental do monte das Oliveiras, distante cerca de 3 quilômetros da cidade de Jerusalém (Jo.11.18). Ali ficava a casa de Marta, Maria e Lázaro, os amigos de Jesus (Lc.10.38-42; Jo.11.1). Com base nos registro dos Evangelhos, Betânia era o lugar favorito onde Jesus costumava se hospedar quando estava na Judeia durante seu ministério itinerante (Mateus 21:17; Marcos 11:11). Além da casa dos amigos de Jesus, na vila de Betânia também ficava a casa de Simão, o leproso. Foi na casa de Simão em Betânia que ocorreu o jantar em que o Senhor Jesus foi ungido com o nardo puro que Maria lhe trouxe num vaso de alabastro (Mt.26.6-13; Mc.14:3-9; Jo.12:1-11). Por fim, a importância dessa aldeia na história bíblica fica clara nas palavras do evangelista Lucas. Ele registra que a ascensão do Senhor Jesus ocorreu nas proximidades de Betânia (Lucas 24:50,51).

Betânia significa: Casa dos figos ou casa das tâmaras, lugar dos pobres, lugar dos humildes.

Nunca lemos na Bíblia que nenhum rei, nenhum sacerdote, nenhum profeta passou, visitou ou se hospedou em Betânia. Todavia, Jesus, sendo Rei, Sacerdote e Profeta, não só passou em Betânia, mas se hospedou várias vezes, fazendo da humilde aldeia de Betânia o seu lugar favorito.

Sem entrar nos detalhes dos fatos ocorridos em Betânia, tais como: Jesus na casa de Marta, Maria e Lázaro; Jesus na casa de Simão participando de um jantar; Jesus ressuscitando Lázaro depois de quatro dias morto. 

Aqui nós aprendemos que Jesus gosta de favorecer os humildes, Ele prefere lugares simples; não gosta de ostentação, nem de lugares badalados onde está o centro das atenções e para onde as mídias estão voltadas. Jesus amava Jerusalém e gostava de muitas outras cidades e lugares por onde passou, mas o seu lugar favorito era a aldeia de Betânia.

Que o lugar favorito de Jesus seja o coração humilde e sincero de um pecador arrependido, rendido e dependente da sua graça, amor e misericórdia. Amém! 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

OS SADUCEUS - ORIGEM E CRENÇA.

 

Naquele mesmo dia, os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele com a seguinte questão:

Mestre, Moisés disse que se um homem morrer sem deixar filhos, seu irmão deverá casar-se com a viúva e dar-lhe descendência.

Entre nós havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu. Como não teve filhos, deixou a mulher para seu irmão.

A mesma coisa aconteceu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo.

Finalmente, depois de todos, morreu a mulher.

Pois bem, na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa, visto que todos foram casados com ela? "

Jesus respondeu: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!

Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos no céu.

E quanto à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus lhes disse:

Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos! 

Ouvindo isso, a multidão ficou admirada com o seu ensino (Mateus, 22.23-33).

Os saduceus eram uma seita religiosa e política do período do segundo templo, atraídos principalmente pelos elementos aristocráticos e sacerdotais dominantes da sociedade judaica. O partido dos saduceus controlava o culto no templo, e muitos de seus membros pertenciam também ao Supremo Conselho Judaico, o Sinédrio (At.23.6).

Os saduceus eram os liberais da época. Não criam no sobrenatural. Externamente demonstravam obediência à lei de Deus, mas na prática negavam os seus ensinamentos. Rejeitavam as doutrinas da ressurreição, dos anjos, dos milagres, da imortalidade da alma e do juízo vindouro. Tinham uma vida mundana e moralmente relaxada. Eles, também, perseguiam a Jesus Cristo (Mt.16.1-6).

ORIGEM DOS SADUCEUS.

A origem dos saduceus é incerta, mas é possível ligá-los aos macabeus.  Eles teriam surgidos após a rebelião dos macabeus, e durante a tentativa nacional dos asmoneus de tornarem-se livres dos sírios. Duas explicações para a origem dos saduceus ligam o nome da seita a duas figuras históricas distintas, porém ambas chamadas Zadoque: (1) O termo "saduceus" pode ser derivado de Zadoque, sumo sacerdote nos dias de Davi e Salomão (2 Sm.8.17; 1 Rs.1.34). Na visão da restauração, de Ezequiel, é confiada aos descendentes desse Zadoque a supervisão da adoração no templo (Ez.40.46; 43.19; 44.15). Na realidade, os descendentes de Zadoque constituíam a hieraquia do templo até o século II a.C. (2) De acordo com a tradição rabínica, entretanto, a seita dos saduceus foi fundada por um discípulo de Antígono de Zoko, também chamado Zadoque. Epifânio, em sua obra Heresies, afirma que o nome "saduceus" deriva do termo hebraico sadiq (ou justo). Uma visão mais provável é que “saduceus” deriva de Zadoque, que tornou-se pai dos saduceus.

A CRENÇA DOS SADUCEUS.

Os saduceus negavam os livros poéticos e proféticos e privilegiavam o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Acreditavam unicamente nos escritos por Moisés. 

Os saduceus não rejeitavam difinitivamente os livros proféticos, mas eram reticentes em empregá-los. Estavam interessados na salvação atual da nação, desprezando a ideia de uma retribuição futura individual e coletiva no mundo porvir. Negavam a ressurreição dos mortos e a existência dos anjos (Mt 22.23-33; Mc 12.18; Lc 20.27; At.4.1,2; 23.6-8).

Com tais doutrinas, eles tendiam para uma postura deísta, que via Deus como um grande Criador, que transmitira suas leis aos homens, mas depois praticamente havia perdido o interesse pelo mundo. Portanto, os saduceus se achavam predispostos a rejeitar todas as afirmações de Jesus Cristo de que era Deus. Como Deus raramente se preocupava com a terra, era pouco provável que se desse ao trabalho de mandar seu Filho para cá.

PODER E INIMIZADE DOS SADUCEUS.

Os principais oponentes dos saduceus eram os fariseus. Eram partidários de uma estrita aplicação da lei de talião ou “lex talionis” (Êx 21.23; Dt 19.21). Os saduceus insistiam em um cumprimento mais literal da lei, enquanto os fariseus eram mais moderados.

Eram duros e arrogantes com os “pequenos”. Não tinham influência sobre o povo. Assim como todo o partido no poder, não resistiam à tentação de utilizar a religião em seu favor.  Poder, corrupção e tradição judaica eram por eles articulados para a manutenção dos cargos e privilégios dos quais eram detentores.

Os adeptos dessa seita eram em pequeno número, mas era composta de pessoas da mais alta condição. Quase sempre, nada se faz segundo o seu parecer, porque quando eles são elevados aos cargos e às honras, muitas vezes contra a própria vontade, são obrigados a se conformar com o proceder dos fariseus, pois o povo não permitiria qualquer oposição a estes.

Os saduceus também eram inimigos de Jesus, além de se oporem aos ensinamentos de Jesus, eles também não acreditavam ser Ele o Filho de Deus. O ponto central do conflito deles com Jesus parece ter sido a mobilização das multidões que o seguiam. Temiam uma represália de Roma, com a matança de judeus em massa, caso as multidões reunidas em torno de Jesus fossem tidas como uma ameaça ou tentativa de revolta (como veio a acontecer em 70. D.C.). 

Para a frustração do sumo sacerdote e dos saduceus, após a morte e ressurreição de Jesus, os seus seguidores aumentaram mais ainda. Além disso, foi a propagação da doutrina e da realidade da ressurreição que os saduceus rejeitavam, que lhes causaram os maiores transtornos.

Os saduceus foram extintos e a sua influência cessou com a destruição do templo, em 70 d.C., que levou o judaímos pós-bíblico a se desenvolver conforme a ideologia farisaica.

Fonte: 

Bíblia de Estudo Pentecostal, nota de rodapé p.1389.

Bíblia de Estudo Arqueológica, notas históricas e culturais p.1600.

A Sã Doutrina: Uma Perspectiva Pentecostal Clássica, p. 313-315.

CURIOSIDADE.

A palavra Saduceus aparece exatamente 14 vezes no Novo Testamento (na maioria das traduções, como Almeida Revista e Corrigida e NVI). O termo se refere a um grupo religioso e político de elite da época de Jesus que não acreditava na ressurreição.

No Evangelho de Mateus 7 vezes: 

1) Mateus 3:7

2) Mateus 16:1

3) Mateus 16:6

4) Mateus 16:11

5) Mateus 16:12 (NVI).

6) Mateus 22:23

7) Mateus 22:34

No Evangelho de Marcos 1 vez: 

1) Marcos 12:18

No Evangelho de Lucas 1 vez: 

1) Lucas 20:27

No livro de Atos dos Apóstolos 5 vezes: 

1) Atos 4:1 

2) Atos 5:17 

3) Atos 23:6

4) Atos 23:7

5) Atos 23:8